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A Natureza da Verdadeira Adoração – Geoffrey Thomas

por: Geoffrey Thomas

A verdadeira adoração é prestada a Deus somente por aqueles que nasceram do Espírito de Deus. “Aquele que é nascido da carne, é carne”, disse Jesus e portanto, toda assim chamada adoração feita por pecadores não regenerados é carnal. Somente um coração regenerado pode cantar a nova canção (Salmos 40:3).

A verdadeira adoração só pode ser realizada através do Espírito Santo. “Os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito” disse Jesus e, portanto, unicamente através da iluminação que o Espírito Santo concede a nossas mentes, e os sentimentos dela produzidos em nossos corações é que nossa adoração pode ser edificante para nós e agradável a Deus. Os dons de liderança concedidos pelo Espírito a pastores e mestres são uma parte essencial de adoração pública.

A verdadeira adoração é estruturada pelas Escrituras. “Os verdadeiros adoradores adoram… em verdade”, disse Jesus. A Bíblia nos revela a Deus a Quem devemos adorar e como devemos fazê-lo: “com reverência e santo temor”. As Escrituras porduzem a atmosfera e fornecem os temas, as orações, os louvores e a pregação. Dessa forma, possuímos um padrão para conhecer o que é certo e o que é errado em tudo o que é falado e cantado. Desfrutamos, também, uma maravilhosa liberdade de todas as tradições e artefatos que são introduzidos por homens não espirituais, na inútil tentativa de “tornar” a adoração mais “importante” e “significativa”. A verdadeira adoração é essencialmente simples.

A verdadeira adoração é centralizada em Deus. Não é centralizada na “inspiração”, tampouco nos sentimentos; nem mesmo é centralizada em Jesus (ou no Espírito Santo) – não somos adoradores só de Jesus (ou só do Espírito Santo). Ela se centraliza no Pai. Disse Jesus: “os verdadeiros adoradores adoram o Pai”. Naturalmente, o Pai só pode ser adorado através do Filho e o objeto de nossa adoração é a Divindade como um todo: Pai, Filho e Espírito Santo. Certamente nós adoramos a Jesus, mas é errado adorarmos somente a Jesus e torná-lo o centro de nossa adoração, negligenciando ao Pai.

A verdadeira adoração surge a partir de um contínuo andar com Deus. Um homem que dificilmente pensa em Deus durante seis dias da semana, não está apto a adorá-lo corretamente no sétimo dia. Se tal pessoa fala o quanto está se “regozijando” na adoração, alguma coisa está errada com ele! Ele está se entretendo ou está recebendo aquela vaga sensação de desafio que o homem natural desfruta. Por outro lado, em meio à verdadeira adoração, tal pessoa deveria sentir o quanto está afastada de Deus e sentir uma tristeza santa por sua negligência com a glória do Senhor.

A verdadeira adoração requer preparação. Um homem não pode simplesmente achegar-se à presença de Deus sem qualquer preparação de coração e alma e esperar, então , por uma “adoração instantânea”. Davi disse: “Ao meu coração me ocorre: buscai a minha presença; buscarei, pois, Senhor, a Tua presença” (Salmos 27:8). A verdadeira adoração, no dia do Senhor, surge de uma mente preparada para Deus, encorajada por uma oração ardorosa pela bênção do Senhor sobre a noite do Sábado e a manhã do dia do Senhor.

A verdadeira adoração deveria ser acompanhada pela meditação. Eis por que exortamos as pessoas a cuidarem da maneira pela qual empregam o seu tempo após o término do culto. Todo o proveito advindo da exposição e aplicação da Palavra de Deus pode ser destruído. A graça é uma planta delicada, pode ser facilmente danificada. Se queremos aproveitar da adoração prestada, isso deve ser feito por meio de uma tentativa verdadeira de reter a principal lição da pregação.

A verdadeira adoração é sempre produto de uma perspectiva da grandeza de Deus e da nossa pequenez. O profeta Isaías vê a grandeza de Deus e clama: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! (Isaías 6:5). João, na ilha de Patmos, vê o Senhor e diz: “Quando O vi, caí a seus pés, como morto” (Apocalipse 1:17). Qualquer coisa de novo que introduzimos na adoração, que não tenha como objetivo exaltar a Deus, é simplesmente uma concessão ao desejo por novidade que, caracteriza todos os homens naturais.

A verdadeira adoração sempre é aceita por Deus. Devemos ser muito cuidadosos para não abrigar pensamentos que inferiorizam a nossa adoração! Expressões depreciativas, tais como aquelas que descrevem a adoração como um “sanduiche de hinos”, somente encorajam a atitude que revela que nossa adoração é formal, exterior e sem liberdade e que , se nós estivéssemos realmente adorando, então deveríamos ter barulho, liderança espontânea e excitação. Na realidade, na verdadeira adoração, as pessoas não ficam sempre sentadas na ponta dos bancos imaginando quem será o próximo a dizer ou fazer algo inesperado. Não, eles não devem concentrar-se muito nos meios de adoração; seus pensamentos devem estar centralizados em Deus. A verdadeira adoração é caracterizada pelo esquecimento de si mesmo e a ausência de qualquer concentração no homem. O publicano permaneceu em pé, distante, abaixou sua cabeça e orou: “‘O Deus, sê misericordioso comigo, pecador”. Em nossos cultos, dirigidos pelas Escrituras e dependentes de Cristo, estamos verdadeiramente adorando a Deus; não deixamos simplesmente que as coisas caminham, mas unicamente queremos adorar; nós adoramos o Deus vivo em espírito e em verdade, sabendo que o Pai está buscando ativamente tais pessoas que O adorem! Nós não cremos que todas essas novas ênfases na espontaneidade e na condução da adoração por homens, mulheres e jovens nos esteja levando a uma conscientização maior sobre Deus e à verdadeira adoração. Pelo contrário, existem abundantes evidências de que a adoração se encontra em declínio. Consideremos, por exemplo, a mudança em nosso modo de nos endereçarmos a Deus, o que tem ocorrido nos últimos vinte anos. Será que isso representa um progresso e um amadurecimento no culto e oração públicos? O que será que significa essa nova linguagem utilizada para orarmos: “Nós só queremos Te adorar, Te louvar”, “Somente a Ti, Jesus, queremos adorar”? As frases truncadas e curtas podem ser comparadas desfavoravelmente com os argumentos bem construídos e confiantes, acoplados com a reverência constante observados nas orações das gerações anteriores.

A verdadeira adoração tem o seu clímax no dia do Senhor. A liberdade que o povo de Deus desfruta sob a nova aliança não lhes dá o direito de se reunirem somente quando se sentirem conduzidos ou dirigidos a fazê-lo. Na igreja apostólica, a adoração tinha períodos pré-determinados para ocorrer. No primeiro dia da semana eles se reuniam para partir o pão, ouvir a Palavra de Deus e recolher as ofertas (Atos 20:7; I Coríntios 16:2). Mesmo que eles não sentissem o mesmo ânimo para realizar essas coisas naquele dia e se sentissem mais inclinados às coisas religiosas no terceiro dia, por exemplo, era no primeiro dia que eles deviam reunir-se para adorar. O mesmo pode ser dito hoje. Nós não somos “Adventistas do quinto dia”, daqueles que se reúnem na quinta feira, à noite e nos orgulhamos das bênçãos maravilhosas e da fantástica comunhão quando o Senhor “realmente” se reúne com dez de nós. Não, nós devemos reunir-nos no Espírito no dia designado, o dia do Senhor e com todo o povo de Deus.


Tradução: Dr. Eurico Correia

Nota sobre o Autor: Geoffrey Thomas é pastor da Alfred Place Baptist Church em Aberystwyth, País de Gales e também trabalha como Editor Assistente da Banner os Truth (Nº.153, Junho/76) e do Evangelical Times.

Transcrição do jornal “Os Puritanos” Ano II Nº. 5 de Setembro/Outubro – 1994.

Fonte: http://www.monergismo.net.br

 
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Publicado por em 20/08/2013 em POIMENIA

 

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Abertura do culto

Imagina começar um culto assim.


Se não conseguir ouvir a música, clique aqui.

Um alegre convite a participar da festa entre irmãos. A casa é grande, cabe todo mundo e somos todos um. A unidade vai nascer. E, por sermos um em amor, somos luz. O brilho das pessoas é muito maior e ilumina as manhãs (ochoro pode durar a noite inteira mas a alegria vem pela manhã…). E nada de sacanagem, nada de melar a festa, que ela tá só começando!

O Homem Falou
Maria Rita
Composição: Gonzaguinha

Pode chegar
Que a festa vai
É começar agora
E é prá chegar quem quiser
Deixe a tristeza prá lá
E traga o seu coração
Sua presença de irmão
Nós precisamos
De você nesse cordão…

Pode chegar
Que a casa é grande
E é toda nossa
Vamos limpar o salão
Para um desfile melhor
Vamos cuidar da harmonia
Da nossa evolução
Da unidade vai nascer
A nova idade
Da unidade vai nascer
A novidade…

E é prá chegar
Sabendo que a gente tem
O sol na mão
E o brilho das pessoas
É bem maior
Irá iluminar nossas manhãs
Vamos levar o samba com união
No pique de uma escola campeã…

Não vamos deixar
Ninguém atrapalhar
A nossa passagem
Não vamos deixar ninguém
Chegar com sacanagem
Vambora que a hora é essa
E vamos ganhar
Não vamos deixar
Uns e outros melar…

Oô eô eá!
E a festa vai apenas
Começar
Oô eô eá!
Não vamos deixar
Ninguém dispersar
(O Homem Falou)…(final 2x)

Fonte: FACA AMOLADA

 
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Publicado por em 04/04/2012 em POIMENIA

 

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Ordem e decência no culto


Você chega ao teatro. A peça começa, mas um monte de gente continua entrando, falando alto, procurando lugar para sentar. Quando você se dá conta, perdeu boa parte das falas dos atores porque os atrasildos chamaram tanto sua atenção que prejudicaram a compreensão da peça. Ou então você vai ao cinema. Chegam os atrasildos. Pedem licença para passar, pois querem se sentar nas cadeiras vazias da sua fileira. Esbarram em você, esmagam suas pernas, pipocas caem no seu colo, desconcentração total. Ou entao aquele concerto de música maravilhoso. A Orquestra Sinfônica Brasileira dá os acordes iniciais da sua sinfonia preferida e, quando o maestro está a pleno vapor… lá vêm os atrasildos de plantão, fazendo barulho, caminhando por entre as fileiras, esbarrando em você para passar e prejudicando totalmente o seu deleite musical.
Pergunto eu: em alguma dessas situações você ficaria feliz?
Qualquer pessoa acharia esses atrasildos muitíssimo incômodos. Pois sua atitude demonstra desrespeito com o público que chegou na hora certa, com os artistas, com o significado daquele evento. E, convenhamos, se você e um dos atrasildos, por qualquer razão que seja, perdeu boa parte da programação simplesmente porque não chegou na hora. Tenho certeza de que você não chega atrasado ao cinema, ao teatro,  a um concerto: chega antes, com calma, compra seu ingresso, escolhe seu assento, não incomoda ninguém… Tudo com ordem e decência.
Curiosamente, quando o assunto é igreja parece que a lógica muda completamente. Muitos e muitos chegam com o culto já iniciado. E aí pronto: aquele irmão que chegou cedo, fez suas orações e começou a louvar na hora certa é quem sai prejudicado pelos atrasildos. Não existe nada pior do que você estar de olhos fechados, cantando louvores para seu Deus, em total comunhão  e, de repente, umas batidinhas no ombro: “Dá licença para eu passar?”, diz o atrasildo. Parece que você despenca do Céu. O mínimo que se poderia esperar de uma pessoa educada é que, chegando atrasada, esperasse o fim da música para pedir licença. Mas não. Muitos não se incomodam de atrapalhar quem está num momento de profunda devoção, de olhos fechados, em adoração: “Dá licença pra eu passar?”. Tremendo desrespeito. O correto? Esperar em pé no corredor a música terminar, para não penalizar os demais por um desleixo seu com a hora.
Geralmente os cultos se iniciam com o louvor. Então parece na cabeça de muitos que aquilo ali é só um prelúdio musical para o culto de fato, que seria somente a pregação. Que engano enorme! O culto começa no “bom dia” ou no “boa noite” do pastor. O louvor é um momento importantíssimo, quando dizemos a Deus quem Ele é, o que representa para nós, destacamos seus feitos e o entronizamos em seu lugar de honra e glória. Mas para os atrasildos isso parece que não é importante, como se fosse apenas uma cantoria chata e dispensável.
E há ainda aqueles que, quando a pregação ou a ceia termina, pegam suas coisas e saem antes do final. Desprezam a benção de encerramento, a comunhão, os apertos de mão e os abraços que encerram o culto. Desprezam a oração final. E por quê? Em geral porque querem evitar a pequena fila que se forma na saída da igreja. Meu Deus, abrem mão de momentos preciosíssimos para evitar uma filinha! Deixam de receber a oração e a benção finais para não ter de levar 30 segundos a mais para sair da igreja! Claramente não entendem o que é o culto.
Um culto público em uma igreja tem começo, meio e fim. Cada parte tem sua razão de ser e sua importância. Chegar atrasado ou sair antes do final simplesmente é desrespeitar e incomodar quem chegou e vai embora na hora, é desprezar os momentos abençoadores do início e do fim e, honestamente, demonstra que a pessoa não compreende a importância de um culto a Deus vivido em sua plenitude. Ser pontual na igreja é uma atitude espiritual. E mais: é educado. É polido. Demonstra respeito por Deus e pelo próximo.
Chegue aos cultos como você gostaria que Jesus respondesse as suas orações: o mais cedo possível. E, de preferência, até mesmo antes do que se esperaria. E fique até o momento em que gostaria que Jesus ficasse na sua vida: o último instante.
Comportamento sintomático
Esse fenômeno é sintomático. Nós externalizamos o que vivemos interiormente. Este texto que você está lendo na verdade é a união de dois artigos que escrevi para duas edições do Jornal Sal da Terra a pedido do meu mano Carlos Alberto Simões sobre esse tema: “Ordem e decência no culto”. Pois quando ele me pediu que escrevesse um texto sobre isso, minha reação imediata foi falar sobre as instruções de Paulo em 1 Coríntios 14. No contexto, o apóstolo está falando sobre a igreja da cidade de Corinto, em que a manifestação dos dons espirituais estavam transformando as reuniões em uma tremenda bagunça, com irmãos falando em línguas e profetizando sem nenhum controle ou organização. Com isso, os cultos da igreja grega tornavam-se balbúrdias em que não se conseguia de fato cultuar Deus. Sempre que lemos esse capítulo, em especial o versículo 40, vemos como é importante que os encontros na igreja ocorram segundo uma liturgia em que haja um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.
A grande dificuldade para se falar disso em nossos dias é que a Igreja no Brasil se tornou tão heterogênea que o que é confusão em uma pode ser a prática normal em outra. Na congregação pentecostal em que me converti, por exemplo, é normalíssimo e até esperado que durante a pregação as pessoas fiquem dando glórias a Deus em altos brados. Se isso não ocorrer é capaz de dizerem que “o pregador nao tinha unção”. Já na igreja em que congrego hoje, ao contrário, certamente isso seria um problema, pois o hábito local é que todos ouçam o sermão em silêncio. Então, o conceito de ordem e decência no culto é muito variável, dependendo da denominação e da cultura local de cada igreja.
Mas há um conceito que podemos absolutizar em toda e qualquer igreja evangélica brasileira, em toda denominação, em todo culto: não a manifestação externa de ordem e decência, mas a manifestação interna. As perguntas que traduziriam esse conceito seriam: como anda sua alma e sua vida com Deus fora das paredes do templo? Em ordem? Em decência? Pois bagunça interior leva a bagunça exterior.
Mais importante do que um culto coletivo em que não haja balbúrdia nem desorganização é um culto individual em que o adorador se aproxime de Deus com o coração ordenado e decente. Pois de que adianta o irmão chegar e partir domingo da igreja com a alma parecendo uma cama desarrumada? Com pecados não confessados, atitudes hipócritas e falta de amor no coração? Isso sim é bem mais grave.
Pois, dependendo da cultura de sua denominação, você pode glorificar em alta voz, falar em línguas, saltar e erguer as mãos no louvor… Mas se sua alma estiver indecente diante de Deus isso tudo é inócuo. Ou, se o hábito na sua igreja for cultuar em silêncio, de forma mais formal e sem grandes manifestações externas… Se seu coração estiver desordenado isso tudo também é inócuo.
Importa que nossos cultos transcorram em paz. Que a expressão de entrega do fiel a Deus aconteça coerentemente dentro do contexto de cada cultura denominacional e local. Você sabe bem o que se espera em termos de comportamento dentro da tradição da igreja em que congrega e não preciso lhe ensinar isso – seu pastor o fará. Mas importa muito mais, e isso nunca é demais lembrar, que você se achegue ao Santo dos Santos com sua vida em ordem e decência. Isso em qualquer contexto em que esteja. Portanto, se você notar que está vivendo um pecado constante, busque limpar-se. Se existe alguém com quem você cortou relações e não fala mais, reconcilie-se com ele antes de levar a oferta ao altar. Se o Espírito Santo lhe mostra que algo em sua vida precisa ser mudado, não espere o dia de amanhã.
Conserte-se hoje. Aprume-se. Dê a outra face. Caminhe a segunda milha. Perdoe setenta vezes sete vezes. Purifique-se dos pecados. Humilhe-se. Suplique por misericórdia. Peça forças naquilo em que está fraco. Faça o que tiver de fazer! E isso pode começar com uma oração aqui, neste instante, com este post diante de seus olhos. Dirija-se a Deus em oração onde você estiver. Confesse seus pecados – você sabe quais são. E ponha sua vida em situação de ordem e decência. Se você fizer isso, seu culto a Deus será sempre bem recebido
Paz a todos vocês que estão em Cristo
 
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Publicado por em 10/03/2012 em POIMENIA

 

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APASCENTANDO OVELHA OU ENTRETENDO BODE

Um mal acontece no arraial professo do Senhor, tão flagrante na sua impudência, que até o menos perspicaz dificilmente falharia em notá-lo. Este mal evoluiu numa proporção anormal, mesmo para o erro, no decurso de alguns anos. Ele tem agido como fermento até que a massa toda levede. O demônio raramente fez algo tão engenhoso, quanto insinuar a Igreja que parte da sua missão é prover entretenimento para o povo, visando alcançá-los. De anunciar em alta voz, como fizeram os puritanos, a Igreja, gradualmente, baixou o tom do seu testemunho e também tolerou e desculpou as leviandades da época. Depois, ela as consentiu em suas fronteiras. Agora, ela as adota sob o pretexto de alcançar as massas.

Meu primeiro argumento é que prover entretenimento ao povo, em nenhum lugar das Escrituras, é mencionado como uma função da Igreja. Se fosse obrigação da Igreja, porque Cristo não falaria dele? “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Lc.16:15). Isto é suficientemente claro. Assim também seria, se Ele adicionasse “e provejam divertimento para aqueles que não tem prazer no evangelho”. Tais palavras, entretanto, não são encontradas. Nem parecem ocorrer-Lhe.

Em outra passagem encontramos: “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres? (Ef.4:11). Onde entram os animadores? O Espírito Santo silencia, no que se refere a eles. Os profetas foram perseguidos por agradar as pessoas ou por oporem-se a elas?

Em segundo lugar, prover distração está em direto antagonismo ao ensino e vida de Cristo e seus apóstolos. Qual era a posição da Igreja para com o mundo? “Vós sois o sal da terra” (Mt.5:13), não o doce açúcar ! algo que o mundo irá cuspir, não engolir. Curta e pungente foi à expressão: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos? (Mt.8:22). Que seriedade impressionante!

Cristo poderia ter sido mais popular, se tivesse introduzido mais brilho e elementos agradáveis a sua missão, quando as pessoas O deixaram por causa da natureza inquiridora do seu ensino. Porém, eu não O escuto dizer: “Corre atrás deste povo Pedro, e diga-lhes que teremos um estilo diferente de culto amanhã; algo curto e atrativo, com uma pregação bem pequena. Teremos uma noite agradável para eles. Diga-lhes que, por certo, gostarão. Seja rápido, Pedro, nós devemos alcançá-los de qualquer jeito!”.

Jesus compadeceu-se dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca pretendeu entretê-los. Em vão as epístolas serão examinadas com o objetivo de achar nelas qualquer traço do evangelho do deleite. A mensagem que elas contêm é: “Saia, afaste-se, mantenha-se afastado!? Eles tinham enorme confiança no evangelho e não empregavam outra arma.

Depois que Pedro e João foram presos por pregar o evangelho, a Igreja reuniu-se em oração, mas não oraram: “Senhor, permite-nos que pelo sábio e judicioso uso da recreação inocente, possamos mostrar a este povo quão felizes nós somos”. Dispersados pela perseguição, eles iam por todo mundo pregando o evangelho. Eles “viraram o mundo de cabeça para baixo”. Esta é a única diferença! Senhor, limpe a tua Igreja de toda futilidade e entulho que o diabo impôs sobre ela e traze-a de volta aos métodos apostólicos.

Por fim, a missão do entretenimento falha em realizar o objetivo a que se propõe. Ela produz destruição entre os jovens convertidos. Permitam que os negligentes e zombadores, que agradecem a Deus porque a Igreja os recebeu no meio do caminho, falem e testifiquem! Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o bêbado para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de promover entretenimento não produz convertidos verdadeiros.

O que os pastores precisam hoje, é crer no conhecimento aliado a espiritualidade sincera; um jorrando do outro, como fruto da raiz. Necessitam de doutrina bíblica, de tal forma entendida e experimentada, que ponham os homens em chamas.

 

Autor: Charles Haddon spurgeon
Fonte: http://www.PalavraPrudente.com.br 

 
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Publicado por em 19/02/2012 em POIMENIA

 

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O SHOW PRECISA ACABAR

A simplicidade e a praticidade do Evangelho são eventualmente mal interpretadas por muitas pessoas, porque a alma humana é por natureza ritualista e mistificada.

O significado do alcance da graça de Deus em Cristo Jesus torna-se insuportavelmente divinos demais, pelo fato de abolir as barganhas, as performances e os rituais humanos. De modo que, na ausência de discernimento, sutilmente o culto que por direito pertenceria a Deus, torna-se de fato um culto a personalidade humana.

Não quero confundir excelência no culto (o que deve sempre ser buscado) com espetáculo religioso (que ovaciona o ego humano). De modo que, pelo fato, de Deus ser excelente, o culto deve ter no mínimo quatro caráter:

1) Caráter espiritual: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” Jo 4.24

2) Caráter Organizacional: “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.” ICo 14.40

3) Caráter Funcional: Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.”I Co 14.15

4) Caráter fundamental: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.” Col 3.16

Dentro desses princípios básicos de um culto a Deus, certamente muitas habilidades, dons e talentos serão perceptivos na congregação cristã, de modo que, é necessária a lembrança de outro principio que também abrange o culto – “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo…” Gl 6.14

Portanto, o culto apresentado a Deus que se manifesta na expressão do espírito em verdade, na exposição da palavra de Cristo, na ordem e na decência, no entendimento, nos cânticos e nos salmos, tem como único alvo a adoração a Deus e a edificação da Igreja de Cristo. Nisto, não existe espaço para a glorificação, exaltação, ou promoção de qualquer personalidade humana.

Porém, infelizmente, muita confusão existe por causa do desconhecimento bíblico do modelo de um autentico culto a Deus. E com isso, o culto passa a dar lugar ao show, entretenimento, espetáculo, e ambiências que descaracterizam o significado de um culto a Deus.
Observo que, o culto essencial a Deus precisa ser resgatado e mantido pela Igreja, enquanto que, o show religioso precisa acabar.

O show das performances humanas precisa acabar, para que, novamente o poder do Espírito Santo possa operar.

O show das palavras de motivação e autoajuda precisa acabar, para que, a palavra de Deus possa gerar arrependimento e mudança nos corações.

O show de lideranças amantes de si mesmas precisa acabar, para que, verdadeiramente pessoas venham ser conduzidas no Evangelho.

O show das experiências mistificadas e pagãs precisa acabar, para que, o Evangelho simples e puro venha transformar vidas.

O show da disputa de poderes institucionais religiosos precisa acabar, para que, a o poder do Evangelho seja a centralidade da vida cristã.

O show das teologias fundamentadas no materialismo e egoísmo precisa acabar, para que, a essência das escrituras possa ser desfrutada e vivenciada na pratica da vida.

O show precisa acabar…e o Evangelho de Cristo, precisa avançar!

 

Fonte: SAMUEL TORRALBO

 
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Publicado por em 05/02/2012 em POIMENIA

 

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Rob Bell – Domingo / Sunday ( 1 )

 
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Publicado por em 06/09/2009 em POIMENIA

 

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Are You a Minister or Entertainer?

Steve Taylor

In Thoughts In Solitude, Thomas Merton’s classic meditation on the contemplative life, the great monk master begins chapter nine with what is perhaps the most profound page of prose written in the last half of the 20th century:

What does it mean to know and experience my own nothingness? It is not enough to turn away in disgust from my illusions and faults and mistakes, to separate myself from them as if they were not, and as if I was someone other than myself. This kind of self-annihilation is only a worse illusion, it is a pretended humility which, by saying “I am nothing” I mean in effect “I wish I were not what I am.”

In reading Merton’s timeless instruction, one cannot help but wonder how it is that words of such eloquence and precision came to be quoted by someone like me.

Last Saturday I was setting gopher traps in the front yard, and I noticed there was a garage sale across the street. I found a book by this guy Thomas Merton in the 50-cent box, but I didn’t have 50 cents. I told the lady I’d catch her gophers for free if she’d let me have the book.

I quickly set the last gopher trap and hurried into my special little room in the house where I get my best reading done, and I began reading Merton’s “Thoughts In Solitude.” But I never got past page three because I kept nodding off to sleep and banging my head on the bathroom sink.

My point in telling you this story is for you to take any expectations you might have about journal articles and dramatically lower them.

So why, you may be wondering, am I writing this article, and what credentials do I bring? In fact, I can think of only three real credentials that would make you want to read on:

First, as some of you may know, I was a youth pastor for six years at a church in Denver back in the eighties. This was right up until I started doing music full-time.

Second, I share with all of you a passion for seeing the gospel of Jesus transform young people.

And third, like all of you, I, too, want to see every lawn and garden in America gopher-free by the year 2005. Amen?

Actually, my third credential has nothing to do with gophers. Not only am I a former youth worker, not only do I share with you a passion to see the gospel of Jesus transform young people, but I’d like to present myself as a fellow Christian who is now spending a good chunk of his time working in mainstream entertainment and media. As many of you know, I started a company three years ago called Squint Entertainment that does that very thing.

We all know that people working in culture-shaping professions tend to view the culture through the lens of their own particular discipline or area of expertise. Politicians believe politics make the world go ‘round. Business people believe all human interactions are grounded in economics. Academics view education as the predominant force shaping society. And so on.

I am no different. When I was a youth pastor, I viewed that job as the most important thing I could do. To be able to disciple young people, to watch the gospel of Jesus transform lives, was probably the most rewarding job I’ve ever had.

Post-Christian Era

As a youth pastor in the early 1980s, I started to notice a major cultural shift taking place in America. We were moving into what’s now often termed a “post-Christian” society. This is something of which you’re all very much aware. These days it’s not so much that young people haven’t heard the gospel, it’s that they think they know what Christianity is, and they’ve decided they don’t want any.

So how do you get the attention of people who don’t want to listen? It seemed to me at the time that, regardless of how this state of affairs began, this post-Christian influence was being felt most profoundly in the worlds of entertainment and media. As the entertainment world’s influence increased, and as young people became an increasingly targeted consumer group, the climate for evangelism and discipleship seemed to become more and more difficult.

So what was my response? I left my job as a youth pastor (a position I dearly loved, but one that I knew a number of qualified people were capable of filling) and decided to pursue a career for which I was better qualified: I became an artist/entertainer.

Minister or Entertainer

You might say, “Well hold on, Steve. You were still a minister, you were just using entertainment as a vehicle for ministry.”

And it’s funny you’d say that. I feel that I need to weigh in on this one argument that has largely defined the history of Christians in entertainment for the last 30 years, particularly when it comes to music. “Are you a minister or an entertainer? Are you here to minister to our kids, or are you just here to entertain them?”

My answer is that I’m not going to answer, because I think it’s a bogus question. And I’ve been hearing that bogus question for the last 17 years. People keep asking it like they’re quoting scripture or something: “Are you a minister or an entertainer? Thus asketh the Lord!”

Is there a biblical text of which I’m not aware, some stirring passage in the Old Testament where Jehovah God appears to King David in a dream and says, “I don’t know about these songs of yours, David. Are they ministry or are they entertainment?”

The result of this bogus question is that we’ve managed to communicate to our young people and to the artists among us some thoroughly unbiblical concepts. The first, which was pointed out to me by the English journalist and poet Steve Turner, is that God has a hierarchy in the world of work. At the top are evangelists, missionaries, and all those in full-time Christian service. The next rung would be doctors, nurses, and all other caregivers; then come teachers, veterinarians, law enforcement, the guy who invented smoothies, and close to the bottom of the list we find artists and anyone else working in entertainment.

Then we make things even worse. We send out the not-so-subtle inference that if you have to be an artist, if you can’t find a more worthy, spiritual profession, you can redeem yourself by way of a thoroughly unbiblical sub-hierarchy in the world of artistic expression. At the top of the truly Christian pursuits in the arts are all songs that mention Jesus by name, followed by end-times novels and movies, followed by the sequels to end-times novels and movies, and at the bottom of that list are any forms of artistic expression that allow room for imagination, nuance, and renewing of the mind.

Am I exaggerating? Not much.

Is it any wonder that we’ve got so few quality artists claiming Jesus as Lord? For better or worse, people tend to go where they’re wanted. We’ve managed to tell a generation of artists, “Your work has no value to God unless you’re willing to turn it into lowest common denominator propaganda. But if you are, we’ve got a system in place that can provide a pretty comfortable living for you.”

Christian or Mainstream

What’s been the result? We’ve got a Christian music industry that is putting out better produced, higher quality product in larger quantities than ever before. In spite of this great Christian talent pool, the artists remain virtually invisible outside the walls of the church. And I’m telling you, the best of them are getting pretty frustrated.

I’d like to propose that for most artists, telling them they can spend their life creating propaganda for a Christian subculture is not much of a challenge. It’s like telling a gifted swimmer to become the best they can be, but they’ve got to stay in the wading pool. Understand—I’ve got nothing against Christian entertainment, and I certainly support excellence in worship music and other forms of artistic expression being produced for the church. I just think we’ve got more than enough.

Meanwhile, we’ve seen an unprecedented rise in mainstream entertainment targeted at kids that steals their innocence and rapes their minds. And what did we expect? The Bible says we reap what we sow. We’ve sowed virtually nothing in that world. We’ve spent all our efforts and resources in building a Christian entertainment subculture. And guess what? It’s now so profitable that most of it’s been purchased by some of those same mainstream media conglomerates that exist solely to increase shareholder value.

We all share a passion for seeing the gospel of Jesus transform young people, but I’d say none of us are satisfied with the way things are. And most of us would agree that the vast majority of entertainment and media are making our job more difficult.

Roaring Lambs

“But Steve,” you say. “We live in a post-Christian society! How can we get the attention of people who don’t want to listen?”

Are you ready for this? Here’s how we’re going to start changing all that. You talk about God using foolish things—I believe God’s granted me this platform for a reason. Last year, I got to speak at all three National Youth Worker Conventions and write this article for the country’s leading youth ministry periodical. I, Steve Taylor, a non-speaker and non-journal-article-writer, got to reach tens of thousands of youth workers, the most influential people in the country, for I truly believe that’s what you are.

Imagine if I can convince all of you of the importance of this, and you turn around and every year for the next few years convince at least one of the really talented kids in your youth group. Imagine if those kids enter the world of mainstream entertainment and media as a Christian committed to being salt and light in mainstream culture. That could be—what? Five kids times tens of thousands, that’s like…a lot of young people out there transforming the culture. Think about it!

This quote is from Bob Briner’s “Roaring Lambs”:

Despite all the fancy buildings, sophisticated programs, and highly visible presence, it is my contention that the church is almost a nonentity when it comes to shaping culture. In the arts, entertainment, media, education, and other culture-shaping venues of our country, the church has abdicated its role as salt and light.

Now those are pretty harsh words. But in the two years I’ve been sharing that quote, I have yet to come across anyone who argues the point.

Salt and Light

Some of you might say, “So what? What’s so important about shaping culture? We’re here to make disciples.” That’s exactly the point. That’s why following Jesus’ command to be salt is so important. Salt acts as a preservative for meat. It retards the process of decay. “We are the salt of the earth,” according to Jesus. “But if we lose our saltiness, we’re worthless.” If we’re not actively engaging culture, if we’re not showing our world the relevance of Jesus to all walks of life, we’re being disobedient.

And when we disobey in one area, the rest of the plan starts to fall apart, which is what we see happening today in our “post-Christian” society. Being salt prepares the way and preserves the opportunity for evangelism. When we’re negligent, the culture decays, and proclaiming the gospel becomes a lot tougher. And, of course, when evangelism suffers, there are fewer people to disciple.

This is all pretty obvious stuff, isn’t it? Nothing controversial here so far. Of course we need to be salt and light. If Jesus commands it, we do it. But if it were easy, it would certainly be happening a lot more. So what’s stopping us?

I believe part of what keeps us from being salt and light and effectively modeling what that means to our young people, is a sort of collective unconsciousness that exists within the American church. We’ve almost been conditioned to accept, regardless of our denominational upbringings, certain concepts and ways of thinking. If you grow up in church, you eventually just pick this stuff up, regardless of whether or not it’s true.

Maybe it’s a saying like, “Don’t be so heavenly minded that you’re no earthly good.” I’d always been told to guard against this until a few years ago when my pastor challenged us that not only have we probably never met anyone like that, but that according to scripture, “being heavenly minded” is a good thing.

Or as another example, most of us grew up in church learning that it’s okay to be enthusiastic about our faith, as long as we “don’t start beating people over the head with a ten-pound Bible.” Now come on…have any of you ever witnessed any type of physical assault with a ten-pound Bible? Do any of you even own a ten-pound Bible?

My point is that while some of these may seem sound, many of them are unbiblical and keep us from being salt and light.

Vocational Hierarchy
One of the misconceptions I mentioned earlier was the idea that God has a hierarchy when it comes to work, and that God views certain vocations as more spiritual than others. It’s this mindset that has virtually shut out Christian thought and influence in a number of culture-shaping professions.

The Weird Ones
Another is the way we tend to unconsciously marginalize or be suspicious of the “weird” kids. Oftentimes, these are the kids who don’t quite fit in, who are drawn to things that are out of the mainstream, who may be a bit eccentric.

These are the kids who often become artists. If we show no enthusiasm for their artistic passions, chances are their faith will play no future role in helping shape and inform their careers.

A friend of mine says these kids often hang out in the back row of the church. Chances are they’re introverted; they may have a hard time following all the rules. And they don’t have a safe place where they can exercise that gift that’s so close to the heart of God—the gift of creativity.

If our churches and youth groups can be a support and refuge for budding artists, who knows what might happen? My friend knows. His parents divorced when he was thirteen, and he was that kid in the back row at church. His youth pastor/guitar teacher gave him encouragement and direction in his art and his Christian faith. And since then Phil Vischer has gone on to create Veggie Tales, the number one kids video series in the country, selling 20 million videos to date, and ranking ahead of even Pokémon and Scooby Doo.

Good Art
A third unconscious concept that we’ve been almost subliminally taught is that if we’re doing it for the Lord, it doesn’t really matter how well we do it. I don’t know where we got that—maybe it’s because we’re nice people who don’t like to criticize, but the fact is that bad, derivative art and entertainment made by Christians is still bad. At Squint, we follow two principles that were drilled into me by my friend and mentor Bob Briner.

The first principle is that character trumps talent. If, as a company, we truly want to be salt and light, we have to stress to our artists and staff that as important as talent is to everything we do, character is ultimately more important. Oddly enough, this isn’t a principle you’ll find in force at most mainstream entertainment companies.

The second principle is if you don’t have talent and a passion for excellence, don’t bother. The point is simple. We live in an entertainment- and media-saturated society. The reason most art and entertainment produced by Christians never finds a world audience is simply because it’s not good enough.

Fear
A fourth unconscious limiter is directly contrary to scripture, yet it governs much of what we model to our young people. We’re afraid! We read in 2 Timothy that God has not given us the spirit of fear, and yet an unspoken, often unconscious, fear keeps us out of culture-shaping careers in the arts and entertainment.

Models Needed

We see good models of what it’s like to be a committed Christian and, say, football star, thanks to organizations like FCA who have sown and reaped abundantly over the years. But we have a harder time imagining what a committed Christian who’s a movie star would look like, or a faithful Christian who’s a network television executive, or a morally grounded Christian who’s a mainstream rap star.

A lot of these fears are based on legitimate concerns. Imagine a vocation where compromise lurks in even the smallest decisions, where it’s dog-eat-dog 24/7, where sexual temptation is a constant threat and the use of illicit drugs is rampant.

I’m talking, of course, about the world of investment banking.

You see, the business world isn’t necessarily any more “ethical” or “moral” than Hollywood, it just wears a suit and tie. Our young people need solid, biblical training and the mind of Christ for any vocation they pursue, whether it’s writing network sitcoms or translating Scripture overseas. And Bible training sticks with them far more effectively if it’s modeled by living examples. Which is why all of you are so important.

No Choice

Now don’t get me wrong. I’m not saying any of this is easy. I’m saying that as followers of Jesus, we have no choice. “You are the salt of the earth!” Jesus doesn’t give us a choice as to whether or not we want that responsibility. “You are the light of the world! Let your light so shine before men that they may see your good works and glorify your Father in heaven!”

If I was going to take a poll right now and ask you which genre of music is currently having the biggest effect on your kids, most of you would pick the world of rap and hip-hop. And you would most likely be correct. Eighty-five to ninety percent of your kids list hip-hop as their favorite genre of music.

I’ve got a last rhetorical question. “Steve, you’ve been talking about artists and entertainers becoming salt and light in mainstream culture. But what does that look like? Show me an example. How do I know this isn’t just a way to weasel out of boldly proclaiming the gospel?”

Well, the Squint group Sixpence None the Richer was on Letterman one night. My wife and I were in the audience during the show. Letterman brought Leigh (Sixpence’s lead singer) up from the stage to have her talk to him at the desk, which he almost never does with musicians. I got this sick feeling that he was going to make fun of the group or their name. But then as she told the band’s story and talked about its Christian roots, you could see his expression change. It was certainly our happiest moment as a company.

Now I don’t believe that broadcast brought thousands of people across America to a saving knowledge of Jesus. I do believe that Sixpence None the Richer was being faithful with the gifts God entrusted to them. I’ve been watching Letterman for twenty-some years, but I never thought I’d see a moment like that.

Too Rare

It shouldn’t be that big of a deal. But it is, because there’s such a lack of moments like that in popular culture. And you know what happens to your young people when they see those moments, whether it’s Sixpence on Letterman, or POD on Total Request Live, or Jennifer Knapp playing Lilith Fair, or Kirk Franklin at the Grammys. They start seeing the way these artists let their light shine, and they start asking the right questions. “How can I do the same thing with my life? How can I be salt and light in the vocation I choose?”

And little by little, that process of cultural decay that we see happening all around us at such an accelerated rate, starts to slow down. And little by little, shafts of light start penetrating dark rooms, and the people inside them are able to truly see for the first time. My friends, we need more of that, and I believe you are the ones who hold the key; you are the ones who can provide the direction, the inspiration, and the patient and loving support to make it happen.

Warning

That’s just about all I’ve got. But I’d like to leave you with this word of caution. We Americans love the idea of fighting wars without casualties. But to impact our culture, to truly be salt and light, it’s going to take resources, world-class talent, dedication to the cause, a better work ethic, and more thorough training in scripture.

It’s also going to require some casualties. We’re going to send out young people who we’ve taught and trained to be salt and light in mainstream culture. I pray regularly that it doesn’t happen, but some of them are going to grow weary, lose heart, and compromise. And some might even become the very things they were trying to change, and they’re going to disappoint us. One of them might be a Squint artist.

I’m here to tell you that this overriding fear of casualties is just a lame excuse. We’ve seen the very same things happen within the church to some of our artists, entertainers, counselors, teachers and pastors. After all, the church is made up of sinful human beings, too. God help us if we use that as an excuse to keep from doing the right thing.

God has not given us the spirit of fear. The command of Jesus is clear. I trust that we will obey.

Steve Taylor’s work as a music video director and filmmaker has earned him two Billboard Music Video Awards, as well as Telly, and Addy Awards. He recently founded Squint Entertainment, helming Sixpence None the Richer’s world-wide smash, “Kiss Me.” He was also a speaker at the 2000 National Youth Workers Convention.

Fonte: YOUTH SPECIALTIES

 
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Publicado por em 01/09/2009 em POIMENIA

 

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