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O papa Francisco revisa a teologia do inferno

infernoA Igreja oficial defende desde o século XV que o castigo do inferno destinado aos pecadores é “eterno”, ideia iniciada no século VI com Santo Agostinho. O papa Francisco acaba de revisar tal doutrina católica ao afirmar que a Igreja “não condena para sempre”.

Sem necessidade de grandes encíclicas, com suas falas habituais, Francisco está realizando uma revisão da Igreja para aproximá-la de suas raízes históricas.

Deu o último golpe de graça em um momento um pouco mais solene do que suas conversas habituais com os jornalistas. Dessa vez aproveitou, dias atrás, seu discurso aos novos cardeais para recordar-lhes que o castigo do inferno com o qual a Igreja atormenta os fiéis não é “eterno”.

Segundo Francisco, no DNA da Igreja de Cristo, não existe um castigo para sempre, sem retorno, inapelável.

O Papa jesuíta é formado em teologia, ainda que não tenha feito o doutorado. Dele, talvez hoje o papa renunciante e doutor em teologia, Bento XVI, possa dizer o que afirmava sobre seu antecessor, o papa polonês João Paulo II: que sabe pouca teologia.

Durante um jantar informal em Roma, na casa de um jornalista alemão seu amigo, Ratzinger confessou, efetivamente, aos poucos comensais presentes, que o papa Wojtyla “era mais poeta que teólogo” e que ele, como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cargo que ocupava na época, precisava revisar seus discursos e documentos papais para que não escapasse “alguma imprecisão teológica”.

Francisco é, entretanto, um fiel seguidor da teologia inspirada no cristianismo original, que era, afirma ele, não o da “exclusão”, mas o da “acolhida” de todos, até mesmo dos maiores pecadores.

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Publicado por em 25/02/2015 em POIMENIA

 

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Teologia quente

Em uma série de mensagens intitulada Teologia Quente, os tópicos eram sugeridos por membros da congregação. O mais pedido foi: “Um Deus de amor manda pessoas para o inferno?”

Por Dan Kimball

Marcando 55 minutos no relógio, eu quase bati o recorde de sermão mais longo pregado por mim. Era um sermão sobre o inferno.

Em nossa série de mensagens intitulada “teologia quente”, os tópicos eram selecionados por sugestões da congregação. A pergunta mais comum foi: “Um Deus de amor manda pessoas para o inferno?”. Isso é algo difícil de discursar em 35 minutos.

Os assuntos inferno e julgamento estão presentes em todo o Novo Testamento. Mesmo assim, não ouvimos muito sobre eles nos dias de hoje – ao menos, não na igreja. Tendemos a enfatizar outros assuntos, repetidamente, ignorando aquele, sobre o qual Jesus falava a todo tempo. Há exceções, mas pregadores anunciando “converta-se, ou você se queimará” são raros hoje em dia.

Há um episódio do seriado Seinfeld no qual o namorado da Elaine, Puddy, se torna um cristão. Ele começa ouvindo música evangélica e fica avisando insistentemente a Elaine que ela vai para o inferno. Em um determinado momento, ele pede para ela roubar o jornal dos vizinhos, pois já que ela “iria pro inferno, não tinha problema em fazer aquilo”. Elaine “explodiu” e começou a bater nele com o jornal, dizendo: “se eu vou para o inferno, você ao menos deveria se preocupar com isso!”.

Creio que Elaine esteja certa. Nós não podemos encarar o inferno como uma mera doutrina, desconsiderando a impacto humano que ela causa. O ensino sobre o inferno não deve acontecer para que as pessoas conheçam os pormenores da fé cristã, ou para que a curiosidade teológica seja satisfeita. Se cremos na realidade do inferno e no fato de que aqueles que foram criados por Deus à sua imagem haverão de viver a eternidade em comunhão com ele ou distante dele, deveríamos anunciar as boas novas do evangelho e também aquelas notícias que não são tão agradáveis.

É evidente que isso exige equilíbrio. Cristãos têm sido acusados de fazerem do inferno seu principal tópico para anunciar a salvação. Penso ser esta uma alteração do evangelho completo, anunciado em 1 Co 15. Todavia, se ignorarmos a realidade do inferno e do julgamento, faremos de um dos maiores ensinos de Jesus uma simples metáfora obscura.

Pela tendência da igreja quanto ao desequilíbrio no que diz respeito ao anúncio do inferno, além das pressuposições culturais sobre vida após a morte, iniciei meu sermão lendo com a congregação todas as passagens do Novo Testamento sobre o inferno. Isso tomou algum tempo, mas fez com que as pessoas ficassem atentas e pensativas. Nós comparamos aquelas passagens com o popular “portal do inferno” para vermos como tivemos nossas convicções influenciadas pela cultura, como o diabo vermelho com chifres e tridente, por exemplo.

Em seguida, analisamos os conceitos de vida após a morte presentes em outras culturas e confissões religiosas. Os cristãos não são os únicos que crêem no “inferno”. Apesar do crescente desconforto de nossa cultura com a idéia do julgamento eterno, não deveríamos nos constranger ao anunciar uma tese tão defendida por diversos segmentos religiosos ao longo de todas as épocas, inclusive a vigente.

Liderei a congregação em um estudo das palavras que são traduzidas por “inferno”: Jesus utilizou Gehenna, o depósito de lixo nos arredores de Jerusalém, onde os corpos eram lançados, onde os vermes os comiam e o fogo não parava de queimar.

Finalmente, voltamos para Elaine do seriado Seinfeld e destacamos o que é mais importante: a missão.

Como afirmou Charles Spurgeon, “Se pecadores haverão de perecer, que pereçam com nossos braços ao redor de seus joelhos; que ninguém experimente os tormentos do inferno sem que tenha recebido nosso aviso e nossas orações”.

Copyright © 2011 by Christianity Today International/Leadership Journal.

Traduzido por Daniel Leite Guanaes

Fonte: CRISTIANISMO HOJE

 
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Publicado por em 16/05/2012 em POIMENIA

 

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Não é mais pecado

Verissimo – O Estado de S.Paulo

Na sua Divina Comédia Dante coloca os sodomitas, os blasfemadores e os usurários no mesmo círculo do Inferno. As práticas das três categorias eram igualmente antinaturais. A Igreja condenava a usura e só absolvia os usurários arrependidos se eles devolvessem todo o lucro obtido com juros, que não era fruto do trabalho e portanto contra as leis de Deus. Aos usurários renitentes era negado enterro cristão. Já os blasfemadores e sodomitas não podiam esperar nenhuma remissão: iam direto para o Inferno. Pelo menos para o Inferno do Dante.

 

Nos 7 séculos desde a Divina Comédia, aos poucos e cada uma por sua vez, as três classes se livraram da danação que as estigmatizava. Relações homossexuais hoje são aceitas sem muito escândalo. Blasfemadores não precisam mais temer as fogueiras da Inquisição, ou qualquer coisa parecida, por negarem a religião. E os usurários mandam no mundo.

Pode-se, com alguma imaginação, comparar a regulação dos bancos que existia até pouco tempo com o controle que a Igreja tentava manter sobre a atividade financeira no fim da Idade Média, e a desregulação dos bancos que deu na crise que vivemos agora com a conclusão da Igreja que estava perdendo grandes negócios, combatendo a usura, e sua decisão de aderir. Os banqueiros passaram de excomungados a abençoados, e pelo século 18 a própria Igreja já era um dos maiores manipuladores financeiros do planeta. No caso dos bancos modernos, liberados para fazerem qualquer negócio pelo lucro imediato, inclusive destruir economias inteiras, a mensagem da desregulação foi a mesma que a Igreja deu aos usurários séculos atrás: não é mais pecado, gente!

Seria possível especular sobre quem Dante colocaria hoje no mesmo nicho, no sétimo circulo do Inferno? Nada parece muito antinatural, ultimamente. Bom, talvez a pizza com abacaxi. Mas nem isto merece ser jogado no fogo eterno.

Além-túmulo. Leitores perguntam se enlouqueci. Há uma semana escrevi que o fato da revolução comunista acontecer na Rússia, onde ninguém esperava, assustara até o Marx. Como Marx morreu em 1883 e a revolução foi em 1917 (ou 1905, a se contar a primeira tentativa fracassada) o susto era improvável. Pensei que tivesse ficado subentendido que Marx se surpreendera no além-túmulo, mas nem todos subentenderam. Resta imaginar onde fica o além-túmulo do Marx. No céu ou no inferno? Há controvérsias.

 
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Publicado por em 15/03/2012 em POIMENIA

 

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Caio Fábio critica a “ênfase evangélica no Diabo” e exalta a “paciência de Deus com a humanidade”

Caio Fábio critica a “ênfase evangélica no Diabo” e exalta a “paciência de Deus com a humanidade”

O reverendo Caio Fábio publicou em seu site o artigo “Nós, o Diabo… E a paciência inexplicável do amor de Deus”, em que ele faz uma reflexão sobre a frequência com que o Diabo é citado no meio evangélico e a “briga”, que ele classifica como inexistente, entre Deus e o Diabo. Para Caio, Deus não tem inimigos, porém o Diabo considera a Deus como inimigo e “que, à semelhança dos humanos, pela via do livre arbítrio, decidiu tornar-se quem se tornou…”.

Caio Fábio ainda critica a “ênfase ‘evangélico/pentecostal’ no diabo como ente onipresente, onipotente e onisciente” que faz com que os fiéis, segundo ele, enxerguem o evangelho “como uma briga multi-cósmica entre o Deus do Bem e o Deus do Mal”.

O reverendo aponta que essa visão distorce o propósito do cristianismo e da palavra bíblica, fazendo com que pessoas sem profundo conhecimento teológico, enxerguem a Deus como um ser passível à sentimentos humanos: “essa ênfase, por tal equívoco, cria a ideia de que o Deus que a Escritura diz que é Amor, tenha inimigos ao modo humano de inimizar-se; o que O torna apenas um Diabo menos endiabrado um pouco…; posto que onde haja inimizade, segundo o Deus que é Amor nos ensina em Sua Palavra, aí há Diabo; […] não havendo, portanto, espaço na natureza de Deus para o ódio; visto que ódio é treva, segundo João; e em Deus não há treva nenhuma”, pontua Caio Fábio.

Explicando que “o Diabo [diabo] é inimigo de Deus; Deus, porém, não é inimigo do Diabo ou de diabos”, o artigo versa ainda sobre a importância de que Deus não tenha tido o Diabo como inimigo e o tenha aniquilado, fato esse que, segundo Fábio, abriria o precedente para a aniquilação dos homens: “Dou Graças a Deus […] que Ele não tenha destruído e aniquilado Satanás ainda; pois, se assim o fizesse, quem mais, pelos critérios do mesmo juízo de aniquilamento, escaparia?”.

Sem ignorar a existência do Diabo, Fábio afirma que a “a paciência do amor de Deus para com o Diabo é equivalente à paciência do amor de Deus para com a Humanidade” e cita que atrocidades cometidas por humanos se igualam às propagadas atitudes atribuídas ao Diabo: “Dou também Graças a Deus que o Diabo não tenha sido ainda aniquilado em razão de que em quase toda família humana, empresa humana, sistemas políticos, ou poderes conhecidos neste mundo, etc… — eu enxergue todos os dias milhões e milhões de diabos; sim, de criaturas que existem contra Deus, o amor e a vida”.

Confira abaixo a íntegra do artigo escrito por Caio Fábio:

Hoje, pela milésima vez, me perguntaram por que Deus não acaba logo com essa briga entre Ele e Satanás; posto que, disse o perguntante, ele [a pessoa] não tem nada a ver com essa questão entre Deus e o Diabo.

A questão reflete o que já disse dezenas de vezes antes, até mesmo aqui no http://www.caiofabio.net — inclusive no texto hoje abundantemente visto como vídeo na Vem e Vê TV e no You Tube; a saber: PERDOEM-ME O DESGOSTO! …ESTÁ INSUPORTÁVEL! – VIDEO

Isto porque e ênfase “evangélico/pentecostal” no diabo como ente onipresente, onipotente e onisciente — pois é assim que como criatura ele é tratado na prática — tem feito com que os crentes que vão se cansando da “igreja” passem a interpretar a questão em pauta desse modo […]; ou seja: como uma briga multi-cósmica entre o Deus do Bem e o Deus do Mal; fato equivocado este, que, em tais pessoas tão ignorantes quanto cansadas, gera este tipo de questão.

E mais: essa ênfase, por tal equivoco, cria a ideia de que o Deus que a Escritura diz que é Amor, tenha inimigos ao modo humano de inimizar-se; o que O torna apenas um Diabo menos endiabrado um pouco…; posto que onde haja inimizade, segundo o Deus que é Amor nos ensina em Sua Palavra, aí há Diabo; […] não havendo, portanto, espaço na natureza de Deus para o ódio; visto que ódio é treva, segundo João; e em Deus não há treva nenhuma.

A questão, todavia, implica em uma redução de Deus ao nível diabólico da pior das criaturas, visto que Satanás […] seja ele quem for e como for […], é apenas mais uma criatura livre, feita por Deus sem diabrices, mas que, à semelhança dos humanos, pela via do livre arbítrio, decidiu tornar-se quem se tornou…

O Diabo [diabo] é inimigo de Deus; Deus, porém, não é inimigo do Diabo ou de diabos; assim como o homem se tornou inimigo de Deus pelas suas escolhas, sendo chamado por Paulo pela designação de “inimigo de Deus” e de “filho da ira”, embora jamais se diga que Deus seja inimigo do homem […] ou de qualquer de Suas demais criaturas.

Ao contrário, o Novo Testamento nos diz que, sendo nós inimigos de Deus, fomos, todavia, com Ele reconciliados; e isto unilateralmente, pelo Sangue da Cruz de Cristo; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo; e, segundo Paulo escrevendo aos Efésios, pelo mesmo ato, Deus estava reconciliando consigo mesmo […] todas as coisas e criaturas, quer nos céus, quer sobre a terra; ou seja: em todas as dimensões.

Ora, na prática isto não muda por Decreto a relação dos inimigos de Deus com Ele, mas deixa claro que qualquer criatura pode ser aproximar de Deus, por causa de Jesus, sabendo que, havendo sincera liberdade e vontade arrependida […], da parte de Deus o Caminho da Reconciliação está aberto e consumado.

Dou Graças a Deus […] que Ele não tenha destruído e aniquilado Satanás ainda; pois, se assim o fizesse, quem mais, pelos critérios do mesmo juízo de aniquilamento, escaparia?

Sei que o Diabo existe; assim como sei que milhões e milhões de homens/diabos existem também; os quais, na maioria das vezes, são os que determinam a História da Civilização; a qual não é feita de Gandhis, de Madres Teresa ou de Paulos, mas de Neros, Calígulas, Domicianos, Gengis Kans e Hitlers.

Além disso, dou também Graças a Deus que o Diabo não tenha sido ainda aniquilado em razão de que em quase toda família humana, empresa humana, sistemas políticos, ou poderes conhecidos neste mundo, etc… — eu enxergue todos os dias milhões e milhões de diabos; sim, de criaturas que existem contra Deus, o amor e a vida; e que, em tais existências só se pode ver a imagem e semelhança de Satanás; posto que existam para realizar os desejos homicidas, egoístas, caprichosos, mentirosos, enganadores, aproveitadores, gananciosos, manipuladores, dissimuladores, narcisistas e perversos do Diabo; seja oprimindo como humanos as suas próprias famílias, seja como governantes despotizando povos, seja poderosos controlando os tesouros e recursos naturais ou destruindo-os; ou ambicionando serem os senhores dos destinos humanos…

Assim, a paciência do amor de Deus para com o Diabo é equivalente à paciência do amor de Deus para com a Humanidade!

O fato é que o homem foi se tornando tão semelhante ao Diabo […] que o Diabo foi se tornando semelhante ao homem; e, você, durma com o barulho louco de tal constatação!…

Desde o Éden que o homem aprende consciente e inconscientemente com o Diabo — e isto por vias, meios e modos diferentes —, e, em menor escala, o Diabo também aprende com o homem; posto que se trate de um encontro entre criaturas; uma delas com mais poder, o Diabo; outra menos poderosa, o homem; porém, ambos, homem e Diabo, vivem em estado de troca […] como criaturas.

Deus não tem nada a aprender com o homem ou com a criação, como sugerem alguns “teólogos”; porém, no nível da criação, aí sim, existe uma antroposatanologia relacional e do processo.

Ora, foi Paulo quem disse isto ao afirmar que os “Principados e Potestades” —bons e maus— estão sempre se perplexificando ante á produção dos filhos de Deus, para o bem; assim como se colocam em estado de perplexidade para o mal quando os humanos “fazem aquilo que nem os demônios acreditam” —; usando eu uma expressão chula a fim de descrever o que acontece.

Desse modo, o Amor Divino que exerce paciência com a diabrice humana, dando oportunidade de retorno à sensatez, é, ainda que nos pareça chocante, a mesma que trata o resto da criação e das criaturas com a mesma Graça; o que fará com que o Dia do Juízo se torne mais do que inapelável; posto que em tal Dia/Momento/Eterno, até o Iniquo dele venha a sair mudo e sem palavras!

No fim, o Lago de Fogo — no qual o Diabo e seus anjos, assim como a Morte e o Inferno serão lançados… — será um ato de Soberania Divina de Suicídio de criaturas e estados de existência, pela via do livre arbítrio de tais criaturas e estados de existência.

“Serão lançados nos Lago de Fogo ardente” todos os que todos os dias treinam tal salto para ele!…

Dessa forma, não querendo escrever mais […], apenas digo que é estranho assim o Amor de Deus; o qual, por definição, excede a todo o nosso entendimento; incluindo o entendimento que até Satanás possa ter […]; se é que pela sua maldade deliberadamente essencial ainda lhe restou alguma coisa que, não sendo inteligência, ou intelisatanencia, pudesse ser chamada de Entendimento; o qual [o verdadeiro entendimento], na sabedoria divina, é o saber que decorre não do intelecto, mas do saber que aprende em amor; o que, no caso do Diabo, parece ter se tornado, por sua total, livre e perseverante escolha de ser, uma inimaginável possibilidade humana quanto a conceber de outro modo.

Nele, em Quem até o Diabo é tratado com a Paciência do Amor que não se exaspera do mal,

Caio
26 de janeiro de 2012
Lago Norte
Brasília
DF

Fonte: Gospel+

 
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Publicado por em 31/01/2012 em POIMENIA

 

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Pastor elogia livro de outro pastor que cria novo significado ao inferno e é demitido de sua Igreja

Pastor elogia livro de outro pastor que cria novo significado ao inferno e é demitido de sua Igreja

O pastor americano Chad Holtz foi demitido do cargo, em uma igreja em Henderson, na Carolina do Norte, nos EUA, depois de postar em sua página no Facebook um comentário a favor de um livro que levanta questões sobre algumas crenças do que acontece depois da morte. Dois dias depois do comentário, Holtz foi demitido.

No livro recém-lançado “Love Wins” (“Amor Vence”, em português), o autor Rob Bell, também pastor, questiona se o inferno seria mesmo um lugar de tormento como muitas religiões afirmam.

“Acho que a justiça virá, e o julgamento final vai acontecer. Mas não acho que isso signifique vida eterna ou um tormento”, disse Holtz ao site “MSNBC”. “Mas não entendo porque pessoas da minha igreja não estão prontas para deixar isso [essa interpretação] para traz. É algo com o que eu ainda estou lutando”, completou o pastor.

No livro, Bell, que é fundador da Mars Hill Bible Church, em Grandville (Michigan), hoje com mais de 10.000 seguidores, critica a crença de que um número seleto de cristãos vai passar a eternidade na felicidade do céu, enquanto todos os outros serão atormentados eternamente no inferno.

“Isso é um equívoco, é tóxico e subverte a disseminação contagiosa da mensagem de amor, perdão, paz e alegria de Jesus que o nosso mundo precisa, desesperadamente, ouvir”, escreve ele no livro.

Bell afirma que o inferno assumiu uma alto grau de importância na doutrina cristã. Em sua visão, o inferno se tornou uma questão de livre arbítrio e já existe na vida real. Ele cita como exemplos as guerras e as relações de abuso.

“Eu pensei, ‘está OK’”, disse o presidente da igreja Batista do sul, Albert Mohler, depois de participar de em um fórum na semana passada sobre o livro de Bell. “Em um certo sentido, todos nós queremos desesperadamente dizer isso. A questão é com base em quê podemos dizer isso?”, questiona Mohler.

Fonte: UOL

 
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Publicado por em 08/09/2011 em POIMENIA

 

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Pesquisa revela: Igrejas que pregam mais sobre inferno tem mais dinheiro, as que pregam sobre paraíso fazem mais caridade

Pesquisa revela: Igrejas que pregam mais sobre inferno tem mais dinheiro, as que pregam sobre paraíso fazem mais caridade

A religião é uma instituição financeira tanto quanto espiritual. Sem doações dos fiéis, as religiões como organizações sociais não sobreviveriam.

Não é surpreendente que as maiores religiões do mundo – Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Budismo e Hinduísmo – promovam a acumulação de riquezas através de seus sistemas de crenças, o que contribui para a prosperidade econômica.

Incentivos espirituais como a danação e a salvação são motivadores eficientes. Por isso, religiões que dão ênfase à crença no inferno são mais propensas a contribuírem para a prosperidade econômica do que as que enfatizam a crença no paraíso.

As religiões que têm foco na crença no paraíso dão mais importância a atividades redistributivas (caridade) para diminuir o tempo das pessoas no inferno e chegar mais perto do paraíso.

Já o incentivo que se baseia na crença no inferno parece mais eficiente para o comportamento econômico, porque motiva os fiéis a trabalhar mais duro para evitar a danação.

Arrecadação

A estrutura organizacional, assim como o sistema de crenças de uma religião, afeta diretamente sua habilidade de arrecadar fundos dos fiéis.

A riqueza das religiões, de maneira muito semelhante à riqueza das nações, depende da estrutura de sua organização. Mas, diferentemente das corporações, as finanças das religiões não são transparentes para o público nem são monitoradas.

Algumas estruturas religiosas são hierárquicas como a da Igreja Católica Romana, com a concentração de riqueza no clero e no Papado. Por contraste, as igrejas evangélicas e pentecostais favorecem um acúmulo de riqueza de pai para filho.

O famoso evangelista americano Billy Graham e seu filho William Franklin Graham 3º, que assumiu a presidência da associação evangelista do pai, são um exemplo de como o poder espiritual e a riqueza de uma religião são mantidos pelos laços familiares.

Outras organizações tendem a ser descentralizadas e comunitárias por natureza, como o judaísmo, com as sinagogas locais mantendo a autonomia sobre as finanças.

Mas as religiões coletivas, como as monoteístas, requerem a crença exclusiva em um só Deus e contam financeiramente com tributos e doações voluntárias de seus membros.

Como consequência, um templo, igreja ou mesquita exerce pressão coletiva e outros tipos de sanções grupais para garantir a ajuda financeira contínua dos fiéis à religião.

No entanto, uma dificuldade constante enfrentada pelas religiões é que muitos membros decidem agir de acordo com sua própria vontade e não dar apoio financeiro.

Outro tipo de estrutura religiosa é a privada ou difusa. Hinduísmo e budismo são religiões privadas, em que os fiéis realizam atos religiosos sozinhos e pagam uma taxa para um monge pelo serviço.

Nestes casos, as atividades religiosas são partes da vida diária e podem ser feitas a qualquer momento do dia. Elas não requerem nem um grupo de fiéis nem a presença dos monges.

Estas religiões privadas tendem a ser politeístas e sustentadas financeiramente pelo pagamento de uma taxa de serviço.

Apoio do Estado

Religiões com muitos recursos, como por exemplo o catolicismo romano e o islamismo, historicamente foram – algumas vezes – monopólios financiados pelo Estado.

A regulação da religião pelo Estado pode reduzir a qualidade das vantagens espirituais na medida em que aumenta a capacidade da religião de acumular riqueza. Mas uma religião subsidiada pelo Estado pode ter um efeito positivo na participação religiosa.

Por exemplo, os governos da Dinamarca, Suécia, Alemanha e Áustria subsidiam muitas religiões para a manutenção de suas propriedades, a educação do clero e os serviços sociais.

Mesmo que isso não necessariamente aumente o número de pessoas que frequentam a igreja, o investimento financeiro do Estado nas instituições religiosas aumentou as oportunidades das pessoas de participarem de atividades patrocinadas pela religião.

Fonte: BBC Brasil

Via: GOSPEL +

 
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Publicado por em 01/09/2011 em POIMENIA

 

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