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Estou cansado de religião!

del - homem cansado

Sim, estou cansado deste sistema religioso voltado para a centralidade do homem e a posição periférica de Deus Pai. Esgotado de cultos barulhentos, com músicas em ritmos acelerados, letras vazias de significado bíblico-teológico. Não se canta mais hinos com letras profundas, feitas por homens e mulheres que sofreram e que descansavam na fidelidade de Deus. Cultos à imagem do homem, especialmente dos líderes megalomaníacos, que apreciam o pódio e as bajulações. Enojado com a hipocrisia, a falsidade de homens e mulheres que usam da Palavra para falar ao povo. Temos tido encontros irracionais, pois a vida não corresponde, não é coerente com a presença e o caráter de Deus. Observamos ajuntamentos de pessoas com ressentimentos, invejas, discórdias, amarguras, vivendo na imoralidade, e outros sentimentos perniciosos e facciosos sem arrependimento. O Senhor não tolera a maldade com ajuntamento solene (Is 1.13). Estou cansado das conversas, da falta de reverência e da desatenção durante os cultos, especialmente na hora da pregação. Encontros movidos por interesses escusos e regado a teologia da prosperidade e manifestações esquisitas. O Senhor está farto de promessas, de copos com água a ser “ungida”, do vale de sal, dos saquinhos com terra de Israel e recipientes com água do rio Jordão. Por meio do profeta Isaias, o Senhor indaga: De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos e carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. (Is 1.11).

Estou farto de religião voltada para as práticas judaicas dentro de igrejas chamadas evangélicas. Fico exausto ao ver pastores trazendo festas judaicas para dentro dos templos, aliciando o povo, levando a congregação às práticas religiosas já superadas pela suficiência de Cristo Jesus revelada nas Escrituras. Estou cansado do uso indevido da Palavra na prática da teologia da prosperidade. Enojado de líderes que sacrificam o povo, usando-o como massa de manobra. Esses líderes utilizam seu “carisma” para ludibriar as gentes que entram e saem dos santuários. São artificiais, interesseiros e exploradores do povo. Conseguem tirar dinheiro dos incautos para satisfazerem seus mimos, luxos e manter seu alto padrão de vida. Líderes inescrupulosos utilizando seus impérios de comunicação, tecnologia e uma rede viciada para enganar as pessoas sofridas, que vão às suas igrejas buscando esperança para o seu desespero.

Cansado estou dos que usam a Bíblia como instrumento profissional e não como livro devocional. Que utilizam os textos fora do contexto como pretexto para amedrontar, produzir medo no povo, causar subserviência. É triste ver a utilização da Palavra de Deus como troca pela oferta e não como doação em amor. Encontro-me estafado vendo pregadores utilizando as Santas Escrituras de forma desrespeitosa, ensinando erradamente o povo. Usam a Bíblia como amuleto. As Escrituras foram transformadas em literatura comum, ordinária num contexto de gente religiosa, despida de temor e tremor diante do Espírito Santo que revelou a Palavra de Deus. A Bíblia se tornou um livro usado para apoiar práticas religiosas, sem vida. Pregadores que não têm formação adequada, não têm temor diante da Revelação. Há uma tradição religiosa – oral e escrita – que interpreta a Palavra de Deus. São as cartilhas dos líderes que são usadas para “interpretar” as Escrituras. Usam uma hermenêutica viciada, distorcida e enganosa, voltada para o apoio de suas práticas danosas. Não alimentam o povo e não o apascentam com ciência e inteligência (Jr 3.15).

Confesso de coração que estou cansado do sistema religioso que usa a oração como amuleto, como instrumento de petição e não de adoração e deleite em sua prática. O sistema religioso transformou a oração num instrumento que exige de Deus respostas imediatas. Que O coloca na parede. Não é uma oração de adoração, confissão, quebrantamento e intercessão misericordiosa, mas que se arroga em reivindicar de Deus bênçãos, prosperidade e curas. É a oração da troca e da determinação, que se paga para receber “bênçãos” do alto. Intercessão forte. Oração meritória e não de misericórdia. Sim, estou muito cansado de ver uma adulteração na vida de oração. Sabemos que na oração devemos pedir ao Senhor espírito de sabedoria e de discernimento (Ef 1.17). Orar não é barganhar, mas fazê-lo no espírito da vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita (Rm 12.1,2). Foi assim que o Senhor Jesus orou no Getsêmani (Mt 26.41). Estou cansado deste movimento religioso porque já fizeram uma separação de oração forte no monte e fraca fora do monte. Podemos notar claramente que há uma estratificação da oração. A religião tem transformado o monte em plataforma da “verdadeira” oração que “move” o coração de Deus.

Confesso mais uma vez que estou triste e muito cansado de religião, mas, por outro lado, desejando viver a cada dia no descanso do Evangelho genuíno, que é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê (Rm 1.16). É este Evangelho que almejo viver e pregar. Este evangelho enseja a mensagem do Senhor ao Seu povo por meio do profeta Isaias: Lavai-vos e purificai-vos; tirai de diante de meus olhos as vossas obras más; parai de praticar o mal; aprendei a praticar o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde e raciocinemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve, ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” (Is 1.16-18).

Aqui está a mensagem do Evangelho na contramão da religião.

Continuo cansado de religião que vive um relacionamento superficial e interesseiro. Formam-se grupos com objetivos comuns sem pensar na unidade da Igreja de Jesus. Sinto-me estafado com tanta hipocrisia, com a falta de sinceridade, maledicências, fofocas nos relacionamentos dentro da comunidade da graça. O Senhor abomina os que promovem discórdia entre os irmãos (Pv 6.19). Infelizmente temos na comunidade de Cristo pessoas voltadas para a satisfação dos seus caprichos carnais. A religião enfatiza coisas e não pessoas. Cargos e não cargas. Sentimento como padrão aferidor e não a Palavra de Deus revelada na História e em nossa experiência de conversão, de novo nascimento.

Estou cansado da religião de aparência e não do coração, do interior. Nos interesses pessoais e não do Corpo de Cristo. Vivemos um tempo de superficialidade sem precedentes. Há mais interação com as máquinas do que com as pessoas. Os relacionamentos têm sido descartáveis, pois obedecem ao principio do utilitarismo, de atender nossas razões e nossos interesses mais diversos, especialmente carnais. Sinto-me pesado com tanta maldade no coração das pessoas que se dizem crentes, mas que agem como incrédulos. Tanto julgamento temerário (Mt 7.1-5). É impressionante como a religião valoriza o exterior em detrimento do coração, das entranhas. Vivemos num tempo de ajuntamento solene sem vida e sem relacionamentos qualitativos.

Não tem havido profundidade nas relações fraternais. Temos nos tornado um bando de gente perdida nos próprios interesses. Estamos acorrentados aos padrões do mundo. Vivemos um tempo de individualismo. Raramente nos encontramos para olharmos nos olhos e falarmos a verdade em amor. Experimentamos um tempo de frieza espiritual e frieza emocional. Não temos tempo para nos importar com o nosso irmão e com o nosso próximo. Fazemos um reducionismo de nossos encontros ao templo, às reuniões formais. Perdemos o referencial de comunhão, fraternidade, desprendimento e liberalidade dos irmãos primitivos (At 2.42-47; 4.32-37).
Estou cansado de religião, pois não há desejo intenso de obedecer às orientações do Senhor Jesus. Temos respondido de forma negativa ao agravo; não amamos os nossos inimigos; não caminhamos a segunda milha; tornamo-nos insensíveis às necessidades do próximo; não abençoamos os que nos amaldiçoam; não oramos pelos que nos perseguem (Mt 5.38-48). Reagimos negativamente os que nos ofendem. Não temos paciência uns com os outros. Tornamo-nos monstros em nossas relações, pois as vivemos instintivamente.

Somos implacáveis com os que erram como se não errássemos também. Agimos sem graça e misericórdia. À semelhança dos escribas e fariseus, acusamos as pessoas com muita facilidade. Vemos os defeitos nas pessoas e nos esquecemos dos nossos. Há pouquíssima disposição em servir ao próximo. Não somos imitadores de Deus como filhos amados e não temos andado em amor como Cristo nos amou e a Si mesmo se entregou por nós como oferta e sacrifício a Deus com aroma suave (Ef 5.1,2).
Sim, estou cansado de religião sem vida, sem renuncia, sem misericórdia, sem paixão, sem dedicação, sem compromisso, sem coração aquecido e sem amor. Uma religião que não prioriza os valores do Reino de Deus. Que não age como o samaritano e não olha para Jesus, mas para o homem.

Descanso no Evangelho de Cristo que serve, socorre em amor, encoraja, levanta o abatido, alivia os cansados e oprimidos, renova as forças dos desvalidos, acolhe em amor o maltrapilho, vive com sinceridade, serve com o amor de Cristo Jesus, prega a verdade com intrepidez e ousadia, ora intensamente pelos perdidos, investe no Reino de Deus, não faz acepção de pessoas, vive a simplicidade do evangelho; busca a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor; busca e nutre relacionamentos saudáveis; visita os órfãos, as viúvas, os doentes, os encarcerados e os pobres.

Descanso na diaconia do evangelho de Cristo. Recreia as minhas entranhas ver os crentes vivendo em profundo amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, o amor que jamais acaba (1 Co 13.4-8). O evangelho de Cristo é o da Sua igreja. É o evangelho da comunhão, da fraternidade e da unidade em Cristo Jesus. É o evangelho de Cristo, que veio buscar e salvar o perdido para sair de uma vida solitária para uma vida solidária. É o evangelho da aceitação, do perdão e da festa para a Glória de Deus Pai (que é amor, 1 João 4.8), que nos ama com um amor furioso.

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob – um pastor paralímpico.
Pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa – RJ
Colunista deste Portal
pitzerjacob@gmail.com

FONTE: ADIBERJ

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Publicado por em 24/04/2015 em POIMENIA

 

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Descobri que sou ateu…

 
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Publicado por em 11/03/2012 em POIMENIA

 

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Jesus é maior que a religião

 
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Publicado por em 04/03/2012 em POIMENIA

 

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O céu é muito chato

 

 

 

 

 

Fonte: PAVABLOG

 
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Publicado por em 04/03/2012 em POIMENIA

 

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Acreditar em Deus melhora resposta ao tratamento para depressão

Redação do Diário da Saúde


Acreditar em Deus melhora resposta ao tratamento para depressão
A crença em um Deus pessoal e que cuida diretamente de cada pessoa é chamada pelos estudiosos de antropomorfização de Deus.[Imagem: Wikimedia]

Fé contra a depressão

Pesquisas têm sugerido que a crença religiosa pode ajudar a proteger as pessoas contra os sintomas da depressão.

Mas um estudo, feito na Universidade Rush, nos Estados Unidos, vai um passo além.

Em pacientes já com o diagnóstico de depressão clínica, a crença em um Deus que se importa com as pessoas pode melhorar a resposta ao tratamento médico, conforme relata um artigo publicado no Journal of Clinical Psychology.

Medidores de sentimentos e espiritualidade

Participaram do estudo um total de 136 adultos diagnosticados com depressão grave ou depressão bipolar, atendidos tanto em ambiente hospitalar quanto ambulatorial, voltados para cuidados psiquiátricos.

Os pacientes foram examinados logo após a internação para tratamento e oito semanas depois, utilizando o Inventário Beck de Depressão, a Escala de Desesperança de Beck, e a Escala do Bem-Estar Religioso – todos instrumentos padrão das ciências sociais para avaliar a intensidade, a profundidade e a gravidade da doença e os sentimentos de desesperança e de satisfação espiritual, respectivamente.

Fé salvadora

A resposta à medicação, definida como uma redução de 50 por cento nos sintomas, pode variar em pacientes psiquiátricos. Alguns podem não responder de forma alguma.

Mas o estudo descobriu que aqueles com fortes crenças em um Deus pessoal e que se preocupa com as pessoas tinham maiores chances de responder à medicação e experimentar melhoras.

Especificamente, os participantes que ficaram no terço superior da Escala de Bem-Estar Religioso tinham 75 por cento mais probabilidades de melhorarem com o tratamento médico para a depressão clínica.

O resultado é semelhante a um estudo feito no Brasil, que demonstrou a importância da religião para lidar com o câncer.

Importância da esperança

Os pesquisadores avaliaram se a explicação para a melhoria da resposta aos medicamentos estaria ligada ao sentimento de esperança, que normalmente é uma característica da crença religiosa.

Mas o grau de esperança, medido pelos sentimentos e expectativas quanto ao futuro, e o grau de motivação, não conseguem prever se um paciente se sentirá melhor com o uso dos antidepressivos.

“Em nosso estudo, a resposta positiva à medicação teve pouco a ver com o sentimento de esperança que normalmente acompanha a crença espiritual,” afirma Patricia Murphy, professora de religião, saúde e valores humanos da Universidade Rush. “Ela esteve ligada especificamente à crença em um Ser Supremo que se importa com as pessoas.”

Importância da religião para os pacientes

“Para as pessoas diagnosticadas com depressão clínica, a medicação certamente desempenha um papel importante na redução dos sintomas,” disse Murphy. “Mas quando se trata de pessoas diagnosticadas com depressão, os médicos precisam estar cientes do papel da religião na vida de seus pacientes. É um recurso importante no planejamento do tratamento.”

Um outro estudo sobre religião e medicina mostrou que, apesar da importância da religião na recuperação dos pacientes, a maioria dos médicos tende a ver a fé como um empecilho às suas decisões.

Antropocentrismo

A crença em um Deus pessoal e que cuida diretamente de cada pessoa é chamada pelos estudiosos de antropomorfização de Deus – conceber Deus como sendo uma espécie de humano super poderoso.

Esta é uma marca de todas as religiões ocidentais tradicionais, mas está ausente nas religiões orientais, como o budismo e o hinduísmo, bem como em diversas outras igrejas de fundação mais recente, como o espiritismo e a Fé Bahai.

A quase totalidade dos teólogos vê essa crença com uma espécie de interpretação infantil da divindade. Mas essa compreensão não chega às liturgias pregadas nas igrejas, o que tem colaborado para a permanência dessa concepção de Deus ao longo de milênios – veja mais na reportagem No que Deus acredita? Naquilo que eu acredito, ora bolas….

Fonte:

Diário da Saúde – http://www.diariodasaude.com.br

URL:http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=acreditar-deus-melhora-resposta-tratamento-depressao&id=5047

 
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Publicado por em 06/02/2012 em POIMENIA

 

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Igrejas protestantes históricas voltam a crescer

Robinson Cavalcanti

Tem sido destacado, por analistas religiosos e seculares, o resultado da última pesquisa com ampla amostra, de 2009, sobre Religião no Brasil, e já veiculada pela imprensa, com avaliação de especialistas, de que as Igrejas Protestantes Históricas voltaram a apresentar significativa taxa de crescimento, com uma redução da mesma taxa entre as igrejas pentecostais e uma evidente “migração” interna entre os neo(pseudo)pentecostais, em que a Igreja Mundial não surge do nada, mas de um deslocamento de 25% dos frequentadores-membros-clientes da Igreja Universal.

No passado recente, tivemos até alguns precipitados sociólogos da religião defendendo a extinção das Igrejas Protestantes Históricas em poucas décadas. Já outros, com maior conhecimento da História do Cristianismo, e do movimento inexorável seitas-seitas estabelecidas-igrejas, ao contrário, apontavam para um breve retorno do crescimento das Igrejas Históricas, inclusive atraindo a segunda e terceira gerações de pentecostais e neo(pseudo)pentecostais procurando algo mais sólido para suas vidas espirituais, pois, afinal, não é por nada que estamos há dois mil anos na praça…

Na segunda metade do século dezenove e primeira década do século vinte somente havia no Brasil as Igrejas Históricas, sob severa restrição legal e sob não menos severa perseguição e preconceito social, cujo estabelecimento e crescimento foram marcados pelo sacrifício, pelo heroísmo e, mesmo, pelo martírio, em condições tão adversas. As primeiras décadas da presença Pentecostal, a partir de 1909, foram marcadas por um modesto crescimento, e os históricos cresceram bastante nas décadas seguintes.

Apenas na segunda metade do século vinte, com a chegada de novos grupos e o surgimento do Movimento de Renovação Espiritual é que o Pentecostalismo de certa forma explodiu por 30 ou 40 anos, sendo, crescentemente, ultrapassado pelo volátil neo(pseudo)pentecostalismo no final do século vinte e início do século vinte e um.

Agora, no conjunto, há um forte crescimento do Protestantismo Nominal – desviados, afastados, ocasionais, sacramentais, bissextos, “crentes de IBGE”, descendentes de crentes, lato senso, etc. (algo entre 5 e 7 milhões), seitas exóticas ainda pipocam ali e acolá, e o extremo fundamentalismo e o extremo liberalismo se posicionam em bolsões nas margens.

Há tempo que tenho afirmado que, no meio de tanta zoeira, houve algo positivo no Protestantismo brasileiro recente – a redução da polarização em torno da pneumatologia, pois a maioria dos históricos admite a contemporaneidade dos dons espirituais e parcela expressiva dos pentecostais começa a revalorizar a história, a teologia e a liturgia dos históricos.

Se um ramo do Cristianismo tem séculos de sobrevivência, isso significa a sua capacidade de manter os seus postulados e a sua rica herança sempre enriquecidos pela capacidade de adequação a novos tempos, espaços e desafios, sem se descaracterizar (ecclesia reformada semper reformanda).

Houve muita gente nas Igrejas Históricas que entrou em crise, se deprimiu, se autodesvalorizou diante da ‘inexorável marcha’ em direção ao pentecostalismo ou ao neo(pseudo)pentecostalismo, seja por convicção, seja por pragmatismo, aderindo sofregamente às suas práticas (que encheriam igrejas e bolsos…).

Há, cada vez mais, filhos e netos de pentecostais e neo(pseudo)pentecostais que adquirem uma escolaridade de nível superior ou técnico e que ascendem à classe média, com novas exigências intelectuais e estéticas, rejeitando o sectarismo, o moralismo-legalismo e o antiintelectualismo dos seus antepassados, bem como a ausência de raízes e acumulação histórica.

As portas das Igrejas Históricas estão abertas para esses irmãos e irmãs, que, inclusive, nos colaboram como sopro renovador às vezes valorizando mais as marcas das Igrejas Históricas do que os seus antigos membros rotinizados, encabulados ou complexados.

Diante desse momento de maturidade, quando as “ondas” vão sendo vistas exatamente como elas são, ou seja, “ondas”, o Anglicanismo, em sua vertente evangélica e de missão integral, com humildade, mas sem falsa modéstia, tem algo para contribuir, e se constitui em um atraente lar espiritual e porto seguro para pessoas sérias e comprometidas com a verdade, a unidade, a moderação, o bom senso e a beleza na adoração. A Igreja Anglicana-Diocese do Recife, pede passagem…

Fonte: PAVABLOG

 
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Publicado por em 17/09/2011 em POIMENIA

 

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Sul-coreanos resistem à psicoterapia ocidental para tratar depressão e estresse

Às vezes pode parecer que a Coreia do Sul, sobrecarregada, estressada e sempre ansiosa, está à beira de um colapso nervoso nacional, com uma taxa de divórcio em crescimento, estudantes que se sentem sufocados pelas pressões acadêmicas, uma taxa de suicídio entre as mais altas do mundo e uma cultura corporativa machista que ainda encoraja bebedeiras de apagar depois do trabalho.

Mais de 30 sul-coreanos se matam todos os dias, e os suicídios de artistas, políticos, atletas e líderes empresariais se tornaram quase lugar comum. Os suicídios recentes de quatro estudantes e de um professor da principal universidade da Coreia chocaram o país, e nas últimas semanas um anunciante de beisebol na TV, dois jogadores de futebol profissionais, um presidente universitário e o ex-cantor líder de uma popular banda de garotos se mataram.

E ainda assim os coreanos – embora abracem as inovações ocidentais quase obsessivamente, desde smartphones até a internet e cirurgia plástica – resistem amplamente à psicoterapia ocidental para suas tratar suas crescentes ansiedades, depressão e estresse. As modalidades de terapia falada com psiquiatras, psicólogos e outros tipos de conselheiros treinados estão apenas lentamente sendo aceitas, de acordo com especialistas em saúde mental daqui.

“Falar abertamente sobre problemas emocionais ainda é um tabu”, diz o Dr. Kim Hyong-soo, psicólogo e professor da Universidade Chosun em Kwangju.

“Com a depressão, a inclinação dos coreanos é apenas aguentar e superar”, diz ele. “Se alguém vai ao psicanalista, as pessoas sabem que ele será estigmatizado pelo resto da vida. Então elas não vão.”

Especialistas em saúde mental dizem que muitos sul-coreanos com problemas buscam ajuda em clínicas psiquiátricas privadas (e pagam suas contas em dinheiro) para que os registros de seguro saúde do governo não carreguem o estigma de um “Código F”, que significa alguém que recebeu reembolso por esse tipo de atendimento.

Mesmo quando os coreanos buscam aconselhamento, o progresso pode ser difícil.

Um psiquiatra proeminente com consultório em Seul, Jin-seng Park, disse que não é incomum para alguns novos pacientes chegarem a seu escritório, falarem sobre um problema por 40 minutos e depois ficarem chocados quando recebem a conta.

“Eles dizem: ‘eu tenho que pagar? Só para falar? Posso fazer isso de graça com meu amigo ou meu pastor”, diz o Dr. Park.

Os pacientes também hesitam, diz ele, diante de ideia de passar mais do que algumas sessões em terapia de fala. Em vez disso, a maioria dos pacientes pedem, e esperam, medicação, diz Park, cujo site aconselha que “quase todos os medicamentos usados nos EUA também estão disponíveis da Coreia. Então não se preocupe em conseguir esses medicamentos aqui.”

Cerca de um terço de seus pacientes o procuram pelo aconselhamento, diz Park, e o resto quer medicação.

“Os coreanos estão ficando mais confortáveis com a psicoterapia ocidental, mas isso é limitado aos altamente educados e àqueles familiarizados com o modo de vida ocidental”, diz o Dr. Oh Kyung-ja, professor de psicologia clínica treinado em Harvard que dá aulas na Universidade Yonsei em Seul.

Enquanto isso, a taxa de suicídio na Coreia do Sul não é nada menos que alarmante, quase três vezes maior do que nos Estados Unidos. A taxa aqui dobrou na década entre 1999 e 2009. Os pactos de suicídio entre estranhos que se conhecem online são um fenômeno em crescimento. As mortes por ingestão de pesticidas, enforcamento ou quedas de prédios altos são as mais comuns.

“Temos visto um aumento rápido da depressão, e eu diria que 80% a 90% dos suicídios são subprodutos da depressão”, disse o Dr. Kim. As clínicas de saúde mental do governo provaram ser eficientes para ajudar com problemas familiares ou conjugais básicos, diz ele, “mas não estão atingindo a depressão.”

“Essa questão ainda é muito fechada. Nós ainda a escondemos.”

A sociedade sul-coreana é tradicionalmente fundamentada em valores budistas e confucianos, que enfatizam a diligência, estoicismo e modéstia. Preocupações individuais são secundárias. Preservar a dignidade, ou a “cara”, especialmente para a família, é crucial.

Alguns especialistas atribuem o mal-estar emocional da Coreia do Sul ao declínio desses valores tradicionais e à ascensão do país como uma moderna potência industrial, começando nos anos 80. A Coreia do Sul, que já foi mais pobre do que a terrível Coreia do Norte, agora se vangloria de ser a 13º maior economia do mundo.

“À medida que a sociedade se tornou mais orientada para o materialismo, as pessoas começaram a se comparar”, disse o Dr. Park. “Há muita competitividade agora, começando até mesmo na infância, e os objetivos de vida mudaram. Temos um ditado: ‘se um primo compra terra, o outro primo fica com dor de estômago.”

Com os valores confucianos perdendo vigor, os coreanos usam uma variedade de formas – exceto medicamentos sob prescrição médica – para se livrar do estresse do ritmo frenético da vida urbana. Consultas a xamãs, exercícios ao ar livre como golfe e caminhada, álcool, religião organizada, a internet e viagens são válvulas de escape comuns agora.

O aconselhamento pastoral cristão pode oferecer apoio para alguns pacientes, disse o Dr. Park, que ensinou técnicas terapêuticas para ministros, embora ele alerte que este não é um substituto para a terapia profissional. “Os pastores tentam tratar os pacientes”, diz ele, “e isso pode ter complicações sérias e perigosas, até mortes.”  CONTINUA…

Fonte: UOL

 
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Publicado por em 17/09/2011 em POIMENIA

 

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