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Estou cansado de religião!

del - homem cansado

Sim, estou cansado deste sistema religioso voltado para a centralidade do homem e a posição periférica de Deus Pai. Esgotado de cultos barulhentos, com músicas em ritmos acelerados, letras vazias de significado bíblico-teológico. Não se canta mais hinos com letras profundas, feitas por homens e mulheres que sofreram e que descansavam na fidelidade de Deus. Cultos à imagem do homem, especialmente dos líderes megalomaníacos, que apreciam o pódio e as bajulações. Enojado com a hipocrisia, a falsidade de homens e mulheres que usam da Palavra para falar ao povo. Temos tido encontros irracionais, pois a vida não corresponde, não é coerente com a presença e o caráter de Deus. Observamos ajuntamentos de pessoas com ressentimentos, invejas, discórdias, amarguras, vivendo na imoralidade, e outros sentimentos perniciosos e facciosos sem arrependimento. O Senhor não tolera a maldade com ajuntamento solene (Is 1.13). Estou cansado das conversas, da falta de reverência e da desatenção durante os cultos, especialmente na hora da pregação. Encontros movidos por interesses escusos e regado a teologia da prosperidade e manifestações esquisitas. O Senhor está farto de promessas, de copos com água a ser “ungida”, do vale de sal, dos saquinhos com terra de Israel e recipientes com água do rio Jordão. Por meio do profeta Isaias, o Senhor indaga: De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos e carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. (Is 1.11).

Estou farto de religião voltada para as práticas judaicas dentro de igrejas chamadas evangélicas. Fico exausto ao ver pastores trazendo festas judaicas para dentro dos templos, aliciando o povo, levando a congregação às práticas religiosas já superadas pela suficiência de Cristo Jesus revelada nas Escrituras. Estou cansado do uso indevido da Palavra na prática da teologia da prosperidade. Enojado de líderes que sacrificam o povo, usando-o como massa de manobra. Esses líderes utilizam seu “carisma” para ludibriar as gentes que entram e saem dos santuários. São artificiais, interesseiros e exploradores do povo. Conseguem tirar dinheiro dos incautos para satisfazerem seus mimos, luxos e manter seu alto padrão de vida. Líderes inescrupulosos utilizando seus impérios de comunicação, tecnologia e uma rede viciada para enganar as pessoas sofridas, que vão às suas igrejas buscando esperança para o seu desespero.

Cansado estou dos que usam a Bíblia como instrumento profissional e não como livro devocional. Que utilizam os textos fora do contexto como pretexto para amedrontar, produzir medo no povo, causar subserviência. É triste ver a utilização da Palavra de Deus como troca pela oferta e não como doação em amor. Encontro-me estafado vendo pregadores utilizando as Santas Escrituras de forma desrespeitosa, ensinando erradamente o povo. Usam a Bíblia como amuleto. As Escrituras foram transformadas em literatura comum, ordinária num contexto de gente religiosa, despida de temor e tremor diante do Espírito Santo que revelou a Palavra de Deus. A Bíblia se tornou um livro usado para apoiar práticas religiosas, sem vida. Pregadores que não têm formação adequada, não têm temor diante da Revelação. Há uma tradição religiosa – oral e escrita – que interpreta a Palavra de Deus. São as cartilhas dos líderes que são usadas para “interpretar” as Escrituras. Usam uma hermenêutica viciada, distorcida e enganosa, voltada para o apoio de suas práticas danosas. Não alimentam o povo e não o apascentam com ciência e inteligência (Jr 3.15).

Confesso de coração que estou cansado do sistema religioso que usa a oração como amuleto, como instrumento de petição e não de adoração e deleite em sua prática. O sistema religioso transformou a oração num instrumento que exige de Deus respostas imediatas. Que O coloca na parede. Não é uma oração de adoração, confissão, quebrantamento e intercessão misericordiosa, mas que se arroga em reivindicar de Deus bênçãos, prosperidade e curas. É a oração da troca e da determinação, que se paga para receber “bênçãos” do alto. Intercessão forte. Oração meritória e não de misericórdia. Sim, estou muito cansado de ver uma adulteração na vida de oração. Sabemos que na oração devemos pedir ao Senhor espírito de sabedoria e de discernimento (Ef 1.17). Orar não é barganhar, mas fazê-lo no espírito da vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita (Rm 12.1,2). Foi assim que o Senhor Jesus orou no Getsêmani (Mt 26.41). Estou cansado deste movimento religioso porque já fizeram uma separação de oração forte no monte e fraca fora do monte. Podemos notar claramente que há uma estratificação da oração. A religião tem transformado o monte em plataforma da “verdadeira” oração que “move” o coração de Deus.

Confesso mais uma vez que estou triste e muito cansado de religião, mas, por outro lado, desejando viver a cada dia no descanso do Evangelho genuíno, que é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê (Rm 1.16). É este Evangelho que almejo viver e pregar. Este evangelho enseja a mensagem do Senhor ao Seu povo por meio do profeta Isaias: Lavai-vos e purificai-vos; tirai de diante de meus olhos as vossas obras más; parai de praticar o mal; aprendei a praticar o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde e raciocinemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve, ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” (Is 1.16-18).

Aqui está a mensagem do Evangelho na contramão da religião.

Continuo cansado de religião que vive um relacionamento superficial e interesseiro. Formam-se grupos com objetivos comuns sem pensar na unidade da Igreja de Jesus. Sinto-me estafado com tanta hipocrisia, com a falta de sinceridade, maledicências, fofocas nos relacionamentos dentro da comunidade da graça. O Senhor abomina os que promovem discórdia entre os irmãos (Pv 6.19). Infelizmente temos na comunidade de Cristo pessoas voltadas para a satisfação dos seus caprichos carnais. A religião enfatiza coisas e não pessoas. Cargos e não cargas. Sentimento como padrão aferidor e não a Palavra de Deus revelada na História e em nossa experiência de conversão, de novo nascimento.

Estou cansado da religião de aparência e não do coração, do interior. Nos interesses pessoais e não do Corpo de Cristo. Vivemos um tempo de superficialidade sem precedentes. Há mais interação com as máquinas do que com as pessoas. Os relacionamentos têm sido descartáveis, pois obedecem ao principio do utilitarismo, de atender nossas razões e nossos interesses mais diversos, especialmente carnais. Sinto-me pesado com tanta maldade no coração das pessoas que se dizem crentes, mas que agem como incrédulos. Tanto julgamento temerário (Mt 7.1-5). É impressionante como a religião valoriza o exterior em detrimento do coração, das entranhas. Vivemos num tempo de ajuntamento solene sem vida e sem relacionamentos qualitativos.

Não tem havido profundidade nas relações fraternais. Temos nos tornado um bando de gente perdida nos próprios interesses. Estamos acorrentados aos padrões do mundo. Vivemos um tempo de individualismo. Raramente nos encontramos para olharmos nos olhos e falarmos a verdade em amor. Experimentamos um tempo de frieza espiritual e frieza emocional. Não temos tempo para nos importar com o nosso irmão e com o nosso próximo. Fazemos um reducionismo de nossos encontros ao templo, às reuniões formais. Perdemos o referencial de comunhão, fraternidade, desprendimento e liberalidade dos irmãos primitivos (At 2.42-47; 4.32-37).
Estou cansado de religião, pois não há desejo intenso de obedecer às orientações do Senhor Jesus. Temos respondido de forma negativa ao agravo; não amamos os nossos inimigos; não caminhamos a segunda milha; tornamo-nos insensíveis às necessidades do próximo; não abençoamos os que nos amaldiçoam; não oramos pelos que nos perseguem (Mt 5.38-48). Reagimos negativamente os que nos ofendem. Não temos paciência uns com os outros. Tornamo-nos monstros em nossas relações, pois as vivemos instintivamente.

Somos implacáveis com os que erram como se não errássemos também. Agimos sem graça e misericórdia. À semelhança dos escribas e fariseus, acusamos as pessoas com muita facilidade. Vemos os defeitos nas pessoas e nos esquecemos dos nossos. Há pouquíssima disposição em servir ao próximo. Não somos imitadores de Deus como filhos amados e não temos andado em amor como Cristo nos amou e a Si mesmo se entregou por nós como oferta e sacrifício a Deus com aroma suave (Ef 5.1,2).
Sim, estou cansado de religião sem vida, sem renuncia, sem misericórdia, sem paixão, sem dedicação, sem compromisso, sem coração aquecido e sem amor. Uma religião que não prioriza os valores do Reino de Deus. Que não age como o samaritano e não olha para Jesus, mas para o homem.

Descanso no Evangelho de Cristo que serve, socorre em amor, encoraja, levanta o abatido, alivia os cansados e oprimidos, renova as forças dos desvalidos, acolhe em amor o maltrapilho, vive com sinceridade, serve com o amor de Cristo Jesus, prega a verdade com intrepidez e ousadia, ora intensamente pelos perdidos, investe no Reino de Deus, não faz acepção de pessoas, vive a simplicidade do evangelho; busca a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor; busca e nutre relacionamentos saudáveis; visita os órfãos, as viúvas, os doentes, os encarcerados e os pobres.

Descanso na diaconia do evangelho de Cristo. Recreia as minhas entranhas ver os crentes vivendo em profundo amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, o amor que jamais acaba (1 Co 13.4-8). O evangelho de Cristo é o da Sua igreja. É o evangelho da comunhão, da fraternidade e da unidade em Cristo Jesus. É o evangelho de Cristo, que veio buscar e salvar o perdido para sair de uma vida solitária para uma vida solidária. É o evangelho da aceitação, do perdão e da festa para a Glória de Deus Pai (que é amor, 1 João 4.8), que nos ama com um amor furioso.

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob – um pastor paralímpico.
Pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa – RJ
Colunista deste Portal
pitzerjacob@gmail.com

FONTE: ADIBERJ

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Publicado por em 24/04/2015 em POIMENIA

 

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O Evangelho Segundo Lennon e McCartney

“Moça, sei que já não és pura, teu passado é tão forte, pode até machucar…” (Wando) 

“Moça” foi uma das primeiras canções que aprendi a tocar no violão e fez um sucesso medonho nos anos 70 na voz melosa de Wando, o cantor brasileiro que mais vendeu calcinhas na face da terra. Faço este prólogo não para reverenciar o menestrel dos corrimentos genitais, cuja morte ocorreu esta semana. É que a música não me sai da cabeça desde então. Sempre que um cantor morre, ainda que seja um ícone da música brego-romântica (uma espécie de produção musical estritamente comercial, quase sempre de baixa qualidade, mas que acerta na veia das pessoas, droga que é), o meu dia fica afetado. Profundamente.

Um dos livros que li e mais me fizeram remexer sobre a cadeira foi “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, de José Saramago. Ah, se eu pudesse escrever daquele jeito… Inspirado em Saramago e no fato de que nenhum de nós faz ideia do por que estamos metidos nas agruras deste mundão véio e sem portera (apesar do que pregam os padres, os pastores e as videntes endinheiradas), plagiei parcialmente o título daquele escritor português.

Quando se fala uma asneira, sempre que se diz algo de forma irrefletida, comenta-se que o sujeito “morreu pela boca” ou então que “em boca fechada não entra mosquito”. Em meados dos anos sessenta, no auge da fama, da bajulação e da idolatria, John Lennon afirmou que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo.

Depois que a imprensa divulgou a aparente prepotência do líder da mais transformadora banda de roque de todos os tempos e o povão começou a espatifar e incendiar seus discos de vinil em praça pública, John tentou retroagir, desmentir o que dissera. Mas, como ele não era um deputado brasileiro depondo à comissão de ética, firmou no golpe e assumiu a balela. Com a fé dos outros não se brinca, João.

Quando Júlia me perguntou se eu acreditava em Deus, eu respondi “depende”, a resposta mais evasiva e covarde que pude usar naquele instante. Visivelmente nervosa com mais uma de minhas esquivadas às perguntas capciosas, minha filha adolescente quis saber então qual era a minha religião. “Minha religião é a música”, respondi assim, na bucha, convicto como um suicida.

Volta e meia, o debate acerca da existência ou não de um Deus Criador e Mantenedor do Caos Universal esquenta as turbinas da nossa ignorância, agitando os ânimos aqui e acolá. Estou desconfiado que Deus não seja o sol, nem a lua, nem o trovão, muito menos o velhinho barbudo bonachão de voz empostada igualzinha ao Cid Moreira e que flutua sobre uma nuvem. Deus deve ser música. Desde o canto do sabiá até o guri que cantarola embaixo do chuveiro enquanto brinca com um patinho de borracha. Ignorância não é brinquedo, meu irmão, é drama.

Muitos empolados vão bradar aos quatro cantos que este cronista aqui deve estar lesionado das faculdades mentais, e que este mesmo energúmeno faz uma espécie de choça demoníaca ao blasfemar contra os dogmas mais sagrados, como se ridicularizasse a fé alheia. Não se trata de pilhéria, creiam. Falo sério. As combinações de notas musicais mantêm-me firme na lida, como se o ser humano realmente tivesse conserto.

Se um dia eu estiver preso atrás das grades ou numa cadeira de rodas, pálido imóvel como um vegetal desidratado, absolutamente entregue à boa vontade de terceiros a colocarem pão e água na minha boca (como fez o Messias), além de lavarem as minhas nádegas em sinal de higiene e misericórdia (tal e qual também fez o Nazareno, ao assear os pés dos doze discípulos, inclusive Judas, o mais traíra do bando), por favor, toquem boa música para acalmar o meu espírito, se é que de fato ele exista.

(Em meus devaneios, em minhas solitárias teorias existencialistas, eu penso que, na verdade, a força motriz que me faz levantar da cama diariamente e tolerar a intolerância do meu semelhante, seja algum tipo de energia essencial de origem desconhecida que, em breve, a ciência decifrará, através de testes enzimáticos complexos em câmaras de vácuo, tubos de ensaio e com o mister dos camundongos, a qual dissipar-se-á completamente após a derradeira badalada cardíaca. Sabem o que seja “Alma”? A lembrança gostosa de alguém que já partiu. Isto sim deve ser alma. Acredite se puder, ou torça pelos camundongos, ou funde a sua própria igreja.)

Voltando à música, eu extraí fragmentos do cancioneiro de Lennon, McCartney e George (o mais místico dos três) e montei a minha própria bíblia. Segue abaixo parte do meu evangelho particular, o qual será objeto — eu imagino — de injúrias, difamações, ameaças, fogueiras e maldições. Seja como for, Júlia, leia com atenção e esqueça tudo. Ou não. Deu pra entender, filhinha?!

Versículo I — Tudo o que você precisa é amor.

Versículo II — O amor é velho. O amor é novo. O amor é tudo. O amor é você.

Versículo III — Eu não me importo muito com dinheiro; dinheiro não pode me comprar amor.

Versículo IV — Eu te amo oito dias na semana.

Versículo V — Todas as pessoas solitárias, de onde elas vêm? Todas as pessoas solitárias, de onde elas são?

Versículo VI — Nós podemos realmente viver um sem o outro?

Versículo VII — Lá vem o sol! E eu digo que está tudo bem.

Versículo VIII — Eu estarei lá e em todo lugar. Aqui, lá e em todo lugar.

Versículo IX — Eu sou ele, como você é ele, como você sou eu, e nós somos todos juntos.

Versículo X — Todas as crianças boas vão para o céu.

Versículo XI — Então, no final, o amor que você leva é igual ao amor que você dá.

Versículo XII — Deixa eu te levar, pois estou indo para os Campos de Morango. Nada é real, e não há nada com que se preocupar. Campos de Morango para sempre!

Versículo XIII — Dia após dia, sozinho na colina, o homem com sorriso tolo permanece perfeitamente calmo, mas ninguém quer conhecê-lo. Eles podem ver que ele é somente um tolo e ele nunca dá uma resposta.

Versículo XIV — A longa e extensa estrada que leva até a sua porta jamais desaparecerá.

Versículo XV — A vida é muito curta e não há tempo para intrigas e brigas, meu amigo.

Versículo XVI — Eu olho para vocês todos e vejo que o amor está dormindo.

Versículo XVII — Você ainda vai precisar de mim? Você ainda irá me alimentar quando eu tiver 64 anos de idade?

Versículo XVIII — Ele é um autêntico homem de lugar nenhum, sentado na sua terra de lugar nenhum, fazendo os seus planos de lugar nenhum para ninguém.

Fonte: REVISTA BULA

 
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Publicado por em 25/02/2012 em POIMENIA

 

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Whitney Houston – JESUS ME AMA

Jesus me ama

Oo oo oo diga-me, diga-me
Sim, Jesus me ama
A Bíblia me diz isso
Jesus me ama, disso eu sei
A Bíblia me diz isso
Pequenas coisas pertencem a Ele
Elas são fracas, mas Ele é forte
Refrão:
Sim Jesus me ama
Oh, sim Jesus me ama
Sim Jesus me ama
A Bíblia me diz isso
Continuando no caminho ao alto
Sempre me guie, Senhor, eu oro
Sem merecimento e teimosamente
Nunca deixa de me amar
Repete o Refrão
Sim Jesus me ama
Ama, oh sim, Jesus me ama
A Bíblia me diz isso
(Sei que sou amado) A Bíblia me diz isso
(Me sinto bem em saber) que eu nunca estou sozinha
Às vezes solitário, mas nunca sozinho
A Bíblia me diz
A Bíblia me diz
A Bíblia me diz isso
Veja, eu sei que Ele me ama
Mesmo se estou certa
mesmo se estou errada
Porque a Bíblia me diz isso

Fonte: LETRAS TERRA

 
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Publicado por em 12/02/2012 em POIMENIA

 

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Barco Missionário da Igreja Presbiteriana leva atendimento médico e odontológico a comunidades ribeirinhas

Barco Missionário da Igreja Presbiteriana leva atendimento médico e odontológico a comunidades ribeirinhas

A Igreja Presbiteriana de Manaus (IPM) mantém um trabalho missionário junto às comunidades ribeirinhas do Amazonas através de barcos hospitalares que levam atendimento médico e odontológico para comunidades que vivem isoladas dos centros urbanos.

O trabalho iniciado no ano de 1992 é o único atendimento médico e odontológico que chega a diversas cidades em torno nos rios Negro, Solimões, Amazonas, Jaú e Unini. Contando atualmente com nove barcos, o trabalho da IPM nas comunidades ribeirinhas atendeu, somente no ano passado, 6,2 mil pessoas, através da prestação de serviços médicos e sociais em cerca de 120 comunidades interioranas da região.

O pastor titular da IPM, José João Mesquita, disse ao site A Crítica (do UOL) que o chamado ministerial para atender a essas comunidades começou com barcos viajando regularmente pelo interior. Mesquita afirmou que ao constatarem a extrema carência de assistência médica decidiram, a partir de 1992, iniciar o projeto do barco hospitalar.

“Na década de 70, os pastores Caio Fábio D’Araújo e Franklin Arno começaram a viajar para comunidades próximas da capital e já constatavam a carência nessa área”, revelou o pastor.

A chegada dos barcos é motivo de alegria e comemoração nas comunidades visitadas. Nos barcos, acontecem consultas ambulatoriais e odontológicas, e entrega gratuita de medicamentos. A maioria dos que buscam atendimento são mulheres e crianças, e os casos mais comuns são problemas gastrointestinais, parasitoses, dermatoses e ginecológicos. O barco hospital costuma levar também um médico voluntário que realiza cerca de 30 cirurgias de lábio leporino a cada viagem.

A igreja procura visitar cada uma das comunidades pelo menos duas vezes por ano e o trabalho é custeado em 70% pela própria IPM, 20% são financiados pelo Instituto Mackenzie, de São Paulo, e 10% dos custos são pagos por duas igrejas norte-americanas que firmaram parceria com o projeto.

Mesquita afirma também que, ao contrário de algumas denominações que só se preocupam em resolver problemas financeiros e momentâneos das pessoas, o que leva muitos a comportamentos ingênuos, a Igreja Presbiteriana de Manaus tem como principal missão levar o evangelho e melhores condições de vida às comunidades amazonenses.

Fonte: Gospel+

 
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Publicado por em 31/01/2012 em POIMENIA

 

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Estevam e Sônia Hernandes: gente que ninguém quer

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Eliézer, no Blog do Eli Sanches

A propósito da leitura desse artigo da ISTOÉ, sobre a Igreja Renascer em Cristo…

Tive a oportunidade (e porque não dizer o privilégio) de ter participado desse ministério quando ainda era só um punhado de gente que estava cansada das idiossincrasias religiosas de então e sonhavam com uma vida restaurada à normalidade daquilo que a bíblia mostrava ser… por isso diziam ter a visão de Neemias, da restauração dos muros da cidade santa…

Tempo onde não havia um clero organizado… as pessoas ajudavam porque sentiam-se compelidas a fazê-lo sem esperar reconhecimentos ou imputação de patentes eclesiais quais fossem… só havia gente querendo ajudar àquilo que entendiam ser um movimento genuíno de “amor às vidas” no jargão evangélico… se sentir parte de um movimento que sentiam iria marcar uma geração na igreja brasileira… tempo onde o Estevam e a Sônia desciam do palco para abraçar a quem perto deles chegasse, junto a uma palavra de amor e esperança…

Uma época onde as barreiras do “sagrado” e do “profano” diluíram-se, onde era possível transitar entre uma “Terça Gospel” no Dama-Xoc e um Show de Rock nas segundas-feiras de evangelismo, que mais se assemelhavam a uma balada qualquer, ainda que o espaço fosse o mesmo dos cultos dominicais… manifestação de demonstração extrema que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens… radicalmente protestante…

O brilho nos olhos de cada um, por mínima que fosse sua contribuição para que tudo se operasse com o fim de restaurar vidas, junto a alegria no coração de ver o resultado que se obtinha na operação da mão forte do Senhor era a recompensa mais que suficiente para nós…

Nada era forçado… tudo que se fazia dava naturalmente resultados pois o ambiente que ali estava instalado era o do comprometimento com uma visão de operar o bem ao próximo, sendo o templo só um local que se prestava a dar espaço às iniciativas que levassem em conta a visão de Neemias que o ministério possuía…

As canções eram fruto desse mover de Deus nos idos tempos da então quase-herética Igreja Renascer em Cristo… Katsbarnéa com o Brother Simion cantando com aquele jeitão de fissurado… Extra, Extra… o mundo acabará amanha de manhã… Atos 2, declarando Ah, eu quero sim, o Teu amor Senhor… e ainda Resgate, Oficina G3 com o Manga e o Túlio mandando ver em músicas com letras inusitadas comparando os cristãos com Naves Imperiais… e o início do Renascer Praise, com cânticos que remetiam a uma pureza e singeleza de sentido tão claro do Evangelho que, se comparadas às letras de hoje das músicas do mercado gospel (invariavelmente mantras, gemidos, sussurros e grunhidos incompreensíveis e sem qualquer relação com a mensagem de Jesus) seriam vistas com reservas pois sua mensagem seria não-vendável.

Mas não tardou, o canto da sereia foi ouvido… e pior, atendido e correspondido. O ministério de Libertação e Cura Interior foi criado sob a influência dos ensinos tresloucados da Neusa Itioka sobre o tema; a Teologia da Prosperidade vinha sendo pregada de maneira bem light, mas depois o “casal apostólico” abraçou apaixonadamente esse lixo espiritual e colocou o então Pr. Gesher Cardoso para fazer seminários intensivos nas igrejas Renascer ministrando essa doutrina mamônica e anti-bíblica; vieram à reboque o deslumbrado Benny Hinn com sua esquisita unção do cai-cai; as tais “conferências proféticas” com a equipe do pr. Collin Dye, um especialista em profetadas e a Marcha para Jesus, um evento que originalmente visava dar visibilidade à fé cristã e que aqui virou demonstração de força política para promover negociatas em nome de um reino que não é o dos Céus.

Ainda me recordo daqueles tempos da inocência perdida… comparativamente ao crescimento humano, a Renascer optou por seguir seu próprio caminho, longe da singeleza do Evangelho e encantou-se com os sofismas da vida adulta… e ficou empedernida, incapaz de admitir que errou e voltar atrás para iniciar do ponto onde se desviou…

Eu ainda me pego cantando e pedindo para cantar muitas das músicas dessa época… sou grato à Deus por ter vivido o tempo em que o Estevam e a Sônia eram só o Estevam e a Sônia e não o alter-ego de ambos que acabou carreado a um título após a investidura de uma patente eclesial…

Certamente presenciei ali também coisas que não correspondiam àquilo que a Palavra ensina… vi fogueira das vaidades, desmandos, surtos de autoritarismo, caça às bruxas e todos os chamados “sete pecados capitais” atuando em pleno vigor… não há quem vivendo em um ambiente assim, agüente por muito tempo sem se contaminar. Confesso que por algum tempo surtei com o surto deles… mas em um insight, quando me vi descaracterizado como um filho de Deus, abri-me à correção do Pai em minha vida e a Sua Graça me alcançou, me fazendo sair a tempo antes que eu ficasse pedrado.

Escrevo estas linhas depois de ler o artigo da ISTOÉ e de chorar movido por um misto de amor, tristeza, pesar e saudade… estaria idealizando um passado que só existiu na minha mente?… talvez… mas não posso negar que a maneira autêntica e ousada pelo qual a Renascer surgiu e andou nos primeiros anos de sua existência impactaram minha vida mais com coisas boas que com ruins…

Possivelmente a Renascer nunca será aquilo que se propôs a ser 25 anos atrás na sala do pequeno apartamento do Estevam e da Sônia, ainda com o Tid e a Fernanda bem pequenos… uma família que vivia com dinheiro contado, com o Estevam saindo para vender máquinas de Xerox a pé, quando deram abrigo a um bando de gente que a igreja não os queria nem pagando… igualzinho como Jesus acolheu a mulher adúltera, ao fiscal corrupto, ao samaritano e ao guarda romano. Gente que ninguém quer. Assim como todos nós um dia fomos gente que ninguém quis, só o Pai. Quem sabe não seja a hora de acolhermos de alguma maneira ao Estevam e a Sônia pois HOJE eles são a gente que ninguém quer?

Via: PAVABLOG

 
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Publicado por em 12/09/2011 em POIMENIA

 

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De Caio Fábio para Bráulia Ribeiro

Querida Bráulia, graça e paz!

Li o texto Alexandre (Ultimato, edição setembro/outubro, 2009) e me comovi profundamente com a dor de vocês, tão simples e verdadeiramente expressa pela Bráulia.

Você e eu já tivemos todas as chances de nos tornarmos mais próximos em razão de amigos comuns e de muitas identificações simples e práticas no Evangelho. Além disso, muitos já fizeram tudo para que isto acontecesse, mas as circunstâncias não permitiram; e a culpa é minha, não sua.

Não posso dizer que leio o que você escreve, que pesquiso, que estou informado sobre você em detalhes…

Sabia e soube de você mais pelo George Foster, pelo Pedro do Borel (hoje no Egito), pelo André Fernandes e pelo Tiago da Jocum em Brasília, do que por quaisquer outros meios. E todos me dão o mesmo testemunho; sim, falam-me da carta escrita com amor de Deus em seu coração para com todos os que passam em seu caminho.

Entretanto, amiga no Senhor, somente Jesus nunca foi levita e sacerdote na estrada, sendo sempre o samaritano.

Sim, além dele, todos os demais somos samaritanos de vez em quando, e ficamos felizes com isso. Embora em nossa ignorância e distração não registremos a quantidade enorme de vezes em que passamos de largo fazendo da agenda da estrada […] o caminho de nossa pressa, e não fazendo a estrada submeter-se ao caminho interior, ao invés de seguir o roteiro da estrada […], todos os dias vejo-me escolhendo apressadamente as agendas da estrada enquanto negligencio a agenda do caminho.

O levita e o sacerdote seguiram a estrada e seu “tempo”. O samaritano seguiu o seu caminho.

A estrada, todavia, é apressada, diferentemente do caminho, que só segue quando tem a permissão da vida para passar. Graças a Deus somos perdoados todos os dias pelas escolhas da estrada contra as veredas calmas do caminho!

Entretanto, o que desejo de coração dizer a você, publicamente, visto que seu texto é público, é que nem você e nem ele têm esse poder todo! Sim, vocês não têm o poder de saber nada além do que se tornou história com as configurações de “história” […] de passado, portanto.

Na noite que meu filho Lukas morreu atropelado saindo de uma festa com os irmãos, antes de ir ele me ligou e me disse que estava meio cansado, a fim de dormir, e que se fosse seria apenas pelos irmãos e porque lá haveria uma moçada da Igreja Presbiteriana Betânia que ele não via há muito tempo.

“Vá meu filho! Vai ser legal! A Bruna está indo só por sua causa. E ela já saiu!”, foi o que eu disse; e ele foi.

O interessante em tudo isto é que por uma certeza mais profunda do que a morte dele naquela noite, eu sabia que não fora a “minha força” que o pusera no chão daquela estrada fria de Itaipú. Havia um caminho naquela estrada que estava para além de mim. E certamente muito para além da própria estrada.

Conheço a sensação de não atender a insistências que acabam de modo catastrófico. No curso da vida já deixei para visitar no dia seguinte muita gente que morreu durante a noite; já adiei idas que se confirmaram atrasadas depois dos fatos; já passei e soube que o “deixado” não resistiu; já sim, já muita coisa…

Sei também que o nível de pessoalidade do conhecimento do moço que se autovitimou aprofunda qualquer dor. Aumenta toda sensação de culpa e exacerba as perspectivas de responsabilidade e de omissão. Tais fatos, todavia, servem a nós de muitos modos quando o coração é como o de vocês.

A gente aprende que todos estão a um passo de qualquer coisa.

A gente aprende que por vezes nem todos os esforços do mundo mudam determinadas realidades.

A gente aprende que muita dor culposa que se sente decorre da culpa da bondade cristã salvadora, a qual assume para si poderes de salvação que não estão em nossas mãos.

A gente aprende a discernir quais são as coisas que podem esperar ante um desespero e quais não podem.

A gente aprende que nem todo desespero tem que parar o nosso caminho também.

A gente aprende, sutilmente, o que é agenda da estrada e o que é agenda do caminho.

Mas ninguém aprende isso sem se sentir levita e sacerdote de vez em quando, posto que nossos atos samaritanos são emblemáticos, mas nossas omissões levíticas e sacerdotais são a regra na agitação de nossas inúmeras distrações.

O pecado é adotar o caminho do levita e do sacerdote como modo de se desviar de gente na estrada. Ora, esse jamais foi ou será o caso de vocês, graças a Deus.

Entretanto, o mesmo samaritano um dia deve ter tido seu dia de levita. Ou, então, ele seria “Ele”. E não era…

Assim, minha oração é uma só nesse particular: “Senhor, faz de mim o samaritano possível no dia de hoje em minha existência! E salva-me dessa horrível tendência natural que tenho a, na estrada, preferir a omissão do caminho do levita e do sacerdote!”.

Sim, pois o mais devotado dos samaritanos tem seus momentos de pressa de levita e de sacerdote. E mais: isto é assim para que todo ato samaritano de nossa vida seja pura glória e graça de Deus sobre nós; e não fruto de nossa certeza de que em nossa existência não existem omissões.

Louvo a verdade de sua dor sincera e exposta de modo tão simples e franco.

Recomendo, no entanto, que essa dor se torne louvor àquele que amava o Alexandre, e que o ama e que o tem em seu seio, pois quem danou o Alexandre apenas por que a dor de sua perturbação mental o levou a um desatino?

O Alexandre, sim, o do salmo, o que buscava consolação onde há consolação, era apenas um jovem em estado de perturbação adquirida pelo vício. Não era filho do inferno.

Nenhum diabo teve o poder de tirar o Alexandre das mãos do Senhor Jesus! Assim como nenhum diabo tentará (e vencerá) vocês com a culpa de que poderiam ser os salvadores do Alexandre e não o foram.

Manos amados, também isto está consumado! Recebam meu amor e meu carinho sincero e cheio de orações.

Nele, em quem nenhum de nós tem o poder de salvar, mas apenas o de cooperar com o Salvador, o qual salva com ou sem nós,

Caio

• Caio Fábio D´Araújo Filho é psicanalista clínico, escritor e pregador do Evangelho da Graça de Jesus. caiofabio.com

Fonte: ULTIMATO

 
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Publicado por em 16/10/2009 em POIMENIA

 

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Flordelis – O filme

Atores famosos se reúnem no filme-homenagem “Flordelis”

SÃO PAULO (Reuters) – Criado para ser uma homenagem, “Flordelis – Basta Uma Palavra para Mudar” estreia esta sexta-feira em circuito nacional, trazendo no elenco alguns dos rostos mais conhecidos da TV brasileira.

Reynaldo Gianecchini, Aline Morais, Leticia Spiller, Cauã Reimond, Letícia Sabatella, Marcello Antony e Fernanda Lima são apenas alguns dos nomes que participam da produção, dedicada ao trabalho social de Flordelis dos Santos.

Professora pública criada no Jacarezinho (RJ), Flordelis passou sua juventude a ajudar crianças e adolescentes em situação de risco nas periferias cariocas. Muito religiosa (daí a trilha sonora gospel de toda a produção), ela realizava vigílias noturnas para combater a cooptação de jovens pelo tráfico de drogas em comunidades pobres.

No entanto, ela só ficou realmente conhecida em meados da década de 1990, quando albergou como filhos, em uma casa de dois quartos, 37 crianças sobreviventes de uma chacina na estação Central do Brasil. Foi o início de uma perseguição pela polícia e pela assistência social, que procuravam levá-las para abrigos públicos.

Fonte: UOL

 
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Publicado por em 11/10/2009 em POIMENIA

 

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