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Abertura do culto

Imagina começar um culto assim.


Se não conseguir ouvir a música, clique aqui.

Um alegre convite a participar da festa entre irmãos. A casa é grande, cabe todo mundo e somos todos um. A unidade vai nascer. E, por sermos um em amor, somos luz. O brilho das pessoas é muito maior e ilumina as manhãs (ochoro pode durar a noite inteira mas a alegria vem pela manhã…). E nada de sacanagem, nada de melar a festa, que ela tá só começando!

O Homem Falou
Maria Rita
Composição: Gonzaguinha

Pode chegar
Que a festa vai
É começar agora
E é prá chegar quem quiser
Deixe a tristeza prá lá
E traga o seu coração
Sua presença de irmão
Nós precisamos
De você nesse cordão…

Pode chegar
Que a casa é grande
E é toda nossa
Vamos limpar o salão
Para um desfile melhor
Vamos cuidar da harmonia
Da nossa evolução
Da unidade vai nascer
A nova idade
Da unidade vai nascer
A novidade…

E é prá chegar
Sabendo que a gente tem
O sol na mão
E o brilho das pessoas
É bem maior
Irá iluminar nossas manhãs
Vamos levar o samba com união
No pique de uma escola campeã…

Não vamos deixar
Ninguém atrapalhar
A nossa passagem
Não vamos deixar ninguém
Chegar com sacanagem
Vambora que a hora é essa
E vamos ganhar
Não vamos deixar
Uns e outros melar…

Oô eô eá!
E a festa vai apenas
Começar
Oô eô eá!
Não vamos deixar
Ninguém dispersar
(O Homem Falou)…(final 2x)

Fonte: FACA AMOLADA

 
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Publicado por em 04/04/2012 em POIMENIA

 

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The Beatles e o evangelho do reino

Quando o movimento hippie despontou, os cristão ficaram de cabelo em pé. Apavoraram-se diante daqueles ideais. Trancaram-se dentro de suas igrejas, com as costas viradas para o mundo, olhos fechados, clamando por misericórdia. Agarraram suas crianças e protejeram-nas no mal. Temerosos e inseguros diante da loucura que se formava, fecharam os olhos para um fiapo de beleza que aparecia no centro do turbilhão. E, naturalmente, como fazem até hoje, mantiveram suas próprias loucuras isentas de julgamento.

Alheias à essa retração medrosa, pedras levantaram seu clamor. Do âmago das almas enebriadas por sexo livre e drogas, erguia-se um clamor semelhante ao de Paulo, que anunciava o início de um novo mundo onde não havia grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre. Uma fraternidade de homens.

Imagine que não exista nenhum país
Não é difícil de fazer
Nada porque matar ou porque morrer
Nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz…

Imagine nenhuma propriedade
Eu me pergunto se você consegue
Nenhuma necessidade de ganância ou fome
Uma fraternidade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo.

Imagine – John Lennon
[tradução livre]

Aquela juventude transviada tinha um ideal. Muito pior do que isso, estava disposta a viver seu ideal. Criam nele a ponto de tentar torná-lo real. É claro que os meios são tão questionáveis quanto os resultados, mas o ideal era decididamente valioso e absurdamente semelhante ao Reino de Deus – paz e amor.

Em contraste com eles, nós, cristãos, nos encontramos hoje completamente inertes. Como Raul Seixas, permanecemos “parados, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar”.

Estou certo de que você já constatou que todos os anos seu celular, seu computador, os jogos que você utiliza – e tudo o mais – mudam: as funções multiplicam-se, as telas aumentam, colorem-se, as conexões da internet melhoram, etc. (…) Quem pode acreditar seriamente que vamos ser mais livres e mais felizes porque no ano que vem o peso de nosso aparelho de MP3 vai diminuir pela metade, ou sua memória duplicar? Conforme o desejo de Nietzsche, os ídolos morreram: de fato, nenhum ideal inspira mais o curso do mundo, só existe a necessidade absoluta do movimento pelo movimento. Rafael Campoy – citado em algum lugar que não encontrei mais…

Somos como ratos na gaiola. Nosso ideal de vida é correr naquela rodinha. Fazê-la girar e girar. Um celular novo, mais memória ram, carro novo, bicicleta nova.

O Evangelho, no entanto, é a proposta de um ideal pelo qual viver! A proposta de um Reino que já começou. “É chegado o Reino de Deus”. “Venha a nós o Teu Reino”, orou aquele homem que jamais sonhou que um dia se tornaria um mero um adjetivo religioso.

O cristão, porém, jamais chegou a mover uma palha pelo ideal de Lennon, tão pouco pelo de Cristo. Está preocupado é com o ‘espiritual’. Suas preocupações e ênfases, seu relacionamento interesseiro com Deus, está quase sempre baseada numa devoção alienada. A única coisa não espiritual que envolve a devoção evangélica é o culto a Mamom. No mais, tudo gira em torno das almas e das sensações. É uma fé ectoplásmica.

Carecemos de uma reviravolta. Chega de gospel [sic]. Chega de louvor comercial. Precisamos cantar Beatles. Clamar pelo evangelho de Lennon, que sabia mais do Reino de Deus que nossos ‘levitas’ [sic].

Publicado originalmente no blog A TRILHA.

Fonte: FACA AMOLADA

 
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Publicado por em 02/04/2012 em POIMENIA

 

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Menino

Não! Não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver. Não! Não posso aceitar sossegado toda essa sacanagem, toda essa injustiça, toda essa miséria. Não dá para engolir tanta safadeza, tanta cara de pau. Não! Não dá para aceitar o egoismo e o cinismo que cresce dentro de mim e de cada um e nos devora a todos.

Ah! menino que habita em mim, que se esconde num canto de minhalma. Assobia, sussurra, canta, grita, chora. Me estende a mão. Me mostra o calor do sol no meio dessa gélida escuridão. Me fala de amizade, respeito, caráter. Me faz crer na bondade. Me enche de alegria. Inunda-me de amor. Sim! Me faz levantar e correr e dançar transbordando esperança e graça.

Contagia a mim para que eu possa contagiar a outros.

“Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem
como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus.” Mateus 18:3

Bola de Meia, Bola de Gude
Milton Nascimento

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor

Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

Fonte: FACA AMOLADA

 
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Publicado por em 01/04/2012 em POIMENIA

 

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