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É Proibido Pensar – João Alexandre

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Publicado por em 03/09/2009 em POIMENIA

 

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Basilicas e Capelas

Ainda há uma capelinha de Deus dentro das Basilicas dos homens.

Ainda há uma capelinha de Deus dentro das Basilicas dos homens.

Levi Araujo

“E é assim que, se vocês vão a Roma perdem a fé, e se vão a Assis recuperam a fé.”    Leonardo Boff

Ontem fui à Roma e encontrei-me com a Assis que há nela,e quem vai a Assis sabe que na Basílica de Santa Maria dos Anjos está uma capelinha construída por São Francisco chamada Porciúncula. Em cada “basílica” institucional há uma “capelinha” de discípulos de Jesus.

O que há de faraônico e ostentação nas riquezas da instituição fria e estética contrasta com o aconchego, simplicidade e profundidade da verdadeira Igreja de Cristo, onde as marcas dos santos construtores são o seu maior ornamento.

A burocracia piedosa das Instituições Religiosas não passa de uma pálida tentativa de religar fragmentos de vida. Dessa realidade não escapam nenhuma das grandes e pequenas religiões e a maioria dos seus respectivos movimentos “bem-sucedidos”. Já não é de hoje que ir a uma igreja evangélica pode levar-nos a perder a fé.

A história confirma que não foi só a fé que se perdeu. As intolerâncias e guerras “santas” do adorar institucional ceifaram mais do que fé. Alimentando guerras e atentados, continuamos perdendo vidas e humanidade.

No nosso caso, nós, os cristãos, sempre encontraremos capelinhas construídas por Jesus; elas sempre estarão lá entre as estruturas autofágicas e inquisitoriais construídas por homens e mulheres que usam suas benemerências, ofícios e liturgias para aliviar a consciência incapaz de entrar em capelas pequenas.

Entendo bem de “basílicas”, mas sempre desejei as capelinhas.

Graças ao Bispo de nossa alma, a espiritualidade de suas capelinhas sempre resistirá a religiosidade sem sentido das basílicas.

Nós, evangélicos, já temos até mega-basílicas, e o título de “bispo” não é mais suficiente; mas, dentro dessas grandes “gaiolas de loucos”, as capelinhas resistem superlotadas. É fácil encher tudo o que é “pequeno”. A Igreja de Jesus é formada por muitas pessoas que estão aprendendo a ser pequeninos sem estar inchados pelo fermento dos fariseus cínicos que se acotovelam nas “basílicas”.

A voz de Jesus resiste ao tempo: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado”.

Nas capelinhas todos são recebidos, amados e perdoados. Nela a pessoa está acima de estatutos e regras, e delas é que precisamos nesse mundo nocivo; lá todos podem esconder-se.

Nos últimos meses pudemos refugiar-nos com pessoas que nos carregaram nos braços para a capelinha e não tiveram nojo da minha chaga, limpando-a com paciência.

O poder da capelinha é tão grande e atraente que os Bispos das Basílicas Contemporâneas ficam sensibilizados de quando em vez e cedem à simplicidade do evangelho, e, como o Bispo de Assis cobriu o corpo nu de Francisco com seu manto clerical, eles também se deixam levar pelo Espírito, que enche as capelinhas profetizando que nenhuma nudez será castigada.

Antes de perdermos a fé, olhemos com muita atenção para as “basílicas”, pois certamente encontraremos as capelinhas das ressurreições.

As “basílicas” têm o poder de nos deixar nus e sem fé, mas as capelinhas cobrem nossas vergonhas porque “o amor cobre uma multidão de pecados. Na Instituição Religiosa o desnudar fere e ofende, mas na Igreja de Jesus se é possível ficar nu em total segurança, pois sempre haverá alguém para cobrir nossas vergonhas. Nas Catedrais da Performance há um canibalismo relacional cruel, mas na capelinha há uma comunhão do partir do pão e vida, e como diz Nouwen: ” Quando partimos o pão juntos, abandonamos nossas armas – sejam físicas, sejam emocionais – a porta se abre e entramos num lugar de vulnerabilidade e confiança mutuas.”

Para os legalistas hipócritas, cobrir vergonhas significa encobrir pecados, mas para os seguidores de Cristo, cobrir o que envergonha tem a ver com preservação e respeito à dignidade das pessoas.

Cedo ou tarde a maioria das capelinhas termina se transformando em basílicas – essa é a notícia ruim.

No entanto, sempre que isso acontecer, uma nova capelinha surgirá, trazendo esperança para todo aquele que estiver cansado e oprimido por tudo aquilo e aqueles que sustentam as “basílicas” do engano que usam seus “auto-de-fé”* para justificarem as suas fogueiras e “santidades institucionais”.

* AUTO-DE-FÉ – Proclamação solene de sentença do tribunal da inquisição seguida da execução dos condenados

Fonte: NA JORNADA

 
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Publicado por em 28/08/2009 em POIMENIA

 

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O Evangelho 3G

Grana, glamour e gambiarra
“Uma congregação enorme é algo bom e agradável, mas a maior parte das comunidades precisa mesmo é de alguns santos. A tragédia é que pode ser que eles estejam lá, como embriões, esperando ser descobertos, precisando de treinamento eficiente, aguardando ser libertados do culto à mediocridade” (Martin Thornton)
Está inaugurada a portabilidade eclesiástica! Vai ter pastor colocando catraca eletrônica na porta do templo, pelo menos assim dá pra saber (contabilizar…) se o fluxo aumentou ou (bate três vezes na madeira da cruz…) se diminuiu. Imagine a cena: uma pessoa chega para o pastor e diz: “Pastor, quero mudar pra essa igreja, mas quero ficar com a minha teologia” – eis a porta(dos fundos)bilidade da fé.
O evangelho 3G chegou pra ficar! Grana, glamour e gambiarra. Agora vai! Só não sabemos pra onde… O problema maior é que os crentes/clientes do balcão da religiosidade tresloucada pós-moderna vão ficar cada vez mais chatos. Para aquela perguntinha do apóstolo Paulo aos Gálatas 3.1: “Quem vos fascinou?”, a resposta hoje será um uníssono: “a portabilidade!”.

O evangelho 3G tem a seguinte configuração:

Grana: O evangelho 3G é o evangelho do moneycentrismo. Você vale o que seu bolso determinar. Se você tem dinheiro, ah, “o céu é o limite”, você pode tudo! O evangelho 3G tem horror a pobre. É a teologia Caco Antibiana! Detesta “ofertinhas” e “viuvinhas”. Tem alergia ao diminutivo. O negócio é a “reunião dos empresários”, a “unção da prosperidade” e o “voto faraônico”. A sua trindade é assim: Lucro, Consumo e Prosperidade. Coitados dos que recebem o famigerado salário mínimo…

Glamour: O evangelho 3G é o evangelho da ostentação, do luxo. Das revistas imitando pobremente a “Caras” (aí fica “Faces”, pra dar uma de crente), aos pastores e pastoras “emergentes” (aqueles “papagaios de piratas” que não perdem uma noite de autógrafos). Eles adoram aparecer na TV. São viciados nos holofotes. Já não andam de carro (principalmente no trânsito eterno de sampa), eles têm helicóptero, chiques não? É o evangelho Dolce Gabana, Daslu, Armani e cia. Coitado do Jesus dos evangelhos, com aquelas sandalinhas de couro… ninguém merece…
Gambiarra: O evangelho 3G é o evangelho da maracutaia. É a igreja de Simão (um mágico safado que percebeu a possibilidade marqueteira e quis “dar uma de esperto” pra cima dos apóstolos – At. 8. 9-20). É a teologia canalha que, em nome de Deus, vai “profetizando” seu estelionato religioso. O evangelho da gambiarra é baseado na lei fundamental da pilantragem: você é um trouxa; eu sou o profeta que vai dar a você a chance de ser alvo da minha esperteza! Você nasceu pra ser iludido; eu, pra iludir – o mundo é maravilhosamente ordenado! Coitados daqueles irmãos que acreditam numa coisa chamada “caráter”…
Esse é o Evangelho 3G. Eu até queria escrever mais… só que tô me sentindo péssimo… desculpe, é que a vontade de vomitar é grande… vou correr pro banheiro…

Fonte: ALAN BRIZOTTI

 
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Publicado por em 28/08/2009 em POIMENIA

 

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Apologeta escreve ao apóstolo Valdemiro Somilagro


Caro internauta, leia abaixo a carta de Apolo Getúlio (Apologeta) ao famoso apóstolo Valdemiro Somilagro.

Prezado apóstolo Valdemiro Somilagro, estou impressionado com a sua popularidade. E tenho percebido que o senhor é querido até mesmo por ferrenhos críticos dos telenganadores da atualidade, além de manter um bom relacionamento com o mais famoso telepregador assembleiano (no Brasil, é claro), o qual tem feito questão de elogiá-lo. Mas, a despeito de eu também reconhecer o sucesso de seu empreendimento e valorizar o lado bom de suas pregações, preciso dizer-lhe algumas palavras não muito agradáveis.

Sei que o senhor já foi um dos seguidores do maior evangelista do século, o bispo Pedir Maiscedo. E estou ciente de que, atualmente, o senhor (ainda que de maneira tácita) está em disputa por audiência com o mencionado telebispo e com o telemissionário Acerte Acerte Soares. Na verdade, os senhores, além de usarem adjetivos de grandeza para as suas universais, internacionais e mundiais igrejas, fazem questão de usar títulos diferenciadores: bispo, missionário e apóstolo.

Apesar da origem comum dos senhores, vejo que o apóstolo Valdemiro Somilagro tem adotado uma estratégia diferente. O bispo Maiscedo priorizou, no começo, o exorcismo, mas atualmente enfatiza mais a teologia da prosperidade. E o seu empreendimento tem crescido bastante, a ponto de ele conseguir manter uma grande emissora. Já o missionário preferiu seguir a confissão positiva de Kenneth Hagin e outros “mestres da fé”, a qual, sem dúvidas, também é muito rentável.

Maiscedo continua investindo na teologia da prosperidade, baseada em sua famosa máxima “Ou dá, ou desce”. Já o simpático e cativante telemissionário continua com os seus ensinamentos sobre “determinação”, a despeito de também ter os seus bispos milagreiros e suas grutas de milagres. Quanto ao senhor, caro Somilagro, realmente tem sido diferente dos outros, posto que enfatiza mais do que eles a obra que o Senhor Jesus realizou por toda a humanidade. Mas não concordo com a estratégia que o senhor emprega para conquistar seguidores: propagar um evangelho centrado prioritariamente em milagres.

Reconheço que o senhor é dono de um grande carisma. Sua aparente piedade até…
LEIA + AQUI

Fonte: BLOG DO CIRO

 
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Publicado por em 28/08/2009 em POIMENIA

 

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Engarrafaram a glória de Deus

A primeira prova de que a Glória de Deus está presente na 100% Jesus.

agua-100“Paz do Senhor irmãos, conheci esta benção da agua 100%Jesus neste evento, minha filha estava com problemas respiratorios e Deus operou um milagre, ALELUIA SENHOR!!!!!! Agradeço e profetizo em Nome de Jesus que vocês tenham vitorias e vitorias e que Deus abençoe todos, fiquem na Paz, obrigada”, Renata Soares-Canoas-RS

Testemulhos como este que fortalecem nossa fé e nos leva a cada dia a acreditar ainda mais em nossos propósitos.

Cara irmã, Renata Soares, caso leia este blog novamente, nos envie foto de sua amada filha para que possamos colocar junto ao seu testemunho.

Deus opera em quem nele crer.

Essa entrada foi postada em Quarta-feira, Agosto 12th, 2009 às 12:25 am sob a(s) categoria(s) Uncategorized. Você pode acompanhar as respostas desse post através do RSS 2.0feed. Você pode responder, ou rastrear de seu próprio site.

Uma resposta para “A primeira prova de que a Glória de Deus está presente na 100% Jesus.”

  1. Renata Disse:
    Agosto 14, 2009 às 12:20 pm | Responder Paz do Senhor irmão, vou sim enviar uma foto da minha filha, obrigado por colocar meu testemunho, agora só uso esta agua na minha casa e tenho levado ela para o Bispo Cleber abençoar, fiquem na Paz de Deus.

    Renata

Fonte: BLOG 100% JESUS

SITE: 100% JESUS

 
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Publicado por em 28/08/2009 em POIMENIA

 

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Espiritismo gospel: dando lugar a qualquer espírito

“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.” – 1 Jo 4.1-3

Durante seis anos fui espírita kardecista, sendo médium por cinco. Exercia as faculdades mediúnicas de psicografia, psicofonia (ouvir os espíritos), incorporação, até a prática de cirurgias espirituais. No centro que eu frequentava, seu presidente (seu Cândido, talvez a melhor pessoa que já conheci até hoje) havia vindo da umbanda, e em homenagem aos espíritos dessa linha o centro fazia uma vez por mês uma reunião fechada aos médiuns, onde os espíritos de caboclos, pretos e pretas-velhas, pombas-giras, exus e erês vinham e traziam seus ensinamentos. Numa dessas reuniões, tive a visão de um orixá, com saia rodada e aquele véu de penduricalhos cobrindo-lhe o rosto, e incorporada pela entidade comecei a rodar, rodar, rodar. A entidade não falava, o que achei estranho (já que todas as demais falavam – aqui uma observação: um médium experimentado jamais perde a consciência durante uma incorporação: fica totalmente consciente controlando seu corpo, o que é muito importante principalmente em sessões de desobsessão, onde vêm espíritos muito revoltados, capazes de dizer os piores palavrões e até de agredir as pessoas). Depois descobri que orixá não fala mesmo, só espíritos de umbanda e kardecismo. Fui exortada a não permitir mais a manifestação de orixás nas reuniões de umbanda e tudo ficou bem.

Por que estou contando isso? Porque, logo que me converti, uma das minhas maiores dúvidas era sobre como discernir a atuação do Espírito Santo e a de espíritos enganadores na igreja. Converti-me numa igreja pentecostal, achava lindo o falar em línguas, mas via umas coisas que já me intrigava, embora não pudesse sequer duvidar, pois duvidar da atuação do Espírito Santo seria cometer o tal “pecado imperdoável”, segundo me disseram na época. Então passei a achar tudo normal (lutando contra minha mente que insistia na dúvida), afinal estávamos na igreja e lá os demônios não podiam entrar, pois a luz não se mistura com as trevas. Ledo engano.

No início desse ano tive acesso aos vídeos que posto a seguir (são uma corajosa palestra realizada em junho de 2008 pelo pastor Wagner Antonio de Araujo – a versão escrita está aqui, mas vale a pena ver os vídeos para presenciar as cenas nas igrejas):

http://www.youtube.com/watch?v=7tzPTv0QSgA
http://www.youtube.com/watch?v=k_ZwYQtS8U0
http://www.youtube.com/watch?v=3f2eCHv6jro
http://www.youtube.com/watch?v=fitJ52cIDYg
http://www.youtube.com/watch?v=8Oo2Mz2UAeo
http://www.youtube.com/watch?v=V7KUer6N3Kc
http://www.youtube.com/watch?v=SyVxvvmbeWM
http://www.youtube.com/watch?v=4EId0z0ZDTA
http://www.youtube.com/watch?v=Wqw1rYCvuzQ
http://www.youtube.com/watch?v=2jvoqsjTrF8

Esses vídeos me desobrigam de dizer muita coisa. Dá para ver a atuação do Espírito Santo em cenas como essas, mesmo dentro das igrejas?

http://www.youtube.com/watch?v=D1rSrApukfQ
http://www.youtube.com/watch?v=7B5oC7VAyxY&feature=related (esse é especial, é uma “campanha contra a macumba”, acredite se quiser)
http://www.youtube.com/watch?v=8IsAlEa5n24&feature=fvw

O que vemos é a infiltração e a plena aceitação de fogo estranho nas igrejas. Ninguém prova se os espíritos são de Deus, e por experiência própria, a fórmula de 1 Jo 4.1 serve perfeitamente, pois os espíritos dirão que Jesus é o maior espírito que já encarnou por essas bandas (como diziam no espiritismo), mas nunca, NUNCA, que Ele é quem Ele é. Sem prova-los, aceitamos qualquer manifestação como sendo de Deus pois, afinal, estamos na igreja, estamos com o pensamento em Deus, estamos clamando por Sua manifestação, e Deus não nos deixa enganados. Porém nos esquecemos que, para isso, Ele nos pede que estejamos sempre vigilantes, meditando dia e noite na Sua Palavra, buscando discernimento e tendo senso crítico, para que o lobo em pele de cordeiro não nos devore. Pena que muitas igrejas estão negligenciando esses ensinamentos, e assim tornando muitos crentes como “cavalos”, “aparelhos”, “médiuns” de espíritos que se fazem passar como o Santo, mas que visam apenas perpetuar sua dominação sobre os imprudentes.

Quem pensa que demônio só se manifesta na igreja para dar testemunho de maldade nas entrevistas feitas por alguns pastores está muito enganado. Os demônios assistem aos cultos da platéia, e alguns até os dirigem no púlpito. Sempre que a palavra pregada está em desacordo com o Evangelho de Jesus é possível perceber uma mãozinha do inferno colaborando para o engano coletivo.

De que adianta deixarmos o espiritismo, a umbanda, o candomblé, o vudu, se continuamos a manifestar os mesmos espíritos nas igrejas, com a conivência e até o incentivo de muitos pastores, esses também manipulados pelos demônios? Onde está a conversão a Cristo, ao poderio do Espírito Santo?

Sou pentecostal e continuo crendo que o Espírito Santo pode agir através dos crentes, dando-lhes dons, guiando-os, ensinando-os muitas coisas. Porém, não posso manter meus olhos fechados ao engano, e muito menos me manter calada enquanto muitos continuam joguetes do diabo mesmo frequentando uma igreja. As lideranças precisam atentar para essa triste realidade. A Igreja é o Corpo de Cristo, não o terreiro dos demônios.

Que a Igreja deixe de ser objeto de sarcasmo dos demônios para assumir sua verdadeira posição em Cristo. O espiritismo gospel é apenas mais um sintoma dessa igreja doente, cheia de dogmas, sofismas e metodologias que nada têm a ver com o Cristo ressurreto, servindo apenas para a glória de homens e do diabo, que se compraz com tudo isso.

Fonte: ESTRANGEIRA

 
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Publicado por em 26/08/2009 em POIMENIA

 

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A missão de Deus é integral

Ariovaldo Ramos

“Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: do fruto de toda árvore do jardim podemos comer, mas o fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se lhes abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu, e deu-o ao marido, e ele comeu. Abriram-se então os olhos de ambos, e percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava pelo jardim, na viração do dia, esconderam-se do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos. Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida. O versículo 15 diz: Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este lhe ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gn 3.1-15)

Esse texto fala da Queda humana, e da reação de Deus. Fala que Deus entrou em missão. Quando buscamos entender a missão integral, estamos buscando entender a missão de Deus. Porque, como esse texto diz (e o dizem todos os teólogos, todos os missiólogos), quem está em missão é Deus. E nós somos chamados a participar com Deus como adjutores, cooperadores na missão de Deus. E dizer que a missão é integral significa dizer que a missão de Deus envolve todos os elementos da Criação, da existência, da realidade vivida, da realidade percebida e da realidade construída. E é uma missão nossa, não no sentido de que nós estamos fazendo alguma coisa, mas sim de que nós estamos cooperando com Deus. Quando nos envolvemos com Deus na sua missão como cooperadores, nós nos envolvemos em uma missão que afeta tudo o que foi criado e tudo o que foi gerado, a partir da Criação. De modo que não há nenhum aspecto da interação de qualquer ser criado que não esteja no escopo missiológico de Deus. A missão de Deus é integral, porque abrange toda a sua criação.

Qual é a missão de Deus? Em Gênesis 3, Deus anuncia aos homens qual é a conseqüência da sua queda, diz que a conseqüência é cósmica, porque toda a criação está sob júdice, está sob um peso novo e negativo, que é resultado da decisão humana. E diz que o homem vai ser o primeiro a sofrer as conseqüências da sua escolha, seja no ambiente privado, seja no relacionamento com os demais membros da Criação; porque ele estará num embate com a Criação, porque “com o suor do seu rosto ganhará o seu pão”, de uma criação que se recusa a cooperar com ele espontaneamente, como fazia antes, por causa do peso que ele trouxe para essa atmosfera. Nesse texto há uma declaração de que a decisão humana criou um transtorno na criação, um transtorno de vários níveis e de profundidade extensa. Toda a Criação foi afetada e todos os relacionamentos foram afetados por esse transtorno. E o Senhor anuncia a sua missão, que é derrotar aquele que derrotou o ser humano, e restaurar aquilo que a decisão humana degradou. Portanto, nesse texto, a missão de Deus deixa de ser apenas a missão de salvação do ser humano, e passa a ser a missão de resgate de toda a criação que foi afetada pelo ato humano. Tendo isso em vista, a missão de Deus é integral. Não há elemento da criação que não esteja no escopo da missão de Deus. Não há elemento da criação que Deus não tenha o compromisso de restaurar. Não há elemento da criação que Deus não tenha a decisão de recuperar; e isso passa pelas constituições, mas também passa pelos relacionamentos, pelos objetivos, pelas causas, pelos efeitos, passa por tudo. Por isso que, quando dizemos que a missão é integral, nós não estamos dizendo que ela é a junção do espiritual com o material, do espiritual com o social, do espiritual com o econômico. Não, porque a missão de Deus é uma missão que visa a Criação, então não tem uma escala de prioridades, tudo é prioritário. Ou Deus salva o que criou, ou não salva nada. Ou Deus recupera o que se perdeu, ou não recupera nada.

Outra coisa que a gente percebe nesse texto é que a missão é integral e histórica. Ela acontece dentro da história. Ela não é trans-histórica e nem é pós-histórica, ela acontece na história, porque o Criador anuncia que a semente da mulher triunfará sobre o Inimigo da criação, sobre o Adversário da criação. E fica claro que, pelo transtorno causado pela escolha humana, o Adversário não é adversário da espécie humana, é adversário da Criação. Não é adversário de Deus, porque de Deus não se pode ser adversário. Só há possibilidade de adversão entre iguais, ou entre equivalentes.

A minha filha viu em uma revista a pergunta “A Ciência vai matar Deus?” e quis saber a minha opinião. E eu expliquei que a pergunta trazia uma contradição, porque Deus não se mata; e se se mata, não é Deus. Então, do que eles estão falando? Eles não estão falando de um ser, eles estão falando de uma forma de relacionar-se com esse ser. Então, precisamos ver se eles conseguem mesmo. Para algumas formas de relacionar-se com esse ser, eles precisam morrer, mesmo; e há outras que hão de sobreviver a todas as tentativas de serem demolidas, ou demovidas. Se é Deus, é imortal, se é imortal, não se mata. Então, a frase é só de efeito e não faz o menor sentido do ponto de vista filosófico, porque qualquer filósofo sabe que é a maior besteira tentar provar que Deus não existe. Porque não tem como. Então, a gente precisa perceber que essa Queda que é anunciada em Gênesis não é uma queda de uma espécie criada, é a Queda da Criação. E o Adversário não é adversário da espécie, é adversário da Criação. Logo, a salvação de Deus é salvação da Criação toda, de tudo o que está contemplado na Criação de Deus. A missão é integral e além disso é histórica, porque ele diz que a semente da mulher derrubará, destruirá, vencerá o Adversário da Criação.

Somos seres contingentes, seres presos à história, portanto, qualquer coisa que Deus tenha a fazer conosco, terá de ser feito na história. Se Deus não triunfar na história, não vai triunfar de jeito algum, porque nós sempre estaremos na história. Todo ser criado está na história, não importa se o tempo lhe faça ou não diferença. Ele teve um princípio e pode ter um fim, então ele está na história. A salvação de Deus, o ato de Deus, a ação de Deus, não importa a intensidade que esse ato tenha, não importa o tempo que esse ato demore, será sempre histórico, estará sempre na história; Deus há de triunfar na história. E, portanto, o Deus que salva é um Deus que age na história, porque a história também há de ser salva. Deixará de ser uma história de morte para ser uma história de vida. Tem de ser assim. Algumas pessoas dizem: “Quando chegarem os novos céus e a nova terra, nós vamos entrar na eternidade”. Nós nunca entraremos na eternidade. A eternidade é algo fora do tempo, só um ser não criado fica fora do tempo. Impossível. Nós vamos entrar num novo céu e numa nova terra, onde habita a justiça. O que vai acontecer, na escatologia cristã, é que o tempo não nos afetará mais. Mas isso não significa que nos tornaremos eternos, porque a eternidade é uma qualidade da qual só Deus desfruta. É uma possibilidade que só Deus tem.

Como a ação de Deus é na história, quem se unir a Deus em sua missão, se unirá a Deus numa missão que tem de se desenrolar na história. Então, não pode ser uma missão que leve o sujeito a qualquer tipo de alienação. Às vezes encontro cristãos que não se interessam pela questão ecológica e dizem que, com relação a isso, tudo o que a gente tem de fazer é ficar esperando. Eu digo que essas pessoas não estão em missão. Elas não reagem à queda. E se você não reage à queda, você não está em missão. E mais ainda, você está atribuindo para si uma espera da qual só Deus tem o direito de usufruir. E ele não está usufruindo porque, na verdade, para ele não é espera, é construção. Então você não está em missão, você não é cooperador de Deus, você não entendeu que Deus está em missão e que a missão é de Deus. E que a missão de Deus está acontecendo na história, está se desenrolando na história, inclusive para salvar a própria história.

“A semente da mulher esmagará a cabeça da serpente.” Isso é um ato na história. Então isso acontece na história, portanto todo o engajamento missiológico é o engajamento na história, e só é engajamento missiológico se for uma reação à Queda, na sua abrangência total. Então, não é que a salvação abrange o espiritual, mais o econômico, mais o social, mais o moral, mais o histórico, mais o que eu queira acrescentar. Não. É que a missão envolve tudo o que é Criação, e dela não escapa nada, portanto, não há nenhum elemento presente na Criação que não tenha de ser recuperado à luz da missão de Deus. E isso inclui política, ecologia, economia. Não há elemento dentro do escopo da Criação que escape da missão de Deus, portanto, não há nada que não tenha de ser recuperado. Isso significa que não há coisa alguma sobre a qual Deus não tenha uma palavra a dizer, um propósito a apresentar, um objetivo a propor. E estar em missão é cooperar com Deus na sua missão. Isso significa estar envolvido em todas as dimensões contempladas pela Criação, que são todas! Porque o único ser que não precisa da missão de Deus é Deus. Todos os demais seres precisam da missão de Deus; todos os demais relacionamentos precisam da missão de Deus; todas as implicações da vida, da existência precisam da missão de Deus, precisam que Deus cumpra a sua missão. É exatamente o que o Senhor diz: a semente da mulher vai vencer o adversário da Criação, a Criação vai ser restaurada, tudo vai ser restaurado.

E quando a gente coopera com Deus? Quando a gente vai ao encontro de Deus levando nas mãos aquilo que Deus traz, ao vir ao nosso encontro. Um novo céu e uma nova terra, um novo relacionamento entre a humanidade e os demais seres criados e entre os seres humanos. Ou seja: Deus está trazendo um novo homem? Nós estamos trabalhando para que surja um novo homem. Deus está trazendo um novo céu e uma nova terra? Nós estamos trabalhando para que surjam um novo céu e uma nova terra. Deus está trabalhando um novo nível de relacionamento na Criação? Nós estamos nos esforçando para que haja um novo nível de relacionamento na Criação. Esse é o sentido da frase “venha o teu reino.” Na verdade, nós estamos pedindo para que Ele venha, enquanto nós estamos indo. E é preciso lembrar que a ordem, que é a Grande Comissão de Jesus, que nós traduzimos por “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura” tem como melhor tradução a forma: “Indo, pregai as boas novas a todas as criaturas.” O grande equívoco da Igreja foi ter reduzido o termo criatura a humanidade, como se só a humanidade fosse criatura de Deus. Mas Jesus Cristo disse “a toda criatura”. E é óbvio que quando ele disse “quem crer e for batizado”, ele estava se referindo à criatura que pode responder nesse nível. Mas o apóstolo Paulo diz que as demais criaturas também respondem, porque gemem aguardando a revelação dos filhos de Deus. A criatura humana responde de uma forma, e na resposta da criatura humana está a conversão da criatura humana a todas as demais criaturas. De modo que a gente vai carregando nas mãos o novo céu e a nova terra, que Deus vem trazendo, ao vir ao nosso encontro. E a gente sabe que está em concordância com Deus, na medida em que nós estamos fazendo as obras de Deus.

Como a Deus tudo afeta, e a Deus tudo importa, a missão integral é a consciência de que Deus está em missão de salvação de tudo, de todos os relacionamentos, de todas as possibilidades, restaurando todas as condições, restaurando todas as possibilidades. E estar em missão é estar unido a Deus, que quer reverter todos os efeitos da Queda. Estar em missão é estar, necessariamente, lutando para reverter todos os efeitos da Queda. Então, quando você olha para a degradação do planeta, a pergunta é: Era para ser assim? Não. Então, é preciso reverter os efeitos da Queda. Quando você olha para a situação em que se encontram os seres humanos, para a alienação espiritual em que eles vivem, para os relacionamentos econômicos, sociais e de toda ordem. Era para ser assim? Não. Então, tem de reverter os efeitos da Queda. Para isso o filho da mulher se levantou contra a serpente. E eu acho maravilhoso quando Deus diz para aquele casal que acabara de sofrer o dano imediato, que no caso deles foi sentir vergonha um do outro, deixar de ser uma extensão um do outro, e quando o homem é citado por Deus para se explicar, ele acusa a mulher. É extraordinário ver Deus dizendo “a semente da mulher vai livrar vocês disso”. Naquele momento, Deus estava fazendo a primeira restauração, que é: toda a esperança agora estaria na mulher, que fora denunciada pelo macho. Daquele dia em diante, toda mulher que engravidasse seria um sinal de esperança. Toda a Criação olharia para aquele ser humano e perguntaria: Será essa a criança que há de resgatar a Criação?

É interessante perceber que Deus faz o primeiro ato de reversão da Queda logo ali, ao atribuir à mulher o papel mais importante. A semente da mulher haveria de triunfar. E aí, a mulher grávida se tornou a maior de todas as epifanias. Antes da vinda do Cristo, era a epifania da esperança; depois da vinda de Cristo era a epifania da salvação. Porque toda mulher carregando no ventre uma criança é a prova de que Deus resolveu insistir na nossa existência, e aceitou o sacrifício que foi feito em nosso favor e de toda a Criação.

A missão integral aparece nos atos mais corriqueiros e nos mais sublimes. E ela aparece, inclusive, naqueles sublimes que nós tornamos corriqueiros, como a gravidez. Como a capacidade da mulher de carregar no seu ventre um sinal de esperança. Eu me lembro de um amigo que contou uma vez uma história muito bonita. Ele e sua esposa estavam esperando o primeiro filho. Um dia, ele tomou um táxi, então começou a conversar com o taxista sobre a situação do mundo. Era um momento de muita crise no mundo todo, no Brasil em especial. O meu amigo disse para o taxista: “Sabe que nessas horas eu penso se deveríamos ter ou não um filho, em um mundo como esse?”. E o taxista o repreendeu: “Não fala assim, moço, pode ser que o seu filho seja a pessoa que vai fazer toda a diferença”.

A missão é integral e aparece em todos os atos de Deus, dos mais corriqueiros aos mais sublimes, e mesmo nos sublimes (como a gravidez) que nós tornamos corriqueiros, por não entendermos que Deus está em missão. Então, é isso o que nós queremos dizer quando afirmamos que a missão é integral, e estar em missão com Deus é estar integralmente envolvido na recuperação de toda a Criação e de todos os relacionamentos.

Fonte: IRMÃOS

 
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Publicado por em 26/08/2009 em POIMENIA

 

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