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Arquivo da tag: teologia da prosperidade

Justo Mas Arruinado

 


Ló é lembrado com a infame cidade de Sodoma. No entanto, Ló não era mau; a Bíblia o chama “o justo Ló”. Deus reduziu
 “a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra … e livrou o justo Ló” (2 Pedro 2:6-7). Os pormenores sobre o “justo Ló” são impressionantes. Ele se resguardou da maldade de Sodoma. Ele não achou que “enquanto se está em Roma, faz-se como os romanos”. Ele procedeu corretamente enquanto todos os demais estavam procedendo erradamente. Bom para Ló!

Mais ainda, a atitude de Ló era correta em vista do mal. Ele estava “…afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados” (v. 7). Ele nunca ficou à vontade com as abominações, “porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles” (v. 8). Sua resistência vinha de “sua alma justa”, seu bom caráter. Ele era uma flor num canteiro de roseira brava. Bom para Ló!

Ló defendia o certo, mesmo quando toda a cidade se opunha a ele: “… os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados … e arremessaram-se contra o homem, e se chegaram para arrombar a porta” (Gênesis 19:4,9). Ele não recuou, mesmo que isso pudesse lhe custar caro, nem mesmo por estar protegendo estrangeiros. Ele tinha coragem; ele fez a coisa certa. Bom para Ló!

Deus aceitou Ló e declarou-o “justo” e “piedoso” (2 Pedro 2:7-9). Justo quer dizer que ele fez o certo; piedoso significa que respeitava a Deus. Boas notas para Ló; inspiradas, nada menos.

Isto soa grandioso. E é! O “justo Ló” fez todas essas coisas importantes, vitalmente importantes, exatamente certas. Mas então vem o resto da história: sua ruína. Fez algumas coisas importantes terrivelmente erradas; não pecaminosas, porém más; não perversas, mas tolas. Sua ruína foi o resultado. “A Bíblia diz que vou para o inferno se eu fizer isso?” Talvez não. Decisões erradas não são necessariamente pecaminosas, contudo podem certamente arruinar nossas vidas, mesmo sem nos mandar para o inferno.

Ló escolheu as planícies férteis de Sodoma e, no negócio, adquiriu os problemas de Sodoma com seus inimigos. Logo ele era um cativo. Quedorlaomer conquistou Sodoma; apossou-se “também de Ló, filho do irmão de Abrão, que morava em Sodoma e dos seus bens e partiram” (Gênesis 14:12). Ele perdeu tudo, até sua liberdade, por estar em Sodoma. Mudar-se para Sodoma não foi um pecado, mas certamente significava ruína. Somente o resgate de Abraão poupou “o justo Ló” do desastre total. “Trouxe de novo todos os bens, e também a Ló, seu sobrinho, os bens dele, e ainda as mulheres, e o povo” (Gênesis 14:16).

Ló escolheu as pastagens verdejantes sem considerar o ambiente ruim. Essa escolha foi um pecado? Não! Era um bom lugar para se viver? Não! Era perigoso para Ló e sua família? Oh, sim! Era um lugar bom para as ovelhas; era um lugar terrível para as pessoas, especialmente crianças. “O justo Ló” certamente aprendeu o alto custo de viver ali.

Ele entrou em Sodoma como o “rico Ló”. Duvido que tenha saído rico. Mal houve tempo para ele buscar o seu rebanho antes que chovesse enxofre. Onde foi que encontramos Ló, depois disso? “… e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas” (Gênesis 19:30). Penso que Sodoma significou ruína financeira para o “justo Ló”, ainda justo, mas arruinado por uma escolha tola, materialista.

Ainda que Ló tivesse ido embora de Sodoma, sua ruína estava longe de se acabar. Uma parte do coração de sua família permaneceu na incendiada Sodoma. Antes que Ló estivesse fora das planícies, ele também perdeu sua esposa. O coração e os olhos dela olharam para trás e ela “converteu-se numa estátua de sal” (Gênesis 19:26), o pagamento restante por viverem em Sodoma. A próxima cena mostra Ló embriagado (19:33). Triste cena! Uma conduta imprópria para o “justo Ló”. Más decisões não são necessariamente pecaminosas; porém, freqüentemente, levam no final ao pecado e à ruína espiritual. “O justo Ló” é um caso disso. Os seus problemas aumentaram; sua ruína piorou. Ele se tornou fornicador com suas próprias filhas. “Mas isso foi plano delas. Erro delas.” Certo! Contudo isso não retirou nada de sua vergonha, de modo nenhum mudou o incesto. Tributo pago a Sodoma! A estada de Ló em Sodoma foi paga na moeda da integridade maculada. Sem dúvida, o “justo Ló” teria se saído muito melhor no deserto, com Abraão!

Não viaje como o “justo Ló”, vendo apenas o dinheiro sedutor, sem considerar o custo para seu casamento, filhos ou espiritualidade. Não se estabeleça como o “justo Ló”, vendo a bela paisagem sem notar a ausência de apoio espiritual, sem nenhuma igreja forte. Não se junte ao “justo Ló” e não avalie toda a sua prosperidade sem calcular tudo o que está perdendo. Não acabe como o “justo Ló”: justo mas sozinho, justo mas com o coração partido. Não compartilhe a escolha de um tolo como o “justo Ló”, juntamente com coração partido e lágrimas amargas.

-por Joe Fitch

 
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Publicado por em 07/03/2012 em POIMENIA

 

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Pastor Silas Figueira critica “Hereges Tupiniquins” e afirma que “a igreja não é perfeita porque ela está cheia de homens imperfeitos”

Pastor Silas Figueira critica “Hereges Tupiniquins” e afirma que “a igreja não é perfeita porque ela está cheia de homens imperfeitos”

O pastor da Igreja Batista Beréia, Silas Figueira, publicou artigo no site Púlpito Cristão fazendo uma análise sobre as comparações que muitos cristãos fazem entre a igreja cristã atual e a igreja primitiva.

Figueira cita uma avaliação feita por John Stott no livro “A mensagem de Atos”, em que o autor alerta para “o perigo de romantizarmos a igreja primitiva, falando dela em tom solene, como se não tivesse falhas. Isso significa fechar os olhos diante das rivalidades, hipocrisias, imoralidades e heresias que atormentavam a igreja, como acontece ainda agora” e acrescenta afirmando que “a impressão que temos é que não havia problemas entre eles [Igreja Primitiva], principalmente quando lemos Atos”.

O argumento de Silas Figueira é construído com base nas cartas de exortação escritas por João às sete igrejas da Ásia, e o pastor afirma que esse episódio serve para mostrar “o quanto a igreja havia se afastado da sã doutrina”.
Ressaltando a necessidade que a igreja tem de se manter reta, o pastor afirma ser “bom lembrar que antes de Jesus manifestar Seu juízo ao mundo, Ele irá manifestar à Sua igreja”, e “assim como a igreja do primeiro século enfrentou os seus hereges, hoje nos estamos enfrentando os nossos”.

Em uma crítica direta aos defensores da teologia da prosperidade e às práticas classificadas por ele como supersticiosas, o pastor Figueira refere-se sem citar nomes, ao caso da venda de “meias ungidas” pela Igreja Mundial do Poder de Deus: “Hoje nós temos os nossos Hereges Tupiniquins, com suas meias ungidas, seu apego a Mamom, suas superstições típicas de povos primitivos sem conhecimento profundo do assunto e recorrendo a explicações concretas e simplicistas de verdades espirituais profundas e reveladas pelo Espírito Santo, de suas brigas santas entre si, como místicos na disputa de mostrar-se mais santo e mais poderoso, fora os que estão surgindo e os que em breve substituirão os atuais”.

Baseado na carta do apóstolo Paulo a Tito, o pastor Silas Figueira afirma que há erros na igreja porque ela é feita de pessoas sujeitas a erros, porém isso não deve ser motivo de omissão: “A igreja não é perfeita porque ela está cheia de homens imperfeitos. Não quero dizer com isso que não devemos lutar contra o mal que se instala ou tenta se instalar dentro dela, pelo contrário, devemos abrir a nossa boca e alertar contra os falsos erros e falsos mestres que tem se levantado dentro dela”.

Confira abaixo, a íntegra do artigo “Não somos diferentes da Igreja Primitiva”, do pastor Silas Figueira:

Em seu livro A Mensagem de Atos, John Stott, falando a respeito da Igreja Primitiva, nos chama a atenção à forma como temos olhado para aquela Igreja. Ele diz que “existe o perigo de romantizarmos a igreja primitiva, falando dela em tom solene, como se não tivesse falhas. Isso significa fechar os olhos diante das rivalidades, hipocrisias, imoralidades e heresias que atormentavam a igreja, como acontece ainda agora” [1]. Quantos de nós temos visto a Igreja Primitiva como o maior exemplo a ser seguido.

A impressão que temos é que não havia problemas entre eles, principalmente quando lemos Atos 2.42-47, mas estudando mais a fundo o livro de Atos, as cartas Paulinas tanto quanto as cartas universais, encontramos uma igreja lutando contra o pecado (Cl 3.5-11), contra falsos mestres (Gl 3.1-3; Tt 1.10,11), heresias das mais diversas (1Tm 6.3-5), lutas internas (1Co 1.11-13), apostasia (1Tm 4.1).

Cerca de sessenta anos após a Igreja ter sido inaugurada em Jerusalém no dia de Pentecostes, encontramos o apóstolo João na Ilha de Patmos tendo a revelação do Apocalipse e recebendo uma ordem direta de Jesus para escrever às sete igrejas da Ásia mostrando o quanto a igreja havia se afastado da sã doutrina (Ap 1.9-11). E o que o apóstolo João escreveu naquela época serve de alerta para todos nós nos dias de hoje, pois a igreja não mudou.
É bom lembrar que antes de Jesus manifestar Seu juízo ao mundo, Ele irá manifestar à Sua igreja, como nos fala Pedro em sua primeira carta: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” (1Pe 4.17). Cristo não está no meio da Igreja, mas Ele está andando em ação investigatória no meio da Igreja. Ele sonda a Igreja, pois seus olhos são como chama de fogo como vemos no livro do Apocalipse.

Será que alguma coisa mudou de lá para cá? Creio que não. Assim como a igreja do primeiro século enfrentou os seus hereges, hoje nos estamos enfrentando os nossos. Hoje nós temos os nossos Hereges Tupiniquins, com suas meias ungidas, seu apego a Mamom, suas superstições típicas de povos primitivos sem conhecimento profundo do assunto e recorrendo a explicações concretas e simplicistas de verdades espirituais profundas e reveladas pelo Espírito Santo, de suas brigas santas entre si, como místicos na disputa de mostrar-se mais santo e mais poderoso, fora os que estão surgindo e os que em breve substituirão os atuais. Engana-se quem pensa que isso irá acabar que eles serão extintos. Enquanto Jesus não vier buscar a Sua Igreja essas hidras continuarão seduzindo e empedrando os seus ouvintes. Como disse Paulo a Timóteo em sua segunda carta ao seu filho na fé: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”. (2Tm 4.3,4)

A igreja não é perfeita porque ela está cheia de homens imperfeitos. Não quero dizer com isso que não devemos lutar contra o mal que se instala ou tenta se instalar dentro dela, pelo contrário, devemos abrir a nossa boca e alertar contra os falsos erros e falsos mestres que tem se levantado dentro dela. O apóstolo Paulo deixa isso bem claro em sua carta a Tito: “É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância” (Tt 1.11).

Devemos agir também como Judas que em sua carta alertou a igreja dos falsos pastores. Judas em sua epístola diz que queria escrever a cerca da comum salvação, mas foi forçado pelas circunstâncias escrever uma carta de alerta. Diz ele a respeito dos falsos mestres que estavam se levantando dentro da igreja em sua época: “Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá. Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre”. (Jd 10-13). Quer mais atualidade que isso?
Devido a essas e outras heresias desses falsos mestres, muitas pessoas estão deixando a igreja. Algumas estão passando a servir a Cristo em casa ou se reunindo em lares como se o problema estivesse na instituição e não nas pessoas. Aí surgem os desigrejados, os destemplados… Cada um com um termo diferente, mas que no fim é a mesma coisa. Eugene H. Peterson nos diz que vivemos uma época em que se respira muito desse anti-institucionalismo. “Amo Jesus, mas odeio a igreja” é um tema que fica reaparecendo com variações em muitos contextos. Jesus dizia “siga-me”, e depois dirigia seus seguidores a duas estruturas religiosas e institucionais primordiais de seu tempo: a sinagoga e o templo. Nenhuma dessas instituições era desprovida de deficiências, faltas e fracassos.[2]

Creio que o problema maior que enfrentamos na igreja brasileira seja o fato de sermos uma mistura de várias etnias e religiões. Somos uma mistura de índios, portugueses e negros. Fora outros povos que vieram para cá. Cada um com a sua religião, com seus hábitos. E nesse caldeirão deu um povo místico, voltado para o espiritual sensorial e a igreja evangélica não ficou de fora disso. Como disse Augustus Nicodemos Lopes: “somos evangélicos moldados por uma argamassa meio católica, meio espírita e pouco ou nada reformada”[3]. Essa é a razão porque aflora tanto misticismo e tanto sincretismo religioso em nosso meio. Por isso temos o sal grosso, a rosa ungida, água consagrada… As igrejas que não se vendem a esse sincretismo, geralmente, são igrejas pequenas, mas voltadas para a sã doutrina, para um evangelho puro e simples. Dificilmente você encontra um “desigrejado” ou “destemplado” de igrejas sérias, a maioria das pessoas que se revoltaram contra as instituições são pessoas decepcionadas com esse sincretismo que tem levado muitas delas, e porque não dizer a maioria, ao fracasso espiritual, pois se decepcionam com seus líderes, quando não saem decepcionadas com Deus. Daí essas pessoas botarem todas as instituições no mesmo saco e dizerem que são todas iguais. Não creio que vamos achar muito apoio em Jesus para a preferência de nossos dias pela praça de alimentação dos shoppings como lugar de culto em detrimento da Primeira Igreja Batista da cidade, disse Eugene H. Peterson[4], questionando essa ideia que tem aflorado o coração dos decepcionados.

Eu sei que não tem sido nada fácil para aqueles que pregam a sã doutrina ouvirem tantas aberrações em nome de Cristo. Principalmente por vermos tantas pessoas sendo enganadas e sendo levadas para o matadouro desses espertalhões da fé. Mas quem disse que seria fácil? Quem disse que não teríamos e viveríamos tempos trabalhosos? O apóstolo Paulo já havia alertado a Timóteo, “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm 4.1). Não é porque muitos têm abandonado o barco que nós também o abandonaremos. Eu amo a Igreja e vou continuar lutando por ela, as instituições não são perfeitas, mas também não é fora dela que encontraremos a perfeição. Essa perfeição nós só encontraremos quando chegarmos à Glória preparada para os eleitos antes da fundação do mundo.

Tanto a Igreja Primitiva quanto a Igreja de Hoje são iguais em seus erros quanto nos acertos, e se chegamos até aqui é porque até aqui nos ajudou o Senhor, pois sem Ele há muito tempo a Igreja já teria afundado no lamaçal do pecado. No entanto é o Senhor quem sustenta a Sua Igreja e nós fazemos parte dela, com seus erros e com seus acertos.

Eu quero concluir com uma palavra de Eugene H. Peterson: “Quando Jesus diz “Segue-me” e seguimos, as pessoas vão continuar a nos ver entrando em nossas igrejas e trabalhando para nossas organizações missionárias. Mas elas não enxergam, e nós não enxergamos as imensas invisibilidades em que estamos afundando nossas raízes, a infindável atmosfera acima de nós, também invisível, da qual recebemos a luz da vida, nossa vida estendendo-se, estendendo-se, estendendo-se até as profundidades, estendendo-se através do horizonte, estendendo-se até as alturas”[5].

Que a graça do Senhor continue sustentando a Sua Igreja, fazendo-a criar raízes profundas e que os decepcionados com ela possam se reencontrar em um lugar onde a sã doutrina seja pregada com amor e dedicação. Esta é a minha oração. Este é o meu desejo.

Notas
[1] Stott, John R. W. A Mensagem de Atos. ABU Editora. São Paulo, 2º-reimpressão 2010: p. 10.
[2] Peterson, Eugene H. O caminho de Jesus e os atalhos da Igreja. Mundo Cristão, São Paulo, 2009: p. 262.
[3] Lopes, Augustos Nicodemos. O que estão fazendo com a Igreja. Mundo Cristão, São Paulo, 5º- reimpressão 2010: p. 21.
[4] Peterson, Eugene H. O caminho de Jesus e os atalhos da Igreja. Mundo Cristão, São Paulo, 2009: p. 262,263.
[5] Peterson, Eugene H. O caminho de Jesus e os atalhos da Igreja. Mundo Cristão, São Paulo, 2009: p. 264.
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Silas Figueira é pastor da Igreja Batista Beréia em Teresópolis

Fonte: Gospel+

 
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Publicado por em 01/03/2012 em POIMENIA

 

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Pastor rebate Silas Malafaia e afirma que os “pastores idiotas” são bem-aventurados

Pastor rebate Silas Malafaia e afirma que os “pastores idiotas” são bem-aventurados

A defesa à teologia da prosperidade por parte do pastor Silas Malafaia vem suscitando protestos por parte de pastores que discordam de sua postura. Recentemente, o pastor Ciro Sanches Zibordi teceu críticas em seu blog afirmando que “a teologia da prosperidade é uma aberração à luz da Bíblia. É reducionista e prioriza a prosperidade material”.

Agora, o pastor Geremias do Couto escreveu um artigo em seu blog em resposta à declaração de Silas Malafaia, que afirmou em entrevista à revista Igreja que os pastores contrários à teologia da prosperidade são idiotas.

No texto, Geremias usa as “bem-aventuranças” para construir seu argumento e rebater Malafaia: “Bem-aventurados sóis vós, “pastores idiotas”, que, enquanto alguns voam os céus do mundo em modernos jatinhos, trafegam as grandes avenidas em luzentes automóveis e se deleitam nos mármores de grandes mansões, o vosso prazer é estar junto das ovelhas, alegrardes com elas e, se preciso for, dar por elas a vossa própria vida”.

Geremias do Couto afirma ainda que os pastores que mantém suas pregações arcaicas e fiéis serão bem-aventurados por resistirem “aos apelos dos que vos querem enredar com o brilho do ouro que perece, porque vós bem sabeis que é vosso dever continuardes a ensinar às suas ovelhas ‘que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis’ (1 Timóteo 6.18). Saibais que outros ‘pastores idiotas’ iguais a vós foram já recebidos na glória e aguardam o precioso galardão”.

Confira a íntegra do artigo “As bem-aventuranças dos ‘pastores idiotas’”, publicado pelo pastor Geremias do Couto em seu blog:

Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, quando fordes xingados com este epíteto simplesmente por acreditardes no que disse Jesus: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 6.9). Tal ato insano, ao invés de vos maldizer, mostra que ainda estais firmes na verdade.

Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, que não sucumbistes aos “encantos” da teologia da prosperidade por compreender que “os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína” (1 Timóteo 6.9). Não vos entristeçais, nem penseis que estais sozinhos. Há muitos outros “idiotas” convosco, inclusive o apóstolo Paulo.

Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, por não vos curvardes aos arautos que vos maltratam em virtude de crerdes que aos ricos deste mundo a Palavra de Deus ordena: “Não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas” (1 Timóteo 6.7). Tal maldição é, na verdade, um reconhecimento de que pondes a vossa confiança não nas riquezas desta vida, mas na abundância que vos é dada para a glória de Deus.

Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, que resistis aos apelos dos que vos querem enredar com o brilho do ouro que perece, porque vós bem sabeis que é vosso dever continuardes a ensinar às suas ovelhas “que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis” (1 Timóteo 6.18). Saibais que outros “pastores idiotas” iguais a vós foram já recebidos na glória e aguardam o precioso galardão.

Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, porque não perdestes a visão da semeadura e, por isso mesmo, sabeis que não se ganham almas com o glamour das riquezas humanas, mas com a sementeira do evangelho. Sem esquecerdes da advertência da parábola do semeador, que diz: “Os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mateus 13.22).

Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, por não perfilardes o triunfalismo da pregação humanista, centrada no homem, que enriquece a quem prega e defrauda a quem ouve. Ainda que vos pareça estardes “fora do modelo contemporâneo”, alegrai-vos porque continuais apegados ao modelo bíblico, que diz: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gálatas 6.14).

Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, que embora injuriados pela vossa pregação “arcaica”, ainda carregais no bolso do vosso coração a credencial de servo do Altíssimo, enquanto alguns já a trocaram pelas credenciais de semideus, arrogante e soberbo e usam-na ao sabor das circunstâncias para se locupletarem em cima da lã de suas ovelhas.

Bem-aventurados sóis vós, “pastores idiotas”, que, enquanto alguns voam os céus do mundo em modernos jatinhos, trafegam as grandes avenidas em luzentes automóveis e se deleitam nos mármores de grandes mansões, o vosso prazer é estar junto das ovelhas, alegrardes com elas e, se preciso for, dar por elas a vossa própria vida. Não vos esqueçais que outros “idiotas” iguais a vós se encontram já no Reino do Pai.

Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, que preferis o “prejuízo” da coerência, da fidelidade a toda prova aos princípios imutáveis da Palavra de Deus, do que sucumbirdes – ainda que tentados – às lentilhas que se vos oferecem para amenizar eventuais necessidades imediatas. Mais vale o pão dormido da consciência tranquila do que os banquetes da consciência aprisionada.

Bem-aventurado sois vós, “pastores idiotas”, pelo modo como sois tratados por amor do nome do Senhor e por não vos enredardes pelo brilho passageiro da glória humana. Não sois melhores por isso, mas também não sois piores. Todavia, enchei o vosso coração de alegria porque o vosso nome faz parte da galeria dos heróis da fé que professam somente a Cristo e têm Deus como o bem maior da vida. Tende como lema o que Paulo ensinou: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos” (Filipenses 4.4).

Assina um “idiota” como todos vós.

Fonte: Gospel+

 
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Publicado por em 03/02/2012 em POIMENIA

 

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Milionários da fé: Conheça os pastores mais ricos dos Estados Unidos — Pregadores da Teologia da Prosperidade se destacam como os líderes evangélicos mais bem sucedidos dos EUA

Milionários da fé: Conheça os pastores mais ricos dos Estados Unidos

O blog colaborativo Huffington Post é um dos mais influentes do mundo. Na sua página sobre religião, publicou recentemente uma matéria fazendo um levantamento de quanto ganham os pastores mais famosos.

A lista tem 10 nomes e a maioria tem influenciado igrejas no mundo todo com seus livros, vídeos e projetos. Embora a imensa maioria dos pastores sérios não ganhe um salário muito fora dos padrões dos membros de sua igreja, há exceções.

Nos Estados Unidos, por exemplo, um pastor geralmente ganha o equivalente a um delegado de polícia. Alguns têm seu salário atrelado ao volume de dinheiro arrecadado em sua igreja ou ministério. Alguns têm o rendimento estabelecido pela denominação a que pertencem.

No entanto, assim como no futebol, há os que se destacam, ficam famosos e ricos em pouco tempo. Para muitos deles, a renda elevada não vem apenas de seu salário como pastor, mas também de doações individuais, vendas de livros, vídeos, estudos e material de sua autoria.

Alguns casos, como o de Pat Robertson são emblemáticos. Ele é acusado de manter uma mina de diamantes na Libéria, África, mas nega. A maioria dos bens que possui não estão em seu nome, mas no dos filhos. Isso dificulta um levantamento mais preciso.

Os grandes ministérios não costumam revelar quanto arrecadam a cada ano. Porém, existem  sites evangélicos que divulgam listas parecidas. A lista abaixo não é precisa, mas serve para dar uma ideia do que significa ser um multimilionário da fé.

1) O televangelista Kenneth Copeland tem um conhecido ministério que leva o seu nome. Ele teve suas finanças investigadas, juntamente com outros pastores, entre 2007 e 2011 por uma comissão no Senado americano liderada pelo republicano Charles Grassley, do Iowa. Nada de irregular foi comprovado contra os investigados.

Segundo um levantamento da imprensa, em 2008, a sede de seu ministério é uma fazenda perto de Fort Worth, no Texas. Ela possui além de uma igreja, uma pista de pouso particular, um jatinho avaliado em 17 milhões de dólares e uma mansão de seis milhões. Estima-se que sua fortuna gire em torno de 70 milhões de dólares.

2) Creflo A. Dollar é o pastor fundador da World Changers Church International, uma das maiores igrejas dos Estado Unidos, com 30 mil membros. O ministério tem igrejas afiliadas em várias cidades grandes, além da sede em Atlanta. Também apresenta o programa “Changing Your World” [Mudando o seu mundo] pela TV a cabo e dirige a gravadora Arrow Records. O jornal New York Times publicou uma matéria mostrando que ele dirige um Rolls-Royce do ano, possui seu próprio jatinho, além de uma mansão de um milhão de dólares em Atlanta e um apartamento de US$ 2.5 milhões em Nova York. Em certa ocasião o ex-pugilista Evander Holyfield doou para Cleflo 7 milhões de dólares durante uma campanha.

3) John Hagee é pastor sênior da Igreja Cornerstone, na cidade de San Antonio, Texas e CEO da Global Evangelical Television. Segundo o The American Prospect, Hagee iniciou com um canal de TV sem fins lucrativos. Em 2004, transformou a TV em uma igreja e passou a ser conhecido como executivo de uma organização sem fins lucrativos de San Antonio, ganhando cerca de US$ 1 milhão por ano. O artigo também menciona que, como seu canal de TV era isento de impostos, ele tinha um salário incompatível, recebendo outros US$ 300.000 mensais de sua igreja.

4) O pastor Joel Osteen lidera a Igreja Lakewood, em Houston, Texas, considerada a maior igreja evangélica dos Estados Unidos, com cerca de 45 mil membros. Ele é um dos pastores mais ricos do país, o que já lhe rendeu inúmeras críticas por ostentar tanta riqueza e defender a teologia da prosperidade como regra para o cristão.

Ele abriu mão de seu salário anual de 200,000 dólares que recebia da igreja há muitos anos atrás. Toda sua riqueza atual vem da venda de seus livros e vídeos. Juntamente com sua mulher, Victoria Osteen, vive em mansão avaliada em US$ 10,5 milhões e medindo mais de 5.000 metros quadrados.

5) De acordo com uma investigação do canal WFAA-TV em 2010 de Dallas, Texas, o pastor Ed Young, da Igreja Fellowship tinha uma casa de quase 4.000 metros quadrados, avaliada em 1,5 milhão de dólares. O salário que recebe anualmente da igreja é de 240.000 dólares. Além disso, ele tem uma renda não anunciada da venda de material de sua autoria. Também possui seu próprio jatinho.

6) Franklin Graham, filho do famoso evangelista Billy Graham, é o atual presidente da Associação Evangelística Billy Graham e do ministério de ação social Samaritan’s Purse. Ele recebe como salário cerca de US$ 1,2 milhões, segundo foi divulgado pelo ministério em 2008. Críticas sobre essa remuneração elevada o fizeram abrir mão de parte de seu salário a partir de 2009, no auge da crise financeira norte-amerciana.

7) Rick Warren, pastor da Igreja Saddleback, em Lake Forest, Califórnia, passou a ganhar dezenas de milhões de dólares com seus livros, “Uma Igreja com Propósitos” e “Uma Vida com Propósitos”. Em 2005, decidiu devolver aos cofres de sua igreja o equivalente a 25 anos de salário recebidos até então e declarou que ele e sua esposa seria “dizimistas ao contrário”, pois dariam 90% de sua renda para a igreja e viveriam com os outros 10%.

8) Max Lucado é o possivelmente um dos autores cristãos mais conhecidos do mundo.  Ele já vendeu aproximadamente 65 milhões de cópias em todo o mundo. Se ele ganhou no mínimo um dólar por cada livro, a conta é fácil. Ele diz não receber salário da igreja que pastoreia, a Oak Hills em San Antonio, Texas.

9) Benny Hinn ficou famoso por suas cruzadas de cura e milagres. Hoje não está a frente de uma igreja, mas anos atrás disse que Deus lhe pedira para construir um “Centro de Cura Mundial”. Cerca de US$ 30 milhões foram arrecadados, mas o centro nunca foi construído. Hinn nunca divulgou publicamente o seu salário, mas em 1997 declarou à CNN que sua renda anual, incluindo royalties de livro chegava a US$ 1 milhão. Um porta-voz do ministério de Hinn disse que recebia  cerca de US$ 60 milhões por ano em doações. Recentemente divorciado, Hinn sempre deu bastante ênfase em prosperidade durante suas pregações.

10) Joyce Meyer é a mulher mais bem sucedida da lista. Estima-se que a arrecadação de seu ministério chegue a US$ 95 milhões por ano. Ela tem um jatinho CL-600 Challenger, que lhe custou US$ 10 milhões e vive em uma casa de US$ 2 milhões.  Anos atrás teve suas contas investigadas por suspeita de lavagem de dinheiro.  Uma lista de bens foi divulgada totalizando cerca de 5,7 milhões de dólares apenas na sede do seu ministério.

Fonte: GOSPEL PRIME

 

 
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Publicado por em 01/02/2012 em POIMENIA

 

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Algumas considerações sobre o pastor Silas Malafaia

Respeito o pastor Silas Malafaia. Gosto de suas argumentações sobre a defesa da vida e dos valores morais esposados na Palavra de Deus. Considero Malafaia uma pessoa preparada para representar os evangélicos em audiências públicas a respeito do PLC 122, do aborto, etc. Tenho também amigos na igreja pastoreada por ele: a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha-RJ.

Foi por isso que sempre evitei citar o nome de Malafaia, neste blog. Mas tenho uma palavra para ele e acredito que não ficará indignado contra mim, haja vista ser a minha mensagem bíblica e respeitosa.

Recentemente, Silas Malafaia concedeu uma entrevista à revista Igreja (novembro de 2011) e deu uma resposta que o tornou repreensível, à luz da Palavra de Deus. Peço a todos que admiram esse renomado pastor que não vejam este artigo como um ataque pessoal. Atentem para as referências bíblicas que vou citar e as considerem como palavras inspiradas do Senhor que se aplicam a todos que o servem.


“O senhor está sendo duramente criticado pelo setor mais conservador da igreja por causa da teologia da prosperidade pregada por alguns convidados de seu programa, como Morris Cerrullo e Mike Murdock. Como o senhor responde a estas criticas de que a teologia da prosperidade não tem base bíblica e é uma heresia?” — perguntou o entrevistador, da revista Igreja.


Antes de discorrer sobre a resposta de Malafaia, é importante corrigir duas coisas na pergunta acima. Primeira: não é somente o setor mais conservador da igreja que critica Malafaia por causa da teologia da prosperidade. Não se trata de extremistas combatendo extremistas. Na verdade, todos os cristãos equilibrados, que têm a Bíblia como a sua fonte primária de autoridade, são contrários à falaciosa teologia da prosperidade. Outra correção: tal heresia não tem sido pregada apenas por Morris Cerrulo e Mike Murdock. O próprio entrevistado é um dos seus propagadores.


Vamos à resposta do pastor Malafaia: “Primeiroquem fala isto é um idiota! Desculpe a expressão, mas comigo não tem colher de chá! Por que quando é membro eu quebro um galho, mas pastor não: é um idiota. Deveria até mesmo entregar a credencial e voltar a ser membro e aprender. Para começar não sabe nada de teologia, muito menos de prosperidade. Existe uma confusão e um radicalismo, e todo radicalismo não presta”. CONTINUE LENDO AQUI

Fonte: CIRO ZIBORDI

 
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Publicado por em 28/01/2012 em POIMENIA

 

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Por que Mike Murdock falsifica a Palavra de Deus?


Muitas passagens neotestamentárias — especialmente 2 Coríntios 9 — têm sofrido na mão de homens como Mike Murdock. Segundo ele, o Novo Testamento nos ensina a “semearmos” dinheiro para “colhermos” mais dinheiro. Sua tese é simples e, aparentemente, convincente: Quem planta sementes de laranja, colherá muitas laranjas. Quem semeia dinheiro colherá muito dinheiro. E quem semeia muito dinheiro colherá muitíssimo dinheiro.

A visão desse 
“homem mais sábio do mundo” sobre o Evangelho é reducionista. Para ser mais claro, ele prega “outro evangelho” (2 Co 11.4), que induz os incautos a acreditarem que a vida cristã se limita a “semear” e “colher” dinheiro, bens e riquezas.

Conquanto Deus abençoe quem contribui para a sua obra, o texto de 2 Coríntios 9 e seu contexto imediato mostram que o ensino de Paulo visava a motivar os cristãos a ofertarem, antes de tudo, movidos por generosidade e alegria, e não por necessidade, como que desejando colher mais do que foi “semeado” (v.7).

Paulo apresentou a lei do “semear e colher” com a intenção de despertar os crentes de Corinto para o auxílio generoso aos pobres. Seu ensino nada tem a ver com desafios para obter riquezas ou para comprar aeronaves, casas, carros, etc. Quando ele motivou os coríntios a serem generosos em favor dos santos de Jerusalém, era notório que estes passavam por sérias dificuldades (2 Co 9.1-5). Os apóstolos haviam solicitado a Barnabé e Saulo que se lembrassem dos pobres (Gl 2.9,10), e eles trouxeram uma contribuição de Antioquia a Jerusalém (Rm 15.25-32).


Foi com base nesse contexto que Paulo disse aos crentes de Corinto: “Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará” (2 Co 9.6). Ele desejava que os coríntios contribuíssem com espontaneidade e alegria, e não por causa do que receberiam em troca. Mas também deixou claro que, a despeito de a motivação do salvo para ofertar não ser interesseira, Deus abençoa os generosos.


Se o que nos estimula a contribuir para a obra do Senhor é prioritariamente a generosidade, por que Murdock e seus discípulos usam de poder de persuasão e pressão psicológica? Recentemente, num programa de televisão, esse “doutor” norte-americano (como se tivesse a certeza de que os seus admiradores estavam hipnotizados) 
ordenou: “Eu quero que você vá ao telefone, saia da sua cadeira, saia do seu sofá. A obediência retardada se torna uma rebelião”.


Murdock não merece crédito, pois torce 
o princípio da generosidade e estimula os crentes a semearem” interesseira e egoisticamente. Ele ignora ou despreza o que está escrito em 2 Coríntios 9.10,11: “aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para alimento, também suprirá e aumentará a vossa sementeira, e multiplicará os frutos da vossa justiça; enriquecendo-vos em tudo para toda a generosidade”.


Por que Murdock e todos os propagadores da teologia da prosperidade fazem questão de citar versículos bíblicos? Porque sabem que, se convencerem as multidões incautas de que eles são ensinadores compromissados com a Palavra de Deus, serão atendidos por elas em seus desafios milionários.


O evangelho pregado por Mike Murdock nada tem a ver com o verdadeiro Evangelho. Esse famoso palestrante, infelizmente, faz parte do seleto grupo de telemilionários que andam pelo mundo espalhando invencionices, como: “Jesus nasceu numa estrebaria porque os hotéis de luxo estavam todos ocupados”; “Sua roupa era da moda, sem costura”; “Ele entrou em Jerusalém de ‘BMW’, pois o jumentinho era o melhor transporte da época”; “Por que ele tinha um tesoureiro? Porque arrecadava muito dinheiro”, etc.


Se o leitor não estiver convencido de que Mike Murdock tem pregado “outro evangelho”, leia os grandes ensinamentos do Mestre dos mestres contidos em Mateus 5-7,24,25, João 13-17 e Apocalipse 2-3. Verifique se o Senhor Jesus estimula os seus servos a buscarem riquezas materiais. Atente também para o alerta da Palavra do Senhor acerca dos falsos mestres, avarentos, que, mediante “palavras fingidas” (2 Pe 2.1-3), falsificam a Palavra do Senhor (2 Co 2.17), a fim de enriquecerem (1 Tm 6.8-10; Ef 5.5).


Ciro Sanches Zibordi


 
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Publicado por em 27/01/2012 em POIMENIA

 

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