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Céticos e religiosos narcisistas não passam no vestibular da Ética

Redação do Diário da Saúde


Céticos e religiosos narcisistas não passam no vestibular da Ética
A dúvida é o principal preceito do ceticismo – mas parece que a dúvida permanece quando o assunto é a ética. [Imagem: Wikipedia]

Narcisismo e religião

O narcisismo descreve a característica de personalidade marcada pela paixão por si mesmo.

Estudos já mostraram que altos níveis de narcisismo comprometem o discernimento ético, independentemente da orientação religiosa ou de eventuais crenças ortodoxas da pessoa.

Mas agora se demonstrou que o narcisismo é ainda mais prejudicial justamente para aqueles que mais se espera primarem pela ética.

Quando se fala de uma expectativa de comportamento ético, está-se referindo a pessoas que afirmam ter seu próprio conjunto intrínseco de regras éticas e de pessoas que afirmam aderir a um corpo doutrinário tipicamente orientado para a ética, neste caso a religião cristã.

Céticos, cristãos não-praticantes e cristãos ortodoxos

O estudo identificou três grupos de pessoas com características típicas quando o assunto é o narcisismo e a ética: céticos, cristãos nominais e cristãos devotos.

Os céticos rejeitam largamente os ensinamentos cristãos fundamentais.

Os cristãos nominais, aqueles que apenas se dizem cristãos, mas não participam ativamente da religião institucional, são moderados em sua orientação religiosa intrínseca, e mantêm uma certa distância das crenças ortodoxas.

Já os cristãos devotos têm forte orientação religiosa intrínseca e aderem à ortodoxia, o que indica que eles internalizam totalmente as crenças e valores cristãos.

“Nós descobrimos que, no geral, os cristãos nominais e os devotos apresentam melhor julgamento ético do que os céticos, mas aqueles que apresentam tendências narcisistas estão na extremidade mais baixa do espectro,” disse Chris Pullig, da Universidade Baylor (EUA).

Força do narcisismo

“Entretanto, há uma alteração notável conforme os níveis de narcisismo aumentam para os indivíduos dentro de cada categoria,” ressalta ele.

“Ambos os grupos nominal e devoto mostram graus de julgamento ético frágil igual ao dos céticos quando acompanhados de graus mais elevados de narcisismo, o que sugere uma transformação dramática tanto para nominais quanto para devotos quando o julgamento ético é obscurecido por tendências narcisistas,” esclarece o Dr. Pullig.

“Pessoas religiosas que são narcisistas e exercem juízos éticos pobres estariam cometendo atos que são, de acordo com seu próprio sistema interiorizado de valores, descaradamente hipócritas,” explica Marjorie Cooper, coautora do estudo.

“O narcisismo é tão intrusivo e poderoso que leva as pessoas a se comportarem de maneiras hostis às suas crenças mais profundamente arraigadas,” completa a pesquisadora.

Sem modificações

Para os céticos, a faixa de pontuação para o julgamento ético de baixo para cima – de menos ético até mais ético – não apresenta a faixa que é encontrada entre os religiosos, sejam nominais ou devotos. em reação ao próprio narcisismo.

Ou seja, o narcisismo não parece piorar significativamente o julgamento ético entre os céticos, continuando eles na parte baixa da escala em qualquer situação.

O que é Narcisismo?

O Manual de Diagnósticos e Estatísticas de Transtornos Mentais, publicado pela Associação Psiquiátrica Norte-Americana, define o Transtorno de Personalidade Narcisista como alguém cujo comportamento é apropriadamente descrito por pelo menos cinco dentre nove características.

 

  1. um sentido exagerado de auto-importância;
  2. fantasias de sucesso extraordinário, poder, inteligência, beleza ou amor ideal;
  3. crença de que é “especial” e só deve associar-se com, e só pode ser compreendido por, outras pessoas de status elevado;
  4. procura excessiva pela admiração dos outros;
  5. uma sensação de merecimento, de ter direito a algo;
  6. objetificação dos outros para alcançar objetivos pessoais e gratificação;
  7. falta de empatia;
  8. inveja dos outros ou crença que os outros têm inveja de si mesmo;
  9. comportamento presunçoso, arrogante, paternalista ou de desprezo em relação aos outros.

 

No entanto, os comportamentos narcisistas parecem constituir um continuum, indo do mais suave ao mais severo, o que está sendo levado em conta em uma revisão que está atualmente em curso no Manual de Doenças Mentais.

Fonte:Diário da Saúde 

 

 
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Publicado por em 16/03/2012 em POIMENIA

 

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Heloisa Villela: Em livro, psiquiatra entrega os segredos sujos da profissão

por Heloisa Villela, de Washington

Li, de ontem para hoje, um livro muito interessante. Não é lançamento deste ano. Ele foi publicado em maio de 2010. Mas é muito atual. Unhinged, do doutor Daniel Carlat, é um relato muito honesto de um profissional que viveu as mudanças da psiquiatria norte-americana no dia-a-dia.  O médico acabou transformando sua prática e a relação com os pacientes depois de se ver questionado por alguns deles e por um punhado de colegas.

O doutor Carlat também teve suas brigas com a depressão. A mãe tinha problemas sérios e se suicidou quando ele saiu de casa para cursar a universidade. Formado em psiquiatria, Daniel Carlat começou a atender os pacientes. Como conta, aprendeu a usar o livro de diagnósticos da profissão (atualmente o Diagnostic and Statistic Manual of Mental Disorders-IV) e a receitar os remédios. Depressão, bipolaridade, alguns casos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade…

Enquanto se especializava no Hospital de Massachussets, foi reparando na relação estreita entre os psiquiatras e os representantes da indústria farmacêutica. Vendedores fazem todo tipo de salamaleque, oferecem agrados, presentes e jantares, para seduzir os donos do bloquinho de receitas. Antes de mais nada, é bom deixar claro: o doutor Carlat receita remédios a seus pacientes até hoje. Acredita que a profissão precisa de todos os instrumentos disponíveis para aliviar o sofrimento de quem procura ajuda.

Mas o que ele viu, e fez, ao longo dos anos foi bem mais que isso. Ele próprio foi contratado por uma empresa fabricante de remédios para depressão para dar palestras em clinicas e hospitais. Reuniu médicos em almoços e destacou as vantagens de um remédio (o da empresa que pagava pelas palestras, claro) em comparação a outros. O doutor Carlat confessa que escondeu dados e ressaltou o que havia de melhor nas pesquisas, sempre do ponto de vista da empresa-patroa. Quando ele começou a ser um pouco mais honesto, perdeu a boquinha.

O autor destaca que com certeza existem diferenças entre os remédios usados na psiquiatria. Por exemplo, se o paciente está sofrendo por causa da depressão e ainda por cima está emagrecendo muito, é melhor receitar um remédio que provoca ganho de peso como efeito colateral. Mas, pra quem já pesa mais do que deve, procura outro.

Existem diferentes categorias de antidepressivos, mas em cada categoria não existe diferença notável entre as drogas. O doutor Carlin pode receitar um ou outro remédio como primeira tentativa para um paciente, e escolher outro para um segundo. Como ninguém sabe, exatamente, até hoje, porque um remédio aparentemente funciona para uma pessoa, em determinado momento, e não para outra, tudo não passa mesmo de tentativa e erro. Tenta-se um remédio e observam-se as consequências. Se vai bem, ótimo. Caso contrário, tenta-se outro.

Mas o que realmente impressiona, no livro, é a descrição nua e crua que o autor faz da forma como a indústria farmacêutica opera para promover seus produtos: como esconde dados, manipula resultados e como a FDA (Food and Drug Administration, agência federal encarregada de vigiar a qualidade dos remédios) é frouxa nas exigências, além de permitir abusos.

No livro, o doutor Carlin expõe a promiscuidade entre psiquiatras e a indústria farmacêutica, os que ganham muito dinheiro promovendo remédios e repetindo dados maquiados, os que simplesmente assinam “artigos cientificos” sem ler, sabendo que eles foram escritos, na verdade, pela própria indústria farmacêutica, e a grande maioria dos profissionais que se limita a receber o paciente, fazer o questionário de rotina e receitar remédios, sem se preocupar com o conhecimento mais aprofundado dos problemas do paciente… Foi o que ele fez durante anos.

Ele explica: não se ganha dinheiro de outra forma. Receber um paciente por 45 ou 50 minutos é prejuízo na certa. Em 15 minutos o questionário padrão está respondido, o remédio receitado e o próximo paciente já está dentro do consultório.

Quando mudou a prática, depois de tudo que testemunhou, o doutor Carlat começou a ver melhores resultados na saúde dos pacientes. Hoje, ele usa uma combinação de remédios e terapia. Diz que a psiquiatria norte-americana está em crise. Crise de credibilidade, por causa do casamento com a indústria farmacêutica; com a imagem distorcida, por vender a ideia de que psiquiatria é uma ciência que tem base biológica, por insistir que depressão, transtorno bipolar e outras doenças são provocadas por desequilíbrios químicos no cérebro, ideia que se tornou popular.

O doutor Carlin até acha que um dia a Ciência talvez consiga comprovar essa teoria e explicar exatamente como tudo acontece. Mas sabe — e deixou claro no livro — que até hoje é tudo tentativa e erro. O autor diz que a profissão precisa ser totalmente reestruturada. O  foco exclusivo na farmacologia, em detrimento de outras técnicas, tem que ser revisto.

Ele acha que treinar os profissionais dentro da escola de medicina exacerba a ênfase na visão biomédica dos problemas mentais. Toma tempo demais com todo o aprendizado necessário para exercer a medicina e totalmente desnecessário para exercer a psiquiatria. Tempo que, segundo ele, deveria ser empregado ensinando outros tipos de psicoterapia: terapias em família, de grupo, avaliações neuropsicológicas e uso do apoio comunitário para tratamento das doenças mentais crônicas. Sem falar, é claro, no restabelecimento dos padrões éticos na relação entre profissionais do ramo e a indústria farmacêutica.

Fonte: VI O MUNDO

 
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Publicado por em 08/09/2011 em POIMENIA

 

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Chimpanzés veem a luz do dia pela primeira vez. E se abraçam


REDAÇÃO ÉPOCA

Há muitas interpretações para o vídeo abaixo, dependendo do seu grau de envolvimento com animais. O fato dado: Esses chimpanzés ficaram décadas em um laboratório – alguns deles por 30 anos – e o flagrante é da primeira vez que eles viram a luz do sol.

O que acontece? Eles se abraçam antes de pisar em direção à liberdade, talvez com medo do que há nesse novo e tão iluminado lugar, talvez comemorando seu feito.

Outro fato… Eles ficam encantados, como não poderia deixar de ser, porque liberdade é mesmo uma coisa encantadora.

ASSISTA:

Rafael Pereira

Fonte: EPOCA

 
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Publicado por em 06/09/2011 em POIMENIA

 

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A história do blog que pode virar igreja

(ALC) Os brasileiros estão entre os povos que mais utilizam redes sociais como twitter e facebook. Mas um dia antes da realização do Eclesiocom, no dia 17 de agosto, os jornais publicaram a informação de que esse vigor todo está arrefecendo.

Ao lado dos russos, os brasileiros também estão entre os mais cansados das redes sociais. Um levantamento realizado pela consultoria Garner em 11 países aponta que no Brasil e na Rússia, 30% a 40% dos usuários usam menos esses sites agora do que quando se inscreveram.

A revista UMA, publicação feminina da Editora Escala, também destaca em sua edição de agosto o surgimento de um movimento contrário à onda virtual, com o surgimento de grupos de mulheres que buscam espaço em suas agendas para os contatos reais, organizando reuniões de bate-papo, meditação, estudo e até prática de tricô.

Na reportagem abaixo você vai conhecer a história de um blogueiro, pastor evangélico, que depois de arrebanhar um rebanho virtual está vendo o movimento se materializar.

Em 2008, o então estudante de teologia Paulo Siqueira resolveu lançar dois blogs de uma só vez: um mais teológico, no qual pudesse publicar seus trabalhos acadêmicos (pedrasclamam.wordpress.com) e um outro de caráter mais “laico” (estrangeira.wordpress.com). Ambos abertos ao diálogo sobre a cena evangélica brasileira com o mesmo espírito crítico diante do pensamento e práticas influenciadas pela teologia da prosperidade.

Como diligente blogueiro, Paulo começou a interagir com os seus leitores, respondendo dúvidas e comentários. Ficou quase doido. O número de comentários começou a crescer tanto que nem mesmo de celular em punho, acessando o blog em todos os momentos livres, ele conseguia dar conta de acompanhar as mensagens que chegavam. Paulo Siqueira comprou, então, mais um computador para a casa, ganhou o apoio ativo da esposa Vera, que assumiu o “Estrangeira”, e viu nascer, quase perplexo, um novo movimento pela ética eclesial.

Os blogs do casal Paulo e Vera catalisaram especialmente o descontentamento de jovens evangélicos ansiosos pelo retorno ao “Cristianismo puro e simples” – título de um livro de C.S.Lewis com o qual explicam seu objetivo. São pessoas decepcionadas com a mercantilização da fé, muitas delas feridas por doutrinas e práticas estapafúrdias, mas que mantiveram viva a sua fé.

A própria blogueira Vera é uma dessas sobreviventes. Vera havia pertencido a diferentes grupos religiosos, antes de se tornar evangélica, mas, por maior que fosse a sua fé, não conseguia se livrar de um mal que a afligia: sentia cheiros desagradáveis onde quer que fosse.

“Espíritos” foi a explicação que ela ouviu durante o tempo em que freqüentou centros espíritas. “Demônios”, disseram-lhe pastores evangélicos. Foi na Unifesp (antiga Escola Paulista de Medicina) que Vera se descobriu portadora de uma rara síndrome. Agora, espera ajudar outros portadores desta síndrome, contando sua experiência em um livro que já tem até título escolhido: “Algo não cheira bem na Igreja”.

O virtual no caminho do real
Inspirados pelas reflexões compartilhadas pelos blogs e mobilizados por intermédio das redes sociais, os blogueiros e seus leitores participaram, em junho, da última Marcha para Jesus (evento capitaneado pela Igreja Renascer) ostentando faixas que pediam ética às igrejas evangélicas brasileiras. “O show tem que parar”, exortavam. Quase apanharam dos seguranças da Marcha. O vídeo da confusão, gravado por celulares, foi para o youtube. “Em seis minutos, comecei a receber e-mails e ligações do Brasil e do exterior”, diz Paulo.

Um desses contatos era de uma repórter do Christian Post, site evangélico de notícias com sede nos Estados Unidos, que o entrevistou. Paulo conta que recebeu convite para se tornar um colaborador do site.

Dois dias depois da Marcha para Jesus, os participantes do Movimento pela Ética Evangélica fizeram o que eles chamam de “antimarcha”: organizaram uma visita, em grupo, a centros de doação de sangue, para sinalizar a “responsabilidade social da Igreja”. “As pessoas querem fazer algo em prol do Reino, mas não são estimuladas pela instituição”, afirma Paulo.

O que eram apenas contatos on line já se tornaram reuniões de reflexão e estudo bíblico. Participam desses encontros, conta Paulo Siqueira, jovens oriundos de todas as tribos e tendências, incluindo um ex-neonazista convertido ao Evangelho. “O virtual está se materializando em nossa frente”, diz o teólogo que já recebeu pedidos para fundar uma Igreja.

A sociologia da religião ensina que os movimentos tendem a se institucionalizar. O que era profeta, contestando a ordem vigente, pode se transformar em sacerdote, legitimando uma nova ordem. Esse é o desafiador quadro que se apresenta ao blogueiro e pastor Paulo. Que Deus o ajude.

Fonte: ULTIMATO

 
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Publicado por em 02/09/2011 em POIMENIA

 

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Fábricas secretas de Frankesteins?

Seres impensáveis poderiam ser flagelo dos homens

Luis Dufaur

Um painel de cientistas da Academia de Ciências Médicas de Londres alertou para a possibilidade de a novela “Frankenstein” se tornar espantosa realidade, noticiou a agênciaLifeSiteNews. Segundo eles, colegas britânicos já criaram mais de 150 embriões híbridos de homem e animal, em pesquisas secretas efetivadas em laboratórios do país.

Por sua vez, o diário“Daily Mail” noticiou que 155 embriões que misturam elementos genéticos humanos e animais foram criados nos últimos três anos. Os autores foram cientistas que trabalham células embrionárias com o pretexto de achar novos remédios.

As pesquisas secretas foram reveladas quando um comitê de cientistas denunciou ante o Parlamento um possível cenário de pesadelo com a hibridação homem-animal indo longe demais.

O professor Robin Lovell-Badge, do National Institute for Medical Research, denunciou o trabalho de implantação de material genético de seres humanos em embriões animais visando engendrar novas criaturas com atributos humanos. Ele mencionou a inoculação em cérebros de macacos de material tirado de fetos.

King’s College de Londres e as Universidades de Newcastle e Warwick obtiveram licença para essas experiências antinaturais após a aprovação da lei que garante a utilização de embriões humanos em ensaios de laboratório.

DNA alterado por cientistas ideologizados?

Eles estão à procura de ‘cybrids’, entes resultantes da implantação de um núcleo de célula humana numa célula animal. Também procuram criar ‘quimeras’, resultantes de células humanas misturadas com embriões animais.

Peter Saunders, presidente do grupoChristian Medical Fellowship, que reúne 4.500 médicos do Reino Unido, manifestou ser muito difícil bloquear com leis essas experiências anti-humanas.

Segundo ele, os “cientistas em geral não conhecem bem a teologia, a filosofia e a ética e, com frequência, há interesses ideológicos ou financeiros por trás de suas pesquisas”.

Lord David Alton introduziu um debate no Parlamento e recebeu a resposta de que esses esforços para produzir um humano-animal híbrido pararam por falta de verba.

“Eticamente isto jamais poderia ser justificável, e desprestigia nosso país. É qualquer coisa que toca no grotesco”, acrescentou Lord Alton.

“Dos 80 tratamentos e curas obtidas a partir de células estaminais, todos vieram de células estaminais adultas, nenhuma de células embrionárias. Isto não tem fundamento na moral e na ética, nem tampouco na ciência e na medicina”, completou.

Josephine Quintavalle, do grupo pró-vida Comment on Reproductive Ethics (Corethics), perguntou no “Daily Mail”: “Por que isto deve ser mantido no segredo? Se eles estão orgulhosos do que fazem, por que é preciso apelar ao Parlamento para que isto seja trazido à luz?”

Fonte: IPCO

 
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Publicado por em 31/08/2011 em POIMENIA

 

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Máquinas morais: programas poderão decidir questões de vida e morte?

Redação do Site Inovação Tecnológica – 15/10/2009

Máquinas morais: programas poderão decidir questões de vida e morte?

Muitos cientistas acreditam que problemas morais não são sistematizáveis e que qualquer tentativa de dar senso de moralidade às máquinas pode ser o caminho para criar os problemas que se está tentando evitar. [Imagem: Kevin Warwick]
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Máquinas que dominam o homem

Uma dupla de pesquisadores de Portugal e da Indonésia descreveu uma nova metodologia, baseada na tomada de decisão por lógica computacional que, segundo eles, poderá um dia dotar as máquinas – computadores e robôs – com um senso de moralidade.

Os autores de ficção científica sempre exploraram o tema das máquinas que tomam o controle da situação e exercem algum tipo de dominação sobre o homem. A Skynet, da série O Exterminador do Futuro, e o computador Hal 9000, de 2001: Uma Odisseia no Espaço são os exemplos mais lembrados de uma longa lista na qual as máquinas de Matrix parecem representar a distopia final de uma colaboração histórica – as máquinas que ajudam o homem – que eventualmente poderia se transformar em mais um caso de dominação.

Lógica prospectiva

Luís Moniz Pereira, da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal e Ari Saptawijaya da Universidade da Indonésia, acreditam que esse futuro – se de fato a suspeita vier a se transformar em possibilidade, ou eventualmente em risco – poderá ser minimizado com a aplicação adequada de lógica computacional e de mais inteligência artificial.

“A moral já não pertence mais apenas ao reino dos filósofos. Recentemente, tem havido um crescente interesse em compreender a moral do ponto de vista científico”, dizem os pesquisadores em seu artigo.

Eles analisaram um sistema conhecido como lógica prospectiva para começar a a programar a moralidade em um computador. De forma bastante simplificada, a lógica prospectiva permite que se modele um dilema moral e, em seguida, sejam determinados os resultados lógicos das possíveis decisões.

Ética das máquinas

A abordagem poderá, acreditam os pesquisadores, representar a emergência da ética das máquinas, permitindo desenvolver equipamentos completamente autônomos que poderão ser programados para fazer julgamentos com base nos fundamentos da moral humana.

“Equipar os agentes de software com a capacidade de tomar decisões morais é uma exigência indispensável. Isto é particularmente verdadeiro quando os agentes estão operando em domínios onde os dilemas morais ocorrem, por exemplo, no campo da saúde e da medicina,” diz o artigo.

Os pesquisadores também apontam que a ética das máquinas poderá ajudar os psicólogos e cientistas da cognição a encontrar novas formas de compreender o raciocínio moral nas pessoas e, eventualmente, extrair os princípios morais de situações complexas que ajudem as pessoas a decidir o que é certo e o que é errado. Tal entendimento poderia então ajudar no desenvolvimento de sistemas educativos inteligentes para ensinar a moralidade às crianças, defendem eles.

Dilema do bonde

Para demonstrar sua abordagem, os pesquisadores criaram um programa para resolver o famoso “dilema do bonde”, um exercício de pensamento ético apresentado pela filósofa britânica Philippa Foot na década de 1960.

O problema envolve um bonde fora de controle correndo por uma rota em cujos trilhos estão amarradas cinco pessoas. A pessoa que está fazendo o teste pode girar uma chave que enviará o bonde para uma rota diferente, em cujos trilhos está amarrada uma única pessoa. O dilema é: Deve-se ou não girar a chave?

O programa de lógica prospectiva pode considerar cada resultado possível com base em diferentes versões do problema e demonstrar logicamente as consequências das decisões tomadas em cada um dos casos. O próximo passo seria dotar cada resultado com um peso moral, de modo que o programa possa fazer o melhor juízo e decidir se deve ou não girar a chave. Ou seja, a consideração moral de cada situação é substituída por um “julgamento a-priori, a cargo do programador.

Criando o problema

A dupla de pesquisadores não está sozinha nessa busca de sistematização da moral. Mas existem muitos mais cientistas do outro lado, do lado dos que acreditam que problemas morais não são sistematizáveis e que qualquer tentativa de dar senso de moralidade às máquinas pode ser o caminho para criar os problemas que se está tentando evitar.

A atribuição de qualquer “programa de lógica moral” a um equipamento poderá dar a falsa sensação de que essas máquinas – sejam computadores ou robôs – tomarão sempre a melhor decisão, o que nunca será um pressuposto válido.

Além do fato de que essas máquinas serão programadas por humanos – que serão, em última instância, os responsáveis pelas decisões morais tomadas – haverá sempre o risco dos problemas de software, os conhecidos bugs. Sem contar o fato de que é impossível inserir no programa todos os tipos de dilemas morais com que se poderá se defrontar uma máquina no dia-a-dia.

Seguindo essa linha majoritária, a tendência tem caminhado menos no sentido de dotar as máquinas com qualidades humanas, e mais de estabelecer regras estritas que as máquinas deverão obedecer – veja, por exemplo, Robôs éticos e morais – seis estratégias a seguir e Robôs vão obedecer às Leis de Asimov na vida real.

Bibliografia:

Modelling morality with prospective logic
Luís Moniz Pereira, Ari Saptawijaya
International Journal of Reasoning-based Intelligent Systems
Vol.: 1, No.3/4 pp. 209 – 221
DOI: 10.1504/IJRIS.2009.028020

Fonte: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

 
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Publicado por em 23/10/2009 em POIMENIA

 

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