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Estou cansado de religião!

del - homem cansado

Sim, estou cansado deste sistema religioso voltado para a centralidade do homem e a posição periférica de Deus Pai. Esgotado de cultos barulhentos, com músicas em ritmos acelerados, letras vazias de significado bíblico-teológico. Não se canta mais hinos com letras profundas, feitas por homens e mulheres que sofreram e que descansavam na fidelidade de Deus. Cultos à imagem do homem, especialmente dos líderes megalomaníacos, que apreciam o pódio e as bajulações. Enojado com a hipocrisia, a falsidade de homens e mulheres que usam da Palavra para falar ao povo. Temos tido encontros irracionais, pois a vida não corresponde, não é coerente com a presença e o caráter de Deus. Observamos ajuntamentos de pessoas com ressentimentos, invejas, discórdias, amarguras, vivendo na imoralidade, e outros sentimentos perniciosos e facciosos sem arrependimento. O Senhor não tolera a maldade com ajuntamento solene (Is 1.13). Estou cansado das conversas, da falta de reverência e da desatenção durante os cultos, especialmente na hora da pregação. Encontros movidos por interesses escusos e regado a teologia da prosperidade e manifestações esquisitas. O Senhor está farto de promessas, de copos com água a ser “ungida”, do vale de sal, dos saquinhos com terra de Israel e recipientes com água do rio Jordão. Por meio do profeta Isaias, o Senhor indaga: De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos e carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. (Is 1.11).

Estou farto de religião voltada para as práticas judaicas dentro de igrejas chamadas evangélicas. Fico exausto ao ver pastores trazendo festas judaicas para dentro dos templos, aliciando o povo, levando a congregação às práticas religiosas já superadas pela suficiência de Cristo Jesus revelada nas Escrituras. Estou cansado do uso indevido da Palavra na prática da teologia da prosperidade. Enojado de líderes que sacrificam o povo, usando-o como massa de manobra. Esses líderes utilizam seu “carisma” para ludibriar as gentes que entram e saem dos santuários. São artificiais, interesseiros e exploradores do povo. Conseguem tirar dinheiro dos incautos para satisfazerem seus mimos, luxos e manter seu alto padrão de vida. Líderes inescrupulosos utilizando seus impérios de comunicação, tecnologia e uma rede viciada para enganar as pessoas sofridas, que vão às suas igrejas buscando esperança para o seu desespero.

Cansado estou dos que usam a Bíblia como instrumento profissional e não como livro devocional. Que utilizam os textos fora do contexto como pretexto para amedrontar, produzir medo no povo, causar subserviência. É triste ver a utilização da Palavra de Deus como troca pela oferta e não como doação em amor. Encontro-me estafado vendo pregadores utilizando as Santas Escrituras de forma desrespeitosa, ensinando erradamente o povo. Usam a Bíblia como amuleto. As Escrituras foram transformadas em literatura comum, ordinária num contexto de gente religiosa, despida de temor e tremor diante do Espírito Santo que revelou a Palavra de Deus. A Bíblia se tornou um livro usado para apoiar práticas religiosas, sem vida. Pregadores que não têm formação adequada, não têm temor diante da Revelação. Há uma tradição religiosa – oral e escrita – que interpreta a Palavra de Deus. São as cartilhas dos líderes que são usadas para “interpretar” as Escrituras. Usam uma hermenêutica viciada, distorcida e enganosa, voltada para o apoio de suas práticas danosas. Não alimentam o povo e não o apascentam com ciência e inteligência (Jr 3.15).

Confesso de coração que estou cansado do sistema religioso que usa a oração como amuleto, como instrumento de petição e não de adoração e deleite em sua prática. O sistema religioso transformou a oração num instrumento que exige de Deus respostas imediatas. Que O coloca na parede. Não é uma oração de adoração, confissão, quebrantamento e intercessão misericordiosa, mas que se arroga em reivindicar de Deus bênçãos, prosperidade e curas. É a oração da troca e da determinação, que se paga para receber “bênçãos” do alto. Intercessão forte. Oração meritória e não de misericórdia. Sim, estou muito cansado de ver uma adulteração na vida de oração. Sabemos que na oração devemos pedir ao Senhor espírito de sabedoria e de discernimento (Ef 1.17). Orar não é barganhar, mas fazê-lo no espírito da vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita (Rm 12.1,2). Foi assim que o Senhor Jesus orou no Getsêmani (Mt 26.41). Estou cansado deste movimento religioso porque já fizeram uma separação de oração forte no monte e fraca fora do monte. Podemos notar claramente que há uma estratificação da oração. A religião tem transformado o monte em plataforma da “verdadeira” oração que “move” o coração de Deus.

Confesso mais uma vez que estou triste e muito cansado de religião, mas, por outro lado, desejando viver a cada dia no descanso do Evangelho genuíno, que é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê (Rm 1.16). É este Evangelho que almejo viver e pregar. Este evangelho enseja a mensagem do Senhor ao Seu povo por meio do profeta Isaias: Lavai-vos e purificai-vos; tirai de diante de meus olhos as vossas obras más; parai de praticar o mal; aprendei a praticar o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde e raciocinemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve, ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” (Is 1.16-18).

Aqui está a mensagem do Evangelho na contramão da religião.

Continuo cansado de religião que vive um relacionamento superficial e interesseiro. Formam-se grupos com objetivos comuns sem pensar na unidade da Igreja de Jesus. Sinto-me estafado com tanta hipocrisia, com a falta de sinceridade, maledicências, fofocas nos relacionamentos dentro da comunidade da graça. O Senhor abomina os que promovem discórdia entre os irmãos (Pv 6.19). Infelizmente temos na comunidade de Cristo pessoas voltadas para a satisfação dos seus caprichos carnais. A religião enfatiza coisas e não pessoas. Cargos e não cargas. Sentimento como padrão aferidor e não a Palavra de Deus revelada na História e em nossa experiência de conversão, de novo nascimento.

Estou cansado da religião de aparência e não do coração, do interior. Nos interesses pessoais e não do Corpo de Cristo. Vivemos um tempo de superficialidade sem precedentes. Há mais interação com as máquinas do que com as pessoas. Os relacionamentos têm sido descartáveis, pois obedecem ao principio do utilitarismo, de atender nossas razões e nossos interesses mais diversos, especialmente carnais. Sinto-me pesado com tanta maldade no coração das pessoas que se dizem crentes, mas que agem como incrédulos. Tanto julgamento temerário (Mt 7.1-5). É impressionante como a religião valoriza o exterior em detrimento do coração, das entranhas. Vivemos num tempo de ajuntamento solene sem vida e sem relacionamentos qualitativos.

Não tem havido profundidade nas relações fraternais. Temos nos tornado um bando de gente perdida nos próprios interesses. Estamos acorrentados aos padrões do mundo. Vivemos um tempo de individualismo. Raramente nos encontramos para olharmos nos olhos e falarmos a verdade em amor. Experimentamos um tempo de frieza espiritual e frieza emocional. Não temos tempo para nos importar com o nosso irmão e com o nosso próximo. Fazemos um reducionismo de nossos encontros ao templo, às reuniões formais. Perdemos o referencial de comunhão, fraternidade, desprendimento e liberalidade dos irmãos primitivos (At 2.42-47; 4.32-37).
Estou cansado de religião, pois não há desejo intenso de obedecer às orientações do Senhor Jesus. Temos respondido de forma negativa ao agravo; não amamos os nossos inimigos; não caminhamos a segunda milha; tornamo-nos insensíveis às necessidades do próximo; não abençoamos os que nos amaldiçoam; não oramos pelos que nos perseguem (Mt 5.38-48). Reagimos negativamente os que nos ofendem. Não temos paciência uns com os outros. Tornamo-nos monstros em nossas relações, pois as vivemos instintivamente.

Somos implacáveis com os que erram como se não errássemos também. Agimos sem graça e misericórdia. À semelhança dos escribas e fariseus, acusamos as pessoas com muita facilidade. Vemos os defeitos nas pessoas e nos esquecemos dos nossos. Há pouquíssima disposição em servir ao próximo. Não somos imitadores de Deus como filhos amados e não temos andado em amor como Cristo nos amou e a Si mesmo se entregou por nós como oferta e sacrifício a Deus com aroma suave (Ef 5.1,2).
Sim, estou cansado de religião sem vida, sem renuncia, sem misericórdia, sem paixão, sem dedicação, sem compromisso, sem coração aquecido e sem amor. Uma religião que não prioriza os valores do Reino de Deus. Que não age como o samaritano e não olha para Jesus, mas para o homem.

Descanso no Evangelho de Cristo que serve, socorre em amor, encoraja, levanta o abatido, alivia os cansados e oprimidos, renova as forças dos desvalidos, acolhe em amor o maltrapilho, vive com sinceridade, serve com o amor de Cristo Jesus, prega a verdade com intrepidez e ousadia, ora intensamente pelos perdidos, investe no Reino de Deus, não faz acepção de pessoas, vive a simplicidade do evangelho; busca a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor; busca e nutre relacionamentos saudáveis; visita os órfãos, as viúvas, os doentes, os encarcerados e os pobres.

Descanso na diaconia do evangelho de Cristo. Recreia as minhas entranhas ver os crentes vivendo em profundo amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, o amor que jamais acaba (1 Co 13.4-8). O evangelho de Cristo é o da Sua igreja. É o evangelho da comunhão, da fraternidade e da unidade em Cristo Jesus. É o evangelho de Cristo, que veio buscar e salvar o perdido para sair de uma vida solitária para uma vida solidária. É o evangelho da aceitação, do perdão e da festa para a Glória de Deus Pai (que é amor, 1 João 4.8), que nos ama com um amor furioso.

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob – um pastor paralímpico.
Pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa – RJ
Colunista deste Portal
pitzerjacob@gmail.com

FONTE: ADIBERJ

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Publicado por em 24/04/2015 em POIMENIA

 

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Meditação reforça conexões elétricas no cérebro inteiro

Redação do Diário da Saúde


Meditação reforça conexões elétricas no cérebro inteiro
Os pesquisadores aferiram os benefícios da meditação sobre a fisiologia do cérebro usando uma nova técnica de imageamento chamada imagens por difusores de tensão.[Imagem: Chiang et al./IEEE Transactions on Medical Imaging]

Meditação contra atrofia cerebral

Dois anos atrás, pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) descobriram que regiões específicas no cérebro de pessoas que praticam a meditação há muito tempo eram maiores e tinham mais massa cinzenta do que os cérebros de indivíduos não-praticantes.

Agora, o prosseguimento do estudo sugere que pessoas que meditam também têm conexões mais fortes entre as regiões cerebrais e apresentam menos atrofia cerebral relacionada com a idade.

Ter conexões mais fortes influencia a capacidade de disparar mais rapidamente sinais elétricos no cérebro.

O que é mais significativo é que a medição produz estes efeitos em todo o cérebro, e não apenas em áreas específicas.

Conectividade do cérebro

Eileen Luders e seus colegas usaram um tipo de imagem do cérebro conhecida como imagem de tensor de difusão, uma técnica relativamente nova que fornece informações sobre a conectividade estrutural do cérebro.

Eles descobriram que as diferenças entre os meditadores e os não-meditadores não estão confinadas a uma região particular do cérebro, mas envolvem grandes redes, que incluem os lobos frontal, parietal, temporal, occipital, além do corpo caloso anterior, estruturas límbicas e o tronco cerebral.

“Nossos resultados sugerem que quem pratica meditação há muito tempo tem fibras da massa branca que são mais numerosas, mais densas ou mais distribuídas em todo o cérebro,” disse Luders. “Também descobrimos que o declínio normal do tecido relacionado à idade é consideravelmente reduzido nos praticantes de meditação.”

Mudanças no cérebro induzidas pela meditação

“É possível que meditar ativamente, especialmente durante um longo período de tempo, induza mudanças em um nível micro-anatômico,” diz Luders.

Como consequência, afirma a pesquisadora, a robustez das conexões entre as fibras nervosas dos meditadores pode aumentar e, eventualmente, levar aos efeitos macroscópicos vistos com a nova técnica de imageamento cerebral.

“E a meditação pode causar alterações na anatomia do cérebro não apenas por uma indução no crescimento, mas também impedindo sua redução,” disse Luders.

“Ou seja, se praticada regularmente ao longo de anos, a meditação pode retardar a atrofia cerebral relacionada ao envelhecimento, eventualmente afetando positivamente o sistema imunológico,” conclui a pesquisadora.

Fonte:

Diário da Saúde – http://www.diariodasaude.com.br

URL:http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=meditacao-reforca-conexoes-eletricas-cerebro&id=7464&nl=nlds

 
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Publicado por em 27/02/2012 em POIMENIA

 

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Vendendo a alma: cérebro processa valores sagrados por outras vias

Baseado em texto de Carol Clark


Vendendo a alma: cérebro processa valores sagrados por outras vias
Os valores sagrados ativam uma área do cérebro que não está relacionada com os processos de pensamento que envolvem ganhos e benefícios.[Imagem: Emory University]

Reino do sagrado

Os valores pessoais que as pessoas se recusam a renegar, mesmo quando lhes é oferecido dinheiro para fazê-lo, são processados de forma diferente no cérebro em relação aos “valores mais frágeis”, que podem ser de bom grado vendidos pela quantia adequada.

Um estudo baseado em neuro-imagens mostra que a tomada de decisões sobre esses “valores sagrados” utiliza um processo cognitivo distinto.

“Nosso experimento revelou que o reino do sagrado – quer se trate de uma forte crença religiosa, uma identidade nacional ou um código de ética – é um processo cognitivo distinto,” diz Gregory Berns, da Universidade Emory (EUA) e principal autor do estudo.

Valores sagrados

Valores sagrados ativam mais fortemente uma área do cérebro associada com processos de pensamento baseados em regras e em questões do tipo certo ou errado.

Já os “valores não tão sagrados” ativam regiões relacionadas com o processamento de questões que envolvem custosversus benefícios.

“Nós desenvolvemos um método para começar a responder questões científicas sobre como as pessoas tomam decisões que envolvem valores sagrados, o que tem implicações importantes se você quiser entender melhor o que influencia o comportamento humano nos diferentes países e culturas,” diz Berns.

“Estamos vendo como valores culturais fundamentais são representados no cérebro,” completa ele.

Vendendo a alma

Na primeira fase, os participantes viam afirmações desde um mundano “Você é um bebedor de chá”, até questões polêmicas, como “Você apoia o casamento gay” e “Você é contra o aborto”.

Cada uma das 62 afirmações tinha um par contraditório, como “Você é a favor do aborto”.

Os participantes tiveram que escolher uma afirmação de cada par.

No final do experimento, os participantes tinham a opção de leiloar suas declarações pessoais: a negação das suas escolhas anteriores em troca de dinheiro real.

Os participantes podiam ganhar até US$100 por declaração simplesmente concordando em assinar um documento afirmando o oposto do que eles acreditavam.

Eles podiam optar por sair do leilão em declarações que valorizavam muito.

“Nós usamos o leilão como uma medida de integridade para cada declaração,” explica Berns.

Oferta de incentivos

As imagens cerebrais mostraram uma forte correlação entre os valores sagrados e a ativação dos sistemas neurais associados com a avaliação de certo e errado (a junção temporoparietal esquerda) e com a recuperação de regras semânticas (o córtex pré-frontal ventrolateral esquerdo), mas não com sistemas associados com a recompensa.

“A maioria das políticas públicas é baseada no oferecimento de incentivos e desincentivos às pessoas,” diz Berns. “Nossas descobertas indicam que não é razoável pensar que uma política baseada em custos e benefícios vá influenciar o comportamento das pessoas quando se trata de seus valores pessoais sagrados, pois eles são processados em um sistema cerebral totalmente diferente do que aqueles que envolvem incentivos.”

Neurociência cultural

“Conforme a cultura muda, ela afeta nossos cérebros, e conforme nosso cérebro muda, isto afeta a nossa cultura. Você não pode separar os dois,” diz Berns. “Nós agora temos os meios para começar a entender essa relação, o que está ajudando a estabelecer o campo relativamente novo da neurociência cultural.”

Os resultados foram publicados na revista científica Philosophical Transactions, da Real Sociedade Britânica.

Fonte:

Diário da Saúde – http://www.diariodasaude.com.br

URL:http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vendendo-a-alma-valores-sagrados-cerebro&id=7468&nl=nlds

 
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Publicado por em 25/02/2012 em POIMENIA

 

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Pessoas religiosas são psicologicamente mais ajustadas?

Redação do Diário da Saúde


Religião versus aceitação social

As pesquisas psicológicas têm constatado que as pessoas religiosas sentem-se melhor consigo mesmas, com uma tendência a uma auto-estima social mais elevada e um melhor ajustamento psicológico do que os não-crentes.

Mas um novo estudo descobriu que isso só é verdade nas sociedades que dão um valor elevado à religião.

Como em outros estudos, os pesquisadores constataram que pessoas mais religiosas têm auto-estima social mais elevada e são melhor ajustadas psicologicamente.

Mas eles suspeitavam que o motivo para isso era o de que as pessoas religiosas são melhores em viver de acordo com os valores sociais das sociedades religiosas, o que, por sua vez, poderia deve levar a uma auto-estima social mais elevada e ao melhor ajustamento psicológico verificados.

E isso os levou a fazer uma pesquisa internacional, cobrindo vários países da Europa.

Valorizado pelos pares

As pessoas que participaram no estudo vivem em 11 diferentes países europeus, que vão desde a Suécia, o país menos religioso do planeta, até a devotamente católica Polônia.

Eles usaram as respostas das pessoas para descobrir como eram os religiosos dos diferentes países e, em seguida, compararam os países.

Na média, os crentes só têm os benefícios psicológicos de ser religioso quando vivem em um país que valoriza a religiosidade.

Em países onde a maioria das pessoas não são religiosas, as pessoas religiosas não têm maior auto-estima do que os não-crentes.

“Nós acreditamos que você só dá palmadinhas nas próprias costas por ser religioso se você vive em um sistema social que valoriza a religiosidade,” diz Jochen Gebauer, da Universidade Humboldt (Alemanha).

Assim, uma pessoa muito religiosa pode ter elevada auto-estima social na religiosa Polônia, mas não na não-religiosa Suécia.

Aspectos sociais da religião

Neste estudo, os pesquisadores fizeram comparações entre países diferentes, mas um outro estudo encontrou um efeito semelhante dentro de um país, entre estudantes de universidades religiosas e não-religiosas.

Um outro estudo já havia sugerido que não são os aspectos teológicos, mas os aspectos sociais que tornam as pessoas religiosas mais felizes:

 

“O mesmo pode ser verdade quando se compara diferentes estados dos EUA ou cidades diferentes,” sugere Gebauer.

O estudo foi publicado na revista Psychological Science.

Fonte:

Diário da Saúde – http://www.diariodasaude.com.br

URL:http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=pessoas-religiosas-mais-felizes-em-sociedades-religiosas&id=7472&nl=nlds

 
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Publicado por em 24/02/2012 em POIMENIA

 

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Religiosidade cheia, discipulado vazio

“Vão, e façam discípulos de todas as nações.” (Mt 28.19)

O conhecido e respeitado sociólogo cristão Paul Freston afirmou em um dos seminários dos 40 anos da Revista Ultimato que a Igreja Evangélica brasileira jamais seria a maioria religiosa e confessional no Brasil. Evidentemente que não foi uma afirmação leviana. Ele sustentou a sua tese com a clareza, didática e fundamento próprios de um docente.

Nesta semana, o subsídio São Paulo da Revista Isto É traz uma reportagem de capa interessante sobre a diversidade da religiosidade brasileira constatada no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O pluralismo chegou para ficar, é um grande desafio e também uma oportunidade para a missão integral e relevante da Igreja. A revista apresenta alguns dados surpreendentes:

1º – O Islã recebe novos adeptos a cada dia, as mesquitas e as comunidades islâmicas de muitos lugares no Brasil já possuem 85% de membros “nativos” convertidos, de brasileiros que aderiram à nova fé.

2º – Hoje, no Brasil, algo em torno de 4 milhões de nascidos em berços evangélicos se declaram crentes não praticantes e outros tantos se declaram cristãos, mas não querem nenhum envolvimento com Igreja ou Comunidade de fé.

3º – A migração entre neopentecostais e pentecostais, e a insustentável infidelidade dos membros a estas expressões cristãs, começam a apresentar sinais de saturação manifestados em dois movimentos excludentes entre si:

a) Muitos pentecostais e neopentecostais começam a procurar guarida nas Igrejas históricas e mais alinhadas com a Reforma Protestante: Presbiterianas, Metodistas, Batistas etc. O que as atrai é o estudo diligente das Escrituras, a ética, a moral e os valores do Reino difundidos e defendidos por estas instituições.

b) O outro fenômeno, surpreendente para dizer o mínimo, é que muitos egressos do ramo neopentecostal passam a freqüentar a umbanda e o candomblé, exatamente pelas muitas semelhanças cúlticas como transes, gritos e grunhidos, possessões, busca de soluções mágicas, usos de objetos sagrados e por aí vai.

4º – Os sem religião e sem Deus também já figuram entre os grupos de destaque nas pesquisas. Mas será que Deus comissionou a Igreja para esta tarefa tão difícil sem aparelhá-la com os devidos instrumentos? Evidentemente que não. Além dos dons espirituais e a própria presença e ministério do Espírito Santo e as Escrituras, o Senhor indicou também estratégias para que a Igreja desempenhasse com êxito a sua missão e dentre estas estratégias podemos destacar o imprescindível e permanente mandato do discipulado.

O grande êxito alcançado pela Igreja Primitiva e Antiga deveu-se ao grande investimento feito no discipulado pessoal e comunitário dos novos convertidos e das novas lideranças. Na Igreja Antiga o Catecumanato, com suas catequeses, escrutíneos e provas num processo formativo nunca inferior a três anos, era o grande divisor de águas entre os membros da Igreja e os pagãos. Depois havia ainda as didascalias, verdadeiros centros de treinamentos para a vida cristã. São famosas as escolas de Alexandria, Constantinopla, Roma, Lião, Antioquia e Cartago.

Com o advento dos acontecimentos de 313, 325 e 375, quando a Igreja é oficializada no Império Romano e depois estatizada pelo Imperador, as massas agora entram na Igreja sem o devido discipulado, recebem apenas os sacramentos sem nenhuma instrução (são sacramentalizados, mas não cristianizados) e rapidamente as deteriorações moral, espiritual e ética corrompem a Igreja a tal ponto de os cristãos comprometerem a sua mensagem, doutrina e liturgia. Como efeito, progressivamente a Igreja foi sendo deformada no século XVI.

É bem verdade que Deus nunca deixou a sua Igreja desprovida de grandes líderes que continuaram apostando no discipulado formal e sistemático para preservar exatamente a herança dos santos: Ambrósio, Cipriano, João Crisóstomo, Agostinho, Irineu, Justino, Cirilo de Alexandria etc. A Reforma protestante foi, sem dúvida, uma volta ao discipulado e a instrução bíblica para a vida. Os catecismos de Lutero, Calvino, Bullinger e outros provam isto.

Na semana que vem continuaremos a refletir sobre o lugar, a natureza e a necessidade do discipulado, personalizado e em pequenos grupos para a formação de cristãos autênticos e maduros e o surgimento de uma Igreja relevante e cheia de poder.

__________
Luiz Fernando dos Santos, 41 anos, é casado e tem uma filha de 9 anos. É pastor da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP).

Fonte: ULTIMATO

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Este artigo terá uma segunda parte a ser publicada ainda nesta semana na Revista ULTIMATO.

 
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Publicado por em 04/09/2011 em POIMENIA

 

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Deuses ajudam em ensaio de ritual da tocha olímpica em Olímpia

Por Ingrid Melander

OLÍMPIA, Grécia (Reuters) – Sacerdotisas orando ao deus grego Apolo sob o brilho do sol ensaiaram nesta quarta-feira na cidade de Olímpia para a cerimônia de acendimento da tocha olímpica para os Jogos de Inverno de 2010 em Vancouver, no Canadá.

A tranquilidade do evento contrastou com os protestos vistos em 2008 quando ativistas dos direitos humanos atrapalharam um evento relacionado às Olimpíadas de Pequim no local do antigo estádio olímpico, na Grécia.

Essas ações desencadearam um leva de protestos que seguiram a tocha em sua jornada de revezamento pelo mundo até a China. Os organizadores esperam alguns protestos para os Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, entre 12 e 28 de fevereiro, com temas como liberdades civis e o uso do que alguns chamam de “terra de nativo americano”.

Contudo, o ensaio para a cerimônia de quinta-feira ocorreu sem distúrbios, com turistas assistindo tudo pacificamente enquanto atrizes gregas vestidas como sacerdotisas acenderam a tocha com um espelho côncavo refletindo os raios do sol.

“Estou confiante de que será um grande evento amanhã, especialmente se os deuses do tempo estiverem a nosso favor”, disse o diretor do revezamento da tocha, Jim Richards, à repórteres depois do ensaio. “É realmente o início do Jogos”.

A cerimônia de quinta-feira será o ponto de partida para um revezamento de oito dias com a tocha por 2.000 quilômetros pela Grécia antes da tocha ser dada aos organizadores canadenses no estádio Panathinaiko de Atenas, que sediou os primeiros Jogos Olímpicos, em 1896.

Fonte: UOL

 
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Publicado por em 21/10/2009 em POIMENIA

 

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Índia nega transferência de restos de Madre Teresa para a Albânia

Madre Teresa (arquivo)

A Índia rejeitou uma exigência do governo da Albânia de que autorizasse a transferência ao país europeu dos restos de Madre Teresa, que estão na cidade indiana de Calcutá.

Madre Teresa, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979, tinha cidadania indiana, mas nasceu em Skopje, capital da Macedônia, e era de etnia albanesa.

“Madre Teresa era uma cidadã indiana e ela descansa em seu próprio país, sua própria terra”, afirmou Vishnu Prakash, porta-voz do Ministério do Exterior indiano.

Uma porta-voz das freiras da Ordem das Missionárias da Caridade, fundada por ela em 1950, descreveu a exigência albanesa como um “absurdo”.

“Aprovamos a decisão do governo indiano. Madre Teresa é Calcutá, ela é a Índia. É um absurdo a Albânia esperar pelos restos dela”, disse à BBC Sunita Kumar.

Correspondentes afirmam que a polêmica em torno dos restos de Madre Teresa pode se transformar em uma disputa entre três países: a Índia, onde ela trabalhou a maior parte de sua vida; Albânia, de onde vieram os pais de Madre Teresa, e Macedônia, onde ela passou os primeiros 18 anos de sua vida.

A disputa deve ficar ainda mais acirrada em agosto de 2010, o 100º aniversário de nascimento de Madre Teresa. Muitos analistas esperam que ela seja canonizada e transformada em santa.

Em comentários divulgados durante o final de semana, o primeiro-ministro albanês Sali Berisha afirmou que seu governo vai intensificar os esforços para recuperar os restos de Madre Teresa antes de seu 100º aniversário.

Peregrinação

Depois de sua morte, em setembro de 1997, Madre Teresa foi enterrada na sede da Ordem das Missionárias da Caridade, em Calcutá, que se transformou em um local de peregrinação.

A freira, que era conhecida como “Santa das Sarjetas” devido ao seu trabalho junto aos mais pobres da cidade de Calcutá, recebeu a cidadania indiana em 1951.

Nascida com o nome de Agnes Gonxhe Bojaxhiu em 1910, Madre Teresa chegou à Índia quando ainda era noviça em 1929 e se dedicou ao trabalho com os doentes e pobres.

Ela assumiu o nome de Teresa ao fazer seus votos como freira em 1931 e, em 1950, estabeleceu a ordem que gerencia lares que abrigam crianças abandonadas, idosos e portadores de doenças como Aids e hanseníase.

A Ordem das Missionárias da Caridade cresceu e atualmente conta com 3 mil freiras e 400 religiosos em 87 países, atendendo a pobres e doentes em favelas de 160 cidades.

Em 1979 Madre Teresa recebeu o Prêmio Nobel da Paz em nome dos desvalidos da sociedade. Ela pediu que o grande jantar de gala fosse cancelado e os lucros fossem doados para os pobres de Calcutá.

“Pelo meu sangue, sou albanesa. Pela cidadania, sou indiana. Pela fé, sou uma freira católica. Quanto à minha vocação, pertenço ao mundo”, disse Madre Teresa.

Ela foi beatificada pelo papa João Paulo 2º em 2003, o primeiro passo para ser transformada em santa. A beatificação foi em tempo recorde para a era moderna.

Fonte: ZUGNO

 
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Publicado por em 18/10/2009 em POIMENIA

 

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