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Consumo de açúcar deve ser controlado assim como álcool e tabaco

Relatório concluiu que danos provocados pelo excesso de açúcar são tão graves quanto os causados por bebida alcoólica e cigarro

Açúcar: relatório americano defende que açúcar seja controlado tanto quanto álcool e tabaco

Açúcar: relatório americano defende que açúcar seja controlado tanto quanto álcool e tabaco (ThinkStock)

Segundo artigo publicado nesta quinta-feira na conceituada revista Nature, o açúcar deve ser controlado da mesma maneira que o álcool e o tabaco como forma de proteger a saúde pública. O relatório, feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, considerou que os prejuízos provocados pelo consumo exagerado do açúcar estão contribuindo para a pandemia global que se tornou a obesidade e, consequentemente, para o aumento da mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis.

 

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DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS
São doenças como as cardiovasculares, respiratórias crônicas e o diabetes, que têm como fatores de risco comportamentos modificáveis ou não. Tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, obesidade e maus hábitos alimentares são alguns dos fatores de risco modificáveis. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essas doenças são responsáveis por 58.5% das mortes mundiais e por 45.9% da carga global de doenças. No Brasil, essa tendência não é diferente: dados do Ministério da Saúde mostram que essas doenças são responsáveis por 75% da receita do Sistema Único de Saúde (SUS).

OBESIDADE
A obesidade é a quinta causa de morte mais comum no mundo, segundo a OMS. Ela atinge cerca de 500 milhões de adultos e 170 milhões de crianças ao redor do mundo. No Brasil, de acordo com dados da Vigilância de Doenças Crônicas (Vigitel) de 2010, 14.4% dos homens e 15.5% das mulheres têm obesidade.

Os dados do relatório revelam que o consumo mundial de açúcar triplicou nos últimos 50 anos e que esse quadro é um dos grandes responsáveis pelo aumento do número de obesos. Mas, segundo os pesquisadores, a obesidade pode ser um marcador para os danos provocados pelos efeitos tóxicos do açúcar, o que ajudaria a explicar o porquê de 40% das pessoas com síndrome metabólica, que pode levar ao diabetes, a doenças cardíacas e ao câncer, não serem clinicamente obesas.

Calorias e toxidade- Os cientistas que desenvolveram o estudo formaram um grupo interdisciplinar composto por especialistas em endocrinologia, saúde pública e sociologia. Segundo os pesquisadores, os prejuízos do açúcar vão além do excesso de calorias e do ganho de peso. Se consumido em grande quantidade, o que não é incomum principalmente nos países ocidentais, ele pode alterar o metabolismo do indivíduo, aumentando sua pressão arterial, interferindo no funcionamento dos hormônios e provocando danos significativos ao fígado. Esses problemas de saúde, de acordo com o relatório, são semelhantes aos provocados pelo excesso de álcool.

“Assim como existem gorduras boas e más, há calorias boas e ruins. O açúcar, além de calórico, é tóxico. Mas, enquanto as pessoas o considerarem apenas como ‘caloria vazia’, não haverá resolução dos problemas vindos do seu excesso de consumo”, afirma Robert Lustig, professor da UCSF e um dos autores do estudo. “Porém, mudar padrões como esse é muito complicado”.

Formas de controle- Os autores do relatório ainda chamam a atenção para o fato de que medidas individuais de redução de açúcar não são suficientes para que o problema acabe. Eles defendem que soluções ambientais e sociais, assim como as que foram tomadas em relação ao álcool e ao tabaco, são fundamentais. Medidas como cobrança de impostos sobre vendas, controle do acesso e maiores exigências em relação ao licenciamento de lugares que vendem alimentos com alto teor de açúcar em escolas, por exemplo, são algumas das sugeridas pelo documento.

“Não estamos falando de proibição e nem defendendo uma imposição maior do governo na vida das pessoas”, afirma Laura Schmidt, professora da UCSF e outra autora do estudo. “Nós estamos considerando maneiras suaves para tornar o consumo de açúcar um pouco menos conveniente. O que buscamos é aumentar as opções e o acesso a alimentos que não sejam tão carregados em açúcar”, diz a professora.

Fonte: VEJA

As igrejas deveriam olhar com mais cuidado e maior preocupação para as intermináveis festinhas e recepções nas quais a membresia se entope de refrigerantes e de bolos e doces ou tortas. É preciso voltar a insistir numa vida de temperança e de moderação.

 
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Publicado por em 03/02/2012 em POIMENIA

 

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Idosa britânica tatua aviso no peito para que não a ressuscitem

Uma aposentada britânica de 81 anos tatuou no peito a mensagem “Do Not Ressucitate” (Não Ressuscite) para garantir que ninguém preste socorro caso ela adoeça e precise de ajuda para recuperar as funções vitais.

BBC
Britânica de 81 anos tatua no peito aviso para que não a ressuscitem
Britânica de 81 anos tatua no peito aviso para que não a ressuscitem

Para garantir que sua mensagem será lida, Jay Tomkins também tatuou nas costas as iniciais “P.T.O.” (para Please Turn Over, ou Por Favor Vire) acompanhadas de uma seta.

A ex-secretária afirmou que não consegue se imaginar “fazendo a cama e lavando roupa por mais 20 anos”.

Ela se diz satisfeita com sua vida, mas afirma que também estaria “igualmente feliz” se simplesmente não acordasse de manhã.

SEM DESCULPAS

Tomkins diz não sofrer de nenhuma doença séria além de diabetes, mas afirma que a tatuagem significa que não vai haver “desculpas” para erros.

“A tatuagem é imediata… não há desculpas para não saber o que eu pensava”, observa.

Para ela, sua decisão de não ser ressuscitada poderá “economizar dinheiro” do sistema público de saúde.

“Se me encontrarem caída no chão e eu não puder dizer nada, quero que aceitem isso”, diz Tomkins. “Tenho 81 anos e não preciso viver mais. O que eu faria com o terrível pensamento de chegar até os 100 anos? Eu odeio isso”, comenta.

Ela conta que sua sogra viveu até os 106 anos, mas que “nos últimos seis anos de sua vida ela estaria muito melhor morta”. “Ela estava péssima”, diz.

SEM VIGOR

A aposentada afirma que, aos 81 anos, não tem mais vigor para aproveitar seus passatempos preferidos, como tocar piano e cuidar do jardim.

“Tive 80 anos bons e interessantes, com casamento, filhos, netos e muitos amigos. Fico bem feliz ao acordar de manhã, mas se não acordasse estaria tão feliz quanto”, afirma.

Segundo Tomkins, seus dois filhos e seis netos sabem de sua decisão, mas não a questionam.

Apesar da clareza do desejo expresso por ela, porém, a tatuagem pode não ser uma garantia de que ele será respeitado.

Segundo Anna Smajdor, professora de ética médica da Universidade de East Anglia, no leste do Reino Unido, a tatuagem pode passar “uma mensagem muito clara”, mas sozinha não garante que o desejo será cumprido, porque “não tem validade legal”.

Fonte: FOLHA

 
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Publicado por em 08/09/2011 em POIMENIA

 

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