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Uma união para tornar a velhice mais fácil

The New York Times

Elizabeth PopeReunião da Caring Collaborative em Nova York. Voluntárias do grupo ajudam-se mutuamente em cuidados não emergenciais como visita a hospitais e companhia em consultas médicas

  • Reunião da Caring Collaborative em Nova York. Voluntárias do grupo ajudam-se mutuamente em cuidados não emergenciais como visita a hospitais e companhia em consultas médicas

Em meados do ano passado, Shoya Zichy estava indo deixar medicamentos na casa de uma amiga quando tropeçou e deslocou seu cotovelo em Manhattan.Enquanto Zichy estava caída impotente na calçada, Pam Ramsden chegou para visitar a mesma mulher, que se recuperava de um acidente de trânsito.

“Eu não podia deixar Shoya ir sozinha ao hospital, então entrei na ambulância com ela”, disse Ramsden. “Eu nunca vi ninguém sentindo tanta dor.”

Ramsden, 67 anos, passou as dez horas seguintes no pronto-socorro com Zichy e a acompanhou de táxi até a casa dela à 1 hora da manhã.

“Eu fiquei muito grata pela presença dela, porque eu estava em choque e incapaz de fazer algo”, disse Zichy, uma planejadora de carreira corporativa sexagenária.

As duas mulheres já tinham se encontrado uma vez antes; ambas são integrantes da Caring Collaborative, um programa que oferece assistência voluntária para mulheres com problemas de saúde. Iniciado em 2008 pela Transition Network, grupo sem fins lucrativos com sede em Nova York para trabalhadoras aposentadas ou próximas da aposentadoria, as 200 voluntárias do programa fornecem às integrantes da rede, que pagam uma pequena taxa, cuidados de curto prazo não emergenciais, como cuidados com animais de estimação, refeição, entrega de medicamentos prescritos por médicos, visitas a hospitais e companhia em consultas médicas. A rede não é organizada para ajudar idosos frágeis ou para fornecer atendimento de longo prazo.

As integrantes da Caring Collaborative também se reúnem em grupos de bairro, organizados pelo CEP, para discussões confidenciais sobre médicos, hospitais e procedimentos cirúrgicos. O programa piloto disponível apenas na cidade de Nova York, está sendo considerado por algumas das 14 divisões da rede em todo o país.

Naquela noite, Ramsden fez bem mais do que o habitual, como levar o cachorro para passear ou acompanhar até em casa a paciente de um exame de colonoscopia. Ela cobrou os médicos, pressionou por mais analgésicos e tentou distrair Zichy, que passou horas sem água e sem comida em uma maca no corredor.

“Eu não consigo me imaginar sozinha na situação dela”, disse Ramsden, recentemente aposentada de um cargo administrativo  no Centro da Igreja Episcopal.

Abordagens inovadoras para administrar algumas das dificuldades do envelhecimento estão surgindo por todo os Estados Unidos, frequentemente por iniciativa de mulheres que querem permanecer independentes… CONTINUA

Fonte: UOL

 
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Publicado por em 17/09/2011 em POIMENIA

 

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‘Estou numa boa, toco meu piano, viajo, ando no mato’

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

“Nunca pensei nisso, se fiquei mais feliz com a idade. Em qualquer época você pode ser muito feliz, infeliz ou mais ou menos.

Eu sou muito feliz, graças a Deus. Meu marido é muito gente boa, tenho filhos muitos legais, realizei o que queria na profissão.

Eduardo Knapp/Folhapress
Letícia Costa, que tem aula de música todo dia, na sala de sua casa, em São Paulo
Letícia Costa, 84, que tem aula de música todo dia, na sala de sua casa, em São Paulo

Eu me aposentei em 1975 ou 76 e continuei trabalhando. Quando não me deixaram mais [continuar no emprego], continuei fazendo outra coisa que já fazia: tradução e versão, do inglês e do espanhol.

Agora estou numa boa, faço minha ginástica, toco meu piano, faço excursões com o pessoal mais jovem.

Adoro viajar. Meu marido não gosta, mas me dá todo apoio. Então eu viajo sozinha, quer dizer, me encaixo em grupos, conheço gente nova.

Gosto mais das viagens ecológicas, andar no mato. Saio de manhã de mochila nas costas e passo o dia inteiro caminhando.

Há muito tempo faço as mesmas coisas: leituras, caminhadas, cinema, viagens, ginástica, música. Estudo piano todo dia. Que mais? Chega, não está bom?”

Letícia Costa, 84

Fonte: FOLHA

 
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Publicado por em 14/09/2011 em POIMENIA

 

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‘Meu tempo não é aquele que passou, meu tempo é hoje’

JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

“Sempre fui alegre e otimista, mesmo com as dificuldades. Já tive épocas mais tristes, sim. Todos temos fases de grama murchinha.

Em 82, perdi meu marido e percebi o quanto faz falta uma companhia. Tive que reaprender a ficar sozinha e a procurar a companhia de pessoas, mas sem atrapalhar.

Eduardo Knapp/Folhapress
A estudante Maria Lango na sala de aula da Universidade Metodista
A estudante Maria Lango, 91, na sala de aula da Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo

Sou feliz. Só posso ser feliz. Tenho apoio da família em todos os sentidos e posso ir aonde eu quero e posso.

A maturidade faz com que a gente entenda melhor a vida e aprenda a se comunicar melhor com as pessoas, com mais gentileza. Você se dá conta de que aprende o tempo todo e que nem sempre pode fazer o que quer.

Minha saúde é boa, tirando a ferrugem. Muitas dores existem, nem todas têm remédio. Não estou sempre de bom humor, mas a maioria das vezes, sim.

A época vai mudando e temos que nos adaptar. Meu tempo não é aquele que passou, meu tempo é hoje, eu tenho o hoje.

Tenho planos. Quero estar sempre de bem com a minha família e continuar convivendo com outras pessoas para aprender novos assuntos.

Voltei a estudar em 2000. Faço cursos na universidade da terceira idade. As terças e quintas, quando tenho aulas, são esperadas. Estudo direitos da terceira idade, mídias digitais e teatro. Gosto de todas as aulas.”

Maria Lango, 91

Fonte: FOLHA

 
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Publicado por em 14/09/2011 em POIMENIA

 

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Bem-estar cresce à medida que envelhecemos, diz pesquisa

RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO

Não se trata de mera frescura: a ciência diz que existe, sim, a crise da meia-idade e que ela afeta homens e mulheres em todo o planeta.

Resultados de pesquisas em vários países, na última década, têm mostrado que essa fase bate em média entre 40 e 50 anos, mas varia muito de acordo com a região.

Mas um dado novo, curioso e surpreendente indica que a crise é só o fundo do poço. Depois de atingir o ponto mais baixo de “bem-estar” (alguns pesquisadores chamam mesmo de “felicidade”), a pessoa dá a volta por cima e vai ficando mais feliz por quase todo o resto da vida.

É estranho, pois o senso comum indicaria que a felicidade tende a diminuir a cada velinha no bolo de aniversário.

Os gráficos ligando satisfação pessoal e idade mostram uma curva em “U”. A felicidade começa alta, vai caindo até chegar à base da letra e volta a subir com a idade.

Os números variam muito, porém. Em uma pesquisa, a meia-idade chega aos 50 para americanos; em outra, aos 44,5. Os brasileiros atingem a crise aos 46,7, para um estudo, e, para outro, aos 36,5. Na Ucrânia, o mal-estar máximo chega aos 62,1 anos.

“Essa diversidade vem das amostras pequenas nesses países. O número varia menos em grandes amostras”, diz um dos autores do estudo da curva do “U” do bem-estar, o economista Andrew J. Oswald, da Universidade de Warwick, Reino Unido. [LEIA +]

Fonte: FOLHA

 
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Publicado por em 14/09/2011 em POIMENIA

 

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Melhor idade, feliz idade, terceira idade

Mulher de 70 anos trabalha quebrando pedras em Silig, India

Fonte: UOL

 
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Publicado por em 02/11/2009 em POIMENIA

 

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