RSS

Arquivo da tag: tecnologia

Aparelho que liquefaz cadáveres será usado comercialmente nos EUA

Um aparelho que transforma cadáveres em líquido começará a ser operado comercialmente nas próximas semanas na Flórida, Estados Unidos. Criado pela companhia Resomation Ltda, com sede na cidade escocesa de Glasgow, o aparelho está sendo comercializado como uma alternativa ecológica para a cremação.

A máquina, batizada de Resomator, foi instalada na funerária Anderson-McQueen, na cidade de St. Petersburg, na Flórida. Segundo a funerária, o aparelho deve começar a ser usado nas próximas semanas.

A tecnologia teve de receber aprovação de legisladores na Flórida. Até agora, sete Estados americanos aprovaram o uso o método. Há expectativas de que outras unidades entrem em funcionamento em breve em outras cidades nos Estados Unidos e também no Canadá e Europa.

Consciência ecológica
O fabricante diz que o método – que, em linhas gerais, dissolve o cadáver em água quente alcalinizada – produz menos gases associados ao efeito estufa do que a cremação, usa um sétimo da energia e permite a retirada de metais poluentes (como aqueles contidos nas obturações dentárias), evitando que eles venham a contaminar o meio ambiente. 

Obturações dentárias queimadas em crematórios seriam responsáveis, na Grã-Bretanha, por 16% das emissões de mercúrio do país. Por conta disso, as empresas do setor estão instalando sistemas de filtragem para tentar alcançar metas de emissão. “(O método) Resomation foi desenvolvido em resposta à crescente preocupação do público com o meio ambiente”, disse o fundador da empresa, Sandy Sullivan, à BBC.

“Ele oferece aquela terceira opção, que permite às pessoas expressar suas preocupações de forma positiva e, eu acho, pessoal”, completa.

O método envolve a imersão do corpo em uma solução de água e hidróxido de potássio. A solução é pressurizada e aquecida a 180ºC durante no máximo três horas. Todos os tecidos do cadáver são dissolvidos e o líquido é despejado no sistema de esgotos.

Sullivan, formado em bioquímica, disse que testes provaram que o líquido resultante é estéril e não contém DNA. Segundo ele, não há riscos para o meio ambiente.

Após a retirada do líquido, os ossos são colocados em uma outra máquina – usada em crematórios convencionais para esmagar fragmentos de osso e transformá-los em cinzas após a cremação. Nessa fase do processo, mercúrio e outros metais são recuperados.

Promession
Outro método que também se propõe a oferecer uma alternativa ecológica para a disposição de cadáveres é o chamado Promession, criado pela bióloga sueca Susanne Wiigh-Masak. Nele, o corpo é congelado a -18ºC, depois imerso em nitrogênio líquido a -196ºC e chacoalhado até que se despedace.

Quaisquer metais presentes no cadáver, como obturações dentárias ou próteses, são extraídos e reciclados. Restos orgânicos são jogados na terra, dando continuidade ao ciclo da vida. O método Promession já está disponível na Grã-Bretanha.

Fonte: TERRA

 
Comentários desativados em Aparelho que liquefaz cadáveres será usado comercialmente nos EUA

Publicado por em 30/08/2011 em POIMENIA

 

Tags: , ,

Querendo ser Deus?

Por Leonardo Boff*

Rose Marie Muraro é uma mulher impossível. Com extrema limitação de vista e de saúde escreveu 35 livros e editou cerca de outros 1600. Foi pioneira do feminismo brasileiro. Seu estudo sobre a sexualidade da mulher brasileira, publicado pela Vozes de Petrópolis se transformou num clássico seja pela metodologia seja pelas categorias de análise.

Formada em física, sempre se preocupou com a tecnologia e sua incidência no destino humano. Agora, no avançado dos anos e após muitas pesquisas e manejando mole imensa de fontes, informações e autores nos entrega um livro-síntese com o titulo Os avanços tecnológicos e o futuro da humanidade: querendo ser Deus? É uma publicação da Editora Vozes de Petrópolis da qual foi por 17 anos diretora editorial.

O subtítulo ‘Querendo ser Deus?’ define a perspectiva de sua análise e ao mesmo tempo faz ecoar uma denúncia contra o tipo de ciência e de tecnologia dominantes na história. Na verdade, faz um soberano rastreamento histórico da tecnologia desde os alvores da humanidade quando há mais de dois milhões de anos surgiu o homo faber, aquele que, por primeiro, utilizou o instrumento para se impor à natureza, passando pelos vários períodos históricos com suas respectivas revoluções até chegar aos tempos contemporâneos da engenharia genética, da robótica, da nanotecnologia, da biologia sintética para culminar na fusão entre homem e máquina.

O que Rose nos mostra, ao longo de seu livro, é o calvário da Terra e a lenta e progressiva crucificação da vida e da natureza através do poder da tecnociência, posta a serviço da vontade de poder na sua concretização mais crua e cruel no capital/dinheiro.

Mas nem sempre foi assim. Primitivamente o saber e a técnica estavam a serviço da solidariedade e da partilha, atendendo as demandas humanas e aliviando o peso da vida. Mas do momento em que surgiu a moeda e ela se fez a mediação exclusiva para todas as trocas e se transformou ela mesma em mercadoria com preço (juros) se produz uma perversa revolução. Passa-se da cooperação para a competição, do cuidado para a agressividade. O que vige então é o ganha/perde e não o ganha/ganha. A sociedade é conflitiva com exércitos, muitas guerras e grandes mortandades.

Os senhores do dinheiro sujeitam a si as pessoas, controlam a sociedade e decidem que saber e que técnica cabe desenvolver para reforçar seu poder. Não se produz para a vida mas para o mercado. Não se inventa para a sociedade mas para o lucro.

O atual projeto da tecnociência acelerou enormemente a história. Em cem anos a humanidade caminhou mais do que nos dois milhões de anos anteriores. Esta velocidade estonteou a mente e está gerando uma verdadeira mutação humana, somente comparável àquela ocorrida na evolução biológica multimilenar. Cientistas projetam introduzir nanopartículas na corrente sanguínea do cérebro para gestar uma inteligência supra-humana.

Emergiria assim um híbrido de ser humano e máquina, bifurcando a humanidade entre os melhorados e os não melhorados.

É contra esse intento que se insurge Rose Marie Muraro, pois ele configura suprema arrogância e atualização da antiga tentação bíblica do sereis como Deus.

O ser humano, por mais que queira, jamais superará os limites de sua natureza. Só uma ciência com consciência, servirá à vida e garantirá o futuro da Terra. A autora propugna por moedas complementares, por um consumo compassivo e reciclável, por uma revolução radical de dentro para fora e de baixo para cima, no jogo do ganha/ganha, como forma de sair com êxito do cipoal em que nos enredamos. A frase final de seu brilhante livro é esperançadora: “Quando desistirmos de ser deuses poderemos ser plenamente humanos, o que ainda não sabemos o que é mas que intuímos desde sempre”.

[Autor, em parceria com Rose Marie Muraro, Feminino/Masculino: uma nova consciência para o encontro das diferenças, Sextante 2002].

* Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor.
(Envolverde/O autor)

Fonte: ENVOLVERDE

 
Comentários desativados em Querendo ser Deus?

Publicado por em 24/10/2009 em POIMENIA

 

Tags: , , , ,

Redes sociais podem ajudar a reunir as famílias

A tecnologia que afasta é (quase) a mesma que reúne
Preocupados com o distanciamento físico entre as pessoas, causado pelos relacionamentos virtuais, pesquisadores europeus estão desenvolvendo um conjunto de novas tecnologias para unir as pessoas. [Imagem: TA2 Project]
//
//

Preocupados com o distanciamento físico entre as pessoas, causado pelos relacionamentos virtuais, pesquisadores europeus estão desenvolvendo um conjunto de novas tecnologias cujo objetivo principal é melhorar a forma como as pessoas desenvolvem e mantêm seus relacionamentos interpessoais.

O nome do projeto é sugestivo: TA2, para representar o binômio Together Anywhere, Together Anytime – Juntos em qualquer lugar, juntos a qualquer momento.

Melhorar a comunicação em família

Embora o advento das modernas tecnologias de comunicação tenha permitido às pessoas realizar várias tarefas com facilidade e sem gastar muita energia, esta mesma tecnologia é muitas vezes apontada como a grande responsável pela redução do tempo que as pessoas gastam umas com as outras.

Por exemplo, em vez de um contato direto, pessoal, os adolescentes geralmente preferem ficar em casa jogando videogames, e uma mensagem de texto pelo celular pode substituir um encontro.

Os pesquisadores do projeto TA2 estão determinados a mudar esta tendência usando a própria tecnologia. Para isto, eles estão estudando como a tecnologia pode servir de apoio à comunicação entre grupos de pessoas, mais do que entre pessoas individuais.

O objetivo é criar tecnologias que ajudem as pessoas a cultivar e manter relacionamentos entre famílias.

Sem nostalgia

Em vez de defender um retorno nostálgico ao passado, os pesquisadores partem do princípio de que a realidade é que as pessoas estão em movimento constante, seja no carro, no trem ou em um avião. Para reuni-las, serão criadas salas virtuais para onde os grupos com interesses comuns – ou as famílias – poderão se dirigir facilmente, de qualquer loca, e com absoluta privacidade.

O primeiro protótipo foi demonstrado por pesquisadores do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, durante a feira Consumer Electronics Unlimited, quando foram realizadas várias sessões de jogos em que os jogadores competiam uns contra os outros através da Internet. Em vez de afastar, o acesso ao jogo vai dar às pessoas a chance de “estarem” com seus amigos e com a família, apesar da distância.

Super codec

Os pesquisadores alemães também desenvolveram o mecanismo de áudio para o TA2, formado por componentes mutuamente ajustados que aumentam a qualidade do som e a clareza das transmissões de vídeo e teleconferências. De acordo com o pesquisadores, o seu codec de áudio MPEG Enhanced Low Delay AAC melhora o som, garantindo qualidade de alta-fidelidade, com retardo mínimo, mesmo com taxas de transferência muito baixas.

A tecnologia dispensa o uso de fones de ouvido, dando maior mobilidade aos usuários. E, graças ao sofisticado processamento de sinais, os usuários têm a sensação de estarem muito mais próximos uns dos outros do que realmente estão. Quando totalmente desenvolvido, o sistema será integrado em TVs e aparelhos de som comuns.

O projeto TA2 deverá conter todos os sensores avançados e o suporte necessário de tecnologia da informação para otimizar a atividade conjunta das pessoas, mas com atenção à privacidade total dos grupos familiares.

Pesos pesados

O consórcio é formado por seis indústrias e sete universidades e institutos de pesquisas. Os parceiros incluem Alcatel-Lucent Bell NV, na Bélgica, Philips na Holanda, IDIAP Research Institute, na Suíça e Goldsmiths e Universidade de Londres, no Reino Unido.

O trabalho deverá durar até 2012 e consumirá recursos de 12,8 milhões de euros.

Fonte: A tecnologia que afasta é (quase) a mesma que reúne

 
Comentários desativados em Redes sociais podem ajudar a reunir as famílias

Publicado por em 23/10/2009 em POIMENIA

 

Tags: , , ,

Twitter se convierte en aliado de pastores

El “Tweeting” está sirviendo de bendición para los pastores durante los servicios religiosos.
HOUSTON, TEXAS. El uso de la mensajería en tiempo real (Twitter) como herramienta en la iglesia está ganando fuerza a nivel nacional. Conscientes de esta realidad, varios pastores en Houston se han dado a la tarea de hacer que sus iglesias sean más […]

twitter-bird-logoEl “Tweeting” está sirviendo de bendición para los pastores durante los servicios religiosos.

HOUSTON, TEXAS. El uso de la mensajería en tiempo real (Twitter) como herramienta en la iglesia está ganando fuerza a nivel nacional. Conscientes de esta realidad, varios pastores en Houston se han dado a la tarea de hacer que sus iglesias sean más interactivas, logrando así alcanzar a los jóvenes a los cuales esta idea le resulta muy atractiva.

El pastor Kerry Shook y su congregación (no denominacional) de Woodlands Church en Houston, Texas, han abrazado Twitter como una manera de atraer a más jóvenes a su grupo demográfico y hacer que los servicios sean más interactivos.

Según el Houston Chronicle, una vez que el culto del domingo por la noche comienza, el Pastor Kerry Shook apaga su propio iPhone e invita a los feligreses —un grupo de alrededor 250 personas—  a sacar sus teléfonos celulares e iniciar twitter. Los mensajes generados a través de Twiter, conocidos como “tweets” son revisados por personal de la iglesia, y durante la predica, estos van apareciendo  en una pantalla grande colocada detrás del pastor.

El pastor ignora todos los mensajes hasta que termina de hablar, y es entonces cuando les echa un vistazo y contesta las preguntas seleccionadas por el equipo de backstage.

Para garantizar que los miembros de la iglesia mantengan un tiempo de silencio de meditción y recogimiento espiritual, el servicio sigue incluyendo la comunión y la oración.

kerryPastor Kerry (Photo: The Chronicle)

Shook admite que cuando alguien le sugirió por primera vez utilizar Twitter durante el servicio, le preocupaba que nadie le prestara atención.  Pero eso no ha sucedido. En cambio, según él, resultó ser una manera de hacer que los miembros se sientan parte del mensaje.

Woodlands Church inició recientemente un nuevo servicio para fomentar entre los feligreses la idea de enviar sus pensamientos, reflexiones y preguntas en un fragmento de texto de 140 letras o menos a través de Twitter, la popular red social de microblogging.

Glenn Shuck, un profesor en el departamento de religión en el Williams College en Massachusetts, cree que es probable que esta tendencia aumente más entre las iglesias emergentes que entre las congregaciones tradicionales. Por otro lado, considera  que tanto en una iglesia católica como una de iglesia protestante tradicional, esta práctica sería vista como una interrupción.

Aunque la práctica del uso de Twitter resulte irreverente, lo cierto es que permite a los feligreses tener mucha más participación en lo que podría llamarse “hacer iglesia”.

¿Elemento de edificación o distracción?
A pesar de todo lo que está logrando la práctica de Twitter, algunos dicen que el “tweeting” los distraen, no sólo para los fieles compañeros, pero para aquellos que están escribiendo sus tweets (mensajes), también. Estos son los que opinan que es más productivo, centrarse en el mensaje.

Craig Hayes, el fundador y pastor de la iglesia cristiana sin denominación Puesto Fronterizo en Fresno, por su parte, considera el servicio de adoración como un tiempo sagrado para la introspección y el enfoque.  Por lo tanto, considera que si dos personas hablan al mismo tiempo, alguien no está escuchando. Para él es imposible hacer dos cosas a la vez y esperar que no se pierda algo.

Sin embargo, él entiende que en esta era de los medios de comunicación social, las organizaciones están buscando nuevas maneras de incorporar redes en línea. Así que también alienta a los miembros a aprovechar a Twitter con esos fines, pero después que el servicio haya terminado.

Hayes reconoce que esta práctica es una buena manera de conectar una buena información a un grupo mayor de personas que normalmente no pueden ir a buscar ese tipo de información por su cuenta.

Uso variado

Las iglesias de Houston que utilizan Twitter lo hacen en una variedad de maneras.

En el centro de San Juan, el pastor Rudy Rasmus tweets (envía mensajes por Twitter) a 1.300 Twitterfollowers (seguidores de Twitter) muchos de los cuales no son necesariamente miembros de la iglesia Metodista Unida.  Rasmos considera que si vivimos en un mundo de “tweeting, Facebooking, myspacing”,  la iglesia que ignore esta realidad está literalmente disminuyendo la posibilidad de influir en la cultura actual.

Lo ve como una manera para que la iglesia pueda contactar a los que no asisten, pero podría quedar lo suficientemente intrigado por un Tweet (mensaje de texto) como para hacer una visita y, eventualmente, convertirse en miembro.

El pastor principal de la Iglesia, River Point, Patrick Kelley, por su parte, asegura que el “tweeting” durante el servicio le permite a él y a su congregación no denominacional hablar de una experiencia compartida, de una manera que no es perjudicial.

Kelley también alienta a los 3.500 miembros de la iglesia a enviar textos con preguntas a un número especial, de manera que así él y otros pastores puedan adaptar los sermones alrededor de ellas.

“En las iglesias grandes las personas tienden a ser tratadas como las masas”, dice Kelley. “Aquí todos importan, y por eso todo el mundo debería ser capaz de levantar la mano y decir, ‘Hey tengo una pregunta”. Se les permite prácticamente levantar la mano, y nos encanta eso “.

Fonte: CRISTIANOS Via: PAVABLOG

 
Comentários desativados em Twitter se convierte en aliado de pastores

Publicado por em 20/10/2009 em POIMENIA

 

Tags: , ,

Século XXI ainda tem legião de “desconectados” por opção

Rosângela Espinossi

Se você acha impossível viver sem celular, computador ou ter um milhão de amigos no Orkut ou no Facebook, saiba que existe muita gente que tem aversão a esses novos apelos tecnológicos. Sim, no fim da primeira década do século 21 existe uma legião de desconectados. Por opção. Parece impossível, mas não é, apesar dos números expressivos de celulares em solo nacional: 181.676.776. Ou seja, número igual a 95,82% da população. Fazem parte dos 4,18% restantes não apenas aqueles sem recursos econômicos para adquirir um aparelho, mas uma gama de “desplugados” que ninguém acreditaria que não tem sequer um celular ou uma conta de email.

Apesar de quase (disse quase) todos terem uma conta de email, manter distância de celulares é um ato deliberado por pessoas como o apresentador Ronnie Von, o professor Pasquale Cipro Neto, o superintendente da revista Caras Edgardo Martolio, e o professor e historiador de moda João Braga, cujo computador de casa é de 1998 e não funciona há anos.

Eles não fazem parte daquelas pessoas que, no Brasil, passam 82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia e de entretenimento tecnológico, que vão de computadores a celulares. Os dados são de recente pesquisa da consultoria Deloitte, que apontou ainda que os brasileiros gastam três vezes mais tempo por semana conectados à internet do que assistindo à TV. Dos 9 mil entrevistados, 1.022 moravam aqui, os demais eram americanos, japoneses, alemães e britânicos.

Os desconectados por opção também não correm perigo de terem crise de ansiedade à toa, como ocorre com 68% dos norte-americanos, quando estão distantes de seus computadores ou celulares, segundo estudo feito no ano passado pela empresa Solutions Research Group. Dos pesquisados, 80% afirmaram que sempre carregam o celular consigo e o deixam ligado. E, pior, 60% confessaram que usam o Blackberry até mesmo no banheiro.

Conclusão: achar esses pesquisados é tarefa fácil, afinal basta ligar no celular. Não foi o caso dessa reportagem, em que algumas perguntas foram mandadas por email e outras entrevistas foram feitas apenas quando o entrevistado deu retorno ao recado deixado na secretaria eletrônica do telefone fixo. Se alguns usam a internet em maior ou menor proporção, outros não chegam nem perto de tais tecnologias. A justificativa principal é não ficar escravizado ao aparelho ou ter de atender ligações fora de hora. “Não nego os benefícios da tecnologia, mas não quero ser escravo dela como todo mundo é”, afirmou o professor João Braga.

Outro ponto em comum é a falta de educação que o celular acabou incorporando no comportamento das pessoas. “Hoje, as pessoas são capazes de pedir licença durante um almoço para atender uma ligação ou passar e-mail. Isso é falta de educação”, disse o apresentador Ronnie Von. Da mesma opinião é o jornalista argentino Edgardo Martolio, da revista Caras. “Já almocei com pessoas que colocaram até três celulares sobre a mesa e atenderam a cinco ligações.” O professor Pasquale até tem um celular, mas não o usa há anos: é só para emergência. E agora se vê às voltas com um perfil falso no Twitter. “Não fui eu que criei.”

Gerações diferentes
“Acho que há espaço para diversos tipos de vida. Alguns, mais velhos, pré-internet, podem escolher ficar de fora desse mundo eletrônico. Mas certamente os novos, ou aqueles que precisam começar a marcar uma presença profissional e global (em termos de contatos e relacionamentos que se estendem por países) têm necessariamente de entrar nas novas tecnologias”, afirmou Virgílio Fernandes de Almeida, professor-titular do departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais.

Segundo ele, vivemos um processo de troca de gerações pré e pós-internet. “Os meninos/meninas abaixo de 22 anos nasceram depois da internet comercial (1986) e já no meio do boom de games e PCs. São naturalmente acostumados a isso. Fazem múltiplas tarefas ao mesmo tempo, o que faz parte dessa nova geração”, disse o professor. “Às vezes há exageros (atender celulares em lugares inadequados, cinema, consultório médico, dentro de um ônibus), mas acredito que o uso vai se ajustando e havendo também um processo de educação.”

Veja nos links acima o depoimento dos “desconectados” sobre suas decisões de não usarem celulares em todos os casos, e outras tecnologias em alguns.

Especial para Terra

Fonte: TERRA

hummm… ‘brasileiros gastam três vezes mais tempo por semana conectados à internet do que assistindo à TV’… ’82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia’…

 
Comentários desativados em Século XXI ainda tem legião de “desconectados” por opção

Publicado por em 14/10/2009 em POIMENIA

 

Tags: ,

Criador do site que “reza por você” admite que “infelizmente” não ora com frequência

Bárbara Paludeti
Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Arte UOLO Information Age Prayer é um sistema em que o computador reza por você no horário combinado

Com a correria do dia-a-dia, até os mais fervorosos fiéis ficam sem tempo de rezar ou mesmo esquecem. Em tempos de Twitter e Facebook, o computador pode ser um aliado para a prece diária. Para ninguém ficar com remorso porque deixou a oração de todos os dias passar, um norte-americano de Boston resolveu criar o Information Age Prayer – em tradução livre, Sistema de Oração na Era da Informação – algo como uma “prece eletrônica”.

Pelo site do serviço, o internauta se cadastra, vira assinante, paga uma taxa mensal, e o computador reza por ele. Se você, internauta, achou essa história curiosa, não foi o único. Por isso, o UOL Notícias foi atrás do criador do site para entender como isso funciona.

“O Information Age Prayer é um novo e excitante caminho de se comunicar com Deus”, explica o fundador James Mcarlos, 23, estudante de psicologia, em entrevista ao UOL Notícias. O idealizador do sistema admite que não reza com frequência e foi o primeiro a assinar o serviço.

Segundo Mcarlos, o site já recebeu visitas de pessoas de 168 países, ele ainda acrescenta que a maioria dos internautas brasileiros que acessam o site são de São Paulo. Das orações mais pedidas pelo sistema, 30% são para os filhos, 15% prece por ajuda financeira e 10% a Ave Maria.

Veja a entrevista que Mcarlos concedeu ao UOL Notícias:

UOL Notícias – Qual a sua religião?
James Mcarlos –
Sou espiritual, mas não pertenço a um grupo religioso em particular.

UOL Notícias – Como o serviço funciona? Você pode explicar?
Mcarlos –
O Information Age Prayer é um serviço de assinatura que usa um computador com capacidade de repetir as suas preces todo dia. Isso dá a satisfação de saber que as suas orações estão sempre sendo ditas, mesmo que você acorde atrasado ou as esqueça.

Nós usamos um sintetizador de voz no computador que imita a voz de uma pessoa como se ela estivesse rezando. Cada oração é repetida individualmente, com o nome do fiel exibido na tela.

UOL Notícias – O sr. acha que tem o mesmo poder quando um computador está rezando por você?
Mcarlos –
Nós achamos que nosso serviço do Information Age Prayer deve ser usado mais como um complemento das suas orações, para aumentar e reforçar a ligação do assinante com Deus. A oração tradicional é uma parte importante dessa conexão e nunca deve ser esquecida, mesmo depois de se inscrever no sistema.

Como em toda oração, os resultados são de acordo com a vontade de Deus. Nós não fazemos reivindicação sobre a eficácia do serviço, no entanto, a nossa opinião é que o onisciente Deus ouve as orações quando elas são repetidas, assim como Ele ouve tudo na Terra. Ele sabe exatamente quem se inscreveu e de quem é aquela prece quando o nome é mostrado na tela do computador e a prece é falada. Deus também está ciente de todas as doações de cada assinante para a caridade.

UOL Notícias – A voz do computador é a mesma para todos, seja homem ou mulher?
Mcarlos –
As orações são geralmente ditas com uma voz masculina, ainda não fomos capazes de atender a pedidos especiais de uma voz feminina para os nossos assinantes. Essa é uma outra opção que esperamos dar aos nossos clientes no futuro.

UOL Notícias – Quais os assuntos que são mais recorrentes?
Mcarlos –
Muitas pessoas compram preces para ajudar seus amigos financeiramente. Uma oração bastante popular é pelos filhos, as pessoas costumam se inscrever e pedir preces separadas para cada filho.

UOL Notícias – Quantas orações são ditas por dia?
Mcarlos –
Nós não divulgamos o número total de orações, mas esperamos aumentá-lo para uma grande quantidade quanto tivermos capacidade de oferecer mais orações grátis para todos.

UOL Notícias – Vocês atendem só católicos, judeus, protestantes e muçulmanos. Por que só essas quatro religiões?
Mcarlos –
Esperamos expandir nossos serviços para ajudar mais pessoas. Esperamos também incluir mais preces grátis em um futuro próximo, se você tiver alguma sugestão, me mande um e-mail.

UOL Notícias – As pessoas podem pedir uma prece personalizada?
Mcarlos –
Tivemos alguns pedidos de preces personalizadas, mas ainda não fomos capazes de conseguir este feito.

UOL Notícias – Alguns ateus já pagaram para que o computador rezasse por eles?
Mcarlos –
A religião dos nossos assinantes é particular, mas nós temos tido um grande número de orações comprados de uma pessoa pedindo por outra. Sendo assim, presumimos que muitas dessas pessoas podem ser ateus com parentes religiosos.

UOL Notícias – O sr. já recebeu reclamações de pessoas que tenham contratado seus serviços? Ou de religiosos por estarem, supostamente, indo contra a religião que diz que a prece é algo pessoal?
Mcarlos –
Todos os nossos assinantes estão felizes com os resultados, mas temos recebido alguns comentários negativos de outros. Não achamos que nosso serviço é para todos, mas estamos contentes de fornecê-lo para quem precisa.

UOL Notícias – Em que é diferente a venda de indulgências da Idade Média das preces pagas?
Mcarlos –
Information Age Prayer não é uma venda de indulgências. Nós estamos simplesmente oferecendo um serviço e os resultados finais dizem respeito a Deus e aos nossos assinantes. Enquanto a maioria das empresas doa só uma pequena parte dos lucros para a caridade, o Information Age Prayer doa 10% de toda a receita para a caridade. Estamos trabalhando para oferecer um serviço completamente gratuito em quem as pessoas poderão ter suas orações repetidas sem ter que pagar uma taxa.

UOL Notícias – O sr. reza, ou também usa o computador para rezar pelo senhor?
Mcarlos –
Infelizmente eu não rezo muito e fui o primeiro assinante do Information Age Prayer.

Fonte: UOL

 
Comentários desativados em Criador do site que “reza por você” admite que “infelizmente” não ora com frequência

Publicado por em 12/10/2009 em POIMENIA

 

Tags: , ,

Sipam instala internet banda larga na aldeia dos índios karitiana em RO

Altino Machado

Os 312 índios da aldeia Kiwoã, localizada dentro da Terra Indígena Karitiana, a 150 quilômetros de Porto Velho (RO), foram beneficiados com a instalação de antena parabólica VSAT (sigla em inglês para Very Small Aperture Terminal) pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

A instalação resultou de parceria com o projeto de inclusão digital do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que ofereceu curso de informática e doou computadores para a escola municipal da aldeia.

É a primeira terra indígena de Rondônia a receber uma VSAT equipada com sistema de banda larga IP Advantage, que permite um melhor acesso à rede mundial de computadores, com dois megabytes de velocidade compartilhada.

Além de funcionar 24 horas por dia, sem interferência de fatores climáticos, a antena também permite ligações telefônicas gratuitas para os demais terminais do mesmo tipo (cerca de 700 instalados em toda a Amazônia Legal) e para linhas convencionais através do direcionamento feito no Sipam em Porto Velho.

– Nossos parentes índios têm direito a conhecer as tecnologias para se integrar à sociedade em condições de igualdade – defende José Neumar da Silveira, gerente regional do Sipam.

Responsável pela preservação da cultura indígena local, o cacique José Maria Karitiana, ou Poopa, só vê benefícios no contato dos índios com as novas tecnologias.

– Nossa cultura nunca acaba. Essa ajuda faz crescer muito a aldeia, que precisa estudar para ter os mesmos direitos dos brancos.

Foto: Sipam/Divulgação

Fonte: BLOG DA AMAZONIA

 
Comentários desativados em Sipam instala internet banda larga na aldeia dos índios karitiana em RO

Publicado por em 05/10/2009 em POIMENIA

 

Tags: ,