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The Southern Baptists — Luter’s turn

By electing a black leader, the church shows how far it has come

The end of a bad era

WHEN Fred Luter, the pastor of a large congregation in a flood-damaged section of New Orleans, assumes the presidency of the Southern Baptist Convention (SBC) at its annual meeting in June, it will not be the usual passing of the baton for America’s largest Protestant denomination. Mr Luter, who is black, will become the standard-bearer of a group with a long history of racism.

Prejudice coloured the SBC from its very founding in 1845, as a breakaway sect from the anti-slavery Baptists of the north. (After the civil war, most black Baptists in the South split off from the SBC.) During the civil-rights struggle, although the convention’s leaders endorsed integration, most Southern Baptist pastors and most of their flocks were reliable defenders of white supremacy.

In 1995 the convention formally apologised and promised to make amends. In recent years it has passed a series of resolutions requiring its churches to include more black members and to appoint black leaders. (It has also considered breaking with its past by dropping the “Southern”, becoming instead the awkward “Great Commission Baptists”.)

Mr Luter’s accession will be the most visible sign yet that Southern Baptists are making progress on this front. And progress is necessary. They may be America’s second-largest group of Christians after Catholics—16m strong—but their numbers have levelled off, and have probably even waned a bit. If the denomination wants to flourish, it will have to find new members among minorities. It is slowly doing so: whereas in 1990 95% of Southern Baptist congregations were white, only 80% are nowadays.

Their next leader is a living embodiment of that shift. Mr Luter took over Franklin Avenue Baptist Church in 1986, when the congregation had dwindled to a few dozen because its mostly white membership had fled to the suburbs. Mr Luter built it into a mostly black gathering that had 7,000 members when Hurricane Katrina struck, in 2005. The church, which stood in nine feet (three metres) of water after the storm, has been rebuilt; its flock now numbers about 5,000.

Yet Mr Luter’s rise to the presidency of the organisation is more than a matter of symbolism. He is a true-blue Southern Baptist who inveighs against gay marriage and abortion from the pulpit, but also displays a gift for passionate, humorous preaching that has its roots in his past as a street minister. This has made him an inspiring speaker at previous SBC conventions. The man who first suggested his candidacy, Danny Akin, president of Southeastern Baptist Theological Seminary in Wake Forest, North Carolina, told a reporter then that he believed Mr Luter would be elected “on merit, regardless of race or colour”. But, he added, “he gives us an opportunity…to say something about who we want to be.”

Source: ECONOMIST

 
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Publicado por em 17/03/2012 em POIMENIA

 

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Carta de uma prisão em Birmingham – Martin Luther King Jr.

por Martin Luther King, Jr.

16 de abril de 1963

Meus caros amigos clérigos,

Durante meu confinamento aqui na prisão municipal de Birmingham, deparei-me com sua declaração recente chamando minhas atividades atuais de “insensatas e inoportunas”. Raramente paro para responder a críticas do meu trabalho e ideias. Se tentasse responder a todas as críticas que passam pela minha mesa, minhas secretárias mal teriam tempo para outra coisa que não para essas correspondências no decorrer do dia, e eu não teria tempo algum para o trabalho construtivo. Mas, como sinto que vocês são homens de genuína boa vontade e que suas críticas são expostas com sinceridade, quero tentar responder a sua declaração em termos que espero que sejam pacientes e razoáveis.

Acho que devo mencionar por que estou aqui em Birmingham, já que vocês foram influenciados pela visão que se opõe aos “forasteiros invasores”. Tenho a honra de servir como presidente da Conferência Sulista de Liderança Cristã (Southern Christian Leadership Conference), uma organização que opera em todos os estados sulistas, com sede em Atlanta, Geórgia. Temos cerca de oitenta organizações filiadas por todo o Sul, e uma delas é o Movimento Cristão pelos Direitos Humanos do Alabama (Alabama Christian Movement for Human Rights). Frequentemente, compartilhamos pessoal, recursos educacionais e financeiros com nossos afiliados. Muitos meses atrás, a afiliada aqui em Birmingham pediu-nos para ficar de sobreaviso para tomarmos parte em um programa de ação direta e pacífica, se isso fosse considerado necessário. Nós prontamente concordamos, e, quando o momento chegou, honramos nossa promessa. Assim, eu, junto a vários membros do meu pessoal, estou aqui porque fui convidado. Estou aqui porque tenho vínculos organizacionais aqui.

No entanto, mais fundamentalmente, estou em Birmingham porque a injustiça está aqui. Assim como os profetas do século VIII A.C. abandonaram suas vilas e levaram seu “assim disse o Senhor” muito além das fronteiras de suas cidades natais, e assim como o Apóstolo Paulo abandonou sua vila de Tarso e levou o evangelho de Jesus Cristo às mais remotas partes do mundo greco-romano, também eu sou compelido a levar o evangelho da liberdade para além de minha própria cidade natal. Como Paulo, devo constantemente responder ao chamado macedônio por ajuda.

Além disso, estou ciente do inter-relacionamento entre todas as comunidades e Estados. Não posso ficar ociosamente parado em Atlanta e não estar preocupado com o que acontece em Birmingham. A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todos os lugares. Estamos presos em uma rede inescapável de mutualidade, atados em um único laço do destino. Algo que aja sobre alguém diretamente age sobre todos indiretamente. [ LEIA +]

Fonte: ORDEM LIVRE

 
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Publicado por em 08/09/2011 em POIMENIA

 

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