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Unidade anticristã x desunião cristã

Se há divergências inconciliáveis, é preciso dizer quer há também convergências indestrutíveis.

O cristianismo sempre lidou com conflitos internos. Desde o Concílio de Jerusalém, por zelo e por amor ao Evangelho, teve que solucionar suas discordâncias. É verdade que nem sempre foram conflitos tão pacíficos como aquele. Houve, por vezes, verdadeiras batalhas. Também é verdade que os motivos nem sempre foram os mais justos, ou santos, mas, de qualquer maneira, o cristianismo manteve-se firme, ainda que dividido.

Desde o Grande Cisma, e mais ainda após a Reforma, a cristandade rachou de vez. Romanos de um lado, protestantes de outro e ortodoxos em outro ainda. Além dessas grandes divisões, as centenas ou milhares de divisões internas, principalmente dentro do lado protestante, tornaram o diálogo difícil e a conciliação, por óbvio, praticamente impossível.

No entanto, tal racha, ainda que sério, jamais ultrapassou os estritos limites das questões de fé. Foi, certamente, causado por divergências doutrinárias (sem descartar, claro, influências políticas e interesses pessoais). De qualquer maneira, tudo girando em torno das Escrituras e sua interpretação.

Após a Revolução Francesa, principalmente, entrou, na sociedade, um elemento estrangeiro: uma cosmovisão absolutamente desligada das Escrituras e da tradição cristã. É verdade que seus fundamentos haviam surgido bem antes, mas apenas nela se tornou verdadeiramente um elemento político razoavelmente sistematizado.

Dali, o que houve foi apenas o crescimento de uma visão da vida cada vez mais desligada de Deus, o que desembocou nos movimentos ligados à uma visão estritamente materialista da sociedade, como o marxismo, o anarquismo etc., todas elas abertamente anticristãs.

Hoje, o que há é o domínio cultural e midiático, em quase todo o Ocidente, por grupos e pessoas ligadas diretamente ou por afinidade a esses movimentos que trabalham incessantemente para destruir os fundamentos deixados pelo cristianismo nesta parte do mundo.

Sem contar, ainda, as infiltrações, dentro das igrejas cristãs, por esses mesmos grupos e pessoas, que só fazem trazer para os púlpitos e altares, ainda que sorrateiramente, as mesmas idéias que encharcam o lodo ideológico ao qual pertencem.

Ainda que esses movimentos não tenham sempre uma interação programática objetiva, é impressionante sua identidade ideológica, a defesa unânime dos mesmos pontos, a certeza de quem são os inimigos da sociedade. Apesar da diversidade absurda de princípios, no fim acabam todos eles defendendo as mesmas coisas, acreditando nas mesmas coisas, lutando contra as mesmas coisas.

Pelo lado dos cristãos acontece o contrário: ligados pelos mesmos fundamentos, alicerçados sobre os mesmos princípios, dividiram-se em tantas doutrinas, tantos sistemas e tantas crenças que já não mais se vêem como filhos de uma mesma mãe: a Igreja. Se consideram, quando não inimigos, opostos ou distantes.

Então, o quadro que se coloca é este: anticristãos unidos pelos mesmos objetivos e mesmas idéias; cristãos desunidos, ainda que fundamentados sobre as mesmas bases. Ora, quem está mais forte para ganhar essa batalha? E pode um reino dividido subsistir?

O avanço ateísta e anticristão é uma realidade presente e cada vez mais forte. Sem resistência, vai impondo sua visão de mundo, invadindo os fundamentos da civilização (que ainda é cristã de alguma maneira) e subvertendo mentes que ainda resistem com resquícios dos ensinamentos religiosos recebidos durante dois mil anos.

Por outro lado, não há, do lado de cá, qualquer reação a esse avanço, senão manifestações individualizadas de inconformismos que, isoladamente, pouco podem contra tamanha investida.

A questão é: seria possível alguma união cristã contra tudo isso?

Sinceramente, olhando apenas como um observador, e conhecendo razoavelmente as partes envolvidas, não tenho muita esperança. Os católicos vêem os protestantes apenas como rebeldes insubordinados. Os protestantes vêem os católicos e ortodoxos como desviados da verdade. Tradicionalistas vêem carismáticos como vêem os protestantes e entre estes cada denominação ou mesmo templo vê o outro como herético.

A única solução, se é que há, é, em primeiro lugar, o reconhecimento, pelos verdadeiros cristãos, de que existem inimigos concretos que lutam, incansavelmente, em favor da destruição dos pilares de nossa civilização, o que passa, obviamente, pela mitigação de toda e qualquer influência cristã. Em segundo lugar, a consciência do fundamento comum que liga todas as vertentes cristãs. Se há divergências inconciliáveis, é preciso dizer quer há também convergências indestrutíveis; principalmente a participação de todos noLogos divino.

Essa comunhão em Cristo deve ser o estandarte principal. É ela que vai permitir que haja alguma resistência. Se desejam lutar para que a civilização ocidental se mantenha em pé, enxergo apenas uma possibilidade: entendermos definitivamente que o inimigo não está na igreja ao lado, mas do outro lado do front, nas linhas inimigas daqueles que desprezam os valores herdados pelos dois mil anos de cristianismo.
Fabio Blanco edita o blog Discursos de Cadeira.

Fonte: MIDIA SEM MASCARA

 
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Publicado por em 30/03/2012 em POIMENIA

 

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Padre chama evangélicos de otários por não acreditarem nos santos católicos

Para o religioso o protestantismo é orgulhoso por acreditar que é possível chegar à Deus sem intermediários
Padre chama evangélicos de otários por não acreditarem nos santos católicos

A adoração a imagens é uma das maiores diferenças entre cristãos católicos e protestantes e por causa disso, durante uma missa, o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Arquidiocese de Cuiabá (MT), disse que os evangélicos são “otários”.

“o principio protestante é um princípio orgulho é soberbo, o principio protestante é ‘eu não preciso o de ninguém eu vou pra Deus direto’”, ensina o religioso que diz que sua religião é humilde e que Deus quer que usemos os outros pecadores.

“E se Deus quer que você use os outros, as criaturas humanas frágeis, o que você faz otário?”, diz ele que confessa que beija a mão de outro padre mesmo sabendo que ele é pecador porque aquelas mãos são instrumentos de santificação.

O padre disse os protestantes repetem, babam e bufam, que Jesus é o único mediador. “Jesus é a único mediador, meu filho. Mas você já ouviu falar no Corpo de Cristo? O único mediador é o Corpo de Cristo, não é só a cabeça”, disse.

Em seu sermão ele tentava convencer de que o catolicismo está correto ao pedir para que os santos façam a intermediação de suas súplicas é o mesmo que pedir para o próprio Jesus. Ele diz também que os evangélicos falam que amam a Jesus, mas perseguem os católicos, falam mal da Virgem Maria e do Papa.

“Como é possível amar Jesus desse jeito? Vocês só amam o pedaço que vocês escolhem? Cadê o cristianismo bíblico que vocês pregam?”, diz o sacerdote que afirma que Maria age na salvação do mundo, porque Cristo está vivo e está vivo através da Igreja, o Corpo de Cristo que foi gerado por Maria.

Assista: 

Fonte: GOSPEL PRIME

 
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Publicado por em 16/02/2012 em POIMENIA

 

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