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A Bíblia e os Livros Mais “Vendidos” do Ano

por Stephen Kanitz

 

ImgresA Bíblia é o livro mais vendido toda semana no Brasil. Mas como analisamos no artigo anterior, existe uma censura com relação a este fato.

Curiosamente, mesmo assim, a população desavisada continua procurando livros que a ajude a resolver os problemas da vida, a ter respostas, a ter mais espiritualidade,e assim surgiram os milhares de livros de auto ajuda. 

Como os livros de auto ajuda não são livros técnicos nem científicos, não podem ser classificados como não ficcão.

Como a Biblia não pode ser considerada um livro científico.

Aí, os editores literários começaram a notar que os livros de auto ajuda ocupavam os livros que eles mais preferiam, os livros de Ficção.

Em vez de comentar estes livros, fazer resenhas e mostrar a população os caminhos da vida, passaram a fazer nova censura, tirando-os novamente da lista.Ou colocando-os numa outra lista, os Livros de Auto Ajuda.

Na realidade estavam rotulando-os como verdadeiros párias da literatura, jamais comentados, jamais elogiados, ficam separados na lista, e só.

Religiosos podem ficar furiosos com o que eu vou dizer, mas A Bíblia é um livro de Auto AJuda, especialmente para pessoas como eu, que não acredita que seja a revelação divida.

Mas é um livro, que por bem ou por mal, retrata ensinamentos dos mais velhos da época, e que muitos acham que são válidos até hoje, e por que não?

E se ajudam 6 bilhões de pessoas, quem somos nós para dizer que ele não existe, que ele não é vendido, muito menos o mais lido da semana? 

Se você é um editor literário que odeia estes livros de Auto Ajuda, lembre-se que você é o verdadeiro responsável por este fenômeno, ao ignorar o livro mais vendido da semana por mais de 60 anos.

 

 

 

 

 

Title/Author Copies Sold (millions) 
1. The Bible 5,000 – 6,000
2. Quotations from Chairman Mao Zedong by Mao Zedong 900
3. The Qur’an 800
4. Xinhua Zidian 400
5. The Book of Mormon by Joseph Smith, Jr. 120
6. Harry Potter and the Sorcerer’s Stone by J. K. Rowling 107
7. And Then There Were None by Agatha Christie 100
8. The Lord of the Rings by J.R.R. Tolkien 100
9. Harry Potter and the Half-Blood Prince by J. K. Rowling 65
10. The Da Vinci Code by Dan Brown 65
11. Harry Potter and the Chamber of Secrets by J. K. Rowling 60
12. The Catcher in the Rye by J. D. Salinger 60
13. Harry Potter and the Goblet of Fireby J. K. Rowling 55
14. Harry Potter and the Order of the Phoenix by J. K. Rowling 55
15. Harry Potter and the Prisoner of Azkaban by J. K. Rowling 55
16. Ben Hur: A Tale of the Christ by Lew Wallace 50
17. Heidi’s Years of Wandering and Learning by Johanna Spyri 50
18. The Alchemist by Paulo Coelho 50
19. The Common Sense Book of Baby and Child Care by Dr. Benjamin Spock 50
20. The Little Prince by Antoine de Saint-Exupéry 50
21. The Mark of Zorro by Johnston McCulley
 
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Publicado por em 19/09/2011 em POIMENIA

 

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Gurus indianos movimentam indústria milionária

“Posso abraçá-lo?”, perguntou Shruti, uma menina pequena de Nova Déli. Ela estava praticamente engasgando no desespero para conseguir uma audiência com seu guru.

Mas a grande multidão de muitos milhares tornou impossível para ela alcançá-lo. A menina parecia desesperada para conseguir chegar perto do homem por quem viajou de tão longe para ver.

Shruti é uma das muitas devotas de Sri Sri Ravi Shankar, um dos mais populares líderes espirituais da Índia moderna. Popular não somente no país, mas com presença também em outros 150 em vários continentes, com milhões de seguidores.

Ele é famoso pelo que chama de “Programa da Arte de Viver”, destinado a “aliviar as angústias urbanas” por meio do uso da meditação.

Líderes espirituais não são novidade na Índia onde há mais deles per capita do que em qualquer outra nação do planeta.

Mas o que mudou recentemente é que não falamos mais apenas de um sistema de crenças e fé pessoal. É uma indústria em expansão avaliada em milhões de dólares.

Hoje há inúmeros produtos derivados que vêm destes gurus, como CDs de música e vídeos, turismo e canais de TV até portais espirituais que permitem aos fiéis um contato maior com seu deus pela internet.

A sede do império de Sri Sri Ravi Shankar ocupa um área impressionante de mais de 40 hectacres na cidade de Bangalore, no sul da Índia.

Há um grande Ashram onde os sábios vivem em paz, vários “centros de recursos” e uma escola veda (escrituram que forma a base do hinduísmo). O local tem também uma grande cozinha que alimenta cinco mil devotos por dia.

Andando pelo complexo, outra coisa que impressiona é grande variedade de produtos desenvolvidos, como protetores solar, shampoos e remédios.

O professor e escritor Dipankar Gupta vem seguindo esse fenômeno de fusão entre religião e espiritualidade que ele chama de “indústria de vários milhões de dólares” que inclui alguns gurus muito ricos.

Sri Sri Ravi Shankar, por exemplo, foi classificado pela revista Forbes como ocupando a oitava posição entre os líderes indianos mais importantes.

O professor Gupta acredita que um dos motivos do crescimento da influência dos gurus é que eles preenchem um vazio deixado pelo Estado. Muitos fornecem auxílio social, educação e assistência médica a pessoas que não teriam acesso a esses serviços.

Gupta critica o fato de que “alguns destes gurus vivem em opulência”. Ele acredita que isso “não combina com uma personalidade espiritual”.

OPULÊNCIA X CONFORTO

Me perguntei como Sri Sri Ravi Shankar se sentia sobre o dinheiro e sobre ocupar posição tão importante em algo tão espiritual.

Ele me disse que a “espiritualidade não tem preço, mas mesmo assim algumas taxas são mantidas para cobrir as despesas do programa e não há nada de errado nisso”.

Quando o perguntei sobre o montante envolvido, ele desenvolveu o raciocínio de forma poética.

“A opulência é contra a espiritualidade, mas o conforto não. Austeridade não precisa significar sofrimento. Você não deve viver em um barraco com vazamentos no teto e passando frio com apenas um cobertor. Isso não é sinal de espiritualidade.”

“Quando está quente você não precisa ficar sob o sol para ser espiritual… você pode ter ar condicionado. Não tem problema!”

Essas contradições aparentes não parecem ter influência sobre os milhares de devotos que dançam sob o céu aberto, meditando com seu guru e comendo uma dieta de arroz e lentilhas vindas da cozinha do próprio guru.

Todos eles têm o ar de pessoas que sentiam estar recebendo algo pelo dinheiro pago.

No entanto, Nitish Kashyap, um jovem estudante em busca de respostas para suas questões, ficou decepcionado.

“No ambiente do campo, era fácil se sentir relaxado, mas uma vez de volta para minha vida real, percebi que nada em mim havia mudado… foi uma perda de dinheiro”, disse ele.

Mas Nitish parece uma enorme exceção entre os outros seguidores do guru.

Qualquer que seja seu valor espiritual, uma estratégia competente de marketing e publicidade certamente os ajudaram a ter um papel importante na Índia contemporânea e ter um séquito cada vez maior.

Fonte: FOLHA

 
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Publicado por em 30/08/2011 em POIMENIA

 

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