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Desculpe-me, mas sou um péssimo pastor…

CHICCO - FOTINHO NO LONATTO - RECORTE2

…porque eu não vou mudar a minha voz para que você sinta segurança, achando que tenho alguma autoridade, quando eu falar;

…porque eu não vou pensar por você para facilitar sua jornada espiritual;

…porque eu não vou falar mais alto do que você precisa para ouvir;

…porque eu não vou lhe ensinar a determinar ou dar ordens ao Pai, como um filho mimado o faz;

…porque eu não lhe dizer que você é um vencedor quando o a sua espiritualidade está falida;

…porque eu não vou lhe ensinar a temer a Deus mais do que a amá-lo;

…porque eu não lhe direi que você é especial simplesmente por estar frequentando uma Igreja;

…porque eu não alimentarei o seu ego pregando somente as coisas que você gosta de ouvir;

…porque eu não lhe ensinarei a ser próspero a qualquer custo enquanto o mundo morre de fome;

…porque eu não lhe ensinarei a mover as mãos de Deus através de uma oferta sacrificial;

…porque eu não lhe direi que Deus me revelou algo que não está no texto, somente para fazer a mensagem melhor para você;

…porque eu não lhe direi que você não pode beber, se tatuar, ouvir músicas que não tocam na Igreja somente para facilitar o meu pastoreio;

…porque eu não vou lhe ensinar que a igreja de quatro paredes é a casa de Deus;

…porque eu não vou lhe ensinar que se você entregar o dízimo sua responsabilidade com os necessitados estará cumprida;

…porque eu não vou transformar a reunião do culto numa rave para que você fique atraído pelo ambiente;

…porque eu não vou lhe ensinar a marchar por Jesus, enquanto Ele quer que marchemos pelo próximo;

…porque eu não lhe darei uma lista do que pode ou do que não pode para você farisaicamente siga um mandamento no lugar de um Deus;

…porque eu não lhe ensinarei que há um Diabo maior do que a Bíblia conta somente para você poder colocar em alguém a sua culpa;

…porque eu não lhe ocultarei os meus erros para você pensar que é liderado por alguém melhor que você;

…porque eu não vou falar em nenhuma outra língua além da que você consegue compreender;

…porque eu não lhe tratarei melhor por causa do carro que você anda, da roupa que você veste ou do dinheiro que você põe no gazofilácio.

Dentre muitas outras coisas que poderia dizer: fique certo: sou um péssimo pastor.

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Publicado por em 09/12/2013 em POIMENIA

 

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Pastores Rancorosos

Nós temos uma natureza muito difícil. Desde Adão somos implicantes, raivosos, rancorosos, amargurados, maldosos, lamurientos, mal humorados… Como somos complicados a partir do Éden! É impressionante a nossa capacidade de reagir negativamente às ações negativas e até positivas das pessoas. Nunca estamos satisfeitos. Agimos com desdém. Desvalorizamos o trabalho dos companheiros de ministério. Temos uma tendência muito forte para construir nossos ministérios sobre os escombros dos outros que chegaram antes de nós. Perseguimos àqueles que não compartilham do nosso estilo ou da nossa filosofia de trabalho. Gostamos de dominar, de ter a primazia e alijar os que não gostam de nós, os que não desejam nos ajudar no ministério. Tratamos os inimigos na contramão de tudo o que Jesus ensinou (Mt 5.38-48). Temos mágoas não tratadas. Estamos adoecidos e adoecemos as pessoas que estão ao nosso redor. Somos sisudos pela influência danosa da velha natureza que herdamos dos nossos primeiros pais. Amargurados e ressentidos, produzimos o veneno que vai nos destruir.

Fico observando o número de pastores que gostam do pódio, dos confetes, elogios e bajulações. Homens que não conhecem a simplicidade de Cristo. Que não se aprofundam nos evangelhos. Causa-me tristeza ao ver tanto ciúme, disputas, maledicências e politicagens em nossas reuniões associacionais, convencionais e ministeriais. Somos um grupo dividido pela vaidade. Não nos unimos para projetos comuns e ajudar os que precisam. Aspiramos e lutamos pelos lugares altos. Temos dificuldade em servir. Gostamos e fincamos os pés em nossas ‘opiniões’ e não no que diz a Palavra de Deus. Estamos longe da mansidão e da humildade tão vividas e ensinadas por Jesus (Mt 11.29). Causa-me asco ao ver tanta carnalidade entre os chamados ‘ministros evangélicos’. Tantas disputas por cargos em vez de levarem as cargas uns dos outros. Podemos ser inescrupulosos nas indicações para a liderança das igrejas. Usamos a nossa ‘influência’ e não a do Espírito Santo. Queremos fazer as coisas acontecerem em vez de deixar Deus fazê-las.

Esquecemo-nos de que ser pastor é imitar o Senhor Jesus Cristo, nosso Pastor Supremo. É dedicar-se à oração e ao ministério da Palavra. Liderar um hospital para pecadores. Ter seriedade no trato das coisas de Deus. Considerar a Igreja uma comunidade da aceitação, do perdão e da festa. Precisamos ser obreiros simples, bondosos, graciosos, perdoadores, catalisadores, piedosos, amorosos e servidores. Fomos chamados como homens comuns, muito comuns, para um trabalho extraordinário, tão sublime. Precisamos entender que ministério não é mérito, mas graça. Você e eu não somos dignos e nem temos competência para o trato das coisas de Deus se Ele não for conosco (2 Co 3.5). O ministério não é para se exaltar, mas para exaltar o nosso Senhor que nos chamou com uma santa vocação. Se estamos exercendo o ministério é apenas por graça da parte de Deus Pai. O mérito não é de quem recebe o ministério, mas de quem o possui e o concede apenas por graça plena.

O ministério pastoral não é para tietagem. Não é para o pódio, o lugar mais alto, mas para o chão, para o húmus. Ministério não se exerce pelo método organizacional, mas pelo estilo de vida de Jesus, o estilo do organismo, pelos Seus princípios, quando somos membros uns dos outros em profundo amor. O pastor não é um executivo da fé ou eclesiástico, mas aquele que foi executado na cruz juntamente com Cristo Jesus (Gl 2.10; 2 Co 4.10). O ministério não é nosso, mas de Cristo Jesus. A Igreja é de Jesus, que a comprou com o Seu precioso sangue. Não é ‘ministério fulano de tal’, mas ministério do Senhor Jesus Cristo. Nós, pastores, somos servos de Jesus servindo o Seu povo. Quem deve aparecer sempre é o Senhor Jesus. Aprecio João Batista que preparou o caminho do Senhor. Ele era apenas coadjuvante. Ele disse em relação a Jesus: “Importa que Ele cresça e eu diminua”. Este é o nosso caso. Nada além. Ser João Batista é um caso de morte com Cristo na obra da cruz. Como disse Paulo: “Não mais eu, mas Cristo” (Gl 2.20) e “para mim o viver é Cristo” (Fil 1.21).

Pastores que vivem destilando rancor não são pastores. Elementos que vivem detonando os companheiros do exército de Cristo não são dignos de estar nele. Aqueles que vivem criticando, agindo com maledicência, sendo maliciosos, dissimulados, prejudicando o irmão, exigindo reconhecimento, buscando proeminência, se arrogando do que fazem, não são dignos do ministério tão sublime para o qual o Senhor nos chamou. Os elementos que vivem destilando críticas ferinas aos companheiros de jornada não são dignos do ministério de Jesus. Que nos arrependamos das nossas mazelas, incoerências, críticas, legalismo, magoas, rejeições, ressentimentos e tantos outros erros. Perdemos tempo em falar mal daqueles que lutam conosco a luta da fé, do evangelho. Há muitos que fazem parte da quinta coluna, daqueles que lutam contra o Reino de Deus, contra o seu próprio exército. Estes irão de mal a pior se não mudarem de vida. É uma incoerência pregar o evangelho de Cristo e vivê-lo muito mal. Os escribas e fariseus ensinavam muito bem, mas viviam muito mal. Que o Senhor nos livre de ser rancorosos. Sejamos amorosos. Vivamos a mensagem preciosa, incomparável e insubstituível do evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê (Rm 1.16), e que perdoa a ofensa. Que Deus, nosso Pai, tenha misericórdia de nós.

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa – RJ
Colunista deste Portal
pitzerjacob@gmail.com

FONTE: ADIBERJ

 
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Publicado por em 23/10/2013 em POIMENIA

 

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Seven Reasons Your Church Needs to Go on a Diet

Most churches—more than eight out of ten—are busy. Too busy. These churches need to slim down their plethora of programs, activities, and ministries. They need to go a busyness diet.

Unfortunately, many church leaders equate activities with godliness or ministry fruitfulness. For certain, churches must have some clear plan of discipleship for their members. Sadly, some of the busiest churches actually diminish discipleship fruitfulness. And ceasing certain activities in the church can be extremely hard. You can run into sacred cows and favored ministries. Still, most churches should pursue a busyness diet for at least seven reasons.

  1. Excessive activities can actually preclude members from growing spiritually. I actually interviewed one church member who said he didn’t have time to read his Bible. He was worn out almost every day from church activities.
  2. A church that is too busy rarely evaluates the effectiveness of its activities. Leaders often erroneously presume that the busyness is a sign of fruitfulness.
  3. Activity-focused churches are often inwardly focused. Those ministries are typically for the members and are rarely evangelistic or community focused.
  4. A busy church can hurt families. Many churches have different activities for children, students, and adults on multiple days of the week. Family members rarely have time together.
  5. Activity-focused churches can cause member burnout. When a member burns out, he or she then drops out.
  6. It is difficult for a church to do a few things well when it does too many things. Quantity thus replaces quality, and the most vital ministries suffer.
  7. Busy churches often lack vision clarity. Because these churches are going in so many directions, members are confused about the priorities and vision of the church.

Try this exercise. List every ministry, program, or class that your church offers in a year. If the list is exceedingly long, see if just a few can be eliminated without much pain. Then, before you add anything else to the activities of your church, make a commitment to eliminate two existing activities.

Admittedly, busyness diets are not always easy or pleasant. But they can make the difference between a busy church and a fruitful church.

Fonte: THOM S. RAINIER

 
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Publicado por em 21/10/2013 em POIMENIA

 

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Prefiro ficar perto do leproso

Eu tenho medo de gente muito santa, muito pura, muito sem pecado.

Tenho medo de gente que repara no olho do outro, tentando o tempo todo tirar-lhe a trave, limpar um cisquinho.

Tenho medo de gente que se escandaliza com coisas imbecis, superficiais, exteriores, como se quisesse desviar a atenção de “alguma outra coisa”.

Tenho medo de gente que ora demais, que sonha demais, que ouve Deus falar 30 horas por dia.

Tenho medo dos que não sabem rir, que não ficam com a família, que não sabem se divertir nas horas de folga, que não fazem nada além de buscar ao Senhor e ir nos montes, nas vigílias e nas visitas.

Tenho medo…

Prefiro ficar perto de gente mais comum, mais real, que erra, mas que fala: “errei”.

É melhor ficar na companhia de gente menos caricata, menos maquiada, menos plastificada, menos religiosa.

Jesus também preferiu assim e foi duramente criticado por isso.

Enquanto Ele poderia estar nas casas imponentes do bando que estava doido para lhe fazer uma média ou participar das ricas mesas dos donos da grana, foi para um lugar chamado Cesaréia de Filipo.

Ô lugarzinho de má fama!

Uma corja que não valia nada se reunia ali: prostitutas, ladrões, beberrões, excluídos, rejeitados, marginalizados.

Pelo menos lá ele não precisava ficar escutando a baboseira sensacionalista de gente que queria mostrar o quanto sabia de Deus e da Lei.

Ali Ele podia se revelar Mestre e Senhor porque o coração dos doentes e necessitados é despojado de altivez.

Os que se acham bons demais não tem ouvidos para ouvir porque só desejam falar.

Raça de víboras, hipócritas, fariseus.

No texto de Levítico 13, um homem cujo corpo estivesse completamente coberto de lepra, da cabeça aos pés, seria considerado puro pelo sacerdote:

2-Se a lepra se espalhar na pele toda, cobrindo o corpo todo, desde a cabeça até os pés, o quanto podem ver os olhos do sacerdote,

13-então este o examinará. Se a lepra tiver coberto toda a sua carne, então será declarado limpo…”

Você não acha estranho?

No contexto, quanto mais discretas as manchas, mais imunda a pessoa seria considerada, e até afastada do arraial.

No entanto, pessoas com lepra evidente, em toda a pele, seriam consideradas puras.

[Não entendeu ???????????????????????????????????]

Acontece que uma pessoa com manchas discretas da doença, que estivessem escondidas debaixo da roupa, seria muito mais perigosa porque ninguém a evitaria, e o risco de contaminação seria muitas vezes maior.

Já a pessoa leprosa por inteiro não precisava ser afastada do povo porque ninguém teria coragem de ficar perto. Naturalmente todos a evitariam por saberem que o risco de contágio era enorme.

Por isso eu repito: tenho medo de gente que tem “pouca mancha”, que esconde por debaixo da roupa a lepra e se mistura com o povo, representando, fingindo, ocultando, traindo, conspirando.

Cansei de ver gente assim, cansei!

*que parece, mas não é;

*que profetiza, mas não vem de Deus;

*que ora em línguas que até Deus desconhece;

*que com uma mão me abraça, mas com a outra me apunhala;

*que elogia meu ministério, mas que gostaria é de estar no meu lugar;

*que chora, mas é de raiva;

*que come na minha mesa e depois cospe no prato;

raça de víboras, hipócritas, fariseus.

Prefiro ver de longe a doença, ver bem claras as feridas, me arriscar perto dos bacilos e me expôr aos vírus.

Prefiro abraçar o enfermo de pecados de que estar sentada com o falsificado, o genérico, o dissimulado, o profeta comprado.

Prefiro buscar em Deus coragem suficiente para me sentar perto do leproso porque só assim, quem sabe, verei o milagre.

Fonte: PASTORAGENTE

 
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Publicado por em 06/10/2009 em POIMENIA

 

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