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Caio Fábio critica a “ênfase evangélica no Diabo” e exalta a “paciência de Deus com a humanidade”

Caio Fábio critica a “ênfase evangélica no Diabo” e exalta a “paciência de Deus com a humanidade”

O reverendo Caio Fábio publicou em seu site o artigo “Nós, o Diabo… E a paciência inexplicável do amor de Deus”, em que ele faz uma reflexão sobre a frequência com que o Diabo é citado no meio evangélico e a “briga”, que ele classifica como inexistente, entre Deus e o Diabo. Para Caio, Deus não tem inimigos, porém o Diabo considera a Deus como inimigo e “que, à semelhança dos humanos, pela via do livre arbítrio, decidiu tornar-se quem se tornou…”.

Caio Fábio ainda critica a “ênfase ‘evangélico/pentecostal’ no diabo como ente onipresente, onipotente e onisciente” que faz com que os fiéis, segundo ele, enxerguem o evangelho “como uma briga multi-cósmica entre o Deus do Bem e o Deus do Mal”.

O reverendo aponta que essa visão distorce o propósito do cristianismo e da palavra bíblica, fazendo com que pessoas sem profundo conhecimento teológico, enxerguem a Deus como um ser passível à sentimentos humanos: “essa ênfase, por tal equívoco, cria a ideia de que o Deus que a Escritura diz que é Amor, tenha inimigos ao modo humano de inimizar-se; o que O torna apenas um Diabo menos endiabrado um pouco…; posto que onde haja inimizade, segundo o Deus que é Amor nos ensina em Sua Palavra, aí há Diabo; […] não havendo, portanto, espaço na natureza de Deus para o ódio; visto que ódio é treva, segundo João; e em Deus não há treva nenhuma”, pontua Caio Fábio.

Explicando que “o Diabo [diabo] é inimigo de Deus; Deus, porém, não é inimigo do Diabo ou de diabos”, o artigo versa ainda sobre a importância de que Deus não tenha tido o Diabo como inimigo e o tenha aniquilado, fato esse que, segundo Fábio, abriria o precedente para a aniquilação dos homens: “Dou Graças a Deus […] que Ele não tenha destruído e aniquilado Satanás ainda; pois, se assim o fizesse, quem mais, pelos critérios do mesmo juízo de aniquilamento, escaparia?”.

Sem ignorar a existência do Diabo, Fábio afirma que a “a paciência do amor de Deus para com o Diabo é equivalente à paciência do amor de Deus para com a Humanidade” e cita que atrocidades cometidas por humanos se igualam às propagadas atitudes atribuídas ao Diabo: “Dou também Graças a Deus que o Diabo não tenha sido ainda aniquilado em razão de que em quase toda família humana, empresa humana, sistemas políticos, ou poderes conhecidos neste mundo, etc… — eu enxergue todos os dias milhões e milhões de diabos; sim, de criaturas que existem contra Deus, o amor e a vida”.

Confira abaixo a íntegra do artigo escrito por Caio Fábio:

Hoje, pela milésima vez, me perguntaram por que Deus não acaba logo com essa briga entre Ele e Satanás; posto que, disse o perguntante, ele [a pessoa] não tem nada a ver com essa questão entre Deus e o Diabo.

A questão reflete o que já disse dezenas de vezes antes, até mesmo aqui no http://www.caiofabio.net — inclusive no texto hoje abundantemente visto como vídeo na Vem e Vê TV e no You Tube; a saber: PERDOEM-ME O DESGOSTO! …ESTÁ INSUPORTÁVEL! – VIDEO

Isto porque e ênfase “evangélico/pentecostal” no diabo como ente onipresente, onipotente e onisciente — pois é assim que como criatura ele é tratado na prática — tem feito com que os crentes que vão se cansando da “igreja” passem a interpretar a questão em pauta desse modo […]; ou seja: como uma briga multi-cósmica entre o Deus do Bem e o Deus do Mal; fato equivocado este, que, em tais pessoas tão ignorantes quanto cansadas, gera este tipo de questão.

E mais: essa ênfase, por tal equivoco, cria a ideia de que o Deus que a Escritura diz que é Amor, tenha inimigos ao modo humano de inimizar-se; o que O torna apenas um Diabo menos endiabrado um pouco…; posto que onde haja inimizade, segundo o Deus que é Amor nos ensina em Sua Palavra, aí há Diabo; […] não havendo, portanto, espaço na natureza de Deus para o ódio; visto que ódio é treva, segundo João; e em Deus não há treva nenhuma.

A questão, todavia, implica em uma redução de Deus ao nível diabólico da pior das criaturas, visto que Satanás […] seja ele quem for e como for […], é apenas mais uma criatura livre, feita por Deus sem diabrices, mas que, à semelhança dos humanos, pela via do livre arbítrio, decidiu tornar-se quem se tornou…

O Diabo [diabo] é inimigo de Deus; Deus, porém, não é inimigo do Diabo ou de diabos; assim como o homem se tornou inimigo de Deus pelas suas escolhas, sendo chamado por Paulo pela designação de “inimigo de Deus” e de “filho da ira”, embora jamais se diga que Deus seja inimigo do homem […] ou de qualquer de Suas demais criaturas.

Ao contrário, o Novo Testamento nos diz que, sendo nós inimigos de Deus, fomos, todavia, com Ele reconciliados; e isto unilateralmente, pelo Sangue da Cruz de Cristo; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo; e, segundo Paulo escrevendo aos Efésios, pelo mesmo ato, Deus estava reconciliando consigo mesmo […] todas as coisas e criaturas, quer nos céus, quer sobre a terra; ou seja: em todas as dimensões.

Ora, na prática isto não muda por Decreto a relação dos inimigos de Deus com Ele, mas deixa claro que qualquer criatura pode ser aproximar de Deus, por causa de Jesus, sabendo que, havendo sincera liberdade e vontade arrependida […], da parte de Deus o Caminho da Reconciliação está aberto e consumado.

Dou Graças a Deus […] que Ele não tenha destruído e aniquilado Satanás ainda; pois, se assim o fizesse, quem mais, pelos critérios do mesmo juízo de aniquilamento, escaparia?

Sei que o Diabo existe; assim como sei que milhões e milhões de homens/diabos existem também; os quais, na maioria das vezes, são os que determinam a História da Civilização; a qual não é feita de Gandhis, de Madres Teresa ou de Paulos, mas de Neros, Calígulas, Domicianos, Gengis Kans e Hitlers.

Além disso, dou também Graças a Deus que o Diabo não tenha sido ainda aniquilado em razão de que em quase toda família humana, empresa humana, sistemas políticos, ou poderes conhecidos neste mundo, etc… — eu enxergue todos os dias milhões e milhões de diabos; sim, de criaturas que existem contra Deus, o amor e a vida; e que, em tais existências só se pode ver a imagem e semelhança de Satanás; posto que existam para realizar os desejos homicidas, egoístas, caprichosos, mentirosos, enganadores, aproveitadores, gananciosos, manipuladores, dissimuladores, narcisistas e perversos do Diabo; seja oprimindo como humanos as suas próprias famílias, seja como governantes despotizando povos, seja poderosos controlando os tesouros e recursos naturais ou destruindo-os; ou ambicionando serem os senhores dos destinos humanos…

Assim, a paciência do amor de Deus para com o Diabo é equivalente à paciência do amor de Deus para com a Humanidade!

O fato é que o homem foi se tornando tão semelhante ao Diabo […] que o Diabo foi se tornando semelhante ao homem; e, você, durma com o barulho louco de tal constatação!…

Desde o Éden que o homem aprende consciente e inconscientemente com o Diabo — e isto por vias, meios e modos diferentes —, e, em menor escala, o Diabo também aprende com o homem; posto que se trate de um encontro entre criaturas; uma delas com mais poder, o Diabo; outra menos poderosa, o homem; porém, ambos, homem e Diabo, vivem em estado de troca […] como criaturas.

Deus não tem nada a aprender com o homem ou com a criação, como sugerem alguns “teólogos”; porém, no nível da criação, aí sim, existe uma antroposatanologia relacional e do processo.

Ora, foi Paulo quem disse isto ao afirmar que os “Principados e Potestades” —bons e maus— estão sempre se perplexificando ante á produção dos filhos de Deus, para o bem; assim como se colocam em estado de perplexidade para o mal quando os humanos “fazem aquilo que nem os demônios acreditam” —; usando eu uma expressão chula a fim de descrever o que acontece.

Desse modo, o Amor Divino que exerce paciência com a diabrice humana, dando oportunidade de retorno à sensatez, é, ainda que nos pareça chocante, a mesma que trata o resto da criação e das criaturas com a mesma Graça; o que fará com que o Dia do Juízo se torne mais do que inapelável; posto que em tal Dia/Momento/Eterno, até o Iniquo dele venha a sair mudo e sem palavras!

No fim, o Lago de Fogo — no qual o Diabo e seus anjos, assim como a Morte e o Inferno serão lançados… — será um ato de Soberania Divina de Suicídio de criaturas e estados de existência, pela via do livre arbítrio de tais criaturas e estados de existência.

“Serão lançados nos Lago de Fogo ardente” todos os que todos os dias treinam tal salto para ele!…

Dessa forma, não querendo escrever mais […], apenas digo que é estranho assim o Amor de Deus; o qual, por definição, excede a todo o nosso entendimento; incluindo o entendimento que até Satanás possa ter […]; se é que pela sua maldade deliberadamente essencial ainda lhe restou alguma coisa que, não sendo inteligência, ou intelisatanencia, pudesse ser chamada de Entendimento; o qual [o verdadeiro entendimento], na sabedoria divina, é o saber que decorre não do intelecto, mas do saber que aprende em amor; o que, no caso do Diabo, parece ter se tornado, por sua total, livre e perseverante escolha de ser, uma inimaginável possibilidade humana quanto a conceber de outro modo.

Nele, em Quem até o Diabo é tratado com a Paciência do Amor que não se exaspera do mal,

Caio
26 de janeiro de 2012
Lago Norte
Brasília
DF

Fonte: Gospel+

 
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Publicado por em 31/01/2012 em POIMENIA

 

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Barco Missionário da Igreja Presbiteriana leva atendimento médico e odontológico a comunidades ribeirinhas

Barco Missionário da Igreja Presbiteriana leva atendimento médico e odontológico a comunidades ribeirinhas

A Igreja Presbiteriana de Manaus (IPM) mantém um trabalho missionário junto às comunidades ribeirinhas do Amazonas através de barcos hospitalares que levam atendimento médico e odontológico para comunidades que vivem isoladas dos centros urbanos.

O trabalho iniciado no ano de 1992 é o único atendimento médico e odontológico que chega a diversas cidades em torno nos rios Negro, Solimões, Amazonas, Jaú e Unini. Contando atualmente com nove barcos, o trabalho da IPM nas comunidades ribeirinhas atendeu, somente no ano passado, 6,2 mil pessoas, através da prestação de serviços médicos e sociais em cerca de 120 comunidades interioranas da região.

O pastor titular da IPM, José João Mesquita, disse ao site A Crítica (do UOL) que o chamado ministerial para atender a essas comunidades começou com barcos viajando regularmente pelo interior. Mesquita afirmou que ao constatarem a extrema carência de assistência médica decidiram, a partir de 1992, iniciar o projeto do barco hospitalar.

“Na década de 70, os pastores Caio Fábio D’Araújo e Franklin Arno começaram a viajar para comunidades próximas da capital e já constatavam a carência nessa área”, revelou o pastor.

A chegada dos barcos é motivo de alegria e comemoração nas comunidades visitadas. Nos barcos, acontecem consultas ambulatoriais e odontológicas, e entrega gratuita de medicamentos. A maioria dos que buscam atendimento são mulheres e crianças, e os casos mais comuns são problemas gastrointestinais, parasitoses, dermatoses e ginecológicos. O barco hospital costuma levar também um médico voluntário que realiza cerca de 30 cirurgias de lábio leporino a cada viagem.

A igreja procura visitar cada uma das comunidades pelo menos duas vezes por ano e o trabalho é custeado em 70% pela própria IPM, 20% são financiados pelo Instituto Mackenzie, de São Paulo, e 10% dos custos são pagos por duas igrejas norte-americanas que firmaram parceria com o projeto.

Mesquita afirma também que, ao contrário de algumas denominações que só se preocupam em resolver problemas financeiros e momentâneos das pessoas, o que leva muitos a comportamentos ingênuos, a Igreja Presbiteriana de Manaus tem como principal missão levar o evangelho e melhores condições de vida às comunidades amazonenses.

Fonte: Gospel+

 
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Publicado por em 31/01/2012 em POIMENIA

 

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