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Liderança: de fato ou de direito? [ Mas ele está realmente liderando? ]

Douglas Spurlock

Um pastor com 10 anos de ministério, já tendo passado por uma experiência de 6 anos numa igreja, está agora há 4 anos em outra. A igreja é boa e tem crescido bastante. Há grupos interessados em evangelismo, missões, política, e ação social. O interesse é tão grande, que os grupos fazem campanhas visando ganhar mais importância no ministério da igreja. Também buscam mais tempo, verbas, e envolver mais membros. Por outro lado, existem também os apáticos e desinteressados; aqueles que só observam. As assembléias deliberativas da igreja mais parecem reuniões políticas do que comunhão dos santos. Ganha quem trouxer mais pessoas para votar. O pastor é o líder, afinal ele é o pastor. Mas ele está realmente liderando?
É claro que inicialmente a liderança em nossas igrejas é dada. Mas durante o ministério o pastor pode negligenciar, ou desenvolver essa liderança tornando-a mais ativa e dinâmica. Ele pode realmente começar a liderar. Mas como? Como mudar do líder estático para o dinâmico? Quais os passos e características de uma liderança ativa e dinâmica?

I – PASSOS PARA DESENVOLVER UMA BOA LIDERANÇA.

1. CONCENTRAÇÃO – Um fato real na vida pastoral é que temos uma infinidade de tarefas a executar durante o dia. É importante reconhecer que isto é inerente a todas atividades existentes. Uma mãe tem os mesmos problemas que o gerente de uma indústria. Todos nós temos muitas coisas para fazer. Os que se sobressaem em suas profissões são aqueles que aprendem a concentrar e focalizar sua energia em uma só atividade. Isto não quer dizer que se deva esquecer das demais; mas sim focalizar sua atenção de forma que todas as outras atividades contribuam entre si para a realização de seu objetivo. A isto damos o nome de VISÃO. Em nosso entender, VISÃO é uma maneira de olhar para o futuro, com os problemas e realidades presentes e passadas. A visão nos dá condições para enxergar o futuro. Com ele em mente, nos concentramos e naturalmente chamamos a atenção de outros para a execução do nosso objetivo. Pois sendo algo tão importante que leve alguém a gastar tanto tempo e energia, certamente interessará a outros.

O pastor tem a possibilidade de focalizar sua atenção em um só objetivo e atrair observadores e participantes. No púlpito, no ensino, no escrever, no aconselhamento, no evangelismo, ele terá oportunidade após oportunidade para mostrar sua visão de futuro. Nossa visão criará um “compromisso magnético”, outros também desejarão envolverse. Pragmaticamente nossa visão ainda fará mais para a igreja. Você possivelmente tem notado que algumas igrejas são um tanto cansativas. Elas existem, cantam hinos, ouvem sermões, e geralmente fazem tudo que uma igreja deve fazer. Mas parece faltar emoção, dinamismo e vida. Às vezes, essa lacuna pode ser exatamente devido a inexistência da visão do que realizar no futuro. A atenção da igreja está num glorioso passado ou em discussões de como preservar o “status-quo”. Por outro lado uma visão do futuro será um poderoso impulso para seguir em frente. Encorajará as pessoas envolvidas a acreditar que os objetivos propostos podem ser alcançados. É um desafio para ser forte pois a visão é importante, significante, difícil, mas… compensadora. Isso cria na igreja um impulso de vida que reanima, e transforma propósitos em atividades concretas. É responsabilidade do pastor providenciar essa visão. Ele está na frente, no papel de líder. Liderando, o verbo está na forma ativa, indica que ele está fornecendo alvos, propósitos; a visão que dará direção para que a igreja possa prosseguir. Vamos ao segundo passo para desenvolver uma liderança dinâmica:

2 – COMUNICAÇÃO – Há muitas “visões” à nossa volta; idéias, projetos, propósitos, mas elas sempre ficam no estratosférico, não se tornarão realidade se não houver uma comunicação eficaz entre pastor e igreja. O pastor de certa forma, domina os meios de comunicação da igreja, ele tem à sua disposição o púlpito, reuniões específicas, apostilas, e o boletim dominical. Infelizmente por falta de habilidade em desenvolver a comunicação, muitos pastores perdem a visão antes que ele chegue às mentes e corações dos membros da igreja. Os pastores por serem pastores, podem pensar que são “craques” na arte e na ciência da comunicação. Nosso assunto no púlpito apesar de muito extenso, deve ser concentrado, sempre que possível relacionado à visão que desejamos passar para a igreja. Para alcançarmos sucesso em nossos planos, devemos apresentar o futuro relacionado à nossa visão de modo que este possa atrair e transmitir entusiasmo e alegria a outros, fazendo-os compartilhar conosco desses planos. Pense nas imagens provenientes de algumas visões e de como elas atraíram a muitos: à “expansão do evangelho” de Paulo, “Homem Novo” do Marxismo, o “III Reich” de Hitler, a “Nova Fronteira” de Kennedy, a “primeira fase do Plano Cruzado” de Sarney (Fev. 86), a “luta pelas diretas” de Teotônio Villela.

Estes são alguns exemplos de como homens com uma visão objetiva conseguiram envolver muitos em seus objetivos. Quando o futuro é apresentado de uma maneira bonita, é certo que muitos serão atraídos a compartilhar dele. Principalmente quando esse futuro é idealizado por um homem de Deus!

Na difícil tarefa de passar a visão para outros o pastor enfrentará muita oposição. Ele não pode estar despreparado, precisa pensar muito, e estar sempre passos a trente, pronto para responder com sabedoria a qualquer questionamento. É na profundidade de seus pensamentos, na habilidade de sua comunicação que ganhará a batalha da liderança eficaz, mobilizando assim, as pessoas a seu redor.

Confiança é como óleo lubrificante que permite o bom funcionamento de uma igreja. Sem confiança a igreja será um amontoado de pequenos grupos (panelinhas), que gastarão sua energia lutando entre si, e o progresso para o alvo será mínimo. A confiança se personifica na figura do líder, que deverá ser consistente, simples e persistente. O rebanho precisa ver o líder como ele realmente é. Não deve haver surpresas. Ele deverá ser para o povo a personificação da visão, um modelo do futuro.

Muitas vezes a visão é algo absolutamente novo, e isto propiciará uma oposição do “normal”. Toda inovação causa resistência, por isso o líder deve ser persistente. Ele não pode desistir, caso contrário estará dizendo ao povo que a visão de nada vale. Se porém, mostrar dedicação e persistência, o povo terá grande credibilidade em seu líder. Afinal, as pessoas são mais encorajadas pelo exemplo do que r idéia, as quais, por sua vez, ganham mais credibilidade através do líder que mostra consistência e persistência. Essa credibilidade dá ao povo a motivação necessária para que aceite a visão proposta e coopere até que esta seja alcançada.

CONCLUSÃO

Os três passos acima apresentados: CONCENTRAÇÃO – visão do futuro; COMUNICAÇÃO – envolvimento e motivação eficaz da igreja; CREDIBILIDADE – na pessoa do líder são passos fundamentais para uma liderança dinâmica. O pastor que não desejar refletir sobre essas verdades, deverá assumir as conseqüências dessa decisão, ou seja: igrejas passivas ou com brigas abundantes entre os próprios membros, escandalizando até os próprios descrentes. Por outro lado, o pastor que quiser desenvolver sua liderança para a glória de Deus e Seu Reino, visando qualidade e quantidade, ponderará seriamente sobre CONCENTRAÇÃO, COMUNICAÇÃO e CREDIBILIDADE. O trabalho é árduo, não nego. A igreja porém, precisa de uma liderança eficaz, pois o Senhor assim o exige. Que tipo de pastor você quer ser? Um pastor que simplesmente recebeu a liderança de outro pastor em sua posse, ou o que a desenvolve ao máximo para poder apresentar a Cristo uma igreja unida, sólida, amadurecida e ativa. A decisão é sua, afinal você é o líder!

Fonte: CREIO

 
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Publicado por em 07/10/2009 em POIMENIA

 

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Três características de um pastor bem sucedido

Pastores bem sucedidos são líderes eficazes

Dr. Robert Schuller

A maioria dos pastores bem sucedidos é, antes de tudo, líderes eficazes. Em todas as situações de insucesso, o motivo é a falta de liderança. Então surge uma pergunta importante concernente ao pastor e ao crescimento da igreja: “O que é liderança?”.

Um bom líder define o seu papel, estabelece o alvo, e paga o preço.

Um bom líder define o seu papel

O papel do pastor: O papel do pastor é liderar. Os seus pensamentos precisam andar na frente dos outros: ele sonda todas as possibilidades, prevê problemas e descobre soluções. Então ele comunica estas possibilidades e idéias de como solucionar problemas àqueles que tomam decisões na igreja. O pastor bem sucedido está sempre vendo adiante. Ele não pode viver no passado. Ele precisa viver no futuro. Liderança efetiva traça os seus planos com base no futuro, e não nas realizações do passado.

O pastor bem sucedido precisa também definir o papel da igreja. Eu defino o papel da minha igreja, como o Corpo de Cristo na comunidade, que procura pessoas feridas, as ama e as leva a uma experiência da graça redentora de Deus. A igreja bem sucedida ministra às pessoas em sua totalidade, baseando-se em relacionamentos, atende as necessidades humanas em sua comunidade.

Conheço algumas igrejas que são simplesmente pontos de pregação – elas têm uma multidão no domingo de manhã, mas bem poucos, ou ninguém, estão indo de encontro às necessidades humanas. Também há as igrejas que são centros de treinamento ou de evangelismo. Mas a igreja de hoje deve ser muito mais do que isso. A igreja bem sucedida será sempre o Corpo de Cristo alcançando as pessoas feridas através do evangelismo, educação, treinamento, ministério de adoração e atendendo as necessidades particulares do seu povo.

Um bom líder estabelece o alvo

O pastor bem sucedido estabelece alvos para igreja. Estabelecer alvos exige que o pastor esteja na igreja o tempo suficiente para conhecer o povo, a comunidade e as necessidades. Em muitas igrejas, o pastor tem a idéia de que ficará ali até que apareça uma igreja melhor. Mas esta é uma fórmula garantida para o fracasso. O ditado diz: “Floresça onde você está plantado”. O sucesso não é uma questão de ter espaço para trabalhar e sim o resultado direto de uma atitude de sucesso. Os grandes movimentos nunca são dirigidos a grandes lugares, mas são sempre movidos por grandes idéias. E idéias bem sucedidas se deslocam de um sonho bonito e inspirativo para alvos específicos e mensuráveis.

Como você estabelece os seus alvos? Você começa com uma lista das maiores necessidades de sua igreja e comunidade. Depois põe a sua lista em ordem do mais importante. Qual é a necessidade mais urgente? O que você pode fazer de imediato? Baseado nestas necessidades estabeleça alvos diretos, específicos e definidos que descrevam os resultados que você quer para daqui a um ano, cinco anos e dez anos.

Depois você precisa verificar os seus alvos. Eu uso três perguntas para determinar se os meus alvos são inspirados por Deus.
1. Este é um alvo que oferece soluções para os problemas? A realização deste alvo – este sonho – resolverá problemas humanos?
2. Este sonho se for realizado, representa algo novo que precisa ser feito? Alguém já está sendo bem sucedido em atender estas necessidades? Se o seu alvo é pioneiro, você poderá ter certeza que receberá todos os estímulos, novos desafios e oportunidades que você precisa, e as pessoas cujos problemas serão resolvidos através da realização do seu alvo reconhecerão que você é um servo de Deus. Se o seu alvo for aprovado nestes dois testes, então você fará a pergunta mais importante: A realização do meu alvo trará glória a Deus? Será algo valioso para Deus? Se a resposta for “sim” para as três perguntas, é hora de começar, pois a metade já está feita.

Um bom líder paga o preço

O pastor bem sucedido está disposto a pagar para ter o trabalho realizado. Uma vez que você estabeleceu seus alvos, creia que qualquer coisa é possível, que seu trabalho resolverá problemas humanos e será algo valioso para Deus. Pesquise todos os caminhos possíveis para alcançar o seu alvo. Mãos à obra e trabalhe. Pague o preço.

FONTE: Sepal Via: CREIO

 
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Publicado por em 07/10/2009 em POIMENIA

 

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Biblical Principles for Stewardship and Fundraising

Wesley K. Willmer, Ph.D., Editor
This article provided by the Engstrom Institute

The following ten principles are the culmination of the prayer and work of a task force of Christian leaders convened by Wesley Willmer to address the nature of biblical stewardship and fundraising.

Christian leaders, including development staff, who believe in the Gospel of Jesus Christ and choose prayerfully to pursue eternal kingdom values (Mt. 6:19-21), will seek to identify the sacred kingdom resources of God’s economy within this simple list of ten principles:

1. God, the creator (Gen. 1) and sustainer of all things (Col. 1:17) and the One “who works within us to accomplish far more than we can ask or imagine” (Eph. 3:20), is a God of infinite abundance (Ps. 50:10-11) and grace (2 Cor. 9:8).

2. Acknowledging the primacy of the Gospel (Rom. 1:16) as our chief treasure (Mt. 13:44), Christians are called to lives of stewardship, as managers of all that God has entrusted to them (1 Cor. 4:1-2).

3. A Christian’s attitude toward possessions on earth is important to God (Mt. 6:24), and there is a vital link between how believers utilize earthly possessions (as investments in God’s kingdom) and the eternal rewards that believers receive (Phil. 4:17).

4. God entrusts possessions to Christians and holds them accountable for their use, as a tool to grow God’s eternal kingdom, as a test of the believer’s faithfulness to God, and as a trademark that their lives reflect Christ’s values (Lk. 16:1-9).

5. From God’s abounding grace, Christians’ giving reflects their gratitude for what God has provided and involves growing in an intimate faith relationship with Christ as Lord of their lives (Mk. 12:41-44).

6. Because giving is a worshipful, obedient act of returning to God from what has been provided (1 Chron. 29:10-14), Christian fundraisers should hold a conviction that, in partnership with the church, they have an important role in the spiritual maturation of believers (James 3:1).

7. The primary role of Christian fundraisers is to advance and facilitate a believer’s faith in and worship of God through a Christ-centered understanding of stewardship that is solidly grounded on Scripture (2 Tim. 3:16).

8. Recognizing it is the work of the Holy Spirit that prompts Christians to give (In. 15:4-5) (often through fundraising techniques) (2 Cor. 9:5-7, Neh. 1:4-11), fundraisers and/ or organizations must never manipulate or violate their sacred trust with ministry partners.

9. An eternal, God-centered worldview promotes cooperation, rather than competition, among organizations, and places the giver’s relationship to God above the ministry’s agenda (2 Cor. 4:16-18).

10. In our materialistic, self-centered culture, Christian leaders should acknowledge that there is a great deal of unclear thinking about possessions, even among believers, and that an eternal kingdom perspective will often seem like foolish nonsense (1 Cor. 2:14) to those who rely on earthly kingdom worldview techniques (1 Cor. 2:1-5).

When these principles are implemented, that rely on God changing hearts more than on human methods, the resulting joy-filled generosity of believers will fully fund God’s work here on earth (Ex. 36:6-7).

A note from the editor

In 2003, noting that Christian organizations tended to use secular fundraising methods with little consideration of whether those practices were consistent with God’s Word, I convened a national task force under the joint auspices of the Christian Stewardship Association (now the Christian Leadership Alliance, CLA) and the Evangelical Council for Financial Accountability (ECFA) to address this concern. The task force consisted of twenty-three Christian leaders, including three with experience as seminary presidents.[i]

The motivation behind the document was that Christian leaders raising resources for ministries are called to be emissaries of Christ in their field. It is inconsistent with their faith to simply import secular practices and theories of fundraising into a Christian context. Rather, Christians must have the attitude of stewards, called by God to faithfully administer resources He has bestowed. As Christians, we should acknowledge that God is the creator of all, and has entrusted all we have to care for it with His glory in mind. These principles have been written with the belief that if fundraising by Christians is to reflect their convictions, it must be thoroughly biblical in character, and God-honoring in practice. They will hopefully serve as a guide to church and parachurch ministries who desire to do their work as stewards honoring God.

About the editor: Wesley Willmer, Ph.D, is Senior Vice President of the Evangelical Council for Financial Accountability. He previously served 19 years as vice president of advancement at Biola University. He has 38 years of experience as a professor, researcher and administrator in four higher educational institutions and has authored 23 books.

[i] The members of the joint CSA—ECFA Task Force that developed the Biblical Principles for Stewardship and Fundraising (with titles as of the time of committee service) were: Randy Alcorn (Founder and Director, Eternal Perspectives Ministries), Rebekah Burch Basinger (Consultant for Fundraising and Board Education), Ron Blue (Managing Partner, Ronald Blue & Co.), Howard Dayton (CEO, Crown Financial Ministries), Lu Dunbar (President, Royal Treasure), Daryl J. Heald (President, Generous Giving), Thomas Jeavons (General Secretary, Philadelphia Yearly Meeting of the Religious Society of Friends), Brian Kluth (Senior Pastor, First Evangelical Free Church, Colorado Springs, CO), Lauren Libby (Vice President and COO, The Navigators), Tom McCabe (President, KMA), ThomasH. McCallie III (Attorney, Maclellan Foundation), David L. McKenna (Chairman of the Board of Trustees, Spring Arbor College; Former President: Spring Arbor College, Seattle Pacific University, and Asbury Theological Seminary), Adam Morris (Committee Vice Chair, and Senior Director of Stewardship and Resource Development, Biola University), Richard J. Mouw (President and Professor, Fuller Theological Seminary), Paul D. Nelson (President, Evangelical Council for Financial Accountability), John Pearson (CEO, Christian Management Association), Scott Preissler (President and CEO, Christian Stewardship Association), R. Scott Rodin (Consultant; Former President: Eastern Baptist Theological Seminary), J. David Schmidt (President, J. David Schmidt & Associates), Janet Stump (Director of Development, Association of Christian Schools International), Rollin Van Broekhoven (Federal Judge, Washington, D.C.), Mark Vincent (President and Lead Partner, Design for Ministry, Mennonite Church), Wesley K. Willmer (Committee Chair, and Vice President of University Advancement and Professor, Biola University).

Source: CHRISTIAN ALLIANCE LEADERSHIP

 
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Publicado por em 06/10/2009 em POIMENIA

 

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O coroinha e o office-boy

Quando se afirma que uma determinada pessoa é líder, isso não significa necessariamente um acréscimo de qualidade positiva àquela pessoa. Denominam-se de líderes, por exemplo, desde os governantes aos chefes de gangues; dos gestores de empresa aos sacerdotes de uma religião. Enfim, seja para o bem ou para o mal, os líderes existem. Se estiver correto o conceito de que liderança é basicamente influenciar pessoas, a história registra líderes que assassinaram milhões de pessoas, como o soviético Joseph Stálin, e líderes que conduziram suas nações ao progresso social, como o pastor americano Martin Luther King Jr. Portanto, não basta ser um líder. Importa que o líder seja um ser humano dotado da capacidade de inspirar, apoiar e mobilizar pessoas a cumprir uma missão.

O mérito da liderança não é exercê-la como um fim em si mesmo, mas a capacidade de usá-la para servir. Há outros fundamentos básicos da liderança, como caráter e integridade – e essas são características que podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa. O servo que lidera é marcado pela singularidade do bom caráter, que nada mais é que a manifestação pública do seu estado de ser. Conheço mais servos que são líderes do que líderes que são servos. E há muito mais gente escrevendo para os líderes do que para os servos. Depois que li O monge e o executivo, de James Hunter, que anima os líderes a serem servidores, fiquei pensando em escrever um livro intitulado “O coroinha e o office-boy”. Não seria uma réplica – apenas uma forma de falar de serviço a partir do público que serve e tem um potencial extraordinário para liderar.

O detalhe é que nem sempre o pastor titular é o grande líder de uma igreja. Nem sempre o artilheiro é o líder do time de futebol, assim como há gerentes que exercem muito mais liderança numa empresa do que o presidente da corporação. Muitas vezes, os líderes não têm qualquer posição oficial no grupo a que pertencem, mas se destacam por sua integridade, carisma, caráter, capacidade de influenciar as pessoas para o bem comum. A essência mais básica da liderança é o cuidado especial para servir as pessoas. O líder, neste contexto, se realiza em cumprir o seu papel peculiar de tornar os seres humanos mais humanos. O ser humano é a matéria-prima do servo que lidera. E, se a matéria-prima dos líderes é o ser humano, o produto final que realiza esses líderes é o desenvolvimento máximo das pessoas que lideram. Em geral, os servos que lideram agem assim e nunca souberam conscientemente o bem realizado.

Ora, se liderança é influenciar pessoas pelo exemplo e pelo caráter, qual outro líder na história da humanidade conseguiu influenciar pessoas tão positivamente e por tantos séculos senão Jesus de Nazaré? Seu propósito não era liderar, era servir. Todos nós temos sérias suspeitas sobre o cristianismo e sobre a incoerência das instituições cristãs; mas, nem mesmo os opositores da religião cristã têm qualquer suspeita sobre a capacidade extraordinária do serviço de Jesus Cristo prestado à humanidade. Nessa tentativa de propor uma liderança marcada pela integridade, bom caráter, compromisso com a plenitude de vida para todas as pessoas, e, naturalmente relacionados ao exemplo de Jesus Cristo, o perfil proposto nesta reflexão estará sempre denunciando inadequações, equívocos e atitudes que podem ser melhoradas na liderança. O propósito não é provocar uma sensação de culpa, muito menos sugerir que alguém pode ser melhor do que outras pessoas. A intenção é fortalecer uma necessidade básica para toda e qualquer liderança – a necessidade fundamental de servir, em aprendizado e crescimento contínuos. Aprender sempre, mas nunca para ser melhor do que os outros; basta ser e fazer, a fim de se tornar o dia de hoje melhor do que o de ontem.

A partir deste raciocínio, fica evidente que a primeira tarefa do líder é cuidar de si mesmo. Há um consenso muito evidente entre todos os estudiosos sobre liderança: o de que ninguém consegue liderar outras pessoas se não gastar tempo, muito trabalho e sabedoria em liderar a si mesmo. Se a tarefa primária da liderança é amar, servir e influenciar os outros, o próprio líder é a primeira pessoa a desfrutar dessa tarefa. O líder precisa ser inspirado por seus valores, fortalecido pelo prazer de servir e motivado pela capacidade de se sacrificar. Se os monges e executivos precisam ser lembrados sobre suas potencialidades em servir, os servos – tanto os coroinhas como os office-boys da vida – precisam ser desafiados a exercer suas capacidades para que possam liderar. Não há como pensar de forma diferente: a tarefa de liderar requer de quem a exerce muita disciplina pessoal, investimento em conhecimentos diversos e, acima de tudo, conhecimento e domínio sobre si mesmo.

Autor: Carlos Queiroz

Fonte: CRISTIANISMO HOJE

 
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Publicado por em 30/08/2009 em POIMENIA

 

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Davi e o envelhecer: guerreiros não duram para sempre

As pessoas quando envelhecem tendem a ser desumanizadas pela sociedade. É o caso de artistas, celebridades, executivos, obreiros. Confunde-se a vocação com a pessoa. Muitos obreiros são descartados quando a idade chega. Ignorados e esquecidos, sofrem de uma solidão ministerial absurda que os leva a questionar até mesmo se valeu à pena ter lutado tanto.
O choque de gerações acirra ainda mais essa crise. Muitos “meninos” que ainda não andaram sequer a primeira milha se julgam superiores a tudo e a todos. Millôr Fernandes, no álbum do fotógrafo gaúcho Robinson Achutti, escreveu: “Qualquer idiota pode ser jovem. Em poucos anos se consegue isso. Mas caras jovens são fotograficamente aflitivas. Não têm biografia. Chapas sem emulsão. Lisas. Pois é preciso muito tempo para envelhecer. E muito talento. O supremo talento da sobrevivência”.

Davi também passou por isso, e pode nos ensinar muito. Observemos dois textos de dois momentos diferentes da vida de Davi: Em I Samuel 18.7, o guerreiro – e jovem – Davi é celebrado nas canções: “As mulheres, dançando, cantavam umas para as outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares”. Em II Samuel 21.16 e 17, o velho Davi está em mais uma das muitas guerras contra os filisteus e quase é assassinado: “E Isbi-Benobe, que era dos filhos do gigante, cuja lança de bronze pesava trezentos siclos, e que cingia uma espada nova, intentou matar a Davi. Porém Abisai, filho de Zeruia, o socorreu, e feriu o filisteu e o matou. Então os homens de Davi lhe juraram, dizendo: Nunca mais sairás conosco à peleja, para que não apagues a lâmpada de Israel”.

Fico imaginando como deve ter sido difícil para Davi. A dor do velho guerreiro. Não mais o cabelo vermelho, os músculos; agora, a face enrugada, a pele flácida, o cabelo branco denunciam que o guerreiro se foi. Mas o que era para ser frustração, vira excelência (Sl. 92. 12-14). Surge um Davi melhor! Um cantor com muito mais experiência. Ele não era só mais um guerreiro – ele era a “lâmpada de Israel”. Os salmos mantinham a lâmpada acesa.
Nosso problema no século XXI é que ainda buscamos os guerreiros e não as lâmpadas. Deus procura por pessoas que não deixem sua luz se apagar. Pessoas que saibam, como dizia um pensador antigo, que “se a chama que está em ti se apagar, as pessoas ao teu lado morrerão de frio”. Minha oração é para que as gerações mais novas não se percam na escuridão pós-moderna, pois as lâmpadas ainda estão acesas!
Davi é isso! Simplesmente fascinante. Nenhum personagem bíblico causa tanto impacto em nós quanto ele. Davi não é descrito operando grandes milagres como Moisés e Elias, não tem a fé de Abraão, muito menos a famosa paciência de Jó. Ele não tem a teologia elaborada de um Paulo, não conhece os mistérios como Daniel. Davi é exatamente como Deus queria que ele fosse. Por isso ele fascina tanto. Por isso sua história não envelhece. Davi é nosso. Nosso irmão de caminhada. Quando peco, e a crise me invade, Davi é meu confidente, companheiro e amigo. Quando preciso de conselhos, sei a quem escutar. Quando o coração se aflige, há sempre um salmo de Davi por perto.

Fonte: ALAN BRIZOTTI

 
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Publicado por em 28/08/2009 em POIMENIA

 

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Liderança ou Coaching?

“A questão crucial para qualquer pessoa responsável por outros – seja como pastor de uma igreja ou como gerente de uma empresa: quando é que eu lidero o meu grupo, e quando eu os treino, através do coaching?” Artigo do psicólogo cristão Christoph Schalk faz esta reflexão: “Para responder a esta pergunta você deve primeiramente estar ciente dos princípios básicos da liderança e do coaching. Você pode então decidir, dependendo da situação, se é necessária liderança ou coaching e qual deles levará ao objetivo desejado”. Continue lendo o artigo.

“Liderar significa assegurar que as instruções estão sendo seguidas, definir limites e esclarecer as condições gerais. Exemplos disso na vida da igreja são do tipo: “A partir de janeiro o boletim da igreja irá circular a cada dois meses, em vez de uma vez por trimestre”, ou “Todos os líderes de grupos devem prestar contas ao pastor”. Em uma empresa poderá ser assim: “Telefonemas pessoais não são permitidos durante o horário de expediente”, ou “A partir de janeiro os departamentos X e Y serão fundidos em um só”. Estas decisões e limitações não deixam margem para discussão ou mudança. Nesses casos, o pastor/líder tem de certificar-se que as regras foram observadas, ou seja, demonstrar uma liderança clara.

“Coaching, por outro lado, é adequado para situações em que um colaborador é livre para agir e criar. É importante esclarecer o alcance desta liberdade diretamente com o funcionário – caso contrário, mal-entendidos e conflitos podem ocorrer e o coaching não funcionará corretamente. A liberdade de ação no exemplo do boletim da igreja pode significar que a pessoa responsável pode decidir como ele pretende resolver a questão de edições mais frequentes, por exemplo, seja aumentando o número de colaboradores ou reduzindo o tamanho do boletim. O pastor coach o apoia em sua busca pela melhor solução e pela implementação de medidas adequadas. Tal como acontece com a combinação dos dois departamentos na empresa, o diretor pode utilizar o coaching para orientar seus colaboradores a desempenhar um papel ativo e criativo no processo de reestruturação. Ele pode incentivá-los a assumir a responsabilidade, a pensar em medidas por eles próprios, e colocá-las em prática.”

Coaching faz uso do potencial dos colaboradores

“Coaching é uma boa maneira de incentivar os colaboradores a atingir seus próprios objetivos pessoais (que são subordinados aos objetivos globais da igreja ou da empresa) e de apoiá-los nos respectivos processos de planejamento e execução. Coaching é também útil em prover treinamento avançado no trabalho e em garantir que a igreja ou a empresa realmente obtenha benefícios a partir dos recém adquiridos conhecimentos e habilidades dos colaboradores.

“O coach pode orientar os colaboradores focando sua atenção nas coisas que já estão funcionando bem com questionamentos do tipo: Quais os pontos fortes, as aptidões e as abordagens já disponíveis? Que habilidades os colaboradores possuem? O que já funciona bem? A tarefa do pastor/líder ou executivo é reforçar a consciência dos colaboradores acerca dos aspectos positivos, mostrar seu apreço por eles e fornecer encorajamento. Os colaboradores têm, muitas vezes, todas as competências e os recursos necessários, mas se sentem presos em suas tarefas específicas ou situação. Nesses casos, o coach os relembra de seus pontos fortes e os motiva a adotar uma perspectiva mais positiva, concentrando-se no que é possível e que dará precedência sobre o que parece impossível. Geralmente, tudo que é necessário para esclarecer a situação são respostas a algumas perguntas simples e, dessa forma, os colaboradores se sentem aptos a agir.

“Exemplos de questões que suscitam a sensibilização de uma pessoa para soluções em potencial são: “Aonde exatamente você quer chegar?”, “Tem alguma ideia sobre como encontrar uma solução?”, “Como os de fora saberão que enfrentamos este problema?”,”O que tem funcionado bem até agora?” Questões simples como estas – orientadas para uma possível solução – têm produzido alguns resultados surpreendentes.”

Coaching significa deixar seguir

“Coaching significa tornar os colaboradores conscientes da sua própria capacidade para encontrar soluções. O colaborador deve, então, também ser autorizado a assumir a responsabilidade de escolher as soluções e adotá-las. A linha entre a liderança e coaching pode ser atravessada durante o processo. No exemplo do boletim da igreja isso significaria: “A partir de janeiro o boletim da igreja irá circular a cada dois meses, em vez de uma vez por trimestre” (declaração clara – líderança). A conversa poderá então avançar para questões como: “Tem alguma ideia de como poderíamos proceder a este respeito? O que precisa acontecer, a fim de alcançar esta meta? “(Espaço para ideias próprias – coaching).

“Para as pessoas em cargos executivos uma parte essencial do coaching é aprender a deixar seguir: você tem que deixar seguir suas próprias idéias, sugestões e ajudas concretas – caso contrário, é o coach, que acaba por resolver o problema. Coaching significa também dar às pessoas a liberdade de ação. Você tem que dar-lhes a oportunidade de demonstrar as suas próprias habilidades, ideias, conhecimento e competência. Eles têm de se sentir livres para tomar suas próprias decisões, tomar a iniciativa, encontrar soluções e planejar seus passos rumo à meta desejada.”

Alimento para os pensamentos…

Que liberdade de ação meus colaboradores têm em suas tarefas? Como foi, exatamente, formulada essa liberdade de ação? Que problemas ainda precisam ser esclarecidos? Quais instruções eu preciso dar-lhes? Como? Em que áreas posso treiná-los? Na realização dos seus próprios objetivos? Planejar como atingir o objetivo e colocar em prática? Em seu próprio desenvolvimento pessoal?

* O autor deste artigo, Christoph Schalk, é psicólogo (Mestrado em Psicologia Organizacional), e trabalha como coach e formador de coaches. Durante os últimos 15 anos, treinou pessoalmente mais de 300 dirigentes e executivos, e cerca de 600 coaches em mais de 25 países. Seu tema favorito neste momento: “O líder/executivo como coach”.

Schalk é co-autor de “A Prática do DNI” (com Christian A. Schwarz – 240 páginas, sobre como descobrir as áreas fortes e os limites de sua igreja, como trabalhar no seu fator mínimo, como mudar obstáculos em oportunidades etc), “Descomplicando a Vida” (192 páginas, sobre seis segredos para uma vida bem sucedida segundo o plano de Deus), “Perfil da Igreja – SIMPLES” (questionários explicados para levantar o perfil da sua igreja) e “Perfil Plus – Somente p/ Igrejas”. Todas estas publicações foram editadas pela Editora Evangélica Esperança, sediada em Curitiba, Paraná.

Fonte: AGÊNCIA SOMA

 
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Publicado por em 27/08/2009 em POIMENIA

 

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