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É pecado julgar?

É pecado julgar?  (mp3)

Jesus disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7:1). Este versículo é citado por muitas pessoas para condenar qualquer pessoa que critica as doutrinas ou práticas religiosas de outros. Ironicamente, as pessoas que assim usam o texto não percebem que estão julgando a outra pessoa culpada de desobedecer esta proibição! É pecado julgar? Como é que devemos entender essas palavras de Jesus?

Jesus condena o julgamento hipócrita.
 Ele emprega uma imagem engraçada para ilustrar o ponto. Uma pessoa está sofrendo por causa de um cisco no olho, quando vem a outra oferecendo tirá-lo. Só que a outra, o juiz hipócrita, tem uma viga no olho dela! Jesus disse que temos que tirar nossas próprias vigas antes de remover os ciscos dos outros. Não devemos condenar os probleminhas dos outros quando praticamos pecados mais graves.

Jesus condena a atitude negativa do censor. Algumas pessoas vivem para criticar, sempre procurando e destacando as falhas dos outros. Tais pessoas convidam outros a ser críticos, também. Quando condenamos as pequenas falhas de outros, eles terão motivo para nos condenar (considere o exemplo do servo que não perdoou o outro, Mateus 18:23-35).

Jesus não condena a avaliação dos outros. Mateus 7 mostra claramente que Jesus não está condenando a avaliação dos outros. Temos que discernir entre o certo e o errado, e entre as pessoas que praticam as coisas de Deus e as que andam no erro. No versículo 6, Jesus exige o julgamento de pessoas que ouvem o evangelho, e a rejeição dos “porcos” e “cães”. Do versículo 15 ao 20, ele ensina sobre o julgamento de professores pelos frutos (veja Mateus 16:6,11-12).

Paulo exige o julgamento. 
Não é o bastante dizer que o servo de Cristo pode julgar. O discípulo de Jesus é obrigado a julgar! Às vezes, alguém na igreja terá que julgar outros irmãos para resolver problemas (1 Coríntios 6:1-5). Em geral, todos nós temos que julgar todas as coisas, retendo o bem e rejeitando o mal (1 Tessalonicenses 5:21-22). Para discernir entre essas coisas, é necessário crescer espiritualmente (Hebreus 5:12-14). As pessoas incapazes de julgar continuam como crianças, como pessoas carnais (1 Coríntios 3:1).

O propósito do julgamento que Deus exige de nós não é para condenar ninguém ao castigo, mas para evitar o pecado e ajudar outros, também, ficarem livres do mal.

-por Dennis Allan

Fonte: ESTUDOS DA BÍBLIA

 
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Publicado por em 10/09/2011 em POIMENIA

 

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Mulher vai presa por R$ 120, mas políticos são absolvidos por muito mais

Antônio More/Gazeta do Povo

Antônio More/Gazeta do Povo / Requião: contas aprovadas pelo TC.Requião: contas aprovadas pelo TC.

Uma empregada doméstica gaúcha que passou a mão em R$ 120 do patrão levou um recurso ao STJ para tentar escapar da cadeia. Não funcionou. Os ministros do tribunal afirmaram que o comportamento dela apresentava “periculosidade social”. E o valor, afirmou o relator do caso, ministro Og Fernandes, à época era quase um terço do salário mínimo, de R$ 380. Diz o texto produzido pelo STJ que ela até pode ter a pena diminuída de “um a dois terços”. E só.

O leitor pode achar a decisão intolerante. Afinal, a Justiça brasileira prevê o uso do “princípio da insignificância” para furtos muito pequenos. Pode-se também achar que roubo, mesmo de R$ 120, merece mesmo cadeia. O que é difícil de entender é como alguns são punidos com toda a dureza da lei enquanto outros, acusados de dar fim errado a somas muito maiores de dinheiro, recebem toda a tolerância possível.

Na semana passada, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral estendeu a insignificância a parâmetros nunca dantes imaginados. O valor em questão estava ligeiramente acima de R$ 120. O julgamento envolvia R$ 74 mil das contas de campanha de Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná. O Ministério Público mostrou que ele não prestou contas adequadamente do dinheiro. Ou seja: qualquer coisa poderia ter ocorrido com aqueles R$ 74 mil.

No entanto, apesar das provas, o tribunal decidiu não usar com Rossoni o rigor da lei. Quatro dos seis magistrados acharam que o valor era insignificante perto dos R$ 580 mil que Rossoni havia coletado durante a campanha. Eram só 6% do total, disseram os juízes. Mas fica a pergunta: a insignificância é uma questão de porcentagem? Se Rossoni tivesse movimentado R$ 10 milhões na campanha, quanto poderia passar sem ser fiscalizado?

Ontem, novamente, as autoridades paranaenses mostraram sua face mais complacente. Dessa vez os julgados eram os ex-governadores Orlando Pessuti e Roberto Requião. O Ministério Público pedia a reprovação das contas do governo de ambos. Apontou uma série de problemas, conforme revelou ontem a reportagem de Heliberton Cesca nesta Gazeta. Mas alguém aí acha que o Tribunal de Contas condenou os dois? Curiosamente, pelos mesmos quatro votos contra dois, as contas de ambos foram aprovadas “com ressalvas”.

O conselheiro Artagão de Mattos Leão, que patrocinou a tolerância ao assinar o relatório, afirmou com todas as letras que “por baixo da nossa toga precisa haver um coração”. Claro que a lei precisa ser interpretada. E que ninguém espera que juízes sejam carrascos impiedosos condenando todos o tempo todo. O que se espera, apenas, é que todos sejam julgados pela mesma régua.

Um dos princípios básicos da Constituição brasileira (e de toda democracia que se preze) é que todos somos iguais perante a lei. Sem isso, caímos no antigo regime, em que uns tinham direito divino a certos privilégios, enquanto outros estavam condenados a nunca ter certos direitos. As autoridades precisam decidir se, afinal de contas, a “insignificância” do valor desviado serve só para quem tem amigos no Judiciário.

Do jeito que as coisas andam, a impressão que se tem é que às vezes o que se julga não é a insignificância do crime. E, sim, do acusado.  

Fonte: GAZETA DO POVO

 
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Publicado por em 31/08/2011 em POIMENIA

 

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