RSS

Arquivo da tag: igrejas

Jesus é maior que a religião

 
Comentários desativados em Jesus é maior que a religião

Publicado por em 04/03/2012 em POIMENIA

 

Tags: , , ,

O Palhaço de Kierkegaard (existe um “dentro” e um “fora” da Igreja?)

Ratzinger (2005 p. 31), aludindo a Kierkegaard, apresenta em uma parábola a sensação de muitos cristãos hoje:

Certa vez houve um incêndio num circo ambulante na Dinamarca. O diretor mandou imediatamente o palhaço, que já se encontrava vestido e maquilado a caráter, para a vila mais próxima, para que buscasse ajuda, advertindo que existia o perigo de o fogo se espalhar pelos campos ceifados e ressequidos, com risco iminente para as casas do próprio povoado. O palhaço correu até a vila e pediu aos moradores que viessem ajudar a apagar o incêndio que estava destruindo o circo. Mas os habitantes viram nos gritos do palhaço apenas um belo truque de publicidade que visava levá-Ios em grande número às apresentações do circo; aplaudiam e morriam de rir. Diante dessa reação, o palhaço sentiu mais vontade de chorar do que de rir. Fez de tudo para convencer as pessoas de que não estava representando, de que não era um truque e sim um apelo da maior seriedade: tratava-se realmente de um incêndio. Mas a sua insistência só fazia aumentar os risos, achavam excelente a sua performance – até que o fogo alcançou de fato a vila. Aí já era tarde, e o fogo acabou destruindo não só o circo, como também o povoado.

Ninguém acredita no palhaço, pois fala como palhaço, veste-se como palhaço e, portanto, sua mensagem é interpretada como a de um palhaço – sem nenhuma seriedade. Muitos dos que se apresentam com fé em nossos dias sentem-se de fato como alguém vindo de outra realidade, “de um sarcófago antigo, apresentando-se ao mundo de hoje nos trajes e com o pensamento da antiguidade.” (RATZINGER, 2005, p. 32). Por vezes muitos cristãos cultivam a ilusão que são homens e mulheres de outro mundo, de outras sociedades, esterilizados da contaminação das sociedades em que vivem e amedrontados diante dos que consideram os “de fora” e contra os quais apenas resta proferir impropérios de condenação.

Segundo Ratzinger (2005, p. 33) não se pode permanecer nesta ilusão de que há uma grande distância entre os membros da Igreja e os não crentes. Eles não são tão diferentes assim. Ambos os grupos pertencem ao mesmo mundo, à mesma sociedade. Não partilham as mesmas “verdades”, mas dividem as mesmas inseguranças. 

[O cristão] terá que compreender que sua própria situação pouco se distingue da dos outros, ao contrário do que ele talvez tenha pensado inicialmente. Perceberá que em ambos os grupos estão presentes as mesmas forças, muito embora estejam agindo neles de maneiras diversas. (RATZINGER, 2005, p. 33, grifo nosso).

Utilizando-se da imagem de um filme que retrata um Jesuíta abandonado ao mar atado a uma trave do barco, Ratzinger (2005, p. 35) descreve os crentes e os descrentes de todos os tempos. O ser humano atado à trave no enorme oceano é imagem da situação de todos nós, que somente podemos olhar para cima, confiando em nossa pequena tábua de certezas tendo abaixo de si o imenso oceano do “talvez”. A dúvida é o oceano que une descrentes e crentes, ambos sem poder escapar ao dilema humano de jamais ter a absoluta firmeza racional de suas afirmações. “Tanto fiel como o incrédulo participam, cada um à sua maneira, da dúvida da fé” (RATZINGER, 2005, p. 36).
Os estudos acerca dos processos de subjetivação e a análise institucional concordam aqui com o teólogo Ratzinger. Nenhuma instituição humana se constrói fora dos jogos de poder e das linhas de força que perpassam as sociedades humanas. Não há um dentro e um fora das instituições. A Igreja, portanto, não pode ser considerar-se como um ente isolado, pois os modos de existência de seus membros também se forjam nas mesmas linhas de força que perpassam todo o real. Seu único diferencial não é “seu”. Vem-lhe de fora: o Espírito Santo. De resto, todos fazem parte da mesma humanidade e como tal precisam sentir-se. Deus se fez humano em Jesus. Não há porque um cristão sentir-se alguém de fora do humano.
Cabe, portanto, às instituições eclesiais, reconhecer-se como membros de uma mesma humanidade e, corajosamente, sair de seus casulos para o diálogo franco e aberto com o mundo de hoje. Somente assim a Igreja poderá, novamente, adquirir qualquer relevância na edificação de sociedades mais justas e fraternas. Há que se reconhecer que os filhos da Igreja são filhos também do mundo, e que, desde dentro, precisam fecundar a história com a força da vida que vem do Evangelho.
 
Comentários desativados em O Palhaço de Kierkegaard (existe um “dentro” e um “fora” da Igreja?)

Publicado por em 01/03/2012 em POIMENIA

 

Tags: ,

O Robinson Cavalcanti que levo na memória

Alexandre Brasil Fonseca, em Novos Diálogos

Mais de 20 anos se passaram quando eu, saindo da adolescência, recebi Robinson Cavalcanti em minha casa. Não sei ao certo o porquê, nem pra quê ou como ele foi parar ali. Imagino que tenha relação com o meu envolvimento com a ABU. Lembro da minha mãe, que conheceu muita gente, mas que sempre se lembrava dessa visita em particular.

Comentava comigo sobre a simpatia dele, naquela época pastor e professor, e que sentado no sofá de nossa sala pediu um “digestivo” após o almoço. Também falava de seu jeito cativante e da conversa fácil e agradável que ele tinha.
Robinson teve relação direta com a opção que fiz por cursar ciências sociais. Lia e admirava algumas pessoas; e ao perceber que estas tinham formação em Ciências Sociais, me dei conta que este era o curso que eu deveria fazer. Robinson foi uma delas e a influência dele na minha vida se deu em diversos momentos e espaços. Lembro de como buscava ouvi-lo, das conversas, e depois das diferentes oportunidades que tivemos de estar juntos em eventos da ABU, MEP, FTL, CLADE ou ainda no comitê dos “Evangélicos Pró-Lula”.

Nessas andanças e encontros, lembro-me de uma época que Robinson vinha anualmente ao Rio de Janeiro para pregar numa igreja avivada, com manifestações que iam bem além do “neopentecostalismo erótico de esquerda” à que aludia. Aquele ambiente bem diferente não o afastava e cada ano ele retornava para compartilhar. Isso porque, de fato, ele cria num evangelho de libertação que tinha poder de libertar e transformar a sociedade. Mas ele também cria num evangelho de poder que era capaz de “curar dor de dente e nos afastar de vizinhos chatos”. Um evangelho integral que estava presente em nosso cotidiano e em nossa vida, com diversas formas de manifestações e com uma tremenda riqueza que vai muito além das amarras que teimamos em colocar.

Robinson assumiu posturas firmes e contundentes em diferentes momentos de sua vida, vivendo situações como a de seu desligamento da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Ele não hesitou em se posicionar, defender suas ideias e a disputar espaços. Isso o levou a assumir importante liderança entre os da Teologia da Missão Integral da Igreja e, mais recentemente, essa mesma postura aguerrida o afastou de muitos que no passado eram próximos e que discordaram de algumas posições e atitudes que ocorreram em torno das discussões sobre a “inclusividade ilimitada” e que redundaram nesse desvinculamento com a igreja brasileira e posterior filiação a Igreja Anglicana da América do Norte.

Robinson foi um desbravador em searas que muitos temiam navegar: política, sexualidade, inserção político-partidária, participação sindical, política e vida acadêmica, política eclesiástica… Ele tinha uma dedicação e desprendimento invejáveis. Estava presente e participava. Até bem recentemente era para ele uma obrigação a participação para além do tempo da sua fala em eventos que ia como preletor. Gostava de estar presente, de ouvir e perceber as outras vozes. Era muito centrado nele e no que defendia, mas tinha, no mínimo, a curiosidade do cientista social em relação ao outro. E, acima de tudo, tinha a sensibilidade — como excelente orador — de efetivamente interagir com os seus ouvintes.

Nos últimos anos, como Bispo, sua agenda e obrigações eram maiores e com isso ficava menos tempo do que gostaria nos eventos. Nunca sem manifestar sua insatisfação em “ter que sair”. No tempo que ficava, era comum vê-lo conversando e interagindo com todos. Seja nas filas, nas mesas, nos corredores. Esse ethos que a ABU lhe conferiu, da importância da relação e do encontro, ele teimava em não abrir mão. Não era uma estrela distante ou um preletor especial; era bom de papo, acessível e sempre disposto ao encontro; isso mesmo com as vestes litúrgicas que orgulhosamente utilizava, acompanhadas de engraçadas explicações que apresentava para justificá-las.

Lembro desse Robinson que foi um dos primeiros evangélicos a ter uma militância acadêmica nas Ciências Sociais e a interagir sua fé com uma postura crítica e propositiva para a Universidade brasileira. Robinson foi professor, membro dos colegiados superiores, coordenador de pós-graduação stricto sensu e Diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE. Uma importante referência para alguns professores e professoras que hoje navegam na seara das Ciências Sociais das universidades brasileiras.

Faço parte de uma geração que foi formada ouvindo e lendo o Robinson e que hoje ocupa diferentes posições na carreira acadêmica, a partir das Ciências Sociais. Diante desta morte absurda e prematura, eu me pergunto quais de nós teremos o desprendimento e a dedicação que Robinson teve para conosco? Quais de nós teremos a entrega e o envolvimento para ouvir e compartilhar pensamentos e ideias com as novas gerações? O legado que Robinson nos deixou não pode ser esquecido e vejo este momento como aquele em que os que tiveram o privilégio de ouvir e aprender com Robinson assumam de forma consciente e comprometida a necessidade de experimentarmos um maior e mais efetivo envolvimento. Isso numa época em que as comunicações são mais acessíveis e que o processo de produção e divulgação de textos e ideias ganhou contornos como nunca antes imaginados.

Nós, os muitos que leram, riram e se inspiraram nas ideias e ações de Robinson; nós, que muitas vezes concordamos e outras tantas discordamos de Robinson, não podemos negar o papel de profeta que ele desempenhou no seio da igreja evangélica, não só no Brasil, mas também na América Latina e no mundo por meio de seu envolvimento com o Movimento de Lausanne. Esse papel precisa ter continuidade; há uma tarefa para a qual somos chamados, pois como nos lembra o texto bíblico “não havendo profecia, o povo perece” (Provérbios 29:18). Meu desejo é que diante da estúpida morte de Robinson Cavalcanti possamos presenciar a proliferação de mais e mais profetas que vivam para, como ele defendeu, “criar o novo, o diverso, o plural” (1).

Profetas que se levantarão contra igrejas evangélicas que são “aparelhos ideológicos da ordem capitalista, promotoras de valores burgueses, guardiãs das tradições, instrumentos de controle social, reprodutoras de interesses imperialistas, justificadoras da injustiça e da exploração, repressoras dos dissidentes” (2). Para fazer frente a estas igrejas, Robinson via que “alguma esperança passa, preferencialmente, por obreiros não-remunerados, com treinamento acadêmico nas Ciências Sociais, por teólogos que incorporam a psicologia, a antropologia cultural, por pastores, seminaristas e leigos integrados aos sindicatos, aos partidos, aos movimentos populares comunitários, ecológicos, pacifistas…” (3). Estas foram frentes que Robinson viveu e experimentou intensamente. A solução que ele via, foi o que ele buscou viver, tendo a preocupação de manter viva e constante as oportunidades de influenciar, proclamar e denunciar.

A vida de Robinson representa um grande exemplo. Ele termina o relato de sua peregrinação teológica, escrita em 1990, afirmando que “deixou as coisas de menino” (1 Coríntios 13:11). O mesmo Paulo de 1 Coríntios, ao escrever para os efésios, volta a este tema e fala da necessidade de assumirmos nosso papel na comunidade de fé, de atuarmos pela unidade da Igreja, esperando que alguns sejam mestres. Isso se faz necessário para que, na linguagem d’A Mensagem, de Eugene Peterson (Efésios 4.14-15), entendamos que “chega de ser criança. Não dá para tolerar gente ingênua, bebezinhos que são alvos fáceis dos impostores. Deus quer que cresçamos, conheçamos toda a verdade e a proclamemos em amor — à semelhança de Cristo, em tudo”.

Diante das violentas mortes de Robinson Cavalcanti e de Miriam Cavalcanti, desejo que suas vidas e exemplos sirvam como estopim que desperte em nós uma postura atenta de serviço e de exercício dos dons que Deus nos deu, tendo como referência a unidade da Igreja na busca de uma sociedade justa e igualitária.

Nota
(1) Cavalcanti, R. A peregrinação teológica de Robinson Cavalcanti. Boletim Teológico, 5 (14), mar/1991, p. 29-37.
(2) Cavalcanti, 1991.
(3) Cavalcanti, 1991.

Foto: Alex Fajardo.

Fonte: PAVABLOG

 
Comentários desativados em O Robinson Cavalcanti que levo na memória

Publicado por em 01/03/2012 em POIMENIA

 

Tags: , , , , , , ,

Mundo Velho

Mundo Velho

Deus fez o mundo tão lindo,só belezas que rodeia.
Colocando lá no espaço lua Nova e Lua Cheia

Fez o sol e a luz divina que o mundo inteiro clareia,
No céu estrelas paradas a lua e o sol passeia

Deus fez o mar azulado e o castelo da sereia.
Fez peixe grande e pequeno e também fez a baleia.

Fez a terra onde formei meu cafezal de ameia,
Baixadão cheio de água onde meu arroz cacheia.

Deus fez cachoeiras lindas lá na serra serpenteia.
Fez papagaio que fala passarada que gorjeia.

Tangará canta de bando a natureza ponteia
Pros catireiros de penas que no galho sapateia.

Mundo velho mudou tanto que já está entrando areia.
Grande pisa nos pequenos coitadinhos desnorteia

Quem trabalha não tem nada enriquece quem tapeia.
Pobre não ganha demanda rico não vai pra cadeia.


Na moral do velho mundo quem não presta pisoteia.
Os mandamentos de Deus tem gente que até odeia.

Igrejas estão vazias antigamente eram cheias.
O que é ruim está aumentando o que é bom ninguém semeia.

Ó meu Deus venha na terra porque a coisa aqui ta feia,
Mas que venha prevenido traga chicote e correia.

Tem até mulher pelada no lugar da Santa Ceia.
Só Deus pode dar um fim no que o diabo desnorteia



 
Comentários desativados em Mundo Velho

Publicado por em 08/02/2012 em POIMENIA

 

Tags: , , ,

Falta de fiéis faz igrejas serem transformadas em casas, livrarias, cervejarias e até em um presépio alienígena

Falta de fiéis faz igrejas serem transformadas em casas, livrarias, cervejarias e até em um presépio alienígena

Apesar de existirem denominações abrindo uma igreja por dia nos Estados Unidos, e de vermos novas igrejas surgindo quase que diariamente no Brasil, várias igrejas no mundo têm sido fechadas por falta de fiéis para frequentá-las.

Ao serem fechadas muitas dessas igrejas têm seus templos transformados e adaptados para outros usos, como casas, restaurantes e livrarias. O blog “mental_floss” listou onze igrejas que receberam usos inusitados ou curiosos.

Na lista temos desde uma casa até uma comunidade de ateus:

1. Restaurante e Cervejaria

null

A igreja Brew Works em Pittsburg foi transformada em um grande restaurante e cervejaria. Em “homenagem” aos antigos ocupantes do local, os donos do estabelecimento oferecem uma cerveja chamada “Monge Piedoso”.

2. Parque infantil “indoor”

null

O Treasure Castle Playland é um parque infantil construído na antiga igreja Metodista, de South Williamsport, na Pensilvânia. Os pátios internos da igreja estão tomados agora por tobogãs, paredes de escala e vídeo games.

3. Residência

null

O sino e os traços arquitetônicos das portas janelas e do telhado campanário são as únicas coisas que ainda identificam a moderna casa em Denver que foi feita sobre um templo religiosos, que teve o seu interior remodelado e transformado em uma belíssima residência avaliada em 2,3 milhões de dólares.

4. Livraria

null

Na Holanda uma antiga Igreja Dominicana foi transformada em uma gigantesca livraria.

5. Casa de uma Fraternidade

null

A casa da fraternidade Kappa no Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, Nova York também era uma igreja. A fraternidade comprou o templo da diocese católica de Albany por US$ 250.000 para transformar na nova moradia dos membros da Kappa.

6. Centro Empresarial

null

A “Entreprenörskyrkan” ou “A igreja de empresários” é um centro de negócios em Estocolmo localizado onde antes existia uma Igreja Ortodoxa Grega. O local oferece escritórios para pequenos empresários e empresas startup, além de sediar eventos empresariais e workshops nos fins de semana.

7. Laser Arena

null

O parque de diversões Williams Grove na cidade de Harrisburg, capital da Pensilvânia, converteu uma antiga igreja em uma moderna arena para batalhas de Laser Tag, jogo similar o paintball que utiliza, ao invés de bolas de tinta, armas que disparam feixes de laser em sensores localizados no corpo do adversário.

8. Presépio Alienígena

null

Uma igreja em Portland, no Oregon, EUA, foi transformada em uma instalação do artista Matt Henderson, segundo o artista o objetivo da obra seria o de ajudar as pessoas reconhecer a “natureza terrestre de Cristo”. Henderson disse ainda que o objetivo da exposição é levar as pessoas a refletir sobre o potencial que têm dentro de si.

9. Sede de comunidade ateia

null

Um grupo de ateus denominado “Sociedade de Livre Pensamento de Atlanta” resgatou o antigo templo da Igreja Batista Collins Spring Primitive dos vândalos e da demolição e agora a transformou em local destinado a oferecer “atividades educativas e de promoção social” para a comunidade não-teísta.

10. Adega

null

Uma Igreja Metodista Episcopal abandonada foi transformada em adega pela “South River Vineyard”. A antiga igreja da cidade de Shalersville, em Ohio é agora conhecida como a “igreja adega”.

11. Skate Park

null

Em Surrey, Inglaterra, um templo abandonado foi transformado há mais de uma década no “Skaterham”, um parque de skate interno. Para usar o parque os usuários precisam fazer um cadastro. Extremamente organizado, o local disponibiliza aluguel de capacetes e área de primeiros socorros, além de diversas pistas e rampas para as manobras.

Fonte: Gospel+

Em São Paulo, na Rua 13 de Maio, uma igreja presbiteriana foi transformada em boate…

 
Comentários desativados em Falta de fiéis faz igrejas serem transformadas em casas, livrarias, cervejarias e até em um presépio alienígena

Publicado por em 05/02/2012 em POIMENIA

 

Tags: , , , ,