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Biblioteca Nacional de Israel diponibiliza manuscritos teológicos de Isaac Newton

Biblioteca Nacional de Israel diponibiliza manuscritos teológicos de Isaac Newton

Dan Martins

Conhecido por seus estudos científicos que revolucionaram a Física, a Matemática e a Astronomia nos séculos XVII e XVIII, Isaac Newton era também um estudioso em um campo de conhecimento que não o deu tanta visibilidade na história: a teologia.

Além de estudos conhecidos como as três leis do movimento, que são a base dos estudos da mecânica e levam seu nome, Newton deixou uma grande coleção de escritos sobre teologia. Como teólogo ele aplicou a abordagem científica ao estudo das Escrituras e do misticismo hebreu e judeu.

O legado teológico do cientista britânico está reunido em uma coleção de cerca de 7.500 páginas escritas a mão. Essa coleção pertence à Biblioteca Nacional de Israel que, de acordo com a Associated Press, digitalizou todo essa material e o disponibilizou online. Os textos abordam assuntos como interpretações daBíblia, teologia, a história de culturas antigas, o tabernáculo e o templo judeu. Entre estes textos está a famosa previsão de Newton do apocalipse em 2060, que ele teria calculado com base em informações coletadas no Livro de Daniel.

De acordo com o curador da coleção de Ciências Humanas da Biblioteca Nacional de Israel, Milka Levy-Rubin, Newton era um cristão devoto que abordou muito mais a Teologia do que a Física, e que acreditava que a Bíblia fornecia um “código” para o mundo natural. O curador afirma também que, diferente da forma com que fazemos distinção entre essas áreas hoje, ciência e fé “para Newton era tudo parte de um mesmo mundo”. “Ele acreditava que o estudo cuidadoso dos textos sagrados era um tipo de ciência, que se analisado corretamente poderia prever o que estava por vir”, completou o curador.

Esses textos se tornaram propriedade da biblioteca israelense de uma maneira, no mínimo, curiosa: Anos após a morte de Newton em 1727, seus descendentes doaram seus manuscritos científicos à sua alma mater, a Universidade de Cambridge. Porém a universidade rejeitou os seus manuscritos não científicos, que foram leiloados na casa de leilões Sotheby’s em Londres em 1936. Como outra casa de leilões famosa de Londres, a Christie’s, estava oferecendo uma coleção de arte impressionista que chamou muito mais atenção, apenas dois lançadores sérios se interessaram pela coleção de Newton naquele dia. Os escritos teológicos foram arrematados por Abraham Shalom Yahuda, um pesquisador de estudos orientais judaicos.

A coleção de Yahuda foi legada à Biblioteca Nacional de Israel em 1969, anos após sua morte. Em 2007, a biblioteca exibiu os papeis pela primeira vez, e agora elas estão disponíveis para todos online.

Levy-Rubin afirma que os textos mostram que “no que diz respeito a Newton, sua abordagem da História era tão ciência quanto à da Física. Sua visão de mundo era que o seu ‘laboratório’ para entender a história era a Bíblia”. O curador disse ainda que, para Newton, “sua fé não era menos importante para ele do que sua ciência”.

Fonte: Gospel+

 
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Publicado por em 18/03/2012 em POIMENIA

 

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Pastor Ciro Zibordi critica Edir Macedo, R. R. Soares e Valdemiro Santiago: “não pregam o verdadeiro evangelho”

Pastor Ciro Zibordi critica Edir Macedo, R. R. Soares e Valdemiro Santiago: “não pregam o verdadeiro evangelho”

O pastor Ciro Sanches Zibordi publicou artigo em seu blog em que compara e crítica a teologia praticada por três grandes igrejas brasileiras, e seus respectivos líderes.

Referindo-se às igrejas Universal, Internacional da Graça e Mundial, Zibordi afirma que embora “conhecidas como evangélicas”, essas denominações “não têm pregado o verdadeiro Evangelho”.

Zibordi menciona a ligação que Edir Macedo, R. R. Soares e Valdemiro Santiago tem entre si, e diz que todos conseguiram muitos seguidores: “Os dois primeiros fundaram a primeira igreja, de abrangência universal. O segundo e o terceiro saíram da primeira. O mais rico (está entre os mais ricos do País!) tem um reino à sua disposição. O segundo mais rico é um milionário, quer dizer, um missionário cheio de graça, que prega, canta, conta piadas… E o terceiro vem suando bastante (a ponto de os fiéis recolherem o seu suor!) para demonstrar que a sua igreja tem muito poder”.

As críticas de Ciro Zibordi à mensagem bíblica pregada por eles são bastante pontuais, mencionando características de cada um: “Essas igrejas aparecem na mídia todos os dias e têm muitos seguidores, mas não pregam, como já disse, o verdadeiro Evangelho. A primeira prega o evangelho da prosperidade. A segunda, o evangelho triunfalista, à base de confissões positivas. E a terceira, o evangelho experiencialista e místico”, afirma o pastor assembleiano.

Ironizando os seguidores dessas igrejas, o pastor tipifica-os em três categorias de “interessereiros”: “Nessa ordem: interesseiras que frequentam cultos prioritariamente para se tornarem empresárias ou saírem de uma crise financeira; interesseiras que vão aos cultos para receberem curas, bens materiais ou soluções de problemas; e interesseiras que frequentam os cultos para receberem milagres. Jesus também era seguido por multidões de interesseiros. A diferença é que Ele pregava a verdade, o que fazia com que muitos deixassem de segui-lo (Jo 6.60-69)”, observa o pastor.

Confira abaixo, a íntegra do artigo “Quem está certo: o bispo universal, o missionário internacional ou o apóstolo mundial?” do pastor Ciro Zibordi:

Na atualidade, há três igrejas conhecidas como evangélicas que, apesar de terem Deus no nome, não têm pregado o verdadeiro Evangelho. Elas “arrastam” multidões. Pessoas se acotovelam para ouvir “outro evangelho”, e não o Evangelho (1 Co 15.1,2; 2 Co 11.3,4. Gl 1.6-12; 1 Tm 6.3,4).

Refiro-me a três grandes igrejas, cujos templos estão sempre lotados. A maior delas ainda não conquistou outros planetas, mas a sua meta é crescer em nível universal. A segunda maior também está em boa parte do globo terrestre; trata-se de uma igreja internacional. E a terceira também não deixa por menos. Conquanto menor do que as outras, já se considera mundial.

Estou falando de três líderes carismáticos, telepregadores muito bem-sucedidos em seus negócios. Os dois primeiros fundaram a primeira igreja, de abrangência universal. O segundo e o terceiro saíram da primeira. O mais rico (está entre os mais ricos do País!) tem um reino à sua disposição. O segundo mais rico é um milionário, quer dizer, um missionário cheio de graça, que prega, canta, conta piadas… E o terceiro vem suando bastante (a ponto de os fiéis recolherem o seu suor!) para demonstrar que a sua igreja tem muito poder.

Essas igrejas aparecem na mídia todos os dias e têm muitos seguidores — você pode ser um deles! —, mas não pregam, como já disse, o verdadeiro Evangelho. A primeira prega o evangelho da prosperidade. A segunda, o evangelho triunfalista, à base de confissões positivas. E a terceira, o evangelho experiencialista e místico.

Os auditórios dessas igrejas, em geral, são formados por três tipos de pessoas, nessa ordem: interesseiras que frequentam cultos prioritariamente para se tornarem empresárias ou saírem de uma crise financeira; interesseiras que vão aos cultos para receberem curas, bens materiais ou soluções de problemas; e interesseiras que frequentam os cultos para receberem milagres. Jesus também era seguido por multidões de interesseiros. A diferença é que Ele pregava a verdade, o que fazia com que muitos deixassem de segui-lo (Jo 6.60-69).

Bem, a primeira igreja, de abrangência universal, contraria o que diz a Bíblia acerca do Reino de Deus, que “não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17), ao priorizar a prosperidade material. Deus faz prósperos os seus filhos (Sl 1; 23; 37), mas um crente que só pensa em dinheiro e bens materiais está longe de agradar ao Senhor Jesus (Mt 6.19-21; 1 Tm 6.9,20; Ef 5.5).

A segunda igreja, de abrangência internacional, não prioriza a graça do Senhor Jesus, posto que promove um culto antropocêntrico, centrado nas necessidades humanas. As pessoas não frequentam os cultos primeiramente para adorar ao Senhor, e sim para receberem bênçãos, como se Deus fosse aquele bom velhinho do Pólo Norte… Deus abençoa o seu povo, mas o nosso culto deve ser cristocêntrico, isto é, em adoração e louvor a Cristo (1 Co 1.22,23; 2.1-5). A oração modelo não começa com “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”, e sim: “Pai nosso que está nos céus, santificado seja o teu nome” (Mt 6.9).

Finalmente, a terceira igreja, de abrangência mundial, apresenta um culto aos milagres. Tudo gira em torno de sinais, prodígios, curas… Há problema nisso? Claro que sim! O Senhor Jesus, quando andou na terra, ficou o tempo todo curando os enfermos e fazendo milagres? Não! Ele ensinava, pregava e curava, nessa ordem (Mt 4.23; 11.1). Ele ensinou mais que pregou; e pregou mais que curou. Além disso, pregar o Evangelho não é pregar milagres, pois estes são o efeito da pregação do Evangelho (Mc 16.15-20). Por isso, na hierarquização que Deus estabeleceu para os dons do Espírito, milagres e curas aparecem depois de apóstolos, profetas e doutores (1 Co 12.28).

Qual é o líder que está com a razão, visto que estão se digladiando há algum tempo? O bispo universal, que só prega a teologia da prosperidade, não fazendo jus à definição bíblica de Reino de Deus? Ou o missionário cheio de graça, conhecido em âmbito internacional? Ou ainda o apóstolo mundial que faz da pregação de milagres o seu carro-chefe, deixando de pregar o Evangelho pleno, composto de promessas, mandamentos e princípios?

Enquanto os aludidos bispo, missionário e apóstolo disputam para ver quem é o melhor, sigamos o Bom Pastor, o nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 10.11,27,28). Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14.6).

Amém?

Fonte: Gospel+

 
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Publicado por em 16/03/2012 em POIMENIA

 

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Estou farto de escândalos gospel

por Mauricio Zágari

É isso aí: estou farto de escândalos gospel. Basta! Nao aguento mais chegar na igreja ou na internet e, antes mesmo de escutar um “bom dia” ouvir de cara: “Soube da última?”.  Meu Deus, que está acontecendo conosco? Por que nós, o povo chamado para ser sal da terra e luz do mundo, vivemos caçando a última fofoca do meio evangélico, o mais recente disse-me-disse, o babado do momento?! Em que ponto a desgraça alheia se tornou tão importante para nós? Algo está errado conosco. Muito errado. E temos que mudar isso.

Na época de minha conversão eu me reunia com o grupo de jovens da minha igreja e conversávamos sobre assuntos essenciais da fé. Falávamos dos fundamentos do cristianismo, de operações do Espírito, de milagres, de testemunhos, dos nossos sonhos com Deus, das experiências que tivéramos aquela semana com o Senhor, daquilo que Jesus havia feito por nosso intermédio. Tirávamos dúvidas bíblicas, planejávamos estratégias evangelísticas e… orávamos! Orávamos muito. Por nossa igreja, nossos pastores, pelos departamentos da igreja, pela liderança, pelas atividades, pelos enfermos, pela salvação de almas. Por milhões de coisas que nos transportassem para a dimensão do Espírito. Tínhamos sede desesperada de Deus, Ele era nosso assunto predileto. Mesmo quando começávamos a falar de trivialidades, como futebol e outras perfumarias, a conversa acabava tomando um viés espiritual.

Mas hoje… hoje os irmãos se reúnem para comentar o último escândalo. Escândalos no ministério, então, fazem o maior sucesso: o pastor famoso da TV que enganou o povo com campanhas para comprar um jatinho. O pastor famoso do twitter que pregou heresias. O pastor emergente que lançou no youtube um vídeo irresponsável para promover seu último livro. O pastor que chamou outros pastores de “bundões”. O pastor que tinha caso com muitas meninas da igreja. O pastor que acusou outro pastor de ter casos com as recepcionistas de uma emissora de rádio. O pastor acusado que chama o acusador de “cachorro morto”. O pastor que adulterou. O adúltero que virou pastor. Escândalos, escândalos, escândalos.

Basta!

Outra fonte suculenta de escândalos é o meio artístico gospel. A cantora gospel que se arrastou pelo palco feito bicho. A cantora gospel que foi vista atracada com um homem no estúdio de gravação. O marido da cantora gospel que arranjou uma amante. O grupo gospel que foi cantar no Faustão por questões de marketing. A cantora gospel que falou mal da antiga gravadora num programa de auditório. O grupo gospel cujo solista rachou pra seguir carreira solo e ganhar mais dinheiro. O cantor que vem a público revelar que inventou profecias pra manipular o povo. Escândalos, escândalos, escândalos.

Basta!

E no campo da política então! Os escândalos dão a tônica: é o pastor-deputado que sai no tapa com grupos gays. É o deputado daquela igreja xis que foi pego roubando. É o deputado da “bancada evangélica” flagrado recebendo propina. É o senador evangélico pego em maracutaias. É o vereador evangélico que bateu boca em público. Escândalos, escândalos, escândalos!

Meu Deus! Basta!

Que escândalos ocorram é previsível. Sempre houve e sempre continuará havendo. Pois onde há homens há pecado e quando o pecado se torna público há escândalos. O problema não é esse, em essência. O problema é o que está havendo com os nossos corações. Por que razões nós adoramos esses escândalos?! Amamos falar dos que caíram. Apontamos o dedo para os que pecaram. Sorrimos com superioridade ao saber da queda daquele grande homem de Deus. Ficamos contentes de banir dos momentos de louvor o corinho daquele cantor gospel que foi pego fazendo o que não devia. Se sair em uma revista então! É a glória! Parece que o povo cristão tem sido acometido de um prazer sádico e sórdido de descobrir e comentar para o máximo possível de pessoas o último pecado que houve envolvendo alguma celebridade do meio evangélico. Quando deveria ser o contrário!

A Bíblia Sagrada nos ensina a chorar com os que choram. Por que em vez de sairmos comentando com todos os nossos irmãos sobre o pecado daquele pregador como velhinhas futriqueiras não nos lançamos sobre nossos joelhos e clamamos a Deus em meio a lágrimas pela restauração dele? A Palavra do Senhor nos ensina a tomar a adúltera pela mão, erguê-la da lama, dar-lhe amor e dizer “vai-te e não peques mais”. Mas o que temos feito? Se a adúltera já está com a cara na lama nós pisamos em sua cabeça e a afundamos ainda mais no lodo. Que vergonha que sinto de nós quando vejo isso acontecer!

Temos vivido o “evangelho” da videocassetada, em que morremos de rir com o irmão que se estabaca no chão. Mas Jesus nos diz para levantar o abatido! Temos de levantar quem caiu. Dar-lhe amor. Conduzi-lo ao arrependimento. Fazer dele novamente uma ovelha sem feridas, embora com cicatrizes. Mas o que temos feito? Temos enfiado nossos dedos nas chagas dos feridos e retorcido nossas mãos até que a ferida sangre novamente. Infeccione. E depois levamos nossas mãos ensanguentadas à igreja e as exibimos, orgulhosos, aos irmãos: “Já soube da última”?

Bem-aventurados os pacificadores, aqueles que trazem a paz em meio à tribulação, à desgraça, ao escândalo. Bem-aventurados os misericordiosos, aqueles que nutrem pesar profundo pela desventura do próximo. Mas temos sido perversos. Nunca oramos pelos que são pivôs dos escândalos. Quer ver? Quantas vezes você orou por aquele pastor que está pregando que Deus não está no controle de tudo? Quantas orações vocé já dirigiu ao Altíssimo suplicando que o pastor da TV que engana o povo com campanhas antibíblicas para arrecadar dinheiro se converta de seus maus caminhos, pare de pregar prosperidade e volte à vereda da justiça? Quantas lágrimas você derramou intercedendo por aquele político que se diz evangélico para que ele de fato venha a ser salvo pelo Senhor Jesus? Quantos minutos você dedica em oração por aquele ministério de louvor que se transformou numa empresa da música para que volte a ter como foco o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo? E agora compare: quanto tempo você passou comentando, criticando e alimentando o interesse por esses casos escandalosos?

Nós somos os culpados. Eu e você. Pois temos nos entretido sadicamente com os escândalos. Temos alimentado os escândalos em nossas conversas, tuitadas e blogadas.

Mas tenho buscado fugir deles. Sei que preciso avançar mais nesse sentido, pois ainda há em mim a semente do sadismo de pisar na cabeça do caído e espalhar aos quatro ventos o pecado dos outros, confesso. Talvez, refletindo freudianamente sobre isso, seja porque, ao fazer isso, eu me sinta um pouco mais normal por ser tão miserável como aqueles que são pivôs de escândalos. Mas fato é que de nossa boca não devem sair palavras torpes. E isso não se refere apenas a palavrões. Refere-se a palavras que não edificam. “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem” (Ef 4.29).

Temos de aprender a refrear a nossa língua. “A língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno” (Tg 3.5,6). E mais: a Bíblia deixa claro que vocé pode ser o cristão mais sem pecado do universo, mas se não consegue refrear a língua tudo o mais da sua fé é inútil, não serve para nada: “Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum!” (Tg 1.26). Você consegue perceber a seriedade disso? O peso que isso tem no mundo espiritual?

Não estou com isso dizendo que devemos varrer a sujeira para baixo do tapete. Esconder o que está errado não é a solução. Crimes e heresias devem ser denunciados. O grande problema dos escândalos é a nossa sede de sangue, nosso detestável prazer oculto e disfarçado de querer ver o circo pegar fogo. O prazer que nós, cristãos, eu e você, temos demonstrado ao diagnosticar a sujeira. E a satisfação que demonstramos ao propagar esses escândalos para as demais pessoas. Ao ouvir sobre a queda de um irmão, a primeira coisa que deveríamos pensar é “o que posso fazer para reerguê-lo?” e não “para quem posso contar que ele caiu?”.

Basta. Por favor, não venha me falar de escândalos entre evangélicos. Se quiserem que eu ajude a orar pelos que caíram ou se desviaram, contem comigo. Caso contrário, poupem meus ouvidos de toda sorte de sordidez perversa e sádica. Há males em nosso meio? Há. Há hereges e falsos pastores em nosso meio? Sim. Há artistas gospel mais preocupados com seus cachês do que com a exaltação do Altissimo? Muitos. Há bandidos, assassinos, pecadores, mentirosos e adúlteros em nossas igrejas? Aos montes. A pergunta que se faz necessária aqui é: como devemos reagir a isso? Jogando lenha na fogueira ou pacificando? Ajudando a apagar os incêndios e socorrer os feridos ou arremessando barris de gasolina nas chamas?

Temos reagido irresponsavelmente e de modo nada cristão ao alimentar essa multidão de escândalos. E, ao propagar os escândalos, quem se torna escândalo somos nós.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte: GOSPEL PRIME
 
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Publicado por em 26/01/2012 em POIMENIA

 

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O agito na rua do Senhor

A vendedora Juliana Cristina e sua Bíblia com capa de listras. Acima,
a fila no caixa do bazar com mais de 3 000 produtos evangélicos

Ruas especializadas são características da cidade de São Paulo. Há uma rua das noivas, uma de madeiras, outra de motores, a dos eletrônicos, a dos lustres, a dos joalheiros, a dos instrumentos musicais e, agora, como sinal dos tempos, a dos evangélicos, ironicamente localizada às costas da Catedral da Sé. Em pouco mais de duas quadras, há galerias, lojas e camelôs vendendo artigos de que fiéis e pastores possam precisar – desde bíblias até envelopes para a coleta do dízimo. Pode-se encontrar ali o mobiliário necessário para montar um templo. Esse é, por sinal, um, digamos, segmento de mercado em ampla expansão, com a abertura de 10 000 templos evangélicos por ano.

Durante a semana, o maior movimento na rua é de lojistas de todo o país em busca de mercadorias. No sábado é a vez do comprador individual. “Vim com a família comprar peças de vestuário para o novo grupo de jovens da igreja”, diz o paulistano Valteci Figueiredo dos Santos, que não resistiu à pechincha de três gravatas por 10 reais. O burburinho na Conde de Sarzedas é similar ao das vias de comércio popular das proximidades. A peculiaridade é que nela os camelôs e as barraquinhas de comida dividem as calçadas com pregadores e cantores gospel. Naturalmente, os ambulantes vendem produtos pirateados, só que autenticamente evangélicos. Por enquanto, o negócio é próspero para todos. “A pirataria ainda não conseguiu nos incomodar”, diz Renato Fleischner, editor-chefe da Editora Mundo Cristão, com estimativa de venda de 1,5 milhão de livros neste ano.

Na década de 90, as variadas denominações evangélicas se multiplicaram no Brasil. O número de fiéis cresceu quatro vezes acima da média da população brasileira. Ao contrário da maioria católica, discreta no que diz respeito a compras ligadas à religião, os evangélicos se revelaram consumidores vorazes. O mercado de produtos específicos para eles é estimado em 1 bilhão de reais, o dobro de quatro anos atrás. O apetite consumista se deve bastante aos pentecostais (confissões mais antigas e severas em questões de vestuário e comportamento), como a Assembleia de Deus, com 15 milhões de fiéis, e aos neopentecostais (mais recentes e liberais em relação ao comportamento do fiel), como a Universal do Reino de Deus, com 8 milhões de seguidores.

Sete anos atrás, a primeira edição da ExpoCristã, a maior feira de negócios evangélicos da América Latina, em São Paulo, reuniu 58 expositores e recebeu 4 500 visitantes. Neste ano, o número de expositores chegou a 315 e o de visitantes passou dos 150 000. Há também versões mais modestas montadas em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Estima-se que três de cada dez CDs vendidos no país sejam de música gospel. Um dos discos de Aline Barros, a mais popular cantora evangélica, vendeu mais de 3 milhões de CDs e DVDs. Nas prateleiras da Ebenezer, a maior loja da rua, pode-se escolher qualquer gênero musical – pagode, rap, heavy metal, todos devidamente evangélicos.

Na Brother Simion, é difícil conciliar a imagem tradicional da religião com as jaquetas de couro, correntes de metal e bolsas de padrão oncinha do estilo roqueiro. Quem entra é recebido por uma vendedora de cabelos vermelhos. “Boa tarde, irmã, olha que linda essa mochila que acabou de chegar”, diz Juliana Cristina Melo, 20 anos, na loja há sete meses. Ela é uma vendedora elétrica, atenta a cada freguês que entra. “Foi Jesus quem me deu o dom da comunicação fácil”, explica Juliana. Ela divide o atendimento com o dono da loja, Brother Simion. Cinquentão, com uma carreira de sucesso no rock gospel nacional, ele gosta de contar seu momento de “iluminação”. “Fui morar na Holanda e me envolvi com drogas”, relata. “Então conheci Jesus e voltei meu rock para a música gospel. Hoje, minha missão é ‘descaretizar’ a religião.”

Pelo menos uma dezena de pregadores tenta ao mesmo tempo atrair novos fiéis e vender alguma coisa na Conde de Sarzedas. Alguns pregam aos gritos, outros tocam música com caixas de som em alto volume. Israel Dias, 38 anos, é cantor gospel há quatro e disputa todos os dias um espaço na rua para propagandear seus dois CDs – ambos de produção independente. Ele sai de Santo Amaro, no sul da cidade, às 8 da manhã e caça fregueses na rua por cinco a seis horas. No meio do dia faz uma pausa para se perfumar e arrumar o terno impecável. “É isso que cativa os clientes”, diz Israel, que fatura de 150 a 200 reais por dia. Dá uma boa renda mensal. Deus seja louvado!

fonte: Veja

Via: PAVABLOG

 
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Publicado por em 12/10/2009 em POIMENIA

 

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