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Igrejas que pregam a teologia da prosperidade são formadas por “crentes descrentes” e “atos patéticos”, afirma blogueira. Leia na íntegra

Igrejas que pregam a teologia da prosperidade são formadas por “crentes descrentes” e “atos patéticos”, afirma blogueira. Leia na íntegra

A blogueira Vera Siqueira, esposa do pastor Paulo Siqueira, líder do movimento “Evangelho Puro e Simples”, publicou artigo traçando paralelo entre a Parábola do Semeador e a teologia da prosperidade.

Vera Siqueira critica a ênfase das igrejas na teologia da prosperidade, pois “os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra, tornando-a infrutífera”.

A blogueira afirma que nas igrejas que adotam a doutrina que busca enriquecimento, a membresia é formada por “crentes totalmente carnais, infantis, que crêem (sic) cegamente em tudo o que seu mentor espiritual diz, pois uma das leis dessa diabólica teologia é que se deve obedecer sem titubear a todas as instruções do líder ungido, senão Deus não prospera. E isso significa dar trízimos, ofertas de R$ 900,00, tomar banho de óleo, comprar rosa ungida, participar de atosproféticos patéticos etc”.

Em sua crítica, Vera afirma que uma ilustração da ineficácia da teologia da prosperidade é que, apesar de o número de evangélicos ter crescido no país, a sociedade pouco mudou: “Nos últimos dez anos diminuíram as taxas de violência? Houve diminuição na corrupção? O brasileiro está mais honesto? Infelizmente não”.

Vera Siqueira afirma que a tendência é formar “crentes descrentes”, pois apesar de apregoada, a teologia da prosperidade só enriquece os líderes das igrejas: “A prosperidade real, nesse mundo ‘capetalista’, é coisa para poucos – em geral, para os próprios líderes desses ministérios”.

Confira abaixo a íntegra do artigo “Até Jesus já alertava sobre a diabólica Teologia da Prosperidade!”, de Vera Siqueira, no blog “A estrangeira”:

Ontem reli a Parábola do Semeador, e fiquei pasma com o que Jesus disse há mais de dois mil anos e que está se tornando realidade nos dias de hoje. Antes, vamos rever essa passagem:

“Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar; e ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear. E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na; e outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz. E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na. E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.

Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram. Escutai vós, pois, a parábola do semeador.

Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho. O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende; e o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera; mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.” – Mateus 13:1-23

Vejam bem: os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra, tornando-a infrutífera. Mas será que isso se refere também à Teologia da Prosperidade, e não apenas àqueles que trocam o Evangelho pelas benesses materiais?

Eu penso que sim. Ora, Jesus disse que a busca pelas riquezas torna a Palavra infrutífera, e o que vemos nas igrejas onde se prega a famigerada Teologia da Prosperidade?

Crentes totalmente carnais, infantis, que crêem cegamente em tudo o que seu mentor espiritual diz, pois uma das leis dessa diabólica teologia é que se deve obedecer sem titubear a todas as instruções do líder ungido, senão Deus não prospera. E isso significa dar trízimos, ofertas de R$ 900,00, tomar banho de óleo, comprar rosa ungida, participar de atos proféticos patéticos etc.

Crentes não transformados. A Palavra de Deus nos diz que em Cristo somos novas criaturas, porém o que vemos é mais do mesmo num Brasil onde os que se dizem cristãos evangélicos crescem exponencialmente. Há cidades onde os evangélicos são maioria, e há bairros e ruas repletos de igrejas (já cheguei a ver, anos atrás, três denominações diferentes bem vizinhas, grudadas umas nas outras, numa importante rua da zona leste de São Paulo). Porém, nos últimos dez anos diminuíram as taxas de violência? Houve diminuição na corrupção? O brasileiro está mais honesto? Infelizmente não, e isso se explica porque não estão ocorrendo conversões verdadeiras no mesmo ritmo em que pessoas estão atendendo ao apelo de muitas dessas igrejas da prosperidade. Quando vemos que, em recente pesquisa, descobriu-se que a maioria dos deputados da bancada evangélica têm pendências judiciais, fica claro que muitas igrejas não estão promovendo a conversão de almas para Cristo, mas apenas amontoando membros para demonstrar poder, uma falsa espiritualidade e aumento de sua arrecadação através dos dízimos e ofertas que esse público paga para ter acesso à carteirinha de membro da instituição.

Crentes “descrentes”. Como a ênfase da grotesca Teologia da Prosperidade não é a busca de Deus por quem Ele é, mas a conquista de vitórias e riquezas através da busca de “deus”, seus fiéis, como bons consumidores deste mundo “capetalista” (ouvi essa expressão do Pr. Maurício, da Igreja Batista Nacional da Vila Paulicéia), se sentem no direito de pesquisar o mercado eclesiástico gospel, até achar a igreja onde as promessas de “deus” cheguem de forma mais rápida e com menores custos. Assim, esse é um dos motivos da grande migração que há entre fiéis nas igrejas: estou na congregação X, mas aí fico sabendo que na Y tem um pastor milagreiro, então vou para lá. Mas o milagre demora para chegar, e vejo na TV a campanha das 70-sextas-feiras-13 da congregação W, que dizem que é tiro e queda, então vou para lá buscar minha bênção. Deixo de crer em Cristo, para crer no ministério onde eu consigo alcançar tudo aquilo que líderes inescrupulosos me ensinaram que é meu direito adquirido, por ter me associado ao mundo gospel. E minha descrença só tende a aumentar, já que a prosperidade real, nesse mundo “capetalista”, é coisa para poucos – em geral, para os próprios líderes desses ministérios.

Esses são alguns dos frutos da obtusa Teologia da Prosperidade. Alguém duvida de que se trata de uma teologia totalmente infrutífera, segundo os desígnios de Deus?

Os grandes artistas gospel (pregadores e “levitas”) que pregam essa monstruosa Teologia da Prosperidade deveriam realmente se converter a Deus (pois estão convertidos a Mamom e seus demônios) e ter mais amor e respeito pela Palavra, já que se dizem adoradores de Cristo. Que Deus lhes abra os olhos enquanto ainda há tempo, e que permita que muitos dos que estão sob seus enganos se voltem para a verdade do Evangelho.

Igreja brasileira, chega de jogar sementes nos espinheiros! A Palavra de Deus, quando pregada em verdade, produz os verdadeiros frutos do Espírito, que se refletem individualmente e na sociedade ao nosso redor.

“E, vendo ele [João Batista] muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não presumais, de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão. E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.

E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo. Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.” – Mateus 3:7-12

VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES,
O $HOW TEM QUE PARAR!

Fonte: Gospel+

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Publicado por em 26/04/2012 em POIMENIA

 

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The Beatles e o evangelho do reino

Quando o movimento hippie despontou, os cristão ficaram de cabelo em pé. Apavoraram-se diante daqueles ideais. Trancaram-se dentro de suas igrejas, com as costas viradas para o mundo, olhos fechados, clamando por misericórdia. Agarraram suas crianças e protejeram-nas no mal. Temerosos e inseguros diante da loucura que se formava, fecharam os olhos para um fiapo de beleza que aparecia no centro do turbilhão. E, naturalmente, como fazem até hoje, mantiveram suas próprias loucuras isentas de julgamento.

Alheias à essa retração medrosa, pedras levantaram seu clamor. Do âmago das almas enebriadas por sexo livre e drogas, erguia-se um clamor semelhante ao de Paulo, que anunciava o início de um novo mundo onde não havia grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre. Uma fraternidade de homens.

Imagine que não exista nenhum país
Não é difícil de fazer
Nada porque matar ou porque morrer
Nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz…

Imagine nenhuma propriedade
Eu me pergunto se você consegue
Nenhuma necessidade de ganância ou fome
Uma fraternidade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo.

Imagine – John Lennon
[tradução livre]

Aquela juventude transviada tinha um ideal. Muito pior do que isso, estava disposta a viver seu ideal. Criam nele a ponto de tentar torná-lo real. É claro que os meios são tão questionáveis quanto os resultados, mas o ideal era decididamente valioso e absurdamente semelhante ao Reino de Deus – paz e amor.

Em contraste com eles, nós, cristãos, nos encontramos hoje completamente inertes. Como Raul Seixas, permanecemos “parados, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar”.

Estou certo de que você já constatou que todos os anos seu celular, seu computador, os jogos que você utiliza – e tudo o mais – mudam: as funções multiplicam-se, as telas aumentam, colorem-se, as conexões da internet melhoram, etc. (…) Quem pode acreditar seriamente que vamos ser mais livres e mais felizes porque no ano que vem o peso de nosso aparelho de MP3 vai diminuir pela metade, ou sua memória duplicar? Conforme o desejo de Nietzsche, os ídolos morreram: de fato, nenhum ideal inspira mais o curso do mundo, só existe a necessidade absoluta do movimento pelo movimento. Rafael Campoy – citado em algum lugar que não encontrei mais…

Somos como ratos na gaiola. Nosso ideal de vida é correr naquela rodinha. Fazê-la girar e girar. Um celular novo, mais memória ram, carro novo, bicicleta nova.

O Evangelho, no entanto, é a proposta de um ideal pelo qual viver! A proposta de um Reino que já começou. “É chegado o Reino de Deus”. “Venha a nós o Teu Reino”, orou aquele homem que jamais sonhou que um dia se tornaria um mero um adjetivo religioso.

O cristão, porém, jamais chegou a mover uma palha pelo ideal de Lennon, tão pouco pelo de Cristo. Está preocupado é com o ‘espiritual’. Suas preocupações e ênfases, seu relacionamento interesseiro com Deus, está quase sempre baseada numa devoção alienada. A única coisa não espiritual que envolve a devoção evangélica é o culto a Mamom. No mais, tudo gira em torno das almas e das sensações. É uma fé ectoplásmica.

Carecemos de uma reviravolta. Chega de gospel [sic]. Chega de louvor comercial. Precisamos cantar Beatles. Clamar pelo evangelho de Lennon, que sabia mais do Reino de Deus que nossos ‘levitas’ [sic].

Publicado originalmente no blog A TRILHA.

Fonte: FACA AMOLADA

 
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Publicado por em 02/04/2012 em POIMENIA

 

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O Evangelho Segundo Lennon e McCartney

“Moça, sei que já não és pura, teu passado é tão forte, pode até machucar…” (Wando) 

“Moça” foi uma das primeiras canções que aprendi a tocar no violão e fez um sucesso medonho nos anos 70 na voz melosa de Wando, o cantor brasileiro que mais vendeu calcinhas na face da terra. Faço este prólogo não para reverenciar o menestrel dos corrimentos genitais, cuja morte ocorreu esta semana. É que a música não me sai da cabeça desde então. Sempre que um cantor morre, ainda que seja um ícone da música brego-romântica (uma espécie de produção musical estritamente comercial, quase sempre de baixa qualidade, mas que acerta na veia das pessoas, droga que é), o meu dia fica afetado. Profundamente.

Um dos livros que li e mais me fizeram remexer sobre a cadeira foi “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, de José Saramago. Ah, se eu pudesse escrever daquele jeito… Inspirado em Saramago e no fato de que nenhum de nós faz ideia do por que estamos metidos nas agruras deste mundão véio e sem portera (apesar do que pregam os padres, os pastores e as videntes endinheiradas), plagiei parcialmente o título daquele escritor português.

Quando se fala uma asneira, sempre que se diz algo de forma irrefletida, comenta-se que o sujeito “morreu pela boca” ou então que “em boca fechada não entra mosquito”. Em meados dos anos sessenta, no auge da fama, da bajulação e da idolatria, John Lennon afirmou que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo.

Depois que a imprensa divulgou a aparente prepotência do líder da mais transformadora banda de roque de todos os tempos e o povão começou a espatifar e incendiar seus discos de vinil em praça pública, John tentou retroagir, desmentir o que dissera. Mas, como ele não era um deputado brasileiro depondo à comissão de ética, firmou no golpe e assumiu a balela. Com a fé dos outros não se brinca, João.

Quando Júlia me perguntou se eu acreditava em Deus, eu respondi “depende”, a resposta mais evasiva e covarde que pude usar naquele instante. Visivelmente nervosa com mais uma de minhas esquivadas às perguntas capciosas, minha filha adolescente quis saber então qual era a minha religião. “Minha religião é a música”, respondi assim, na bucha, convicto como um suicida.

Volta e meia, o debate acerca da existência ou não de um Deus Criador e Mantenedor do Caos Universal esquenta as turbinas da nossa ignorância, agitando os ânimos aqui e acolá. Estou desconfiado que Deus não seja o sol, nem a lua, nem o trovão, muito menos o velhinho barbudo bonachão de voz empostada igualzinha ao Cid Moreira e que flutua sobre uma nuvem. Deus deve ser música. Desde o canto do sabiá até o guri que cantarola embaixo do chuveiro enquanto brinca com um patinho de borracha. Ignorância não é brinquedo, meu irmão, é drama.

Muitos empolados vão bradar aos quatro cantos que este cronista aqui deve estar lesionado das faculdades mentais, e que este mesmo energúmeno faz uma espécie de choça demoníaca ao blasfemar contra os dogmas mais sagrados, como se ridicularizasse a fé alheia. Não se trata de pilhéria, creiam. Falo sério. As combinações de notas musicais mantêm-me firme na lida, como se o ser humano realmente tivesse conserto.

Se um dia eu estiver preso atrás das grades ou numa cadeira de rodas, pálido imóvel como um vegetal desidratado, absolutamente entregue à boa vontade de terceiros a colocarem pão e água na minha boca (como fez o Messias), além de lavarem as minhas nádegas em sinal de higiene e misericórdia (tal e qual também fez o Nazareno, ao assear os pés dos doze discípulos, inclusive Judas, o mais traíra do bando), por favor, toquem boa música para acalmar o meu espírito, se é que de fato ele exista.

(Em meus devaneios, em minhas solitárias teorias existencialistas, eu penso que, na verdade, a força motriz que me faz levantar da cama diariamente e tolerar a intolerância do meu semelhante, seja algum tipo de energia essencial de origem desconhecida que, em breve, a ciência decifrará, através de testes enzimáticos complexos em câmaras de vácuo, tubos de ensaio e com o mister dos camundongos, a qual dissipar-se-á completamente após a derradeira badalada cardíaca. Sabem o que seja “Alma”? A lembrança gostosa de alguém que já partiu. Isto sim deve ser alma. Acredite se puder, ou torça pelos camundongos, ou funde a sua própria igreja.)

Voltando à música, eu extraí fragmentos do cancioneiro de Lennon, McCartney e George (o mais místico dos três) e montei a minha própria bíblia. Segue abaixo parte do meu evangelho particular, o qual será objeto — eu imagino — de injúrias, difamações, ameaças, fogueiras e maldições. Seja como for, Júlia, leia com atenção e esqueça tudo. Ou não. Deu pra entender, filhinha?!

Versículo I — Tudo o que você precisa é amor.

Versículo II — O amor é velho. O amor é novo. O amor é tudo. O amor é você.

Versículo III — Eu não me importo muito com dinheiro; dinheiro não pode me comprar amor.

Versículo IV — Eu te amo oito dias na semana.

Versículo V — Todas as pessoas solitárias, de onde elas vêm? Todas as pessoas solitárias, de onde elas são?

Versículo VI — Nós podemos realmente viver um sem o outro?

Versículo VII — Lá vem o sol! E eu digo que está tudo bem.

Versículo VIII — Eu estarei lá e em todo lugar. Aqui, lá e em todo lugar.

Versículo IX — Eu sou ele, como você é ele, como você sou eu, e nós somos todos juntos.

Versículo X — Todas as crianças boas vão para o céu.

Versículo XI — Então, no final, o amor que você leva é igual ao amor que você dá.

Versículo XII — Deixa eu te levar, pois estou indo para os Campos de Morango. Nada é real, e não há nada com que se preocupar. Campos de Morango para sempre!

Versículo XIII — Dia após dia, sozinho na colina, o homem com sorriso tolo permanece perfeitamente calmo, mas ninguém quer conhecê-lo. Eles podem ver que ele é somente um tolo e ele nunca dá uma resposta.

Versículo XIV — A longa e extensa estrada que leva até a sua porta jamais desaparecerá.

Versículo XV — A vida é muito curta e não há tempo para intrigas e brigas, meu amigo.

Versículo XVI — Eu olho para vocês todos e vejo que o amor está dormindo.

Versículo XVII — Você ainda vai precisar de mim? Você ainda irá me alimentar quando eu tiver 64 anos de idade?

Versículo XVIII — Ele é um autêntico homem de lugar nenhum, sentado na sua terra de lugar nenhum, fazendo os seus planos de lugar nenhum para ninguém.

Fonte: REVISTA BULA

 
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Publicado por em 25/02/2012 em POIMENIA

 

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Editoras cristãs mudam palavras na Bíblia para atrair muçulmanos e viram alvo de protestos: “Pai” e “Filho de Deus” são excluidas

Editoras cristãs mudam palavras na Bíblia para atrair muçulmanos e viram alvo de protestos: “Pai” e “Filho de Deus” são excluidas

Uma iniciativa de duas conceituadas editoras está causando enorme polêmica no meio cristão. As organizações “Wycliffe Bible Translators” e “Summer Institute of Linguistics” resolveram alterar alguns termos naBíblia para produzir Bíblias que não sejam ofensivas aos muçulmanos, e distribuir esses exemplares em países de maioria islâmica.

As Bíblias alteram os termos “Pai” para “Senhor” e “Filho” ou “Filho de Deus” para “Messias”.  Segundo as editoras, essa iniciativa faz parte da tentativa de produzir uma Bíblia que seja “amigável aos muçulmanos” pois os termos originais soam ofensivos ou informais.

A polêmica envolve também uma outra publicação chamada “Meaning of the Gospel of Christ” (Significado do Evangelho de Cristo) que traduz a palavra “Pai” para “Alá” e elimina ou muda a palavra “Filho”. Segundo o Portal Padom, um exemplo a ser citado é a passagem bíblica que Jesus ordena o “Ide”. Na versão “amigável aos muçulmanos”  o versículo 19 do capítulo 28 do evangelho de Mateus ficou assim: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, limpando-os com água em nome de Alá, o Messias e seu Espírito Santo”.

Missionários, organizações cristãs protestantes dos Estados Unidos, tradutores, cristãos nativos de países muçulmanos e inclusive ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo discordam da iniciativa e iniciaram um abaixo-assinado para que as editoras encerrem a produção desses livros. Uma grande quantidade já foi produzida e distribuída em diversos países de maioria islâmica, como Indonésia, Malásia e Bangladesh.

Fonte: Gospel+

 
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Publicado por em 04/02/2012 em POIMENIA

 

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Você é um Pregador ou um Palestrante Motivacional?

Pode ser verdadeiro. Pode até mesmo ser útil. Mas isto é pregação?

Algumas pregações reputadas como poderosas por muitos nada mais são que palestras motivacionais. Elas podem ser verdadeiras, elas podem até mesmo ser úteis. Elas podem ajudar você a ser sucedido no trabalho. Porém, frequentemente, tudo que o preletor fez foi mudar o título de algum seminário ministrado por algum psicólogo famoso, mudar de ‘como ser bem sucedido’ para ‘como alcançar o propósito de Deus’ e apresentar o propósito de Deus como sendo ‘ser bem sucedido nesta vida’.

É algo costumeiro em alguns círcculos. De fato, alguns enxergam isso como a consubstanciação do que seja uma pregação ‘relevante’. O indivíduo vem e aprende alguma manha ou como ter uma atitude mental que irá ajudá-lo por fim a quebrar as barreiras que o impede de obter aquela promoção. Pode ser que muitos outros finalmente decidam-se por retornar aos bancos escolares ou mudar de carreiras. Talvez outros encontrem formas para elaborar seus planos e assim serem mais eficazes em suas vidas financeiras. E então o pregador se assenta. Algumas vezes o povo grita, outras vezes a multidão se acomoda nas cadeiras e fica a refletir no que ouviram, todavia na maioria das vezes o que está faltando excede sobremaneira os benefícios destas mensagens.

Quando um sermão é meramente uma palestra motivacional, o que fica faltando? Pelo menos duas coisas:

Fica faltando a Cruz

A primeira coisa que fica faltando nesta espécie de pregação é a cruz. Algumas vezes o pregador pode mencioná-la ao final, porém nesses casos a cruz é reduzida de ser a parte mais elevada da obra de Deus em favor da humanidade a um mecanismo que me ajude a fazer um trabalho melhor. A cruz, a de Jesus e a nossa, ambas são totalmente deixadas de fora. A idéia de nosso pecado causando a morte de Cristo na cruz fica ausente desta mensagem. A idéia que nós devemos tomar nossa cruz e seguí-Lo também fica de fora.

Em resumo, o Evangelho fica de fora de muitas dessas apresentações e assim, não importa quão eloquente ou bem preparada, este tipo de pregação não traz em seu bojo o poder real que emana do pregar ; Cristo e Ele crucificado’.

Fica faltando a vinda do Reino

Em muitos destes sermões, a idéia da chegada do reino de Deus está ausente. Se é como devemos nos preparar para o reino vindouro, ou se é como o reino vindouro é diferente  dos ‘reinos’ atuais, este aspecto da verdadeira pregação fica faltando com frequência nes’ses sermões, nas ‘pregações motivacionais’.

Se você não estiver pregando a cruz e nem o reino vindouro, então precisa perguntar a si mesmo, quais são as consequências eternas da minha maneira de pregar? Se alguém vier até a sua igreja após ter recebido o diagnóstico de estar com câncer, o que o seu sermão a respeito de como ser bem sucedido fará com esta pessoa? Se alguém se encontrar em meio ao desespero e necessitar ouvir uma palavra a respeito do reino vindouro no qual a justiça reina, o que a sua mensagem teria a dizer a respeito dos entendimentos distorcidos que as pessoas têm sobre o Evangelho?

As pessoas podem assistir a palestras motivacionais em muitos lugares, mas quando elas vêm até a igreja elas tem de ouvir a um pregador. Há lugar e hora para palestras motivacionais, porém se você como um pregador estiver utilizando todo o seu tempo para estar simplesmente discorrendo sobre outras coisas que não o Evangelho, então você não cumpriu o seu dever. Porque para um pregador se degenerar e se tornar num facsimile, isto é, numa cópia de alguma apresentadora bem sucedida da tv ou de algum palestrante motivacional famoso é apenas um passo e assim você deixará de anunciar as palavras de Deus para a humanidade e passará a ser mero papagaio repetidor de dicas colhidas aqui ou acolá de pensadores humanos.

Fonte: SERMON CENTRAL

Tradução/Versão/Adaptação: Chicco Sal

 
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Publicado por em 15/09/2011 em POIMENIA

 

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