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“The New Look of Evangelicalism?” – Do you think Jesus is THE way or merely A way?

“Do you think Jesus is THE way or merely A way?” Franklin Graham posed this question to presidential hopeful Barack Obama some time back. The answer, some say may be reflective of the new face of Evangelicalism. Barack Obama answered saying, “Jesus is the only way for me, I’m not in a position to judge other people.” Is this a new look for Evangelicalism? A recent poll by Pew Forum on Religion and Public Life indicates so. Daniel Pryfogle, owner of Signal Hill a consulting group that works with churches and whose father and grandfather were Baptist Preachers, agrees saying “I can affirm the particularities of my belief in Jesus and in the Gospels and affirm the idea that there are other paths. That will be hard for others to hold together. But I think we can do it and say, ‘This is evangelical’.” This is alarming and yet hardly surprising.

The Raleigh News and Observer ran an article citing this survey entitled “Evangelicals increasingly tolerant of other paths.” The writer Yonat Shimron says that the answer from Presidential hopeful Barack Obama may be the growing attitude among Evangelicals. The surveyed polled 35,000 Americans with 57% of the Evangelicals stating that they believe that many paths lead to eternal life. The article goes on to state, that one of the authors of the survey found the results “consistent with the overall finding that Americans are not narrow-minded about religion” and that this new evangelicalism “doesn’t want to appear intolerant.” The writer even states, “these evangelicals haven’t abandoned the core tenets of their faith. They still believe in the physical resurrection of Jesus and in the literal truth of the Bible.” Is this true? Is a core tenet not being abandoned here? Apparently, some are calling the data into question because they believe that some of the responding evangelicals may have interpreted “many paths” to mean “many denominations”.

Even so, this is a story to look at and to be alarmed over. This most certainly is not the Evangelicalism that I would subscribe to and this finding definitely gives up one of the core tenets of our faith. The exclusivity of Christ for salvation is a non-negotiable, “I am the Way, the Truth and the Life, no one comes to the Father but by Me”, is not a “yeah that works for me but other ways are possible” kind of quote. The article quotes Dr. Danny Akin who says, “Anyone who claims to be an evangelical and who says it’s possible to go to heaven other than through faith in Jesus Christ is not an evangelical”. So then, is this a new look for Evangelicalism? I hope not, if so we as Baptists need to distance ourselves from any movement or group that calls into question the exclusivity of Christ. We have to be ready in a culture that continually says, “no truth is absolute therefore no religion can have exclusive claims” to give an answer. The answer may not make us more sophisticated or popular, but it is the only answer for a dying world. “There is one mediator between God and men, the Man Christ Jesus.”

Source: B21

 
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Publicado por em 26/08/2009 em POIMENIA

 

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“Precisamos hoje de um Evangelho simples” – Max Lucado

Um dos mais festejados autores cristãos da atualidade, Max Lucado faz de sua obra um instrumento do amor de Deus.

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Já se disse – e é verdade – que a unanimidade é perigosa. Por isso mesmo, dizer que todo mundo gosta do escritor americano Max Lucado pode ser arriscado. Mas, com certeza, é algo bem próximo da realidade. Autor consagrado por mais de 60 livros que venderam algo perto de 50 milhões de exemplares em todo o mundo, ele é um fenômeno das letras cristãs. A abrangência de sua obra pode ser avaliada pela diversidade dos temas que aborda. Derrubando Golias, Ele escolheu os cravos, Seguro nos braços do Pai, Nas garras da graça e Simplesmente como Jesus são alguns títulos que demonstram seu ecletismo. Lucado, mestre dos textos devocionais e inspirativos, começou a escrever em 1985, quando morava no Rio de Janeiro. Aliás, o período em que viveu no país é descrito por ele como um tempo de carinhosas lembranças. “Tenho um amor especial pelo Brasil”, derrete-se. “O brasileiro é o melhor povo do mundo.”

Pastor por chamado divino e escritor por uma vocação que garante ter recebido também de Deus, Max Lucado é tido nos Estados Unidos como uma referência cristã que transcende os muros da Igreja. Seu trabalho é enaltecido por publicações seculares como o New York Times e o USA Today. Mesmo assim, ele não é condescendente com a atual situação de seu país. “Os Estados Unidos não são mais uma nação cristã, porque o cristianismo não influencia mais suas decisões”, critica. Casado com Denalyn e pai de três filhas, Lucado vive em San Antonio, no Texas, onde até recentemente pastoreava a Oak Hills Church. Afastou-se do púlpito para dedicar-se mais à carreira de escritor – embora, evidentemente, as duas funções lhe caibam como uma luva. Por telefone, Max Lucado concedeu a seguinte entrevista exclusiva a CRISTIANISMO HOJE:

CRISTIANISMO HOJE – A passagem de João 3.16, também chamado de “texto áureo” da Bíblia, é certamente a mais lida e pregada da Escritura. Por que o senhor o escolheu como base do seu novo livro?
MAX LUCADO – Sou pastor, e todos os meus livros são para a Igreja – ou seja, eu os faço pensando na Igreja, e ela necessita saber que estamos numa época em que precisamos estudar um Evangelho simples. E como fazer isso? Explicando tudo numa frase bem simples, expressando opiniões mais simples ainda. Então, considero o texto de João 3.16 como uma passagem ideal. O curioso é que a primeira vez em que pensei neste livro foi em 1998, quando ouvi uma música da cantora Jacy Velasquez baseada justamente na passagem de João 3.16. Aí, uma pessoa me deu a idéia de escrever um livro baseado também naquele texto. Bem, passados estes anos, aí está o livro.

Por que o dia 11 de setembro, data tão emblemática para a humanidade, foi escolhida para o lançamento mundial de um livro que fala justamente da antítese do ódio?
Há uma maneira de comparar 9/11 com João 3.16 – e é precisamente a contraposição do medo contra a esperança.

Na sua opinião, o que mudou na Igreja após aquele episódio? Ela também perdeu um pouco da sua esperança? E agora, passados seis anos dos atentados, como os cristãos americanos lidam com a questão?
Infelizmente, nada mudou desde então. Eu me lembro de que nos primeiros dias após o atentado, todas as igrejas estavam lotadas. Só que o tempo passou e as pessoas não permaneceram naquela busca pelo Senhor. Agora, está tudo normal. Infelizmente, o cristianismo não influencia os Estados Unidos. Aliás, os Estados Unidos não são um país cristão, mas um país que tem cristãos. Um país cristão glorifica a Cristo em suas decisões e os Estados Unidos não estão fazendo isso. Eu acho que os Estados Unidos não estão crendo no Senhor como a Coréia do Sul, o Brasil ou a China.

Qual sua expectativa quanto ao efeito de João 3.16 sobre os leitores?
Eu tenho duas expectativas. Uma delas é a de alcançar as pessoas que não são discípulos de Cristo – para isso, quis apresentar-lhes um livro que explicasse o Evangelho de forma simples. A outra é edificar os cristãos, fazendo-os entender o Evangelho. Eu quis descomplicar as coisas importantes da Palavra de Deus.

Mas o livro tem alguns capítulos que abordam temas bem complicados, como a existência do céu e do inferno. Algumas modernas interpretações da Bíblia têm procurado relativizar essa doutrina, sugerindo que um Deus tão amoroso jamais lançaria pessoas no inferno, e que este termo, na realidade, significaria apenas “sepultura”. O senhor considera que as referências ao céu e ao inferno, na Palavra, são literais e referem-se mesmo a estados eternos a que serão destinadas todas as pessoas?

Eu procurei achar todas as possibilidades e caminhos para concordar com as pessoas que dizem que não existe literalmente o inferno. Mas, simplesmente, não concordo com isso. As Escrituras descrevem uma punição eterna com a mesma convicção que falam sobre a existência do céu. Eu estou convencido de que o inferno existe de fato – e é o destino eterno das pessoas que passam a vida inteira dizendo para Deus as deixarem a sós. Pois no final, é exatamente isso que Ele irá fazer.

Desde o lançamento de O maior vendedor do mundo, de Og Mandino, os temas motivacionais e princípios da auto-ajuda ensejaram o surgimento de um dos principais gêneros literários da atualidade. Qual a sua opinião acerca deste tipo de literatura?
A auto ajuda é uma boa idéia – mas uma mão limpa não pode ajudar a limpar uma suja. Logo, os princípios da auto-ajuda não são suficientes para o ser humano. Por isso, temos que buscar ajuda de outro lugar. Precisamos ter ajuda de Deus. É por isso que eu prefiro a Cristo-ajuda…

Mas esses temas também têm influenciado fortemente a literatura evangélica. Como conciliar, então, os princípios da auto-ajuda, que visam ensinar as pessoas a resolver seus problemas, com a fé cristã, que enfatiza a dependência irrestrita de Deus?
Bem, todo mundo precisa de encorajamento – e, por isso, todo mundo precisa atualmente da mensagem de Cristo sobre a cruz e a ressurreição. No entanto, não podemos sacrificar o Evangelho. Só encorajar não é suficiente. Temos que tratar o pecado, explicando sua natureza e mostrando o Salvador, mas não abrindo mão do Evangelho.

O que sabe da aceitação de seus livros no Brasil?
Fico feliz porque sempre recebo muitas cartas de brasileiros, que fazem questão de me encorajar e incentivar.

Que lembranças o senhor guarda do período em que viveu no Brasil?
Tenho um amor especial pelo Brasil! É o melhor povo do mundo. Os brasileiros me ensinaram muito sobre relacionamento. Na juventude, eu passei um verão no Brasil como estudante universitário. Então, acabei me apaixonando pelo país, e desde então sabia que o seu país era onde eu queria morar. Eu tenho três filhas, sendo duas nascidas no Brasil; logo, eu e minha família temos raízes profundas com esse país. Eu ainda tenho muito amigos no Brasil, especialmente nas cidades do Rio de Janeiro, Natal, Recife e São Paulo. Eu também tenho lembranças de Porto Alegre e Curitiba. Foi um privilégio viver aqueles anos em seu país.

E pensa em voltar a residir no Brasil?
Não. Mas adoraria uma nova estada prolongada.

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A publicação do documento Respostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja, no qual o Vaticano arvora para o catolicismo a condição de “única Igreja de Cristo”, foi um duro golpe no processo de aproximação da Igreja Católica das demais correntes cristãs. Como escritor que também é maciçamente lido por católicos, o que o senhor pensa acerca deste enfrentamento?
Eu acho que ser cristão é ser uma pessoa cujo Deus é o Senhor e que tem a Jesus Cristo como único salvador. Ora, não podemos ser salvos sem Cristo! Eu não acho que todos os caminhos levam a Deus. O que faz uma pessoa cristã não é a igreja que ela freqüenta; por isso, acho que há verdadeiros cristãos tanto na Igreja Católica quanto nas igrejas protestantes. Todavia, há muitos católicos que não são cristãos, como também há muitas pessoas que pertencem a igrejas evangélicas que não o são.

Em seu livro Dias melhores virão, o senhor defende a crença no fato de que o Senhor sempre está no controle da situação – mesmo em casos de extremo infortúnio, como a doença e a morte, tema também presente em Aliviando a bagagem, Ele ainda remove pedras e diversas outras obras suas. Mesmo para o cristão, manter a fé diante do mundo de hoje não está cada vez mais difícil?
Sim, está. Eu acho que é muito difícil ser cristão. Principalmente, nos Estados Unidos, onde o secularismo é uma religião – ou seja, só se acredita vendo. Por causa disso, as pessoas não oram, pois só acreditam no que vêem. O que eu gosto no Brasil é que os brasileiros acreditam que existe um mundo espiritual, crêem na existência de anjos etc.

Na sua opinião, o cristão tem uma percepção correta do sofrimento e do seu significado?
É muito necessário a gente entender o propósito do sofrimento. Ele é a ferramenta usada por Deus para tratar o caráter humano. A Bíblia diz que o sofrimento nos prepara para sermos fortes; ele nos prepara para a vida eterna. E é fundamental ressaltar que a Palavra de Deus não nos revela que não teríamos sofrimentos – mas afirma que Cristo nos fortaleceria nestes momentos.

A teologia da prosperidade, de matriz americana, influenciou fortemente a Igreja Evangélica brasileira. Um de seus pressupostos básicos é justamente a eliminação do sofrimento nesta vida. Mas percebe-se que hoje tem havido um certo “cansaço”, sobretudo em relação a promessas dos líderes que não se concretizam na vida dos fiéis. O que o senhor pensa da confissão positiva?
Eu não acho bom dizer às pessoas que, quando elas se tornarem cristãs, vão ter coisas materiais. E tenho problemas com aqueles que dizem que, quando o indivíduo se converte, vai ganhar dinheiro, não vai ter doenças… Mas promessa de Cristo é a de nos fortalecer no meio dos problemas, e não, que a gente não vai tê-los.

O que mudou no Max Lucado escritor desde o lançamento de seu primeiro livro?
O que mudou (risos)? Hoje em dia, eu tenho mais dead line (Da redação: Trata-se de expressão utilizada no segmento editorial e se refere aos prazos para fechamento de textos e entrega de originais). Agora, eu trabalho muito mais no computador do que antes. Eu escrevi meus primeiros livros na época em que morava no Rio de Janeiro. Naquele tempo, eu os escrevia entre dez e meia da noite e meia-noite… Só que agora, uso o meu tempo integral para escrever.

Agora, uma pergunta inevitável: Qual o segredo do sucesso dos seus livros?
Olha, eu não sei o porquê de os meus livros serem bem recebidos. Simplesmente, não tenho explicação para isso. Eu apenas gosto de escrever para pessoas que não gostam de ler, pois sou uma pessoa bem simples.

Por que o senhor resolveu aposentar-se do pastorado da Oak Hills Church, congregação onde exerceu o ministério desde 1987?
Na verdade, não estou me aposentando. Só estou mudando de cargo, já que vou ficar trabalhando como professor da Bíblia. Acontece que conciliar o ofício de escritor com o cargo de pastor principal é demais. Só estou simplificando as coisas…

Em João 3.16, Deus apresenta seu amor infinito ao homem. Como o senhor tem vivenciado este amor na sua vida?
O amor de Deus é a coisa mais importante da minha vida. Eu lutei muito com o Senhor nos primeiros dias da minha conversão. Era alcoólatra e achei que Deus poderia me perdoar; e aí, finalmente, comecei a acreditar nesse amor divino e efetivamente cri que Deus pode nos perdoar.

Em recente entrevista a uma revista americana, o senhor abordou essa sua relação com o álcool – tema considerado tabu no segmento evangélico, que consideram seu consumo como pecado. Por que o senhor resolveu tocar no assunto?
O abuso do álcool é parte da minha história, pois me envolvi cedo com a bebida. Mas, graças a Deus, beber excessivamente não é mais uma tentação para mim.

Logo, Deus é o Deus da segunda chance?
E da terceira, da quarta…

Repórteres: Carlos Fernandes e Jacqueline Falheiro

Fonte: CRISTIANISMO HOJE

 
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Publicado por em 26/08/2009 em POIMENIA

 

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Quem leva a Bíblia a sério obriga-se a levar também a sério a justiça social

Quem leva a Bíblia a sério obriga-se a levar também a sério a justiça social

Afastem de mim o som das suas canções e a música das suas liras. Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene! (Amós, 5.24, NVI)

As Escrituras Sagradas não nos deixam à vontade no que diz respeito à justiça social. Ao contrário, elas criam incômodos problemas de consciência, elas nos azucrinam, elas nos envergonham, elas nos condenam. De todos os nossos pecados e crimes, a falta de consciência social é o mais coletivo, o menos reconhecido e o causador das maiores tragédias, que vão desde a fome até as guerras. Em nenhum momento, o evangelho nos dispensa da obrigação de elaborar as leis da justiça social no papel e no modo de viver. O chamado à justiça social está no Decálogo, nas leis secundárias, nos Provérbios, nos profetas, no exemplo de Jesus, no segundo grande mandamento, na instituição do diaconato primitivo e na Epístola de Tiago, o servo do Senhor que não tinha papas na língua.

No Decálogo
Enquanto os quatro primeiros mandamentos tratam do nosso relacionamento com Deus, os seis restantes dizem respeito ao nosso relacionamento com os outros. O quinto mandamento diz que não devemos cometer injustiça alguma contra aqueles que nos trouxeram à vida. O sexto mandamento nos proíbe de tirar a vida de quem quer que seja. O sétimo mandamento nos proíbe de adulterar. O oitavo mandamento nos proíbe de diminuir o patrimônio alheio para aumentar o patrimônio próprio. O nono mandamento nos proíbe de prejudicar alguém por meio da mentira, do falso testemunho, da intriga, da calúnia. E o décimo mandamento nos proíbe de dar asas ao desejo incontido e imoral de possuir aquilo que pertence ao próximo. Para tornar esse mandamento mais preciso, poderíamos lê-lo assim: Não cobiçarás a propriedade alheia, o emprego alheio, o trono alheio, os mananciais alheios, as florestas alheias, o petróleo alheio, o mercado alheio, a glória alheia, a mão-de-obra alheia, o poder alheio, o sucesso alheio, a mulher alheia, o marido alheio, a vaga alheia e assim por diante (Êx 20.1-17; Dt 5. 1-21).

Nas leis secundárias
Se qualquer condomínio, qualquer sociedade, qualquer etnia se colocar debaixo da lei de Deus, todo o grupo viverá num paraíso, mesmo terrestre. As leis de Deus protegem a todos. São leis cuidadosas, minuciosas e simpáticas. Entre elas é possível mencionar:

“Se um homem tiver se casado recentemente, não será enviado à guerra, nem assumirá nenhum compromisso público. Durante um ano estará livre para ficar em casa e fazer feliz a mulher com quem se casou” (Dt 24. 5, NVI).

“Não se aproveitem do pobre e necessitado, seja ele um irmão israelita ou um estrangeiro que viva numa das suas cidades. Paguem-lhe o seu salário diariamente, antes do pôr-do-sol, pois ele é necessitado e depende disso” (Dt 24.14,15, NVI).

“Não amaldiçoem o surdo nem ponham pedra de tropeço à frente do cego” (Lv 19.14, NVI).

“Levantem-se na presença dos idosos, honrem os anciãos” (Lv 19.32, NVI).

“Quando um estrangeiro viver na terra de vocês, não o maltratem. O estrangeiro residente que viver com vocês deverá ser tratado como o natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocês foram estrangeiros no Egito” (Lv 19.33,34, NVI).

“Não usem medidas desonestas quando medirem comprimento, peso ou quantidade. Usem balança e pesos honestos, tanto para cereais quanto para líquidos” (Lv 19.35,36).

De todas as leis secundárias (em relação ao Decálogo), a mais bonita de todas é a lei da rebusca, que tem muito a ver com o eterno conflito entre os proprietários de terra e os sem-terra. Em benefício dos deserdados da sorte, o proprietário rural era proibido de praticar a sovinice na época da colheita. Ele não deveria colher “até as extremidades da sua lavoura nem ajuntar as espigas caídas da sua colheita”, não deveria depenar por completo as videiras e as oliveiras, não deveria percorrer outra vez a propriedade toda à cata de algum fruto que porventura não tivesse sido colhido nem apanhar algum produto que tivesse caído ao chão. Embora a propriedade fosse própria, os sem-emprego, os sem-terra, os sem-arrimo, isto é, os estrangeiros, as viúvas e os órfãos, tinham todo o direito de entrar em seus terrenos e fazer a segunda colheita (Lv 19.9,10; Dt 24.19-22)!

Nos Provérbios
Embora o rei Salomão tenha feito uso do trabalho forçado na época da construção do templo e dos palácios de Jerusalém (1 Rs 5.13-18; 9.10-22; 12.4), o livro de Provérbios, a ele atribuído, prega insistentemente a justiça social, como se pode ver nos seguintes exemplos:

“Não diga ao seu próximo: ‘Volte amanhã, e eu lhe darei algo’, se pode ajudá-lo hoje” (3.28, NVI).

“Os tesouros de origem desonesta não servem para nada” (10.2, NVI).

“O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer” (11.1, NVI).

“Os pobres são evitados até por seus vizinhos, mas os amigos dos ricos são muitos. Quem despreza o próximo comete pecado, mas como é feliz quem trata com bondade os necessitados!” (14.20,21, NVI.)

“Quem zomba dos pobres mostra desprezo pelo Criador deles” (17.5, NVI).

“O pobre é desprezado por todos os seus parentes, quanto mais por seus amigos! Embora os procure, para pedir-lhes ajuda, não os encontra em lugar nenhum” (19.7, NVI).

“Quem fecha os ouvidos ao clamor dos pobres também clamará e não terá resposta” (21.13, NVI).

“Não esgote suas forças tentando ficar rico; tenha bom senso! As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (23.4,5, NVI).

“O pobre que se torna poderoso e oprime os pobres é como a tempestade súbita que destrói toda a plantação” (28.3, NVI).

Nos profetas
A pregação contrária à injustiça social não tem tido a mesma importância nem a mesma freqüência que a pregação contrária ao mundanismo, ao adultério, ao aborto, à heterodoxia, às celeumas internas. Até bem pouco tempo atrás, taxava-se de comunista quem levantava a voz a favor dos miseráveis. Essa grave omissão não faz parte do currículo dos profetas do Antigo Testamento. Basta trazer à memória certas denúncias válidas até hoje, embora tenham sido pronunciadas mais de 600 anos antes de Cristo.

Do profeta Isaías: “Ai de vocês que adquirem casas e mais casas, propriedades e mais propriedades, até não haver mais lugar para ninguém e vocês se tornarem os senhores absolutos da terra!” (Is 5.8, NVI.)

Do profeta Jeremias: “Ai daquele que constrói o seu palácio por meios corruptos, seus aposentos, pela injustiça, fazendo os seus compatriotas trabalharem por nada, sem pagar-lhes o devido salário” (Jr 22.13, NVI).

Do profeta Ezequiel: “Você empresta a juros, visando lucro, e obtém ganhos injustos, extorquindo o próximo… Mas você me verá batendo as minhas mãos uma na outra contra os ganhos injustos que você obteve e contra o sangue que você derramou” (Ez 22.12,13, NVI).

Do profeta Amós: “Vocês estão transformando o direito em amargura e atirando a justiça ao chão… impedem que se faça justiça aos pobres nos tribunais” (Am 5.7, 12).

Do profeta Miquéias: “Ai daqueles que… cobiçam terrenos e se apoderam deles; cobiçam casas e as tomam… Vocês deveriam conhecer a justiça! Mas… arrancam a pele do meu povo e a carne dos seus ossos… Os ricos que vivem entre vocês são violentos” (Mq 2.1,2; 3.1,2; 6.12, NVI).

Do profeta Naum: “Ai da cidade sanguinária, repleta de fraudes e cheia de roubos, sempre fazendo as suas vítimas!” (Na 3.1, NVI).

Do profeta Habacuque: “A destruição e a violência estão diante de mim; há luta e conflito por todo lado. Por isso a lei se enfraquece e a justiça nunca prevalece. Os ímpios prejudicam os justos, e assim a justiça é pervertida… Ai daquele que obtém lucros injustos para a sua casa, para pôr seu ninho no alto e escapar das garras do mal!” (Hc 1.3,4; 2.9, NVI.)

No exemplo de Jesus
O exemplo mais perfeito e mais impressionante de solidariedade com o pobre e miserável é o exemplo de Jesus Cristo. Ninguém é tão alto, majestoso e glorioso quanto Ele, e ninguém desceu de seu pedestal tanto quanto o Senhor. A pessoa mais empolgada com o exemplo de Jesus certamente é o apóstolo Paulo. Aos coríntios, o ex-fariseu escreve: “Vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos” (2 Co 8.9, NVI). E aos filipenses, o apóstolo propõe a imitação do exemplo de Jesus: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fp 2.5-8, NVI.)

A espantosa solidariedade de Jesus com os socialmente marginalizados, com os humildes e com os famintos, e não com os soberbos, com os poderosos e com os ricos (ver o Cântico de Maria, em Lucas 1.46-55), começou com a eleição de Maria para ser a mãe do Salvador e com nascimento de Jesus numa humilde estrebaria — porque não havia lugar para uma mulher grávida de 9 meses na hospedaria — e em Belém-Efrata, “uma das menores cidades de Judá” (Mq 5.2, NTLH).

À semelhança de João Batista, que não se vestia de roupas finas nem transitava pelos palácios (Lc 7.25), Jesus vivia entre pecadores e pescadores, entre famintos de pães e peixes e famintos do Pão da vida, entre pessoas tomadas de alguma enfermidade ou deficiência física e pessoas tomadas ferozmente de espíritos imundos, entre publicanos e meretrizes. Ele não tinha “onde repousar a cabeça” (Mt 8.20, NVI) e recebia apoio material de algumas mulheres da Galiléia, como Maria Madalena, Joana (cujo marido era do alto escalão do governo de Herodes) e Susana (Lc 8.1-3).

De tal modo Jesus desceu ao nível do ser humano que Ele permitiu que uma “mulher pecadora”, conhecida de todos, entrasse na casa de um “homem rigoroso” (Simão, o fariseu), e lhe mostrasse publicamente toda a sua gratidão pelo perdão anteriormente obtido. Dominada por forte emoção, a mulher derramou suas lágrimas sobre os pés de Jesus, cujas pernas estavam estendidas para trás no assoalho, enquanto Ele comia da mesa de Simão, para depois enxugá-los com os próprios cabelos soltos (Lc 7.36-50).

O exemplo de Jesus não deve ser esquecido, jogado fora, desperdiçado. Ele é o nosso padrão de comportamento: “Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz” (Jo 13.15, NVI).

No segundo grande mandamento
Um dos mestres da lei de Moisés perguntou a Jesus qual de todos os mandamentos era o mais importante. De pronto, o Senhor respondeu mais do que havia sido solicitado. Ele mencionou o mais importante (amar a Deus com força total) e o segundo mais importante: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mc 12.28-34, NVI).

Ora, esse “segundo mais importante mandamento” fecha definitivamente o cerco contra qualquer omissão e qualquer transgressão na área da justiça social. Ele nos obriga a amar o próximo como amamos a nós mesmos. Como o amor com que nos amamos é enorme, ambicioso e constante, então, não vamos tirar vantagem pessoal de ninguém, mas construir nossa sobrevivência e nosso patrimônio juntos!

Na instituição do diaconato primitivo
No tempo dos apóstolos, a igreja era constituída de judeus e gentios ou, melhor, de judeus de fala hebraica, que viviam na Palestina, e de judeus de fala grega, que viviam em países fora da Palestina. No princípio, as necessidades de ambos os grupos eram plenamente supridas pela igreja: “Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham” (At 4.32-35, NVI).

Com o grande crescimento numérico da igreja, o velho problema da discriminação arrebentou: as viúvas dos judeus de fala grega “estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimento” (At 6.1, NVI). Em vez de serem caladas e repreendidas por levantarem suas vozes contra essa desesperadora e injusta situação, as viúvas lesadas obtiveram imediata atenção dos apóstolos. Para não haver acúmulo de trabalho, para não prejudicar nem a pregação da Palavra nem os necessitados, para preservar a unidade até então existente e levada a sério, os apóstolos promoveram a eleição de “sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria” para cuidar do aspecto diaconal da igreja. E todos, os queixosos e os não-queixosos, as viúvas de língua hebraica e as viúvas de língua grega, ficaram satisfeitos (At 6.1-7). Graças à rapidez e ao acerto dessa providência, a primeira tentação de divisão da igreja foi vencida.

Na Epístola de Tiago
Dirigida “às doze tribos dispersas entre as nações” (Tg 1.1, NVI), a Epístola que leva o nome de Tiago muito provavelmente foi escrita pelo irmão do Senhor, a quem Jesus apareceu depois de ressuscitado. Deve ser o mesmo que é chamado de uma das colunas da igreja e o mesmo que presidiu o primeiro concílio cristão em Jerusalém (At 15.13; 1 Co 15.7; Gl 1.19; 2.9). Mais do qualquer outro escritor do Novo Testamento, Tiago é extremamente severo quando trata da discriminação social e opressão econômica, como se pode ver nos textos a seguir:

“Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com parcialidade. Suponham que na reunião de vocês entre um homem com anel de ouro e roupas finas, e também entre um pobre com roupas velhas e sujas. Se vocês derem atenção especial ao homem que está vestido com roupas finas e disserem: ‘Aqui está um lugar apropriado para o senhor’, mas disserem ao pobre: ‘Você, fique em pé ali’, ou ‘Sente-se no chão, junto ao estrado onde ponho os meus pés’, não estarão fazendo discriminação, fazendo julgamentos com critérios errados?” (Tg 2.1-4, NVI.)

“Vocês têm desprezado o pobre. Não são os ricos que oprimem vocês? Não são eles os que os arrastam para os tribunais?” (Tg 2.6, NVI.)

“Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer’, sem porém lhes dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta” (Tg 2.15-17, NVI).

“Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a desgraça que lhes sobrevirá… Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos… Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência (Tg 5.1-6).

Segundo historiadores da época (Hegésipo, Josefo e Eusébio), Tiago foi martirizado no ano 62 da era cristã, tendo sido atirado do pináculo do templo.

Precisamos nos convencer de que a justiça social é um compromisso inerente ao cristão. Tanto Isaías quanto Amós mostram que a retidão e a justiça são mais importantes que as cerimônias religiosas. Em vez de ofertas de holocaustos, e muitos outros atos litúrgicos, o Senhor ordena: “Busquem a justiça, acabem com a opressão” (Is 1.17) ou “corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene!” (Am 5.24.)

fonte:www.ultimato.com.br

via: REDE FALE PR

 
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Publicado por em 24/08/2009 em POIMENIA

 

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MAU CHEIRO NA IGREJA ? TIRA O BODE!

Parece piada, mas não é! A turma da “PROSPERIDADE” está distribuindo o sabonete “CHEIRO DE OVELHA” para os seus fiéis, indicado para combater o mau cheiro exalado pelos bodes nos “apriscos” clandestinos da religião. Se você estiver com problemas de odor desagradável na sua igreja, não se preocupe as empresas “VALDEMIRESNSE”, “R.R.SOARESNSE” e “UNIVERSAL PRODUTOS IMPORTADOS” – do inferno – têm a solução! Sabonetes “Cheiro de Ovelha”, uma benção! A fragrância que faltava no mercado da fé! Mas muita atenção! Não é indicado para quem tem hipersensibilidade a ética, a verdade e aos princípios cristãos de conduta, pois pode causar sérios danos a saúde espiritual.

As firmas citadas são empresas untadas com “Geizuz”, o puro óleo, no fogo puro do Rê-Tê-Tê e recheada das promessas vazias de homens cheios de vaidade e ganância. Seus gerentes são “pseudo-evangélicos” transvestidos de “ovelhas”, debochados, que usam a Bíblia para pregá-la com cruéis cravos na testa de desesperados e ai de quem se opor a eles! Serão castigados… Praticam o ato de obter vantagem patrimonial ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo em erro alguém através do meio fraudulento de venderem prosperidade, curas e milagres, pregando para o povo um cristianismo banalizado corrompido pelas artimanhas do inimigo. Os boletos bancários de depósito comprovam o que digo. O interessante é que o “cheiro de bode” ofusca o “cheiro da ovelha” dando a impressão de que todos são caprinos no mesmo ambiente. Em muitas igrejas os odores estranhos se tornaram normais e já não causam mais nenhum incômodo.

Você é cheiroso? O Não precisa responder! O poder da mídia no mundo hodierno tem levado muitas pessoas a banalizarem o certo; invertem os valores antes consagrados como certos e isto tem levado muitas a exalarem o fedor do pecado e a oferecerem carniças a Deus em vez de cordeiro sem defeito. E como tem carniça por ai sendo oferecida no altar como se fosse carne de ovelha! Tem muita igreja que não são anjos, mas urubus que sobrevoam na busca de uma chance para resgatarem a parte deles.

Quando vamos comer algo, olhamos a comida e sentimos o cheiro gostoso, logo vem a vontade de degustar aquele alimento. Quem não gosta de um bom prato? Por outro lado, você já ficou ao lado de uma pessoa fedida? Roupas, cabelos, axilas, pés, boca, tudo atraindo moscas, não tem algo tão ruim, repugnante. Mas, responda rapidamente, qual perfume é o seu? Qual o perfume de sua igreja? E o de seu Pastor?

Ah! Mas, para combater o odor desagradável foram criados uma gama enorme de perfumes; tem produto para todos os gostos. O segredo de um perfume está na substância aromática ou na essência, que o compõe. O cheiro agradável e penetrante é exalado por uma substância extraída por técnicas que são guardadas em segredo pelos fabricantes. Só lembrando, tem muita coisa falsificada no mercado!

Quero apenas lembrar que lugar onde o “Pastor” trata suas ovelhas não deveria ser um “gabinete” com escrivaninha, computador e cadeira de executivo. O lugar de um Pastor tratar as suas ovelhas é o “aprisco” aconchegante, protegido e seguro, onde o próprio Pastor dorme à porta para defender seu rebanho dos lobos que rondam buscando uma oportunidade para atacarem. O que? É assim mesmo? Isto é exagero! Pois, sugiro então que você conheça a rotina de um Pastor de ovelhas lá do Oriente Médio. Mas é verdade, Pastor dorme com o rebanho, ao relento; o Pastor come com o rebanho, anda com o rebanho; o Pastor está sempre com o rebanho onde quer que ele vá. Ele tem o cheiro das ovelhas impregnado nas suas vestes e nas suas narinas, ele as conhece pelo cheiro que exalam.

Penso que “Pastor” não combina com mesa, terno, gravata, gabinete, shows, extravagâncias, espetáculos ou coisas semelhantes. Para mim está muito claro, e segundo a Bíblia, a palavra “Pastor” combina com campo, pasto, curral, ovelha, noites mal dormidas, roupa surrada de trabalho campestre, etc. Pastor combina com cajado, com sol, com lugares abertos, com calças dobradas para cruzar os riachos, com ovelha nos braços; O cheiro do “Pastor” deve ser o “cheiro de ovelha”, cheiro do pó levantado pela caminhada do rebanho. O “Pastor” deve viver em função do rebanho e não o rebanho em função dele. Pelo seu cheiro ele deve ser identificado pela sociedade, não como um “bode catinguento” que espanta todo mundo e contamina o ambiente, mas com um odor agradável de ovelha com as quais ele lida no seu exercício ministerial.

Jesus, o “Supremo Pastor” nunca estava em uma sala fechada esperando as pessoas virem a ele. Não, Jesus não era assim, Ele estava onde as pessoas estavam, nas festas de casamento, nas mesas de banquetes, nas casas das pessoas, nas praças e nos lugares públicos como as sinagogas. Sim, é verdade, Jesus às vezes se retirava para descansar, orar, refletir e ficar sozinho, mas era por pouco tempo e já estava ele lá de novo, no meio do povo.

Voltando ao tema, cuidado com a insensibilidade do olfato, você pode ser traído! Tanto o “cheiro” como o “fedor” ao ser exalado por muito tempo torna-se comum, os nossos sensores são condicionados. Isto vale para a vida espiritual também. É importante ressaltar que o confronto entre uma pessoa “cheirosa” com uma “mal cheirosa” causa mal estar e um incomodo que é natural. Assim é o crente com o não crente; o justo com o injusto. O pecado pode tornar uma pessoa cheirosa em uma pessoa mal cheirosa, mas também é o único capaz de transformar “ovelha” em “bode”! O duro é que tem muita gente trocando de lado, se acomodando com o cheirume do chifrudo, e o que é pior, debaixo de pele de ovelha. Um cristão autêntico não é detectado por suas posses e sim pelo seu caráter, se exala o cheiro de Cristo, com certeza, irá atrair outros a ele. Vale ressaltar que Jesus é que nos transforma em cheiro agradável, pois não há essência cheirosa em nós e, por isso, exclusivamente por isto, não exalamos um bom perfume. Mas com Cristo, o fedor do pecado é arrancado pela regeneração, e neste caso, é o “bode” que é transformado em “ovelha”.

Certa vez me perguntaram sobre o que seria a igreja ideal na terra? De onde partiu, era no mínimo maliciosa pela conduta nada transparente de quem a fez. Refletindo rapidamente sobre isso e sem dar chance para comentários distorcidos, respondi que a igreja ideal é aquela que é simplesmente igreja. É aquela onde ovelha tem “cheiro de ovelha” e não de “bode”. Um local onde cada membro do “Corpo de Cristo”, sem exceção, exerce e aprimora os seus dons; Onde a liberdade da glória de Deus, a comunhão com os irmãos e a admoestação mútua acontece como algo natural. Onde há louvor e não barulho; Onde Deus é exaltado e não pessoas. Para ser claro, que ela seja simplesmente, “igreja”. Nada mais. Mas, para a minha tristeza, tem muita coisa sendo chamada de “igreja” com muita gente sendo literalmente enganada por seus “donos”.

Portanto, se você é um crente, você deve exalar o “bom perfume de Cristo”, tanto na igreja como lá fora, diz Paulo. Que o seu perfume possa contagiar e atrair a todos que estiverem ao seu lado. Mas lembre-se, em hipótese alguma aceite, mesmo se for de graça, os sabonetes da marca “cheiro de ovelha” que andam oferecendo nos mercados evangélicos das esquinas da religião. Eles são falsificados e podem causar danos à sua fé e à sua relação com Deus.

Carlos Roberto Martins de Souza
crms1casa@hotmail.com

 
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Publicado por em 21/08/2009 em POIMENIA

 

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