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Ex-presidente americano lança Bíblia de Estudo

Jimmy Carter ensina na Escola Dominical de sua igreja há mais de 70 anos

 Ex-presidente americano lança Bíblia de Estudo

Jimmy Carter é um plantador de amendoim que virou presidente na década de 1970, mas nunca abandonou a Igreja Batista Maranata, em Plains, Geórgia.

Na Casa Branca, Carter ainda encontrou tempo para calmamente ensinar na escola dominical em 14 ocasiões. Ele participou de cultos em várias igrejas, incluindo reuniões em Camp David, uma espécie de “casa de campo” presidencial.

Desde que voltou para casa, depois de perder a reeleição para Ronald Reagan em 1980, Carter tem ensinado na escola dominical, como faz desde que foi para a Marinha, com 18 anos. O presidente hoje tem 88, são, portanto, sete décadas de experiência.

A editora Zondervan acreditou que ele estava capacitado a ser um comentarista da Bíblia, por isso publicou, na semana passada, a Bíblia de Estudo Lições de Vida, com as reflexões pessoais de Jimmy Carter.

“Como os discípulos, não devemos ser orgulhosos e procurar uma posição ascendente ou discutir sobre quem é o maior entre nós”, observa ele, ao refletir sobre uma passagem do Evangelho de Marcos em que os seguidores de Jesus debatem sobre quem dentre eles é o maior.

Carter se lançou como candidato à Casa Branca em 1976, quando  os EUA ainda debatiam a renúncia do presidente Nixon após o escândalo Watergate. Carter era um governador relativamente desconhecido e tinha uma vida aparentemente limpa. O fiel batista logo se tornou o queridinho dos eleitores cristãos evangélicos. Durante a campanha, Carter anunciou  orgulhosamente que havia  ”nascido de novo.” Em pouco tempo recebeu o apelido de “Presidente Redentor “.

Mas qualquer noção que Carter iria governar como ensinava na escola dominical foi dissipada quando ele assumiu o cargo. ”Eu fui ensinado a acreditar na completa separação entre Igreja e Estado”, disse ele.

Logo o presidente evangélico descobriu que era impossível separar a fé cristã de sua vida diária na Casa Branca. “Eu era muito cuidadoso para não confundir a prática religiosa com minhas decisões como presidente, exceto quanto aos valores morais”, disse ele.

Desde antes do tempo na Casa Branca, ele e sua esposa Rosalynn desenvolveu o hábito de ler as Escritura em voz alta todas as noites. Eles mantêm esse hábito até hoje e assim que terminam de ler a Bíblia, começam de novo, desde o início.

“Eu tentei colocar em prática os ensinamentos de Cristo no tempo que fui presidente”, disse ele. Para Carter, isso significa políticas que buscavam a paz em todo o mundo e cuidar dos mais necessitados. Mesmo assim, ele não foi reeleito.

Hoje, o ex-presidente atua como líder humanitário, criou o Carter Center para promover os direitos humanos, o avanço das democracias e a busca de soluções pacíficas para conflitos internacionais. Ele e a esposa são grandes incentivadores e mantenedores da Habitat for Humanity, uma ONG que constrói casas  em países pobres.

Carter também atuou como observador internacional de muitas eleições em países que voltavam ao regime democrático ou que tentavam implantar tal regime em substituição a ditaduras. Por suas ações no intuito de promover a paz mundial, direitos humanos, democracia e tendo sido mediador em diversas questões conflitivas ao redor do globo, recebeu, em 2002, o Prêmio Nobel da Paz.

A curiosidade sobre o que esse cristão tem a ensinar ainda é grande. Sua igreja tem  apenas 30 membros, mas quando é anunciado que Carter ensinará na escola dominical lá hoje, o número de pessoas pode chegar a 800. É maior que a população da pequena cidade de Plains, onde ele vive, que possui 650 moradores.

“Uma das principais coisas que eu tento fazer é conectar as Escrituras tão antigas com a vida moderna”, disse ele. “Com todas as experiências que tive, acredito que são coisas que ainda interessam para as pessoas que vêm me ouvir ensinar “.

A Zondervan acredita que a Bíblia Carter deverá vender cerca de 250.000 cópias nos próximos anos. Verne Kenney, vice-presidente executivo da editora explica: “Acreditamos que podemos atrair alguns leitores que não se interessariam pelo produto, mas tem curiosidade para saber o que pensa quem escreveu as notas”.

 Traduzido e adaptado de CNN

Fonte: GOSPEL PRIME

 
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Publicado por em 20/03/2012 em POIMENIA

 

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Rebatendo declarações de José Dirceu sobre os evangélicos, deputado João Campos afirma que o ex-ministro agiu de “má fé” e que é preciso “refletir o que o PT propõe para o Brasil”

Rebatendo declarações de José Dirceu sobre os evangélicos, deputado João Campos afirma que o ex-ministro agiu de “má fé” e que é preciso “refletir o que o PT propõe para o Brasil”

Após as declarações do ex-ministro do PT José Dirceu, sobre os evangélicos, que para ele, prestam um “desserviço” à democracia, a Frente Parlamentar Evangélica se pronunciou, através de seu presidente, deputado João Campos (PSDB-GO).

Campos afirmou em entrevista concedida ao site da CPAD News que a democracia é importante para o país, por isso é valorizada: “Nós, evangélicos, valorizamos a democracia porque ela garante a livre manifestação de expressão, garante a opinião das pessoas. Não abrimos mão desse direito e respeitamos quem o exerce”.

Em uma crítica direta ao histórico de José Dirceu, ex-ministro e ex-deputado cassado por acusação de envolvimento com o mensalão, Campos afirmou que “responder a alguém cuja moral foi manchada por ser o líder da maior quadrilha da república brasileira, o mensalão, nem se faria necessário. Mesmo assim, não abrimos mão do debate. Quando nos posicionamos contra o ‘kit gay’ e contra o aborto, não se trata de sermos preconceituosos, mas, sim, de defendermos e zelarmos pelos nossos conceitos bem formados em favor da sociedade”.

O deputado afirmou ter dúvidas sobre as declarações de Dirceu, dizendo que “ou ele não sabe o que diz ou quer fugir do debate”. Para João Campos, o artigo do ex-ministro “é uma forma de tentar antes nos desqualificar, colocando sobre nós uma imagem que não temos, para então prevalecer a sua ideia. Se existe uma coisa que sabemos fazer é exercer a dialética, é estabelecer o contraditório, é enfrentar a crítica, mas fazemos isso tudo a partir do argumento – o que, pelo que vejo no Jose Dirceu ele não tem capacidade”, critou o deputado, que emendou: “Chamar os evangélicos de chantagiosos (sic) que exercem violência é uma impropriedade sem tamanho”.

Lembrando da influência que Dirceu possui dentro do PT, sendo considerado um dos homens mais fortes do partido, ao lado do ministro Gilberto Carvalho, João Campos demonstrou preocupação com as propostas do Partido dos Trabalhadores para o Brasil: “Como ele é um dos formadores do pensamento do PT no Brasil, acho que nós evangélicos precisamos parar e refletir no que ele está dizendo. Precisamos refletir no que o PT pensa e propõe para o nosso país”.

Após suas considerações sobre José Dirceu, o deputado João Campos falou mais especificamente sobre as declarações em que ele chama os evangélicos de preconceituosos e afirmou que os evangélicos não podem deixar de marcar posição no debate sobre temas que vão de encontro com os princípios cristãos.

-“Nós, evangélicos, não temos ‘preconceito’. Um dos fundamentos do cristianismo é justamente a igualdade, a não discriminação. Essa é a nossa formação, a formação do nosso caráter. Agora, nós temos conceitos, nós temos opinião, concepções, compreensões como a de valorização da vida, o que nos faz lutar contra o aborto, por exemplo. Portanto, nós temos o direito, que está assegurado pela Constituição brasileira, de nos expressar”.

O presidente da Frente Parlamentar Evangélica ainda ressaltou a importância dos evangélicos para a sociedade, a quem classificou de um dos “segmentos mais organizados da sociedade” e afirmou que a opinião de José Dirceu demonstra má fé: “A abordagem de Zé Dirceu, quando nos classifica como preconceituosos, é de má fé e distorcida. Exatamente para tentar desqualificar o segmento evangélico como se nós fôssemos pessoas menos preparadas, com menos escolaridade, que têm menos percepção da sociedade e da realidade social. Coisa que não é verdade, muito pelo contrário. Esse cidadão é que tem um profundo preconceito para com um dos segmentos mais organizados da sociedade brasileira e dos mais conscientes do seu papel. Nós, evangélicos, sabemos o quanto podemos contribuir para o Brasil, para a sociedade, e estamos fazendo isso ao longo da nossa história, sem nenhum custo para o governo – coisa que José Dirceu não fez. Ao contrário, liderou uma organização criminosa para desviar dinheiro público. Essa é a grande diferença do povo que o José Dirceu chama de preconceituoso.  Isso é lamentável”, concluiu o deputado João Campos, presidente da Frente Parlamentar Evangélica.

Redação Gospel+

 
Comentários desativados em Rebatendo declarações de José Dirceu sobre os evangélicos, deputado João Campos afirma que o ex-ministro agiu de “má fé” e que é preciso “refletir o que o PT propõe para o Brasil”

Publicado por em 07/03/2012 em POIMENIA

 

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