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Um Jesus para o século 21

Em livro, site e DVD lançados há exatamente um mês, fotógrafo coloca Cristo em situações modernas para mostrar que a mensagem segue atual

Marcio Antonio Campos

Jesus consolando um executivo falido. Jesus conversando com um oficial nazista. Jesus acompanhando um jogo de pôquer. Para mostrar que a mensagem cristã continua atual, um fotógrafo que fez carreira no mundo da moda escolheu, para um projeto multimídia, um carpinteiro cuja roupa mais elaborada é uma túnica folgada.

Desde o início do Cristianismo, é comum o uso de imagens para passar os ensinamentos do Evangelho. O que Michael Belk fez foi trazer Jesus para circunstâncias da modernidade. A re­­portagem da Gazeta do Povo mostrou as fotos de Journeys with the Messiah para padres e pastores, que aprovaram a ideia. “Je­­sus é verdadeiro Deus, mas também verdadeiro homem. Belk conseguiu transmitir o que deve ter sido esse homem Jesus e o que Ele pode significar para nós”, diz o padre Alexsander Lopes, assessor do Setor Juventude da Arqui­diocese de Curitiba.

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Fotos: Michael Belk/Journeys with the Messiah/Divulgação

Fotos: Michael Belk/Journeys with the Messiah/Divulgação / Ampliar imagem

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Belk conta que já tinha uma carreira estabelecida quando se sentiu “provocado” por Deus. “Ele me perguntava o que eu estava fazendo com o que eu tinha conseguido”, afirma, em entrevista por e-mail à Gazeta do Povo. Daí veio a ideia de fotografar Jesus. Belk escolheu Sassi di Matera, a mesma cidade italiana onde Mel Gibson filmou A Paixão de Cristo, e encontrou um ator italiano para fazer o papel de Jesus. Tudo foi bancado por Belk e sua mulher.

Enquanto as fotos com crianças são unanimidade, outras causam espanto, caso de The second mile, em que Jesus, rifle às costas, conversa com um oficial nazista. “Jesus ensina a perdoar, ele jamais portaria uma arma”, diz o padre Alexsander. “Mas e se Ele pegou a arma do nazista, desarmando-o?”, sugere Vera Immich, pastora luterana. Seu marido, o também pastor Odair Braun, gostou das fotos. “Quando pregamos, nosso desafio é justamente trazer o texto bíblico para o dia-a-dia – é o que o fotógrafo fez”, afirma.

No entanto, o trabalho também recebeu algumas críticas. O padre Alexsander aponta um certo erotismo em algumas imagens. “Belk faz alguns ataques à religião institucional. É fácil dizer ‘Cristo sim, religião não’, mas isso leva ao relativismo. E Jesus disse que Ele era a Verdade”, afirma o padre Dana Lundburg, dos Le­­gionários de Cristo, sobre as legendas das fotos Embrace (em que Cristo aparece sorridente ao lado de clérigos de outras religiões) e Watch your step (uma releitura da parábola dos cegos guias de outros cegos). O sacerdote, no entanto, elogia a mensagem das fotos como “profunda e muito inspiradora”.

O objetivo de Belk é expor as fotos ao redor do mundo, em telões ou em locais muito frequentados, como terminais de transporte público. “O Brasil está na lista”, antecipa. Enquanto isso, o site terá de ser suficiente. “A equipe da loja virtual está trabalhando para podermos receber pedidos de outros países”, diz o fotógrafo, referindo-se ao livro e ao DVD.

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As fotos de Journeys with the Messiah estão no site www.thejourneysproject.com – o site tem loja virtual, mas por enquanto só vende para os Estados Unidos.

Fonte: GAZETA DO POVO

 
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Publicado por em 12/10/2009 em POIMENIA

 

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Rocking the White Citadel – A review of “The Next Evangelicalism”

Soong-Chan Rah

My life and worldview will never be the same after living seven years in Uganda. My wife and children, our mission team members, and I all made friends with and learned from people who were struggling out of poverty but still lived full of joy and hope.

Unfortunately, few Western Christians have the opportunity to learn from believers in other cultures. As a result, we impose our own perspective on Christians worldwide.

In The Next Evangelicalism, professor and pastor Soong-Chan Rah says the evangelical church has been held captive to Western-white power and must be released in the same way the early Christian church was released from Jewish ethnic control. Nearly 95 percent of Christian churches in America have more than 80 percent of one particular ethnic group. Most evangelical churches are white monoliths.

“Racism,” he says, “is America’s original sin.” Our culture and economy were built on the backs of Native Americans and black slaves. But American individualism and consumerism keep Christians from understanding and confessing corporate sin.

According to Rah, today’s “slavery issue” is immigration. Rah says church leaders maintain a “conspicuous silence” on the issue of immigration. Though some view immigration as a huge problem, Rah interprets law changes as far back as 1965 as catalysts for making immigrants the next hope for evangelical churches.

But the road to change is long and full of pitfalls, and the cards are stacked against non-whites. A 2005 Time story featuring 25 influential evangelicals included only two non-whites. Rah tells stories of churches resisting ethnic change in their communities, but has hope for a few shining examples of churches learning from and embodying ethnic change in their neighborhoods. He says the “colorblind American” approach is superficial and serves only to cover over and hide racial hatred.

Korean-born and raised in a Korean immigrant community, Rah is critical of the modern church growth movement and repudiates the homogenous unit principle, saying God never intended church leaders to target a particular race of people. Rah claims that race itself was never used in the Bible but “nations” is the preferred category, that slave trading states created the concept of race to perpetuate manifest destiny.

The author also finds the term “emergent church” offensive, saying “the real emerging church is the church in Africa, Asia, and Latin America,” which now makes up 60 percent of the world’s Christian population. He says these immigrant communities form a social network that cannot be extricated from their religious practices. The community helps people find jobs and homes, and white Americans can learn much from immigrant communities.

Many churches, meanwhile, have preferred numeric growth to hearing prophetic and diverse voices. Yet only a small group of churches are multi-ethnic, and the melting-potturned-salad-bowl of cultures has been covered with a “creamy ranch” that makes even kimchi or jalapeno all taste like salad dressing.

The next evangelicalism, Rah says would embrace a theology of suffering as well as celebration, intentionally give up power, and follow the lead of liminal (in-between) second and third-generation immigrants.

This will require that white leaders intentionally give power to Hispanic, Asian, black, and other minority cultures.

The Next Evangelicalism resonated with me because I grew up white, rich, and Christian. I’m still all of those things, but in a changing world. This book describes the world as we know it today and a vision for what churches could look like tomorrow. Rah warns us that if we fail to wake up and realize the center of the Christian universe is not white America, then we will become increasingly irrelevant and, more tragically, unfaithful to our task to take the gospel to all nations.

While Rah’s tone is challenging, his message is ultimately one of hope. The curse of Babel was reversed at Pentecost, he says. If we heed his message, a renewed vision for this kind of multi-cultural Christianity can bring new life to Christ’s church in the United States.

Copyright © 2009 by the author or Christianity Today International/Leadership Journal.

Source: LEADERSHIP

 
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Publicado por em 13/09/2009 em POIMENIA

 

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Paradoxo Bangcoc

Chicco Sal

Uma vez, refletindo sobre as coisas eclesiásticas – o sacerdotalismo, o clericalismo, a religiosidade, o paganismo e o hedonismo cristão, a babel cristã, etc – criei para mim um mnemônico, o Paradoxo Bangcoc.

Para quem não sabe, o verdadeiro nome de Bangcoc é “Krungthepmahanakhon Amornrattanakosin Mahintharayutthaya Mahadilokphop Noppharat Ratchathaniburirom Udomratchaniwetmahasathan Amonphiman Awatansathit Sakkathattiyawitsanukamprasit” que, resumidamente, pode ser traduzida por “cidade dos deuses”. Acredita-se que uma pessoa não consiga andar alguns poucos passos por lá sem que se depare com um templo consagrado a um dos seus deuses cultuados, estima-se que cerca de 1 milhão deles.

O Paradoxo de Bangcoc é esse: “gastamos fortunas construindo templos ao invés de edificar vidas”.

É o que a religião cristã tem feito em todas as suas vertentes: construido templos e mais templos, quando deveríamos estar edificando vidas.

Abandonar, portanto, as formas culturalmente aceitas do cristianismo e tradicionalmente passadas de pai para filho, voltar-se apenas para Jesus Cristo, por mais difícil que seja, por mais que doa, ainda que venham as perseguições é mais que um ideal, uma ideologia, um movimento de restauração. É condição sine qua non para que todos que professamos essa fé voltemos a ter vida abundante, livre das cadeias e prisões de prédios construidos e denominados como igrejas. Não! Igreja somos nós!

Somos o corpo, a noiva, a igreja do Senhor, um corpo vivo constituido de pedras que vivem e não de pedras e tijolos mortos.

Precisamos sim da graça, mas muito mais é de coragem, coragem para não negar o Autor e Consumador de nossa fé.

Tá na hora, já passou a hora, de abandonarmos esse fermento farisaico, esse formalismo inócuo, e irmos para as praças, para as ruas… Mas não ir para evangelizar, antes ir para viver o que professamos.

Talvez assim possam nos reconhecer cristãos, possamos recuperar a verdadeira alegria de sermos feitos e chamados filhos de Deus, possamos cair na graça do povo.

É melhor ser considerado um ateu mas viver a fé, que afirmar ter fé e não viver por ela.

Fonte: PAVABLOG

 
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Publicado por em 30/08/2009 em POIMENIA

 

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