RSS

Arquivo da tag: cegueira

A cega era eu

Descobri que para ler o mundo não é preciso ver
ELIANE BRUM

 Reprodução

ELIANE BRUM
ebrum@edglobo.com.br
Repórter especial de ÉPOCA, integra a equipe da revista desde 2000. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de Jornalismo. É autora de A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo)

Às 15h21 de quarta-feira recebi um e-mail que não era um e-mail, mas uma passagem para uma dimensão desconhecida. Pelo menos para mim. Leniro Alves contava que tinha me ouvido em uma entrevista na CBN e, desde então, começara a ler minhas reportagens. Gostava porque lhe parecia que eu passava “muita sinceridade naquilo que escrevia”. Fiquei toda contente, como sempre fico quando alguém diz que minha escrita ecoa em sua vida. Agradeci. Leniro contou então que leu um jornal pela primeira vez aos 40 anos. Que hoje, aos 50 e poucos, só lamenta não ter podido se deliciar com as entrevistas do Pasquim quando tinha 20 e tantos. Agora, ainda que os jornais e revistas não facilitem muito, ele lê de tudo – e também essa coluna.

Leniro é cego. Ele lê graças a um programa de computador, com sintetizador de voz, criado no Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro por um Professor, assim com maiúscula, chamado Antonio Borges. Ao encontrar um aluno cego, Marcelo Pimentel, na sua sala da disciplina de computação gráfica, Antonio descobriu que precisava inventar algo que tornasse possível aos deficientes visuais ter acesso ao computador e à internet. Isso era início dos anos 90 e, naquele momento, as opções existentes eram bastante precárias. Antonio criou um programa chamado Dosvox, que permite aos cegos acessar a internet, ler e escrever, mandar e receber e-mails, participar de chats e trocar ideias como qualquer um que pode ver. Essa história está bem contada no seguinte endereço: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/historico.htm. Vale muito a pena dar uma passada por lá.

Até então, cegos como Leniro viviam num universo restrito. Muito pouco era convertido ao braille. E, se um cego escrevesse em braille, seria lido apenas entre cegos. Também havia as fitas cassetes, com a gravação de livros lidos em voz alta. Mas era sempre a leitura de um outro. E continuavam sendo poucos os livros disponíveis em fitas. Jornais e revistas, em geral só podiam ser alcançados se alguém se oferecesse para ler em voz alta. A internet era inacessível. E o mundo, muito pequeno. E pouco permeável.

Eu nunca tinha parado para enxergar o mundo de Leniro. Ali, a cega era eu. Essa coluna é o começo de minha aventura pelo mundo dos que veem diferente.

Começamos a conversar por e-mail. Fiz uma pergunta atrás da outra. Fazia tempo que não me sentia tão criança ao olhar para uma realidade nova. De novo, eu estava na fase dos porquês. Só faltou perguntar de onde vinham os bebês… Acho até que importunei o Leniro com minhas perguntas seriadas.

Como é o teclado? O que você sente? É uma voz que fala com você quando eu escrevo? Leniro teve muita paciência comigo: “Eliane, minha relação com a palavra escrita é a da busca da própria intimidade. Como é bom a gente se encontrar num Machado de Assis… Não deixe de vivenciar um pouco desse mundo, que é muito mais rico do que pode parecer inicialmente. Ele é bem mais engraçado do que dramático, entende? Bem mais positivo do que a gente em princípio pensa que é. O importante não é nem a reportagem, mas o que se pode apreender do ponto de vista humano”.

Muitos anos atrás, eu ainda trabalhava no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, quando me despacharam para cobrir um eclipse do sol. Eu era uma das muitas repórteres que se espalharam pela cidade para trazer histórias do eclipse. Quando você trabalha em um jornal diário, às vezes precisa se desdobrar muito para trazer uma boa história. O que vou contar?, pensava eu, empunhando uma radiografia para proteger os olhos enquanto caminhava pelas ruas do centro da capital gaúcha. Oquei, a lua vai engolir o sol por um minuto, as pessoas vão fazer ahhhhhhhhh, e, como elas, eu vou achar lindo. Mas qual é a história?

Então eu vi uma cega. Toquei na mão dela e pedi: “Deixa eu ficar com você na hora do eclipse?”. Ela deixou. Foi tudo muito rápido. Ela nunca tinha visto o sol, nunca tinha visto a lua, nunca tinha visto as estrelas ou o céu azul. Ela nunca tinha visto a si mesma.

De mãos dadas com ela, descobri que ela enxergava tudo isso, só que de outro modo. Quando a lua cobriu totalmente o sol, ela disse: “Estou sentindo um frio diferente”. Era isso. Ela via o eclipse. E via de um jeito que eu jamais poderia.

O tempo passou e eu esqueci dessa história. Ao conhecer Leniro, essa memória voltou. Assim como a de outra reportagem em que passei 24 horas na Rua da Praia, a mais mítica de Porto Alegre. No fim da tarde, vi dois cegos conversando na esquina com suas bengalas. Parei ao lado, me identifiquei e fiquei por ali. Depois de algum tempo, acho que me esqueceram. Continuei ouvindo o que falavam. A conversa não seria surpreendente se não fossem cegos. Mas eram cegos. (O que será que eu imaginava? Que estivessem discutindo a crítica da razão pura de Kant, apenas por que eram cegos e não tinham nada de melhor para conversar?)

Pois então. Eles só falavam de mulher! A certa altura, não me contive e perguntei: “Mas como vocês enxergam essa mulherada toda?”. Eles me explicaram. E a explicação era muito boa, mas esqueci. Faz bem mais de uma década.

Agora, finalmente, graças à aparição de Leniro na minha vida, percebi que olhar para a deficiência apenas como a falta de algo, de um sentido, não é toda a verdade. Não só não é toda a verdade, como é um modo pobre de enxergar. Dentro de mim, surgiu algo novo: o reconhecimento de um mundo diverso, com possibilidades diversas. Como a de ver um eclipse como “um frio diferente”.

Não é curioso que tenha sido um cego a ampliar o meu olhar?

Foi isso que Leniro tentou me dizer ao afirmar que é um mundo rico. Ele passou o final de semana no encontro anual do Dosvox, em Fortaleza. Nele, os usuários discutem o programa e ele sai de lá aprimorado. Graças ao Dosvox, todo dia uma amiga que vê pode enviar um clipping de notícias, reportagens, artigos e colunas garimpados na internet para um grupo de cerca de 50 cegos, ex-alunos do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro. É assim que essa coluna chega a eles. “O que era só papel mudo agora é palavra viva”, explicou essa mulher especial.

Para um cego, desbravar a internet se assemelha a uma daquelas viagens dos grandes navegadores do passado. Os sites pouco se preocupam em ser acessíveis para quem não pode ver e há monstros marinhos escondidos logo ali. Para os cegos, uma mudaça de layout é uma tempestade daquelas capazes de virar o barco. Pesquisando na internet sobre o tema, encontrei a página pessoal da educadora cega Elisabet Dias de Sá. Em um dos textos, assim ela explica a epopéia: “Guardadas as devidas proporções, navegar na web é como aventurar-se pelas ruas e avenidas da cidade guiada por uma bengala, exposta ao perigo e a toda sorte de riscos decorrentes dos obstáculos, suspensos ou ao rés do chão, espalhados pelas vias públicas”. Quem quiser ler mais, o endereço é: http://www.bancodeescola.com.

Em minha própria incursão por esse novo mundo, conheci nos últimos dias uma cega que compra livros, escaneia, corrige e envia para o grupo de amigo, para que todos possam alcançar a literatura pelo computador. Nem consegui esperar os e-mails. Tive de ligar para ela. “Quantos anos você tem?”, perguntou-me ela. “Quarenta e três”, disse eu. “Pela voz, achei que você era mais nova”, disse ela. “É essa maldita voz de criança que eu tenho”, disse eu. “Não, é suave. Agora, quando eu ler seus textos, vou lembrar da sua voz”, disse ela, generosa.

Conhecemo-nos pelas nossas vozes, numa ponte telefônica São Paulo-Rio de Janeiro. Ela explicou que, com esse programa, o Dosvox, cada um pode ler no seu ritmo. Mais lento, mais devagar. Pode parar, voltar, avançar. As letras são transformadas em voz. Há até um pequeno número de vozes, masculinas e femininas, para escolher. O computador é normal, os cegos conseguem usar o teclado porque fazem curso de datilografia. E o programa permite que leiam aquilo que escrevem. Podem até ler letra a letra, se quiserem. Tipo: escrevem “a” e o computador diz “a”. Como ela coloca em volume baixo, essa voz repetindo as letras não incomoda. Assim, ela pode corrigir eventuais erros. Os cegos leem e escrevem pela voz, acessada pelo teclado.

Ela compra livros, passa um scanner que transforma cada página de papel em página digital e aí, com o programa, corrige eventuais erros e envia para o grupo de amigos. Cada livro exige pelo menos uma semana para se tornar “um trabalho bem feito”, explica. Só tem disponíveis as horas depois do expediente no Tribunal de Justiça do Rio, onde é funcionária concursada. Ela queria muito que os editores concordassem em vender os livros digitalizados, já que todas as editoras têm as obras guardadas em um arquivo do computador. Antes de virar papel, os livros são digitais. Assim, ninguém precisaria depender da sorte de ter uma amiga bacana como ela para ler não só os últimos lançamentos, mas também toda a bibliografia que por séculos ficou exilada do mundo dos cegos.

Cega de nascença, ela nunca viu. “Não enxergo escuro ou claro. É um vazio”, explica. Essa é a experiência dela. Não existem dois cegos com a mesma vivência do mundo. Cada um encontra o seu modo de lidar com uma vida sem imagens. E como são seus sonhos?, insisti. “São sons, são sentimentos”, ela diz. Senti-me cega no mundo dela. Como é um sonho sem imagens? Ou, pelo menos, sem as imagens como eu as compreendo?

Conversamos sobre O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupery. Foi ele quem disse: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”. Ela adora O Pequeno Príncipe, eu também. E nenhuma de nós foi miss. Percebi, porém, que o meu Pequeno Príncipe é como o da maioria. Quando alguém pronuncia “Pequeno Príncipe”, aciona uma tecla do meu cérebro que me devolve aquela imagem clássica do menino loirinho, diáfano, com seu manto verde. Mas esta é a imagem do ilustrador, não é a minha, nem a sua. Mesmo que eu quisesse, não conseguiria me livrar dessa ideia. O Pequeno Príncipe de minha nova amiga é só dela.

Como você imagina o Pequeno Príncipe?, perguntei. “Me vem aquela passagem de que somos responsáveis por quem cativamos”. Para ela vem um sentimento, algo que ecoa nela. O pôr-do-sol vermelho descrito nos romances é também algo só dela, assim como o eclipse foi “um frio diferente” para a cega com quem fiquei de mãos dadas por um minuto compartilhado das nossas vidas, em que conectamos a diferença de nossos mundos.

Acho que há vários modos de ser cego. Aqueles com quem converso nessa coluna têm uma deficiência visual – orgânica, concreta. Mas criaram outras maneiras de se conectar ao mundo, outras formas de enxergar. O mais triste é quando nosso sistema visual funciona perfeitamente, mas só enxergamos o óbvio, o que nos foi dado para ver, o que estamos condicionados a ver. Quando acordamos, a cada manhã, e as cenas da nossa vida se repetem como se assistíssemos sempre ao mesmo filme. Às vezes, choramos diante da tela não por emoção, mas pela falta dela. O filme é chato, mas sabemos o que vai acontecer em cada cena. É chato, mas é seguro. Em nome da segurança, abrimos mão de experimentar novos enredos. Tememos nos arriscar à possibilidade do diferente. Temos tanto medo que fechamos os olhos ao espanto do mundo.

Acho que ser cego é não ver o mundo do outro. Estar fechado ao que é diferente de nós. Isso vale para qualquer outro, para qualquer mundo. Nem sei dizer o quanto meu universo se ampliou ao ser vista por Leniro. A vida é sempre surpreendente quando não temos medo dela: foi preciso que os cegos me vissem para que eu os enxergasse. E, depois deles, tornei-me menos cega.

————————————————————————————————-

Para quem quiser iniciar seu próprio ensaio sobre a cegueira, sugiro começar por um texto de Leniro. Sim, por que Leniro não apenas lê no computador – ele também escreve crônicas e poesias. E escreve com muito humor. Leniro não só lê e escreve, como consegue rir da sua impossibilidade mecânica de ver com os olhos. E ser capaz de rir de si mesmo é sempre uma grande virtude. Nesse texto ele conta de sua iniciação na internet – e de seu primeiro encontro literalmente às cegas. Imperdível. Fiquei me coçando de vontade de contar essa história aqui na coluna, mas eu jamais conseguiria escrever com tanta graça. Confira: http://www.bancodeescola.com/leniro.htm.

Fonte: EPOCA

 
Comentários desativados em A cega era eu

Publicado por em 19/10/2009 em POIMENIA

 

Tags: , , , ,

Números e relatos atestam sucesso do Braille Virtual

Olavo Soares, do USP Online

O professor de geografia Everton Vasconcelos teve a ideia de mostrar para seus alunos como funciona o sistema Braille. Para isso, utilizou um programa desenvolvido pela Faculdade de Educação (FE) da USP. A iniciativa foi bem recebida pelos estudantes, que assim puderam conhecer melhor a linguagem de escrita e leitura dos cegos.

Projeto da FE ensina de maneira rápida e simplificada a linguagem Braille

Vasconcelos, bem como seus alunos e a escola em que leciona, está em Santa Maria, município do interior do Rio Grande do Sul localizado a cerca de 300 quilômetros de Porto Alegre.

O meio que ele utilizou para aproximar seus estudantes do Braille – e também da USP – foi o projeto Braille Virtual, criado pela FE e que comemora cinco anos em 2009. O programa, que pode ser acessado pelo seu site ou ser “downloadeado” para utilização em ambientes offline, ensina de maneira rápida e simplificada a linguagem Braille.

Compreensão

O público-alvo do Braille Virtual são as pessoas não-cegas. Ou “videntes”, na terminologia mais adequada. O programa tem como objetivos maiores a universalização e a desmistificação do Braille – ou seja, fazer com que mais gente conheça a técnica e que a encare como algo mais acessível do que uma primeira impressão pode sugerir.

Essa meta, no caso do Braille, é essencial. Por mais que haja significativos avanços na inclusão e educação das crianças cegas, permanecem alguns “temores” de professores e colegas de classe no convívio. E entender o que significam as “bolinhas” manuseadas pelas crianças que não enxergam é um ótimo passo para que a inclusão seja mais plena.

A equipe responsável pelo projeto ressalta que lançar mão da internet como ferramenta para disseminação do curso é imperativo em um País com as características do Brasil – de grandes distâncias e também com baixos índices e ferramentas de acesso à cultura.

O Braille Virtual também ambiciona que pais dos jovens cegos conheçam melhor as ferramentas de comunicação dos filhos. Afinal, a criança cega, tal qual a vidente, também precisa da ajuda dos pais em tarefas cotidianas, como fazer um dever de casa. “Se o pai não consegue entender o que está escrito no caderno do filho, ele não consegue ajudar. E com o Braille Virtual, nós deixamos claro que o entender é um processo relativamente simples”, conta a professora Nely Garcia, uma das coordenadoras do projeto.
Simplicidade é realmente o tom do Braille Virtual. O que se vê em duas dimensões: a primeira, no sistema Braille propriamente dito. O Braille nada mais é do que a transposição do alfabeto convencional para um em que as letras, numerais e sinais de pontuação se formam numa combinação entre dois pontos na horizontal e três na vertical. Não há novas letras, novos sinais, nada de específico da linguagem.

E o outro elemento em que a simplicidade se faz presente é no manuseio e interface do Braille Virtual. O curso completo pode ser feito em 12 horas. O programa tem o alfabeto transcrito para o Braille, frases completas, exercícios e jogos, que colaboram para a fixação dos conceitos. Não exige recursos pesados e nem um computador dos mais potentes para ser rodado. Pode ser baixado, para reprodução em outros computadores – e vale ressaltar que ele é aberto e tem sua replicação autorizada e estimulada pelos criadores. E está disponível também nas versões inglês e espanhol.

Início

A motivação para criação do Braille Virtual nasceu quando a professora Nely Garcia realizou, no começo da década, uma consultoria para o Ministério da Educação. Na ocasião, a professora constatou que o desconhecimento do Braille era endêmico e que prejudicava sensivelmente o aprendizado das crianças cegas. “A linguagem Braille era ignorada pela maioria dos professores. Num exercício em sala de aula, por exemplo, jamais a redação de uma criança cega era avaliada”, conta.

As pesquisas da professora levaram à criação do software Vide Braille I, que ensinava a linguagem de maneira similar ao Braille Virtual. Mas a falta de boas estratégias para divulgação fez com que o programa acabasse por permanecer desconhecido.

Com o uso da internet, a criação do Braille Virtual possibilitou a disseminação do sistema. “E hoje ouvimos muitos professores dizendo que não dependem mais de ninguém pra fazer a transcrição”, diz.

Sucesso

O Braille Virtual foi lançado em 2004 e não contou com nenhuma estratégia formal de divulgação. A existência do site foi repassada entre os interessados via boca-a-boca. Ainda assim, logo nos primeiros meses se pôde perceber um boom nos acessos à página. Já em janeiro de 2005, quando o site do Braille Virtual contava pouco mais de quatro meses, o número de visitas era superior a 15 mil. Hoje, são mais de 320 mil visitantes e uma distribuição de cópias do software que supera o 1,2 milhão.

“O mundo todo está ampliando o acesso ao programa”, conta a professora Tizuko Morchida Kishimoto, também responsável pelo Braille Virtual. Há referências ao Braille Virtual em páginas de empresas e instituições governamentais de diferentes países, sem contar um posicionamento em todas as regiões do Brasil. A adaptação do programa aos idiomas inglês e espanhol levou o Braille Virtual a ser significativamente acessado nos continentes norte-americano e europeu.

Com isso, os depoimentos elogiosos e experiências positivas com o programa se criam em escala exponencial. Os relatos que chegam à equipe da FE trazem frases como “o curso veio de encontro à minha necessidade como educadora”, “nós que temos familiares com deficiência visual sabemos da importância desse trabalho”, e “sou cega e gostaria de parabenizar todos os envolvidos na realização do projeto. Iniciativas como esta são fundamentais se queremos uma sociedade mais inclusiva”.

A diversidade dos elogios reflete a variabilidade do público que chega ao site. Familiares de cegos, educadores, “curiosos”, militantes – embora de diferentes vertentes, pessoas que acreditam na inclusão dos cegos e que também apostam na tecnologia como uma ferramenta eficaz para superar as barreiras costumeiras. Barreiras como a da distância, posta abaixo pela união entre um sistema bem desenvolvido e a disposição de pessoas como o professor Everton Vasconcelos, do interior do Rio Grande do Sul. “Ainda que eu não tenha contato direto com pessoas cegas, acredito que diminuir preconceitos é tarefa de todo educador. Por isso utilizei o Braille Virtual com os meus alunos, e afirmo que todos os professores deviam adotar práticas semelhantes”.

Mais informações: (11) 3091-3099, email garcian@usp.br. Site http://www.braillevirtual.fe.usp.br

(Agência USP)

Fonte: MERCADO ÉTICO

 
Comentários desativados em Números e relatos atestam sucesso do Braille Virtual

Publicado por em 13/10/2009 em POIMENIA

 

Tags: , , , , ,