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“Se Jesus estivesse aqui, estaria no Facebook”, diz padre Marcelo Rossi

ANA OKADA
Da RedaçãoPadre Marcelo Rossi durante apresentação no estádio do Morumbi (21/4/2006)
  • Padre Marcelo Rossi durante apresentação no estádio do Morumbi (21/4/2006)

Caso Jesus vivesse nos dias de hoje, ele estaria no Facebook, Twitter e em todos os meios de comunicação. Esta é a opinião do Padre Marcelo Rossi, um de seus divulgadores mais célebres e fã de redes sociais. Em entrevista ao UOL, ele conta que seu novo disco novo, “Ágape Musical”, é um esforço para divulgar a Igreja Católica, mas que a instituição deveria estar mais presente na internet.

“A Igreja tem que entender que ela tem que entrar nas redes sociais, este é o meu objetivo principal: tocar o jovem. Eles têm muita informação e pouca formação, não sabem nem o que prestar no vestibular… Como lidar com tanta informação? Este é o meu trabalho, evangelizar [as pessoas].”

O padre conta que, dentre as redes sociais, prefere o Facebook e tem oito perfis lá. “Amo o Facebook. Tenho iPhone, então sempre mando mensagens por lá. Twitter não gosto muito, não interajo tanto com ele, mas o ‘face’ sou apaixonado. Onde estou, se estou no carro, estou sempre digitando”, diz. Segundo o religioso, seu site tem mais de 2 milhões de e-mails inscritos em sua newsletter. “Tudo isso ajuda, é um meio de comunicação, é o nosso marketing”, diz.

“Não sou cantor”

Apesar de ter o mesmo nome de seu último livro, “Ágape”, o conteúdo do CD não tem relação com o literário. Dentre as 28 músicas que o padre utilizava em suas missas, 14 foram selecionadas –sete são católicas e sete são evangélicas. Ele diz que não vê problema em misturar as religiões: “Não quero converter ninguém, mas sim levar as pessoas a conhecer o amor de Jesus, o Ágape.”

Ele explica que, diferente do padre Fábio de Melo, que faz shows e é mais “cantor”, ele não se vê como músico ou escritor. “Nunca pensei que viraria escritor ou cantor. Não sou cantor, sou um padre que usa os meios de comunicação para evangelizar. Não faço show e nem cobro cachê, nunca fiz isso. Só canto nas missas, na hora do louvor.”

O padre conta que é fã de bandas de rock, como o U2, Capital Inicial e de artistas como Eric Clapton e Phil Collins, que lembram sua juventude, mas que isso não influencia suas músicas. “[Essas músicas] são da minha juventude; gosto de música religiosa, mas essas são mais para dar pique [ao fazer exercícios].” Já sobre os grandes fenômenos pops, como Lady Gaga e Madonna, o padre não tem a mesma opinião. “Acho que elas não cantam nada, querem mover escândalos para se promover, diferente do Michael Jackson, que era um excêntrico.”  CONTINUA…

Fonte: UOL

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Publicado por em 16/09/2011 em POIMENIA

 

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Querendo ser Deus?

Por Leonardo Boff*

Rose Marie Muraro é uma mulher impossível. Com extrema limitação de vista e de saúde escreveu 35 livros e editou cerca de outros 1600. Foi pioneira do feminismo brasileiro. Seu estudo sobre a sexualidade da mulher brasileira, publicado pela Vozes de Petrópolis se transformou num clássico seja pela metodologia seja pelas categorias de análise.

Formada em física, sempre se preocupou com a tecnologia e sua incidência no destino humano. Agora, no avançado dos anos e após muitas pesquisas e manejando mole imensa de fontes, informações e autores nos entrega um livro-síntese com o titulo Os avanços tecnológicos e o futuro da humanidade: querendo ser Deus? É uma publicação da Editora Vozes de Petrópolis da qual foi por 17 anos diretora editorial.

O subtítulo ‘Querendo ser Deus?’ define a perspectiva de sua análise e ao mesmo tempo faz ecoar uma denúncia contra o tipo de ciência e de tecnologia dominantes na história. Na verdade, faz um soberano rastreamento histórico da tecnologia desde os alvores da humanidade quando há mais de dois milhões de anos surgiu o homo faber, aquele que, por primeiro, utilizou o instrumento para se impor à natureza, passando pelos vários períodos históricos com suas respectivas revoluções até chegar aos tempos contemporâneos da engenharia genética, da robótica, da nanotecnologia, da biologia sintética para culminar na fusão entre homem e máquina.

O que Rose nos mostra, ao longo de seu livro, é o calvário da Terra e a lenta e progressiva crucificação da vida e da natureza através do poder da tecnociência, posta a serviço da vontade de poder na sua concretização mais crua e cruel no capital/dinheiro.

Mas nem sempre foi assim. Primitivamente o saber e a técnica estavam a serviço da solidariedade e da partilha, atendendo as demandas humanas e aliviando o peso da vida. Mas do momento em que surgiu a moeda e ela se fez a mediação exclusiva para todas as trocas e se transformou ela mesma em mercadoria com preço (juros) se produz uma perversa revolução. Passa-se da cooperação para a competição, do cuidado para a agressividade. O que vige então é o ganha/perde e não o ganha/ganha. A sociedade é conflitiva com exércitos, muitas guerras e grandes mortandades.

Os senhores do dinheiro sujeitam a si as pessoas, controlam a sociedade e decidem que saber e que técnica cabe desenvolver para reforçar seu poder. Não se produz para a vida mas para o mercado. Não se inventa para a sociedade mas para o lucro.

O atual projeto da tecnociência acelerou enormemente a história. Em cem anos a humanidade caminhou mais do que nos dois milhões de anos anteriores. Esta velocidade estonteou a mente e está gerando uma verdadeira mutação humana, somente comparável àquela ocorrida na evolução biológica multimilenar. Cientistas projetam introduzir nanopartículas na corrente sanguínea do cérebro para gestar uma inteligência supra-humana.

Emergiria assim um híbrido de ser humano e máquina, bifurcando a humanidade entre os melhorados e os não melhorados.

É contra esse intento que se insurge Rose Marie Muraro, pois ele configura suprema arrogância e atualização da antiga tentação bíblica do sereis como Deus.

O ser humano, por mais que queira, jamais superará os limites de sua natureza. Só uma ciência com consciência, servirá à vida e garantirá o futuro da Terra. A autora propugna por moedas complementares, por um consumo compassivo e reciclável, por uma revolução radical de dentro para fora e de baixo para cima, no jogo do ganha/ganha, como forma de sair com êxito do cipoal em que nos enredamos. A frase final de seu brilhante livro é esperançadora: “Quando desistirmos de ser deuses poderemos ser plenamente humanos, o que ainda não sabemos o que é mas que intuímos desde sempre”.

[Autor, em parceria com Rose Marie Muraro, Feminino/Masculino: uma nova consciência para o encontro das diferenças, Sextante 2002].

* Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor.
(Envolverde/O autor)

Fonte: ENVOLVERDE

 
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Publicado por em 24/10/2009 em POIMENIA

 

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Israel eleva vigilância em Jerusalém após conflitos com palestinos

JOSEPH KRAUSS

da France Presse, em Jerusalém

Milhares de policiais foram novamente mobilizados nesta terça-feira em Jerusalém, após dois dias de enfrentamentos com jovens palestinos na área da Esplanada das Mesquitas, um barril de pólvora em pleno centro da Cidade Santa.

“Começou a batalha pela soberania [israelense] de Jerusalém, e em particular do Monte do Templo”, disse para uma rádio pública o ministro Sylvan Shalom. A ANP (Autoridade Nacional Palestina), presidida por Mahmoud Abbas, condenou as “provocações” de extremistas judeus que querem “mudar o caráter da esplanada”.

Os judeus e os muçulmanos se referem com nomes diferentes ao mesmo local. Enquanto os primeiros chamam de Monte do Templo, porque ali ficavam dois templos sagrados; os outros falam em Esplanada das Mesquitas, devido ao complexo de mesquitas. Essa esplanada, onde ficam as mesquitas de Al Aqsa e o Domo da Rocha, é, em importância, o terceiro santuário do islamismo, atrás de Meca e de Medina.

O complexo de mesquitas foi construído sobre as ruínas do templo sagrado dos judeus, que foi destruído pelos romanos no ano 70 da era cristã. O principal vestígio daquele templo é o Muro das Lamentações, o local mais sagrado para os judeus.

Ronen Zvulun/Reuters
Policiais de Israel policiam a Cidade Santa de Jerusalém; palestinos acusam Estado judaico de acirrar tensões
Policiais de Israel policiam a Cidade Santa de Jerusalém; palestinos acusam Estado judaico de acirrar tensões

Desde 2003, a polícia israelense autoriza o acesso à esplanada para os grupos de visitantes, sem coordenação com o Escritório de Bens Muçulmanos (WAQF), responsável pelos lugares santos do islã, mas proíbe que judeus entrem no local para rezar.

No último dia 27, um grupo de israelenses foram à Esplanada das Mesquitas. Desde então, houve uma série de incidentes entre os residentes palestinos de Jerusalém e os agentes de segurança, Mais de 50 árabes já foram detidos. Nesta terça-feira, a polícia manteve restrito o acesso à esplanada, autorizando apenas os muçulmanos com mais de 50 anos que possuem cidadania árabe-israelense ou residentes de Jerusalém Oriental. A polícia também proibiu o acesso para visitantes judeus e cristãos.

“Devemos manter o estado de alerta e nossa mobilização massiva, devido a uma série de incidentes na noite de segunda-feira [5], que levou à detenção de 20 palestinos”, afirmou à agência de notícias France Presse o porta-voz da polícia local, Shmuel Ben Rubi.

Milhares de policiais e guardas de fronteira também foram mobilizados em Jerusalém Oriental e na zona leste para proteger a “marcha de Jerusalém”, manifestação que atrai todos os anos milhares de participantes israelenses e estrangeiros. O evento assume um tom cada vez mais nacionalista principalmente desde 1981, quando Israel declarou que Jerusalém era a “capital indivisível”, apesar da oposição da comunidade internacional.

A marcha acontece anualmente na época da festa de Sucot, que relembra os anos passados no deserto pelo povo judeu após sua libertação do Egito.

Fonte: FOLHA

 
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Publicado por em 06/10/2009 em POIMENIA

 

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