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Serei consolado.©

10 maio

Uma das falas mais comuns entre os adultos é quando a gente se lembra dos momentos de infância, das coisas que fazíamos, das peripécias, dos estudos, das brincadeiras e dos tombos.

Cada tombo!

Lembro-me certa feita de um grupo de estudos que estava discutindo a respeito da educação de filhos sob uma perspectiva bíblica.

Num determinado ponto a conversa girava ao redor do tema manhas infantis e disciplina e, apropriadamente, uma daquelas mães colocou ao grupo o seguinte:

—   Precisamos desenvolver a percepção de que quando dói, dói.

Ela referia-se ao fato corriqueiro de uma criança ao cair instintivamente levantar chorando, quase que procurando pela mãe, por socorro, por apoio.

Conheci pais que nessas ocasiões davam verdadeiras broncas nos filhos mandando-os ficar quietos!

Lembro-me até de pais que chegavam a dizer:

— Não foi nada. Homem que é homem não chora!

O fato é que dói, dói se não fisicamente, emocionalmente.

Pode dar a impressão para mim pai que não foi nada, mas para a criança dói.

A criança procura o colo da mãe buscando ali o alívio para sua dor, o consolo para seu choro.

Ah, que saudades eu tenho do colo de minha mãe! Suas palavras meigas, amigas, carinhosas naqueles momentos.

O tempo impiedosamente passa e a gente cresce, vira adulto.

Mesmo assim como é bom podermos recorrer a um colo de mãe nas horas difíceis, buscar o abrigo daqueles braços amigos, sempre estendidos para nos acolher…

Sempre ouvi dizer e também preguei que Deus é Pai, um pai amoroso e é verdade isso.

Todavia, há um versículo na bíblia que mexe muito comigo.

Este versículo é o de número 13, do capítulo 66, do livro do profeta Isaías.

Como alguém a quem sua mãe consola, assim eu vos consolarei…”

Há e haverá tempos onde levaremos tombos na vida.

Sentiremos as dores, as angústias, as ansiedades e aflições.

Pode ser um tombo causado por um tropeço próprio, pela maldade de alguém, ou até por um ato mal-pensado de outrem.

Mas, muito embora todas essas coisas possam me incomodar até a ponto de desesperar-me, tenho hoje a certeza de que meu Pai celestial irá me acolher em seus braços eternos e irá me consolar como minha mãe me consolava…

Ouvirei sua voz, sua palavras de vida e de restauração, experimentarei mais uma vez o bálsamo de Gileade, o remédio celestial para as feridas humanas, as que eu mesmo fiz em mim e aquelas que me fizeram.

Chorarei, é verdade.

Como escreveu o salmista, no Salmo 56 versículo 8, chorarei sabendo que Deus recolhe as minhas lágrimas e anota cada uma delas.

Ele está atento para o meu sofrimento, à minha angústia.

Serei consolado, pela presença do Consolador, o Espírito Santo de Deus que habita em mim, em cada um de nós.

Tenho a certeza ainda de que Ele, como está escrito no livro de Apocalipse capítulo 21 e versículo 4, enxugará dos meus olhos todas as lágrimas.

Serei curado, enfim, minhas emoções confusas serão todas restauradas e eu poderei voltar a brincar, a viver intensamente como uma criança.

Oração

 SENHOR, muito obrigado pela segurança que tu me dás; a certeza de que sou amado e que sempre serei consolado.

Pr.Francisco A Salerno Neto

Curitiba, 11 de Julho de 2001.

 

Esta mensagem pode ser reproduzida desde que mencionada a fonte.

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Publicado por em 10/05/2012 em POIMENIA

 

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