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Surdos e mudos ©

09 maio

Na praia, o rapaz avista uma mulher lindíssima, a mulher que ocupava seus sonhos há muito.

Meio que sem jeito aproxima-se e, arriscando um tudo ou nada, diz:

—    Me dá um beijo!

A bonitona estufa o peito e não responde.

Novamente, nosso herói pede um beijo:

—    Me dá um beijo, um beijinho só, vai…

Ela olha para o céu, olha para o cachorrinho poodle e não diz nada.

Nosso herói não desiste. Afinal era o sonho de uma vida inteira.

—    Vamo lá, um só…

Virou uma estátua, impassível.

Sentindo-se inferiorizado, nosso herói resolve então chutar o pau da barraca:

—    Ô mina, você é surda?

—    Não, e você? É paralítico?

Há muitas situações semelhantes a esta em nossas vidas. Situações onde o silêncio de alguém nos dá a falsa impressão de que estamos falando sózinhos, falando com o vento. Nessas horas ficamos realmente paralizados. Nem vamos para frente, nem para trás e muito menos para os lados. Paralizados. Ao invés de continuarmos a ser agentes passamos a reagir, esboçar reações que nem sempre produzirão o resultado que almejávamos.

O silêncio também é uma linguagem.

Quando oramos a Deus, estamos conversando com Ele, mas, falando honestamente, cá entre nós alguém poderia me dizer como é a voz de Deus?

É, é preciso ter fé para conversar com Ele. Pelo menos é o que está escrito na carta aos Hebreus no capítulo 11 e versículo 6: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”.

Meu coração está cheio de fé mas minha mente não ouviu a voz…

Pronto! Lá vamos nós ficar paralizados que nem burro chucro no meio da estrada.

Mas, e quando é o próprio Deus que fala conosco e nós não respondemos?

Ele também fica paralizado.

O Salmo 81 fala um pouco sobre essa situação.

No versículo 8, lemos o clamor de Deus: “Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!”

Também no versículo 13, “Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!”

O SENHOR entendeu que o seu povo não O escutava, porque o seu povo não estava andando em seus caminhos e, por isso, era impossível ser exortado. “O meu povo não me quis escutar a voz… assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos”. (Versículos 11 e 12) Nem o SENHOR podia falar com o seu povo e nem o povo queria mais falar com o SENHOR.

Agiam como surdos e tornaram-se mudos. Como conseqüência, o povo enfrentava tremendas dificuldades no plano político e social, inimigos externos e a fome.

O SENHOR quer agir mas precisa de nós.

Escutar, andar em seus caminhos, abrir a boca.

“Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito. Abre bem a boca, e ta encherei”.  (versículo 10)

Se quisermos reverter situações extremas em nossas vidas, precisamos abrir nossas bocas, dizer ao SENHOR cada uma de nossas necessidades para que Ele aja.

“Nada tendes, porque não pedis”. Carta de Tiago capítulo 4 e versículo 2.

Oração

SENHOR, eu tenho Te impedido de agir em minha vida. Eu quero andar nos seus caminhos e abrir a minha boca. Não quero mais ser um surdo-mudo espiritual. Perdoa-me e cura-me dessa falsa surdo-mudez. Exorta-me.

 

Pr.Francisco A Salerno Neto

Curitiba, 12 de Julho de 2001.

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Publicado por em 09/05/2012 em POIMENIA

 

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