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Padre chama evangélicos de otários por não acreditarem nos santos católicos

16 fev

Para o religioso o protestantismo é orgulhoso por acreditar que é possível chegar à Deus sem intermediários
Padre chama evangélicos de otários por não acreditarem nos santos católicos

A adoração a imagens é uma das maiores diferenças entre cristãos católicos e protestantes e por causa disso, durante uma missa, o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Arquidiocese de Cuiabá (MT), disse que os evangélicos são “otários”.

“o principio protestante é um princípio orgulho é soberbo, o principio protestante é ‘eu não preciso o de ninguém eu vou pra Deus direto’”, ensina o religioso que diz que sua religião é humilde e que Deus quer que usemos os outros pecadores.

“E se Deus quer que você use os outros, as criaturas humanas frágeis, o que você faz otário?”, diz ele que confessa que beija a mão de outro padre mesmo sabendo que ele é pecador porque aquelas mãos são instrumentos de santificação.

O padre disse os protestantes repetem, babam e bufam, que Jesus é o único mediador. “Jesus é a único mediador, meu filho. Mas você já ouviu falar no Corpo de Cristo? O único mediador é o Corpo de Cristo, não é só a cabeça”, disse.

Em seu sermão ele tentava convencer de que o catolicismo está correto ao pedir para que os santos façam a intermediação de suas súplicas é o mesmo que pedir para o próprio Jesus. Ele diz também que os evangélicos falam que amam a Jesus, mas perseguem os católicos, falam mal da Virgem Maria e do Papa.

“Como é possível amar Jesus desse jeito? Vocês só amam o pedaço que vocês escolhem? Cadê o cristianismo bíblico que vocês pregam?”, diz o sacerdote que afirma que Maria age na salvação do mundo, porque Cristo está vivo e está vivo através da Igreja, o Corpo de Cristo que foi gerado por Maria.

Assista: 

Fonte: GOSPEL PRIME

 
3 Comentários

Publicado por em 16/02/2012 em POIMENIA

 

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3 Respostas para “Padre chama evangélicos de otários por não acreditarem nos santos católicos

  1. Joel da Rocha Filho

    21/02/2012 at 18:56

    Quanta frustração por parte deste padre. Ele que vá cuidar das suas ovelhas. Me entristece ver uma pessoa usar desse expediente para defender o que acredita. Cuidado para não não ser culpado perante Deus, por levar multidões para o fogo eterno por ensinar e incentivar a idolatria. Pelo menos os evangélicos cumprem o que a Palavra de Deus nos ensina. Vou orar à Deus pela sua conversão.

     
  2. Hermes Santos

    17/02/2012 at 11:27

    Infelizmente, Maria assumiu, no catolicismo popular e hierárquico oficial, o lugar do Espírito Santo. Aí, Maria faz as vezes do Espírito, pois é ela quem gera a Igreja. Nada mais herético, claro!. Mas essa heresia cristã (ou diabólica, no dizer de outros) tem uma longa história e a igreja católica romana necessita dele visceralmente para sua sobrevivência como instituição e como meio de produzir a identidade de milhões.

    O último papa, João Paulo II consagrou seu ministério a Maria e em seu brasão trazia a inscrição latina “Totus tuus” (Todo teu). Nada para o Deus-Pai de Jesus Cristo pelo poder do Espírito, mas tão somente para Maria. O atual papa, jesuíta, é igualmente devoto da Virgem. A autoridade papal se serve da devoção mariana e a estimula, seja na fabricação do dogma (os da ascensão e da perpétua virgindade, por ex.), seja na promoção da chamada “opera Mariae” (obra de Maria), a qual se atrela à renovação carismática católica (RCC), instrumento de promoção da Virgem no mundo católico e meio reacionário de deter o avanço dos protestantes. As duas coisa estão de tal modo imbricadas, autoridade papal e devoção mariana que não se pode criticar uma sem afetar a outra; elas se alimentam e se retro-alimentam de forma simbiótica: dogma e devoção de mãos dadas, numa “perfeita” sintonia constituidora da esquizofrênica espiritualidade católica.

    Não foi à toa que em um congresso católico de evangelização no fim dos anos oitenta, no ginásio da Beira-Rio, em Porto Alegre, que o então teólogo católico Leonardo Boff afirmou ser Maria mais importante do que Jesus Cristo para o catolicismo romano latino-americano. Quanta sandice! E ainda ouvir esse clérigo ignorante afirmar de maneira desrespeitosa que evangélico é otário por prescindir da mediação salvadora de Maria (a última batalha dos marianistas nos corredores do Vaticano para transformar essa sandice em Dogma oficial da igreja de Roma)! Valha-nos, Deus!

     
  3. Hermes Santos

    17/02/2012 at 11:11

    Quanta ignorância teológica a desse padre! Evidentemente ele ignora o que as sagradas escrituras afirmam acerca de Jesus e que não pode ser afirmado de nenhum outro ser humano, a saber: que há um “único mediador entre Deus e os homens” e esse único é Jesus! Claro que existem outras mediações entre Deus e os homens e, ainda, entre estes últimos, mas nenhuma de caráter salvífico. Assim, as Escrituras, a pregação, a instrução bíblica, os sacramentos – para muitos cristãos – funcionam como “mediações” na vida cristã, sobretudo de sentido, mas a nenhuma delas se confere valor salvífico, como a Igreja católica romana postula em relação a Maria, aos santos e à própria igreja. Com isso, o que se pretende é diminuir e, por fim, frustrar e tornar nulo o papel de Cristo na economia de salvação, fazendo com que o compartilhe com outros sujeitos e com a instituição eclesiástica. Isso soa blasfemo e herético. Um cristianismo bíblico não compactua com isso pois não confunde mediações de sentido – destinadas a seres portadores e capazes de sentido pela palavra e pelos signos linguísticos – com mediação para ou com relação à salvação.

     
 
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