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Juventude tem potencial para participar mais

12 out

Alexandre Saconi, do Aprendiz

“A juventude participa dos movimentos como uma força de inovação, como uma força propulsora que, aos poucos, vai colocando temas na agenda”. A afirmação é da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que debateu o tema “Os jovens e o desenvolvimento sustentável”, durante evento realizado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), na capital paulista.

Apesar dessa potência, que, segundo a ex-ministra, sempre faz o jovem sentir o cheiro do que é novo, é preciso aumentar o envolvimento e a participação dessa parcela da população nas questões que envolvem a sustentabilidade. Marina Silva citou a pesquisa “Dossiê Universo Jovem MTV”, que indica que o interesse dos jovens pela questão do meio ambiente é menor do que por temas como violência, desemprego, fome e drogas. “O candidato ou o representante eleito verifica o que pode trazer mais votos, e por isso itens relacionados ao meio ambiente são relegados para segundo plano”, complementou.

Neste contexto, a educação tem papel importante para a formação do jovem, mas, segundo a senadora, já existem leis que asseguram espaço para a educação ambiental, só é preciso implementá-las. “Já temos políticas de Estado para a educação ambiental. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) assegurou que ela passe a fazer parte da grade curricular, e de forma transversal. O Ministério da Educação (MEC) também tem feito um investimento para que os conteúdos e o material pedagógico sejam produzidos”, lembrou.

Ainda no campo da educação, Marina Silva citou a importância das práticas não-formais. “Nós temos os jovens, as redes de educomunicadores, além de um conjunto de medidas que podem fazer a interação com a educação ambiental dentro das escolas. São processos que precisam ser ampliados”.

Por fim, questionada pela plateia sobre a saída do ministério, a senadora comparou sua gestão como uma corrida de revezamento. “A gente corre até onde der. Vi que não havia mais condições de realizar a política planejada, e se minha saída servisse para mobilizar a sociedade em torno dos problemas ambientais, eu o faria. Assim foi. O que não pode é ficar com o bastão do revezamento na mão e não fazer nada”.

(Envolverde/Aprendiz)

Fonte: MERCADO ÉTICO

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Publicado por em 12/10/2009 em POIMENIA

 

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