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Caminhada dos Cabeças Brancas

11 set

Terceira idade

Divulgação / Caminhada dos Cabeças Brancas em 2007: apoio escasso para ações de mobilização. Neste ano, movimento será em 1º de outubro
Caminhada dos Cabeças Brancas em 2007: apoio escasso para ações de mobilização. Neste ano, movimento será em 1º de outubro

Idoso precisa conhecer melhor os seus direitos

A 7.ª edição da Mobilização Paranaense sobre o Envelhecimento pretende divulgar o Estatuto e colocar a longevidade em pauta

Publicado em 10/09/2009 | Anna Paula Franco

A Semana do Idoso, celebrada de 27 de setembro a 1.º de outubro, deve movimentar entidades, organizações ligadas à causa e, principalmente, os maiores de 60 anos durante a 7.ª edição da Mobilização Paranaense para o Envelhecimento (Move). Não só isso: precisa sensibilizar instituições e a sociedade, sem esquecer a família e também o público em geral, sobre as necessidades de políticas públicas de atenção à terceira idade. Esses são os desafios dos organizadores da Move, que é promovida pelo Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Idosa do Paraná (Cedi-PR).

A ideia é levantar o debate so­­bre a longevidade da população brasileira, que deve chegar a 13% de idosos em 2050. “Não somos mais um país de jovens. Os poderes públicos e a sociedade precisam ter consciência dessa mudança para alterar os rumos de atenção na saúde, na previdência e no atendimento básico dos longevos de hoje e de amanhã”, explica o coordenador geral da Move 2009, coronel Janary Bussmann.

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Fundo estadual é a maior reivindicação

Um dos parceiros mais ativos na empreitada da Move é o Fórum Popular Permanente da Pessoa Idosa de Curitiba e Região. Or­­ga­nizadora da primeira Caminhada dos Cabeças Brancas, realizada em 2007, a entidade se prepara para a próxima edição do movimento, que será realizada durante a Move. A caminhada dos idosos foi feita pela primeira vez há dois anos, liderada pela Caritas do Chile e clamava por dignidade. Na época, 16 países participaram da ação.

Depois de ser suspensa em 2008, por causa das eleições, a caminhada volta a ser realizada neste ano em Curitiba. A saída está prevista para as 9 horas, no dia 1.º de outubro, na Praça 19 de De­­zembro, em direção ao Palácio Iguaçu. No encerramento, as lideranças do movimento devem entregar uma carta às autoridades, com as principais reivindicações dos idosos.

Integrantes do Fórum e o Cedi afinaram os detalhes desse documento, para alinhar as demandas. A mais importante delas é a criação do Fundo Estadual de Direitos dos Idosos, que vai viabilizar o repasse de recursos do governo federal, via Fundo Nacional do Idoso, que também está em fase de implantação. Também será importante para receber o dinheiro das multas aplicadas aos infratores do Estatuto do Idoso. O projeto de implantação do Fundo Estadual tramita há seis anos. “O fundo não é o mecanismo ideal, mas é o que a legislação nos impõe. O certo seria a área de políticas públicas para o idoso ter um orçamento próprio, previsto nas pastas apropriadas para atenção prioritária. Mas esse já é um passo adiante”, explica a gerontóloga Shieley Screminn.

A Move é coordenada pelo Cedi-PR, mas quer envolver as entidades e organizações que, de alguma forma, lidam com a defesa dos direitos dos idosos ou promovam ações que envolvam o atendimento e desenvolvimento da terceira idade. O planejamento da semana foi prejudicado pela pandemia da gripe A. Reuniões de trabalho foram adiadas por causa do risco de contaminação, o que acabou atrasando a articulação do Cedi junto aos possíveis parceiros para a empreitada. O objetivo é pretensioso, já que depende do engajamento e da vontade política dos envolvidos: promover ações de lazer, divulgação de direitos e atendimento de saúde para idosos em todo o estado durante essa semana especial.

Apesar dos atrasos nos preparativos, o Cedi já encaminhou ofícios para as 399 prefeituras do estado, informando da Move e seus objetivos. Os organizadores também contam com o apoio dos conselhos municipais de defesa de direitos dos idosos, instalados em 163 cidades. Associações de professores, unidades do Sesc, as secretarias estaduais da Saúde, Trabalho e Esportes também foram convocadas a participar. O grande desafio é levantar patrocínio para a logística dos eventos que serão promovidos e organizar a grade de programação. “A maior dificuldade é mostrar aos gestores a necessidade desse envolvimento e a importância em criar mecanismos de apoi o e divulgação do Estatuto do Idoso e das lutas pelos direitos. É preciso entender a mobilização pelo envelhecimento digno e saudável como uma causa fundamental para a nossa sociedade”, explica Bohdan Metchko Filho, presidente do Cedi.

Em Curitiba

Para estimular as outras instituições, o Cedi-PR organizou uma agenda própria de eventos para a Move em Curitiba. A Secretaria de Estado da Saúde vai promover uma webconferência no dia 25 de setembro, sobre os riscos de queda em idosos. Há também uma oficina de saúde programada para ocorrer durante a Move e as ações da Semana do Homem, de 22 a 26 de setembro. Uma exposição na Boca Maldita para a divulgação da legislação também está sendo organizada. “Estamos em uma fase em que cada contribuição – de ideias e apoio financeiro – é importante para fazer o evento acontecer”, explica Rubens Bendlin, vice-presidente do Cedi.

Fonte: GAZETA DO POVO

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Publicado por em 11/09/2009 em POIMENIA

 

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