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Morre idosa que morou no HR durante 15 anos

10 set

Do Jornal do Commercio

Sem familiares e diabética, Marlene Severina de Souza morou por 15 anos na recepção da maior emergência do Nordeste

Sem familiares e diabética, Marlene Severina de Souza morou por 15 anos na recepção da maior emergência do Nordeste
Foto: Arquivo/Renato Spencer/JC Imagem

Faleceu às 23h30 da última terça-feira (8), vítima de infecção generalizada, Marlene Severina de Souza, 73 anos, que havia adotado a recepção da emergência do Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife, como lar há 15 anos. A história de vida de Marlene foi mostrada no Jornal do Commercio de 15 de julho deste ano. Sem familiares e diabética, ela afirmava ter trabalhado como auxiliar de enfermagem em hospitais do Estado e alegava morar no HR porque gostava. O corpo deve ser encaminhado hoje ao Instituto de Medicina Legal (IML). Como não possui documentos, tudo indica que Marlene será enterrada como indigente.

“O corpo deveria seguir para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), mas o encaminhamento só é feito pelo hospital ao SVO quando a vítima possui parentes. Como ela não tem familiares, será levada para o IML. Caso familiares não apareçam, os profissionais tentarão fazer a identificação através do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB)”, explicou o comissário Valdemir Barros, do posto policial do HR. “Mesmo assim, é muito difícil. Sabemos o nome dela pelo que ela nos contou. Para fazer identificação completa é necessário a filiação. Ninguém sabe o nome dos pais dela”, completou. O IML deve esperar sete dias para que parentes apareçam para liberar o corpo. Caso contrário, será enterrada como indigente em uma cova rasa do Cemitério Parque das Flores, no Curado, Zona Oeste da capital.

Segundo Hélder Correa, diretor do HR, Marlene foi internada em 27 de agosto com quadro avançado de diabete e desnutrida. “A diabete deixa a imunidade baixa. Ela teve infecção urinária, que avançou para infecção generalizada”, explicou. Correa contou que, um dia depois da publicação da matéria pelo JC, Marlene foi internada passando mal. Liberada um mês depois, foi encaminhada a um abrigo, passou aproximadamente uma semana e voltou para o HR.

Funcionários do hospital lamentaram. “A convivência com Marlene por tantos anos fez com que muitas pessoas a adotassem. Dávamos comida e afeto. Pretendo ir ao enterro”, confirmou uma recepcionista. “Sentirei falta de vê-la varrendo o chão e limpando o banheiro. Mas, pelo menos, não morreu em um abrigo. Como sempre quis, faleceu no HR, sua verdadeira casa”, finalizou o policial Admilson Leleu.

Fonte: JC ONLINE

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Publicado por em 10/09/2009 em POIMENIA

 

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